Jump to content

Archived

This topic is now archived and is closed to further replies.

jambock

Engenheiro brasileiro cria equipamento para prever falhas em avião

Recommended Posts

Meus prezados:
Engenheiro que perdeu filha no voo da Air France cria equipamento para prever falhas em avião.
20374.jpg
O coordenador e o projeto. Desde morte da filha em acidente aéreo, Renato Cotta intensificou estudos em segurança na aviação

Renato Cotta liderou equipe da Coppe/UFRJ responsável por primeiro túnel de vento da América Latina, a ser divulgado nesta quinta
"Fiquei quatro meses sem reação. O trabalho me salvou"
Equipamento reproduz condições extremas de voo e pode testar vulnerabilidade dos sensores de velocidade dos aviões comerciais
RIO - Professor da Coppe/UFRJ, Renato Cotta tem uma ligação muito particular com o tema da segurança aérea. O pesquisador, formado em Engenharia Mecânica, perdeu uma filha e o genro no voo AF 447 da Air France que, em 31 de maio de 2009, fazia o trajeto Rio/Paris e caiu no Oceano Atlântico. A bordo, além do casal que saía em lua de mel, outras 226 pessoas. Todas morreram. Uma das causas do acidente foi a falha dos sensores pitot, obstruídos por cristais de gelo em área de turbulência. A tripulação acabou sem saber a qual velocidade a aeronave voava.
- Fiquei quatro meses sem reação. Em 24 horas você passa do momento mais feliz da sua vida (o casamento da filha) ao mais trágico. O trabalho me salvou - contou ele.
Depois do luto, a virada. Hoje, exatos 5 anos depois do acidente, Cotta e sua equipe apresentam à comunidade científica o primeiro túnel de vento climático do Hemisfério Sul. Mirando a segurança dos voos e a qualidade de sensores de velocidade de aeronaves, os tais pitots, a Coppe/UFRJ projetou, por dois anos e meio, o equipamento que simula condições de voo extremas. No teste, as temperaturas atingem 20 graus negativos e velocidades equivalentes a um terço da do som. Já existem por aqui há tempos túneis de vento para testar a aerodinâmica de automóveis, mas este é o primeiro para aviões.
O equipamento pode testar a vulnerabilidade dos sensores de velocidade dos aviões comerciais, por exemplo, em contato com o gelo.
- Queremos melhorar a qualidade dos sensores, para que resistam às condições em que os aviões estão voando atualmente, a alturas cada vez maiores e com menos desvio das condições atmosféricas adversas por economia de combustível - afirmou Cotta.
O túnel pode ter efeito direto para empresas brasileiras que fabricam componentes de voo. É que, até então, a certificação dos sensores era feita nos EUA ou na Europa, a preços mais altos.
Fonte: Daniela Dacorso para o Globo 29 de Maio, 2014 - 21:35 ( Brasília )

Share this post


Link to post
Share on other sites

Pow, legal a iniciativa do engenheiro, mas, o título da reportagem está sensacionalista. Pelo título, parece até que ele criou um computador que detecta todas as possíveis panes futuras de um avião. Se fosse isto, meu Deus, o cara estaria podre de rico só com os royalties. Se for para detectar as panes presentes, hoje os aviões modernos possuem isto. No Airbus, por exemplo, capta-se as panes pelo MCDU, através do CFDS (Centralized Fault Detection System). Algumas delas, saem no pos flight. As principais, dão o alerta em voo.

 

E bom, -20°C, acho que esta faixa de temperatura, os sensores já estão mais que bem testados. Se a intenção é verificar o possível congelamento nesta faixa de temperatura, já "fura", pois, se não me engano, os sensores podem trabalhar até -55°C, que o heat system dá conta. Agora, se for para verificar as possíveis consequencias de congelamento de um novo tubo ou sensor, creio que é válido, mas infelizmente, a imensa maioria dos fabricantes de componentes não são brasileiros e acredito que eles já possuam algum tipo de equipamento para se testar isto.

 

Em resumo, é válido como parte de um desenvolvimento técnico-científico, mas para a aviação é um pouco chover no molhado. Tenho que verificar novamente, mas ao que parece, aquele voo AF447, entrou em condições de temperatura muito abaixo do que o Pitot tube e o heat system estava projetado. Não era a toa que ia congelar.

 

Acredito que será de grande valia para outros tipos de estudo, mas -20°C é temperatura de inverno na Sibéria, Suécia e mesmo algumas partes menos frias da Europa num inverno mais rigoroso, enfim...

 

Sugestão que dou: Acessar/baixar o relatório de projeto deste túnel, em algum site da UFRJ - deve ter, pois normalmente divulgam estes relatórios científicos - e ver na íntegra as reais intensões do pesquisador. Talvez uma fonte para se chegar nele seja o Curriculum Lattes dele, no CNPQ.

Share this post


Link to post
Share on other sites

×
×
  • Create New...

Important Information