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Reestruturação Delta Airlines - Um caso de sucesso


LipeGIG

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Ha pouco a Delta anunciou o maior lucro de sua história em um 3o trimestre, algo realmente acima de qualquer expectativa: US$ 1,6 bilhão (Sim , quase R$ 4 bilhões a preços de hoje de LUCRO liquido após pagar impostos ...).

 

Não se trata de margem operacional ou algo para se chamar atenção, é simplesmente e efetivamente, lucro liquido.

 

Cia que passou por profunda reestruturação e apostou firme em uma virada focada na qualidade dos seus produtos e em hubs que traduzem uma eficiência operacional acima da média (principalmente ATL), a Delta virou a mesa e de uma empresa quase falida com valor de mercado em torno de US$ 1 bilhão em 2006, agora entrega aos seus funcionários, ao longo do ano, mais de US$ 800 milhões em participação de lucros !!!!

 

No inicio, cortes de salários e beneficios assustaram muitos, mas hoje, boa parte dos cortes está voltando na forma de valorização das ações (para aqueles que acreditaram na empresa e sua proposta) e de dividendos.

 

Um dos pontos cruciais da estratégia da Delta, é reduzir sua divida antes de se aventurar em uma nova compra de aeronaves, certamente de olho no potencial da redução da divida no caixa, e na melhora de seu rating de crédito, o que pode lhe permitir acessar financiamentos ainda mais competitivos.

Atualmente a Delta tem divida de menos de US$ 7,5 bilhões e segue reduzindo-a com foco de chegar a cerca de US$ 2 bilhões no fim de 2016. Se atingir tal patamar, provavelmente irá conseguir um rating A ou até mesmo AA e conseguirá uma vantagem competitiva gigantesca frente a United, American e até mesmo as grandes cias Européias.

 

 

 

 

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Ha pouco a Delta anunciou o maior lucro de sua história em um 3o trimestre, algo realmente acima de qualquer expectativa: US$ 1,6 bilhão (Sim , quase R$ 4 bilhões a preços de hoje de LUCRO liquido após pagar impostos ...).

 

Não se trata de margem operacional ou algo para se chamar atenção, é simplesmente e efetivamente, lucro liquido.

 

Correção Lipe: esse foi o lucro antes dos impostos e excluindo os "itens especiais" - o lucro líquido foi de US$ 357 milhões.

 

E o principal "mérito" dessa virada foi controle de capacidade / oferta, com a retirada quase total dos widebodies dos vôos domésticos, remanejamento destes (e alguns 757) para vôos internacionais, e principalmente a parada (são mandados para o deserto) de aviões durante o inverno...

 

Deu muito certo também pois as outras empresas (AA, US, United, Southwest e mesmo a Jetblue) também estavam controlando a oferta para evitar o excesso da mesma - nesse meio tempo tivemos consolidação e reestruturação da concorrência também, com crescimento de oferta basicamente vindo de "nanicas" como a Spirit e a Virgin America, que vão incomodar no futuro...

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Ironicamente fazendo dinheiro tirando leite de pedra, digo de DC9, MD80, etc... que só nos últimos tempos tem sido trocados por MD90, 717, que sequer são aviões novos.

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Historicamente a Delta é uma ótima gestora e seus movimentos são bem calculados. Daqui uns anos será a American a apresentar bons resultados, a única que patina é a United Continental Holdings.

 

Só no mercado americano é possível acontecer, fora dele mais ninguém.

 

Ironicamente fazendo dinheiro tirando leite de pedra, digo de DC9, MD80, etc... que só nos últimos tempos tem sido trocados por MD90, 717, que sequer são aviões novos.

Outra que vem operando com aeronaves antigas é a Allegiant, e com boa margem de lucro.

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Historicamente a Delta é uma ótima gestora e seus movimentos são bem calculados. Daqui uns anos será a American a apresentar bons resultados, a única que patina é a United Continental Holdings.

 

Só no mercado americano é possível acontecer, fora dele mais ninguém.

 

Outra que vem operando com aeronaves antigas é a Allegiant, e com boa margem de lucro.

La eles sugam tudo o que podem das aeronaves, se não me engano, os 737-200/ 727 operaram nas principais empresas ate por volta de 2003/2004 não?

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Uma reportagem que vi, a Delta dizia que o menor custo de leasing dos Boeing 717 E MD90 compensava os maiores cuidados com manutenção. E os mesmos tinham o interior totalmente renovado antes de entrar nas rotas.

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A gestão da Delta é plausível e exemplar.

Um case, um modelo a ser seguido.

E é incrível o trabalho que ela faz com aviões já antiquados que sãos Mad Dogs.

Conta com um mix de frota incrível, se tornou a real cia de New York.

Sem contar o nível do hub em Atlanta.

 

Não atoa é a transportadora numero 1 do mercado americano.

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Uma reportagem que vi, a Delta dizia que o menor custo de leasing dos Boeing 717 E MD90 compensava os maiores cuidados com manutenção. E os mesmos tinham o interior totalmente renovado antes de entrar nas rotas.

 

 

Não só o interior foi renovado, mas desde o início do ano a Delta começou a implementar painéis glass cockpit com novos sistemas (GPS, ADS-B, Data Link, etc) em todos os MD-88 e MD-90. A previsão é até 2016 toda a frota estar com os cockpits renovados.

 

Essa renovação reduz o peso das aeronaves e também permite voar rotas mais diretas, além de aumentar a consciência situacional dos pilotos com informações mais precisas e atualizadas, gerando economia de combustível para a empresa e mais segurança nas operações.

 

MD_88_Delta_release_Low_Res.jpg

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