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Aeroportos terão áreas especiais para receber os cerca de mil jatinhos esperados na Copa


Dilson Rig

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Pela primeira vez, governo autorizou criação de hangares a céu aberto em terminais como o Galeão

 

por Bruno Rosa
RIO - O jet set internacional promete desembarcar com tudo no Brasil durante a Copa do Mundo, que começa na próxima semana. Pelas contas da Infraero, o país deve receber cerca de mil jatinhos executivos durante o torneio. Desse total, entre 500 e 700 aeronaves deverão despejar centenas de passageiros VIPs — a lista vai dos bilionários da “Forbes” e chefes de Estado a cantores e apresentadores de TV — nos dias entre as semifinais e a final, no Maracanã. E para evitar um congestionamento nos aeroportos, o governo autorizou, pela primeira vez, a criação de hangares a céu aberto nos principais aeroportos do país. O primeiro a funcionar será o do Aeroporto Internacional Tom Jobim-Galeão, no Rio, que vai permitir a criação de 217 vagas para pernoite de jatinhos, número bem acima das 15 posições até então disponíveis.

Com isso, a Infraero tentará evitar o problema ocorrido durante a final da Copa da África do Sul, quando o congestionamento de jatos executivos resultou no fechamento do aeroporto de Joanesburgo, impedindo torcedores de assistir ao jogo. A Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), que reúne as companhias do segmento, estima que a final de 2010 tenha concentrado cerca de 300 aeronaves. O Mundial da Alemanha, em 2006, que registrou cerca de mil jatos ao longo de todo o evento, reuniu, somente na decisão em Berlim, cerca de 300 aeronaves.

— Vamos ter na final do Rio um volume semelhante de jatos ao dos dois últimos Mundiais, o que é bom, pois, no caso da Alemanha, a facilidade de locomoção das aeronaves é muito maior. E Europa é um dos principais mercados de aviação executiva no mundo. O Rio de Janeiro está extremamente concorrido, pois é para a final que todo mundo vem — disse Ricardo Nogueira, diretor-geral da Abag.

No Galeão, detalha a Infraero, o hangar a céu aberto terá inicialmente 22 mil metros quadrados e poderá aumentar. Esse espaço, que teve o aval da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e que segue normas internacionais de segurança, começa a operar amanhã e funcionará até 15 de julho.

Marçal Goulart, diretor de Aeroportos da Infraero, disse que, conforme a chegada de jatos for aumentando ao longo da Copa, outros aeroportos contarão com hangares a céu aberto para permitir o estacionamento das aeronaves. Por enquanto, já foram autorizados os de Porto Alegre, Curitiba, Confins (Belo Horizonte), Congonhas (São Paulo), Salvador e Fortaleza.

— Nosso planejamento é receber mil jatos. Vamos começar no Galeão. Nos outros aeroportos, com o hangar a céu aberto ganha-se entre 70 e 80 posições para a acomodação desses jatos — explicou Goulart, lembrando que o número de funcionários em alguns aeroportos aumentou entre 30% e 50%.

Nogueira, da Abag, disse que o hangar a céu aberto é muito usado no exterior, sobretudo em grandes eventos esportivos. Ele lembra que, no caso da África do Sul, os jatos tiveram de pernoitar até nos gramados dos aeroportos. Mas essa opção, diz a Infraero, está descartada.

— Vamos usar apenas os espaços pavimentados. As pistas auxiliares serão usadas (como estacionamento) só em último caso — informou Goulart.

 

GALEÃO JÁ TEM 260 RESERVAS

Para criar o hangar a céu aberto no Galeão, já que o país não contava com uma regulação jurídica, a C-Fly Aviation, empresa de gerenciamento aeroportuário contratada pela Infraero, firmou parceria com a suíça Jet Aviation. Hoje, Francisco Lyra, sócio-diretor da C-Fly, comemora o resultado. Ele diz que 260 aeronaves já reservaram espaço no Galeão para os dias da Copa.

— A capacidade dos aeroportos para jatos é muito pequena. No Galeão, havia apenas 15 vagas. Em Guarulhos, eram cinco. Em Viracopos, mais sete. Assim, fomos contratados pela Infraero para gerir esse serviço no Galeão. Teremos 217 posições por dia. A Jet Aviation vai enviar profissionais para ajudar nessa operação — afirmou Lyra.

Para pernoitar no Galeão, os donos dos jatos terão de desembolsar R$ 2,5 mil por dia. Marçal, da Infraero, lembra que nos outros aeroportos o serviço será gerido por um consórcio de empresas que operam nos estados.

— São empresas com experiência em gerenciamento. A maior demanda da Copa vai ocorrer dois dias antes da final no Rio e um dia após a decisão no Maracanã — disse Goulart.

Percepção semelhante tem a Líder Aviação, maior empresa de jatos executivos da América Latina, com uma frota de 31 aeronaves. Heron Nobre, diretor de Fretamento e Gerenciamento de Aeronaves da companhia, diz que a final é o ponto máximo da demanda. A empresa já tem 50% de toda a sua agenda de voos reservada. Para o período da Copa, a companhia pretende contabilizar mais de mil horas de voo.

— É um momento importante para o setor, pois voamos cerca de sete mil horas por ano. A Copa vai ser responsável por um aumento de 10% no nosso faturamento, que anualmente é de R$ 1 bilhão. Teremos mais de 500 funcionários deslocados só para o evento. Investiremos R$ 10 milhões na construção de um hangar em Itanhaém, no litoral de São Paulo, que pode servir de opção para o estacionamento de jatos.

