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Voar no Brasil, durante a Copa do Mundo, tornou-se um inferno


jambock

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Inferno aéreo

Voar no Brasil, durante a Copa do Mundo, tornou-se um inferno de atrasos e multas astronômicas. A razão é simples: a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pensou que o tráfego aéreo ia ser muito mais intenso do que realmente ocorreu e publicou duas resoluções que mudam a alocação dos slots. No linguajar aéreo, slot é a autorização de pousos e decolagens.

De acordo com as resoluções, publicadas uma semana antes do começo da Copa, as multas por não usar um slot previamente alocado, usar um não alocado ou por usar um em desacordo com as suas características vão de R$ 7 mil a R$ 63 mil, para pessoas físicas, e R$ 12 mil a R$ 90 mil, para os donos das aeronaves.

As duas resoluções ainda mudaram a prioridade de pousos e decolagens. Em primeiro lugar, aviões de delegações esportivas.

Depois, aviões de companhias aéreas regulares já existentes, novas, irregulares.

Em penúltimo lugar, vôos governamentais e, em último, táxis aéreos, aviação geral e outras operações privadas.

Voos de emergência e salvamento, de transporte de pacientes ou órgãos para transplantes, militares ou carregando chefes de Estado ficam isentos.

Liberdade de voar restrita

Os mais afetados nas novas regras de slot são as companhias de taxi aéreo. Como estão na base das prioridades, elas têm muita dificuldade de conseguir voos.

“Esses megaeventos são quando o pessoal ganha dinheiro. Se o turista quiser pegar um táxi aéreo para Foz do Iguaçu ou Belém, ele não consegue. Ficou muito difícil conseguir um voo, e a liberdade de voar ficou muito restrita”, afirmou o presidente da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves (APPA), George Sucupira.

De acordo com ele, a situação chegou a um ponto em que há aeroportos com o sistema de slot sem uso.

E isso foi ruim para o Brasil. “Um Boeing cheio de torcedores só traz problemas. O torcedor compra uma bandeirinha, fica no hotel e vai embora.

Já os jatos de executivos que poderiam investir no País não conseguem pousar. Só pousam os dos executivos de empresas patrocinadoras”, disse.

Voar com pane

O problema é que o sistema de slots só é utilizado em aeroportos onde o movimento é muito intenso. Congonhas, em São Paulo, está no limite da capacidade, então usa o sistema.

A Anac criou novas regras de distribuição de slot em 2008. Essas regras foram mudadas uma semana antes da Copa.

Com isso, situações bizarras aparecem.

Um piloto de uma companhia aérea teve que ficar sobrevoando o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, por uma hora e quarenta minutos, porque ele perdeu o slot para o avião que carregava a delegação holandesa.

Outro piloto, que partiu de Jundiaí (SP), sofreu uma pane, mas terminou o voo e pousou em Congonhas para não retornar a Jundiaí e pagar a multa.

“Fomos autorizados a retornar com slot de oportunidade especial para Jundiaí, onde o aeroporto estava às moscas. Nesse meio tempo, a pane que era intermitente não estava mais presente, decidimos prosseguir para Congonhas com receio da punição por não cumprir o slot”, disse o piloto, que preferiu permanecer anônimo.

Fonte: Edgar Lisboa para o Jornal do Comercio(RS) via CECOMSAER 30 jun 2014

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O setor é um grito contra numa nação a favor. A grande maioria - leigos naturalmente - é favorável as punições que a ANAC colocou. O GF não está preocupado com nada, só com o que aparece. E o que está aparecendo é movimento tranquilo. O resto que se exploda a "elite branca" como disse o chefe da gangue. A agência sempre jogou pra plateia desde a sua criação.

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Curioso.... Passei por BSB e CGH nesse período e fiquei surpreso com a movimentação parecendo normal. Achei que estaria aquele caos que todo mundo previa.... não foi a impressão que tive.

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  • 2 weeks later...

Meus prezados:

Não foi esta a impressão deste jornalista escocês:

"Parabéns, Brasil", diz escocês que pegou 29 voos sem atraso na Copa

Jornalista escreve para diário dos Emirados Árabes Unidos. Ele pegou 29 voos em 28 dias e visitou 10 das 12 cidades-sede na Copa.

ImagemO escocês Gary Meenaghan, de 30 anos, foi um de centenas de jornalistas estrangeiros que viajaram por todo o Brasil a trabalho durante a Copa do Mundo. Repórter esportivo do jornal "The National" dos Emirados Árabes Unidos, Meenaghan assistiu de dentro do estádio a 17 jogos do mundial de futebol em dez das 12 cidades que sediaram o evento. Para chegar a todos esses lugares, ele pegou 29 voos em 28 dias, e comemorou o fato de nenhum deles ter atrasado.

