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Etihad Airways deve investir 500 milhões de euros na Alitalia já este ano


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Ethiad Airways deve investir 500 milhões de euros na Alitalia já este ano

 

02 Junho 2014, 12:38 por David Santiago | dsantiago@negocios.pt

 

 

 

 

 

A companhia aérea de Abu Dhabi está perto de comprar parte da Alitalia depois de meio ano de negociações. A Ethiad deve avançar com 500 milhões de euros este ano e mais 60 milhões em 2015 para ficar com uma participação entre 45% e 49% do capital social da operadora italiana.

Aproxima-se a concretização da entrada da transportadora aérea com sede em Abu Dhabi, Ethiad Airways, na italiana Alitalia depois de perto de seis meses de negociações. A administração da Ethiad emitiu um comunicado oficial no qual refere que deverá fazer chegar, nos próximos dias, uma carta à Alitalia onde constarão as condições da proposta.

 

De acordo com o "Corriere della Sera", a Ethiad propõe-se adquirir uma fatia entre 45% e 49% da operadora italiana, num negócio que deverá fazer chegar aos cofres da Alitalia 500 milhões de euros já em 2014 e mais 60 milhões de euros em 2015.

 

O documento enviado pela Ethiad deverá ser analisado já na próxima sexta-feira, dia 6 de Junho, no dia em que se reúne o conselho de administração da Alitalia. Ainda o Corriere, refere que a empresa sediada em Abu Dhabi deverá exigir o despedimento de 2.200 funcionários da operadora aérea italiana que passa, actualmente, por graves dificuldades financeiras.

 

O iminente acordo entre as duas operadoras aéreas deverá permitir à Alitalia ganhar um novo fôlego depois de as negociações com a Klm, primeiro, e com a Air France-Klm, depois, terem falhado. Abre também uma perspectiva interessante para o Governo italiano que garante um importante investimento externo.

 

Em nota oficial o Executivo liderado pelo primeiro-ministro Matteo Renzi reagiu da seguinte forma: "O Governo italiano reconhece a importância estratégica desta operação e encara de forma favorável a colaboração entre a Ethiad Airways e a Alitalia".

 

O ministro italiano dos Transportes, Maurizio Lupi, também reagiu com satisfação a um acordo que ele próprio parece assumir como provável, ao considerar tratar-se de um negócio de "cerca de 600 milhões de euros, com um grande plano industrial que relança o sistema dos aeroportos italianos", cita o jornal "La Repubblica".

 

A confirmação do negócio deverá acontecer depois de o conselho de administração da Alitalia e dos seus accionistas (incluindo os detentores de interesses) aceitarem a proposta. Depois, escreve o "La Repubblica", as duas companhias iniciarão a preparação da documentação necessária a fim de concluir o negócio em linha com as regras da União Europeia.

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» Aviação

Publicada em 4/6/2014 18:48:00

Aéreas europeias são contra acordo Alitalia-Etihad

 

A Europa levantou vozes contra o acordo Alitalia-Etihad, tendo na frente British Airways, Lufthansa e Air France. O assunto principal é que não basta a maioria acionária da Alitalia, para que a companhia aérea continue a ser europeia. O controle deve permanecer na Europa, se a Alitalia não quiser violar o regulamento 1008/2008. Deter 51% do capital não é o suficiente, dizem as outras companhias, porque o importante é manter a direção da sociedade, afirma Bruxelas.

 

Já o governo italiano responde que a operação Alitalia-Etihad é industrial, sem ajuda do Estado. Portanto, a União Europeia não deveria tomar partido. Bruxelas, no entanto, pede às autoridades italianas que deram licença ao "casamento"das duas companhias aéreas de tão diferentes culturas, um tempo para análise de novos documentos que possam ser importantes.

 

É preciso lembrar: já houve dois casos semelhantes, e um deles foi o investimento da Etihad no capital da Air Berlin. A guerra nos céus começa agora.

 

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Dayse Regina Ferreira

 

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A Europa ainda não percebeu, literalmente, que “Europa”, ou seja, uma denominação, não mais sustenta negócios à eles favoráveis em relações 99%/01%, como sempre foi à época do ‘bem bão’ pro lado deles.

 

Agora que a Alitalia, prá não ficar ‘mais pior’ do que já está, resolveu baixar a bola, e aceitar dinheiro externo prá não quebrar mais ainda o país, os demais chiam.

 

O mundo mudou, o dinheiro está mudando de mãos muito rapidamente, a população mundial cresce exponencialmente, o que faz com que a distribuição do dinheiro, que permanece igual em volume, seja cada vez menor ‘per capita’, enfim, o poder de fogo dos países Europeus acabou.

 

Negociar, ainda hoje, com Europa, é patético, pois do outro lado surgem as propostas mais insanas. Israel segue no mesmo bonde, e depois o ‘povo’ não sabe porque as coisas não saem do lugar.

 

Navegador.

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Atualmente, quem tem energia, tem poder. E enquanto formos dependentes de Petroleo, seremos dependentes do Oriente Médio. Acho patético esse showzinho da BA/LH, obvio que para elas o melhor é que a AZ quebre de uma vez e encerre suas operações, assim terão um concorrente a menos... Quero ver é essas cias arregaçarem as mangas nesse momento de crise para salvar a cia italiana(em nome de proteger a União Europeia), não o farão, nem a AF que já é acionista, então que deixem quem tem bala para financiar a recuperação o fazer e todos saímos ganhando.

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O problema é que a Europa não percebe que o establishment está engessando a aviação de lá. As majors achavam que fugindo para o long-haul seria a salvação contra as LCLFs tipo Ryanair e Easyjet. Ironicamente este modelo de negócio LCLF é muito exemplar. Mas vieram as do Oriente Médio e, em menor escala, as chinesas.