Quem também investiu pesado para a Copa foi o grupo Águia, dono da Lynx Aviação, que comprou duas aeronaves da Embraer, uma para 16 e outra para até 30 pessoas, e adquiriu um hangar de 1.900 metros quadrados no aeroporto de Jacarepaguá, no Rio, com capacidade para mais de 20 aeronaves. O presidente da empresa, Paulo Castello Branco, diz que a expectativa é de um crescimento de cerca de 30% no faturamento do grupo este ano:

— O mercado de aviação executiva está aquecido por conta da Copa e dos Jogos Olímpicos. Sentimos um aumento de procura de aproximadamente 70% durante o período do Mundial. Para vários jogos, a procura foi imensa e essa demanda cresce diariamente. É provável que em alguns dias da Copa utilizemos 100% da frota.



Read more: http://oglobo.globo.com/economia/infraestrutura/aeroportos-terao-areas-especiais-para-receber-os-cerca-de-mil-jatinhos-esperados-na-copa-12728958#ixzz33mNmqmXb

 

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Essa área que normalmente já e usada pra isso, tem 22 mil m2 (440x50m). É só fechar essa entrada do pátio para a aviação comercial.

 

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Se forem pro pátio do GIG Velho, tem mais de 150mil m2.

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Bom, já tem um bando de NOTAM no GIG fechando taxiways, que serão transformadas em áreas de estacionamento de aeronaves.

 

A taxiway Kilo em toda a sua extensão será transformada em área de estacionamento de aeronaves.

 

A taxiway November, entre a Echo-Echo e a Kilo, também será transformada em área de estacionamento.

 

A taxiway Mike, entre a Quebec e a X-Ray, também será transformada em área de estacionamento.

 

Metade do pátio 5 (TECA) também estará destinada ao estacionamento de aeronaves.

 

Peguei uma imagem do Google Maps e pintei de vermelho as áreas que virarão "novos pátios" do GIG.

 

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Copa do Mundo: 83% dos slots ocupados

Número representa 89 mil vagas de pouso e decolagem nos 23 principais aeroportos da Copa do Mundo. A expectativa é que mil jatinhos circulem pelo espaço aéreo brasileiro durante o mundial

Publicado: 06/06/2014 16h24Última modificação: 06/06/2014 16h24
Elio Salesf0aa0e79-1839-48ae-80f6-84afb11254de.jpe

Dos 108 mil slots para jatos executivos disponibilizados em 23 aeroportos brasileiros durante a Copa do Mundo de 2014, 83% já estão ocupados. Isso representa 89.640 vagas de pouso e decolagem nos 45 dias de evento. Os jogos mais procurados foram os da abertura, em São Paulo, da final, no Rio de Janeiro, das duas semi-finais, e do jogo Argentina conta a Argélia, em 25 de junho, em Porto Alegre. A maioria dos jatos é de origem brasileira.

 

Segundo a Infraero, a expectativa é que 1 mil aeronaves circulem no espaço aéreo brasileiro durante o evento – cada matrícula pode solicitar mais de um slot. Só para a final, no Rio de Janeiro, a Associação Brasileira da Aviação Geral (ABAG) espera 300 jatos, com base na quantidade de aviões verificada na Copa do Mundo da África do Sul. Por questões de segurança e para possíveis situações de emergência, a Aeronáutica não permite que 100% dos slots disponibilizados sejam ocupados.

 

As vagas foram distribuídas nos aeroportos coordenados pelo Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) das cidades-sede e nos terminais menores, localizados próximo às capitais, que serão utilizados como garagem para essas aeronaves.

 

Como funciona - Na prática, o proprietário do jato executivo entra no site e solicita o dia, a hora e o aeroporto onde pretende pousar. Consegue a vaga quem solicitar o slot primeiro. Caso as opções estejam ocupadas, serão oferecidos outros pátios para o avião estacionar ou até pernoitar.

 

“O passageiro vai ser recebido na cidade do jogo, mas a aeronave deve atender ao nosso planejamento e pode ser que fique estacionado em outro local”, explicou o coordenador do Departamento de Gestão Aeroportuária da SAC, Rafael Faria.

 

Segurança - Com base em relatos de outros países que já sediaram uma Copa do Mundo, como a África do Sul, em 2010, a SAC e os órgãos de controle da aviação civil definiram regras rígidas para este setor. Quem não obedecer ao horário de vôo determinado, ficar em pátio mais tempo do que o permitido ou desrespeitar outra regra, levará multa de até R$ 90 mil, além do risco de o piloto perder a licença de vôo e o avião não ter mais a permissão de pousar nos aeroportos do país.

 

“Nossa preocupação é garantir tranquilidade no país durante este período de alta demanda que é a Copa do Mundo. Se um avião fica em pátio mais do que deveria, o aeroporto todo sofre as conseqUências, inclusive os aviões comerciais, que estão transportando turistas brasileiros e estrangeiros”, explicou o ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco.

 

O ministro ainda reforçou que o país tem capacidade para receber a demanda dos jatos executivos e da aviação comercial. Serão disponibilizadas, nos 90 aeroportos que prestarão apoio para a Copa do Mundo, um total de 3 mil vagas: 123% a mais que o normal.

 

Clique aqui a área exclusiva de informações sobre a Copa do Mundo.

http://www.aviacaocivil.gov.br/noticias/2014/06/copa-do-mundo-83-dos-slots-ocupados

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