"Parabéns, Brasil", escreveu no Twitter na noite de sexta-feira (11), antes de embarcar no 29º voo, com destino ao Rio de Janeiro, para assistir à final entre Alemanha e Argentina no Maracanã.

"[A experiência] superou minhas próprias expectativas. Por exemplo, eu nunca pensei que poderia passar o torneio inteiro sem um voo atrasado. Já tinha quase aceitado que seria inevitável acabar perdendo um ou dois jogos por causa de atrasos", disse Gary. No fim, ele acabou sendo impedido de assistir a um jogo no Recife, mas, segundo ele, o problema foi uma enchente na cidade.

O jornalista já tinha estado no Brasil outras vezes para cobrir eventos esportivos como Fórmula 1 e a Copa das Confederações, e no fim de março também visitou o país para produzir reportagens sobre os preparativos da Copa. "Eu tinha visitado o Brasil várias vezes antes, de férias e a trabalho, então eu sabia que alguns aeroportos talvez fossem pequenos demais ou precisavam de um upgrade. O que as pessoas ficaram me dizendo foi que os voos estavam sempre atrasados e que despachar bagagem seria um grande problema porque ela poderia ser perdida ou roubada. Aconselharam a não fazer o check-in da mala", disse ele em entrevista ao G1.

A expectativa, porém, não se refletiu na realidade. "A minha experiência dos aeroportos foi ótima. Todos os voos que peguei estavam no horário, despachei mala em todos os voos, e nunca tive nada perdido ou roubado, e todas as malas sempre apareceram na esteira bem rapidamente", contou.

Atrasos abaixo da média
A experiência do escocês é melhor do que mostram as estatísticas do que aconteceu nos aeroportos das 12 cidades-sede durante o Mundial. Segundo levantamento do G1, o índice de atrasos durante o período da Copa ficou igual ou abaixo da média em comparação ao mesmo período do ano anterior em nove de dez aeroportos com dados disponíveis para os dois anos. O índice médio de atrasos nos 21 aeroportos brasileiros foi de 7,3% entre 10 de junho e 10 de julho, mais baixo que os 10% registrados em maio (veja mais números sobre a Copa no Brasil). Se Gary tivesse tido atrasos de acordo com essa média, ele teria feito pelo menos dois voos fora do horário, o que não aconteceu.

Nem todos os visitantes tiveram a melhor das experiências no Brasil, no entanto. Um casal de neozelandeses passou 40 dias no país e tinha em mãos ingressos para quatro jogos da Copa do Mundo, mas acabou perdendo um deles porque o atraso em um voo saindo de Foz do Iguaçu os fez perder a conexão para Cuiabá.

"Depois, a empresa ainda queria cobrar R$ 3 mil para emitir novas passagens. Foram bem grosseiros", afirmou Matthew Williams, arquiteto de 25 anos, que viajou com Anna Delahunty, professora de 24 anos.

Os dois passaram pelo Rio, Foz do Iguaçu, Curitiba, e estiveram em Cuiabá durante duas semanas. Segundo os neozelandeses, o atraso do voo foi a única experiência negativa que tiveram no Brasil. Eles elogiaram a recepção e a ajuda que receberam dos brasileiros e disseram que acharam fácil planejar e curtir a viagem de 40 dias.

ImagemGary, o jornalista escocês que mora nos Emirados Árabes Unidos, afirma que também cuidou do planejamento de sua viagem sozinho e comprou a maioria das passagens de avião entre janeiro e fevereiro deste ano. "Comparado à busca por hospedagem, achar voos foi bem fácil. Mas montar o meu cronograma foi complicado, porque eu não estava seguindo um time específico e queria chegar a cada cidade um dia antes do jogo para participar das entrevistas coletivas pré-jogo", afirmou ele, que no fim conseguiu credencial para assistir a 17 partidas.

Fonte: Portal G1 via CECOMSAER 15 jul 2014

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"Um piloto de uma companhia aérea teve que ficar sobrevoando o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, por uma hora e quarenta minutos, porque ele perdeu o slot para o avião que carregava a delegação holandesa."

 

Ao menos que esteja enganado, nenhuma seleção passou por SDU.

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minha experiência foi tranquila nos seis voos que fiz durante a copa para as cidades sedes. Todos os voos no horário, aeroportos tranquilos e poucas filas.

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Opinião e experiência, cada um tem a sua.