 

O CASK das européias é o mais alto do mundo e a rentabilidade só perde para a África.

 

As leis trabalhistas são um problema, a ausência do Chapter Eleven também, governos intrometidos.

 

Se o negócio AZ-EY sair, a Etihad terá 7% do mercado, encostando na IAG, Ryanair e Air France-KLM. Apesar de tudo, é pequena a participação dela no global. A líder LH-LX tem apenas 11% da oferta de assentos. Se somar as alianças, teríamos algo como 16% Lufthansa/SA; 13% Air France/ST e 9% IAG, sendo que as LCLF Ryanair, easyJet, Norwegian e Pegasus teriam 19%. Ou seja 57% do mercado é "concentrado" pois essas uniões não representam necessariamente ações conjuntas. Nos EUA a maior tem mais de 20% do market share fora as 4 majors (AA, DL, UA e WN), o restante (AS, B6, NK, HA, Allegiant) brigam por 20% do mercado.

 

Falam das empresas do ME3, mas um grupo chinês é dono de 35% da Cargolux; a Korean tem 44% da CSA; Hainan Airlines tem 49% da Aigle Azur; 49% da Virgin é da Delta e a única que se candidatou a compra da TAP foi uma colombo-brasileira.

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  • 4 weeks later...

IAG nunca poderia ter deixado a Ethiad comprar participação na Air Berlin..

Imagina IAG dominando UK, Espanha e sendo a número 2 na Alemanha.. Agora tem que conviver com o medo de, a qualquer momento, a Ethiad jogar a Air Berlin na SkyTeam.

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Nobres, agora eu vou lançar um 'barata-voa' no tema:

 

Etihad buys into Alitalia, but will the EU see it as a takeover and kill the deal?

By Alex Lennane

06.25.2014 · Posted in Air, Loadstar posts

 

 

Freight forwarders have welcomed Etihad’s announcement this morning that it is to buy a 49% stake in troubled Alitalia. But there remain question marks over whether the EU will allow the deal to go ahead.

 

The Italian carrier, which now focuses on short haul, has debts of some €800m and has been searching for an investor since shareholder Air France KLM walked away from its plea for more cash late last year.

 

The Franco-Dutch airline still markets its cargo capacity, however, although shareholder Poste Italiane had also been tasked by Alitalia to help commercialise its belly space – a move put on hold when Etihad and Alitalia started talks.

 

While both Etihad and Alitalia are not commenting on the deal, or on any new cargo strategy, Italian forwarders are pleased.

 

“I think this is positive,” said Lorenzo Delogu, airfreight export manager at Cotalia, in Milan.

 

“Alitalia used to be a very good carrier, but now it is not so good at cargo as it has a limited capacity and network. Etihad will be good for it, if it means it will be able to offer a wide range of destinations.

 

“Of course we would prefer to use Alitalia, if it can offer a proper network.”

 

Massimo Roccasecca, international business development manager for SDA Express Courier, part of the Poste Ialiane Group, said he expected Alitalia’s network to grow as soon as the deal was sealed.

 

“I think Etihad has made a very smart move. It will get more traffic rights and slots. And a bigger network is exactly what Etihad should be looking at.

 

“When Emirates put in a passenger flight between Milan and New York, it gave us the equivalent of a freighter a week, which was needed. And since Cargoitalia left the market, we have had no direct to flights to India, which is one of the most important trade lanes for Italy. I’d put a flight there immediately if I was James Hogan [Etihad CEO].”

 

Mr Delogu warned, however, that a stronger Alitalia Cargo could damage Cargolux Italia’s business.

 

“Most of its traffic is moved by truck to Luxembourg, but it could suffer a bit. It will depend on what operation Etihad sets up in Milan.”

 

That will depend on how the European Commission views the deal. The Italian government has backed the plan and the country’s transport minster has indicated that Etihad would be prepared to invest €1.25bn over the next four years. But with numerous complaints from rivals about Etihad’s funding, the European Commission could still scupper the deal.

 

Navegador.

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IAG nunca poderia ter deixado a Ethiad comprar participação na Air Berlin..

Imagina IAG dominando UK, Espanha e sendo a número 2 na Alemanha.. Agora tem que conviver com o medo de, a qualquer momento, a Ethiad jogar a Air Berlin na SkyTeam.

Problema que a IAG está arrumando a casa (entenda-se Iberia) e com capital restrito para novos investimentos.

 

Se a IAG investir em alguma empresa aérea, deveria ser na Finnair.

 

Nobres, agora eu vou lançar um 'barata-voa' no tema:

 

Etihad buys into Alitalia, but will the EU see it as a takeover and kill the deal?

By Alex Lennane

06.25.2014 · Posted in Air, Loadstar posts

Ou a UE aprova o plano e salva milhares de empregos, ou deixa a AZA falir.

 

Problema da Alitalia é político.

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Ou a UE aprova o plano e salva milhares de empregos, ou deixa a AZA falir.

 

Problema da Alitalia é político.

É verdade, Itália é algo impressionante, também, em termos de disputas de, como se diz popularmente, "me dá essa palha", ou seja, se disputas por pequenas coisas já são problema, imagina algo do tamanho de uma empresa aérea e 'arredores'.

 

Navegador.

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Qual é o maior problema das europeias? Custos trabalhistas? QAV? Regulamentação excessiva?

Nunca entendi o medo das europeias diante das ME3.

Olha que este gráfico ajuda explicar a diferença entre as ME3 (EK) e as européias (IAG e VS):

 

Cost Available Tonne per Km (ATK), em 2012:

EK6.PNG

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