 

Eu não tive problemas durante a Copa. Aliás, voar durante a copa para mim foi até melhor e mais pontual que em outras épocas.

 

Também aproveito o espaço para elogiar as companhias. Tomara que com muito dos turistas estrangeiros indo embora, elas mantenham o bom padrão de atendimento (para mim melhorou, e muito).

 

Esse jornalista escocês e que mora nos Emirados Árabes Unidos (link abaixo) elogiou, e diz que nenhum voo atrasou.

 

http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2014/07/parabens-brasil-diz-escoces-que-pegou-29-voos-sem-atraso-na-copa.html?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=g1

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"Um piloto de uma companhia aérea teve que ficar sobrevoando o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, por uma hora e quarenta minutos, porque ele perdeu o slot para o avião que carregava a delegação holandesa."

 

Ao menos que esteja enganado, nenhuma seleção passou por SDU.

 

Posso afirmar com clareza: Avião de delegação e jato de FIFA 1 e FIFA 2 não perdia slot de forma alguma... Vários voos saíram atrasados, inclusive. Tinha gente do COL dentro da Sala Máster justamente pra não deixar isso acontecer.

 

Furada esse trecho da reportagem.

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Posso afirmar com clareza: Avião de delegação e jato de FIFA 1 e FIFA 2 não perdia slot de forma alguma... Vários voos saíram atrasados, inclusive. Tinha gente do COL dentro da Sala Máster justamente pra não deixar isso acontecer.

 

Furada esse trecho da reportagem.

Exatamente. A atuação da Sala Master foi ótima, senão excelente. Todo tráfego com delegação, com chefe de estado e com VIP's previamente definidos pela FIFA foram coordenados com extremo desenrolo, sem burocracia, com rapidez surpreendente entre todos os órgãos envolvidos.

 

A coisa era simples: não vai conseguir cumprir o slot? Comunique-se! Tive a imensa honra de conhecer a Sala Master, ver de perto por algumas vezes o trabalho dessa galera (FAB, COMDABRA, COMGAR, Itamaraty, COL, ANAC, Infraero, IATA, Concessionárias Inframérica / GRU-Airport / Aeroportos Brasil, Coordenação de Aviação Executiva, SAC, Polícia Federal, Receita Federal, ANVISA, Vigiagro, IBAMA e até a Petrobras) e presenciar situações de aeronave que estava com problemas e que poderia perder slot e conseguiu manter a operação com um simples telefonema. Gerenciamento era a palavra chave, como é o lema do CGNA ("Gerenciar para que todos possam voar"). Perder slot, ficar calado e depois reclamar que "ninguém ajuda" é complicado... de 02/06 a 16/07 tudo que essa galera estava fazendo reunida 24h por dia era tentar ajudar.

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Exatamente. A atuação da Sala Master foi ótima, senão excelente. Todo tráfego com delegação, com chefe de estado e com VIP's previamente definidos pela FIFA foram coordenados com extremo desenrolo, sem burocracia, com rapidez surpreendente entre todos os órgãos envolvidos.

 

A coisa era simples: não vai conseguir cumprir o slot? Comunique-se! Tive a imensa honra de conhecer a Sala Master, ver de perto por algumas vezes o trabalho dessa galera (FAB, COMDABRA, COMGAR, Itamaraty, COL, ANAC, Infraero, IATA, Concessionárias Inframérica / GRU-Airport / Aeroportos Brasil, Coordenação de Aviação Executiva, SAC, Polícia Federal, Receita Federal, ANVISA, Vigiagro, IBAMA e até a Petrobras) e presenciar situações de aeronave que estava com problemas e que poderia perder slot e conseguiu manter a operação com um simples telefonema. Gerenciamento era a palavra chave, como é o lema do CGNA ("Gerenciar para que todos possam voar"). Perder slot, ficar calado e depois reclamar que "ninguém ajuda" é complicado... de 02/06 a 16/07 tudo que essa galera estava fazendo reunida 24h por dia era tentar ajudar.

 

Exato!

 

Durante a Copa trabalhei com a operação da FIFA em um dos aeroportos. Em vários casos, as delegações chegavam cedo demais, estando o avião pronto para decolar cerca de 30 minutos antes do horário permitido para o slot. Apenas uma ligação para o CGNA resolvia este problema. O mesmo acontecia com o contrário. No finalzinho da Copa já nem esquentávamos mais a cabeça quando delegações, como a dos EUA, chegavam no aeroporto faltando 5 minutos para a decolagem, segundo slot. Maldito doping, hehe.

 

Me junto a você no elogio à Sala Master. Foi essencial!

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