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Poltronas ficam mais finas e aviões mais lotados


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Por SCOTT MCCARTNEY CONNECT

sexta-feira, 31 de outubro de 2014 00:03 EDT



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Detalhe de uma poltrona ultrafina fabricada pela empresa Recaro, modelo que vem sendo adotado por companhias aéreas para ganhar espaço nas aeronaves. Recaro


Ser fino está na moda nas pistas de decolagem.


Delta, United, American, Southwest e outras companhias aéreas no mundo têm instalado poltronas com estrutura metálica mais fina e assentos e encostos ultrafinos, apertando mais as fileiras de assentos para caber mais passageiros por voo. Cerca de 75% dos aviões nas rotas domésticas da Delta e 25% da United, nos Estados Unidos, já têm as novas poltronas magrinhas.


As poltronas mais leves — e até mesmo alguns novos banheiros, menores — ampliam os lucros das aéreas, com menor gasto de combustível por passageiro e venda de mais passagens por voo. Mas os passageiros reclamam do aperto: alguns se queixam do estofamento duro e de sentir o joelho do passageiro de trás no seu encosto, além de se sentirem espremidos ao lado de estranhos.


Reduzir a distância entre as poltronas era uma prática só das aéreas ultrabaratas e operadoras de voos fretados. Mas ela está cada vez mais difundida e pior.


Cada fileira de assentos na classe econômica costumava ter de 81 a 84 centímetros de espaço para um passageiro sentado, medido entre o encosto de uma poltrona e o encosto da poltrona da frente, uma métrica que o setor chama de “espaço entre as poltronas”. Mas agora muitas grandes aéreas reduziram o espaço para 79 centímetros. A United já baixou para 76 centímetros em alguns dos seus Boeings 737.


E em algumas aéreas as coisas vão piorar. Em setembro, a Boeing anunciou um novo formato mais denso de poltronas no seu 737, chamado 737 MAX 200, destinado às empresas de baixo custo. A nova versão será construída com saídas de emergência adicionais e terá 200 poltronas. A atual costuma ter 160 lugares e está limitada a um máximo de 189 por razões de segurança. O espaço entre as poltronas na nova versão baixará para 71 centímetros, segundo a empresa. Mas com os materiais mais finos, o projeto “dá mais espaço para as pernas aos passageiros do que a geração anterior de assentos”, segundo a Boeing.


Os reguladores tratam do tema espaço entre assentos em testes de segurança, não de conforto. Quando os aviões são aprovados, os fabricantes definem um limite de lugares e têm que demonstrar que o número máximo de pessoas conseguiria fazer uma evacuação de emergência em um determinado tempo. Isso exige uma distância mínima entre as fileiras de poltronas. Na Europa, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação decretou que a distância do assento até o encosto do banco da frente tem que ser de ao menos 66 centímetros, o equivalente a um espaço entre as poltronas de cerca de 71 centímetros.



Mais fileiras de poltronas resultam em mais passageiros competindo pelo espaço limitado nos bagageiros. E o espaço mais apertado faz o avião parecer mais lotado e até mais claustrofóbico. Uma versão do 737-800 reconfigurado da United tem 54 assentos da classe Economy Plus, que oferece mais espaço mediante uma taxa extra, e 96 assentos da classe econômica convencional. A configuração antiga tinha 18 Economy Plus e 114 assentos da classe econômica convencional.


Em uma pesquisa da TripAdvisor com 1.391 passageiros que tinham experimentado os novos assentos, 83% disseram que se sentiram menos confortáveis do que nos assentos tradicionais.


A United começou a instalar os assentos mais finos, chamados “slim-line”, em 2013. Mudanças recentes incluem lavatórios menores nos 737-900 e uma fileira extra de poltronas mais finas. Uma aeronave que começou a ser usada pela Continental Airlines com 167 poltronas hoje tem 179.


A United usa diferentes fabricantes de poltronas para diferentes tipos de aeronaves, mas um modelo comumente utilizado é o Recaro BL3520, uma poltrona padrão para a classe econômica que já ganhou prêmios de design do setor e também é usada pela Lufthansa e outras aéreas. Três poltronas juntas pesam 11 quilos por passageiro, ou 30% menos do que os modelos tradicionais comparáveis, segundo a Recaro. Uma nova versão com encosto ainda mais fino pesa cerca de 900 gramas menos por passageiro e amplia o espaço para os joelhos.


A United reduziu para 76 centímetros o espaço entre as poltronas na classe econômica colocando assentos finos nos Airbus A319 e A320, em parte com uma mudança do bolso no encosto. Junto com um encosto mais estreito, isso cria um espaço adicional de 4,5 centímetros para os joelhos, segundo a United. Mesmo com o espaço entre as fileiras reduzido em 2,5 centímetros, os passageiros ganham mais espaço, afirma a empresa.


Pesquisas com clientes da United mostram avaliações mais baixas para os novos assentos finos nas aeronaves da Airbus e da Boeing. Mas conforme o couro dos assentos vai cedendo, após umas 12 semanas, segundo a empresa, “o resultado final de satisfação é basicamente o mesmo”.


A Delta, que tem cerca de 75% da sua frota equipada com as novas poltronas, afirma que continua a testar o conforto dos passageiros e verificou que as poltronas com assento mais flexível são mais confortáveis.


A American, ainda envolvida na sua fusão com a US Airways, só recentemente começou a adaptar seus 737-800, aumentando de 150 para 160 lugares.


Os Boeing 777-200 já estão aumentando de 247 lugares para 289. Uma grande mudança no 777: a American está instalando 10 poltronas em cada fileira da classe econômica, em vez de nove. Isso reduz a largura de cada assento de 45 e 47 centímetros para 43. Aéreas como Emirates, Air France Japan Airlines e outras já fizeram essa mudança. A Delta e a United até agora se recusaram, alegando que 43 centímetros é um espaço muito apertado para viagens internacionais muito longas.


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Eu diria que estão ficando mais finas e ordinárias.... :P

 

Notaram que mudaram a inclinação do assento. É pra o joelho subir e recuar alguns cms, dando a impressão de que tem mais espaço.

 

Qualquer dia viajar na Y vai ser assim :anta:

 

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Fiquei impressionado com essa foto em destaque hoje no Airliners, o grau de deformação das espumas.

 

LH NEK no A321, e as da LAJJ são iguais

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Tenho pena da aviação comercial do futuro.....

 

Se o futuro dos assentos for esse, eu é que não quero estar presente [ ainda mais se for em voo internacional ] é incrível que em troca de um lucrinho a mais as empresas ensardinham os passageiros, sendo que a tendência atualmente é ter justamente pessoas mais altas, só sendo masoquista pra viajar em assentos assim.

 

Resumindo: em troca de um lucrinho a mais vamos ensardinhar os passageiros e as pessoas altas e grandes que ae danem!

 

Logo não vai me surpreender que no futuro comecem a aparecer abaixo-assinado pedindo o fim desses assentos finos, apertados em alguns casos e desconfortáveis.

 

Se a FAA, IATA e outras empresas reguladoras do setor aéreo tivessem 2 neurônios que funcionassem perfeitamente eles iriam proibir bizarrices como essa, em low cost eu até pago lanche mas nem morto viajo em assentos ultrafinos.

 

Por essas e outras razões que eu sou bem seletivo nas empresas que eu escolho pra voar.

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Tenho pena da aviação comercial do futuro.....

 

Se o futuro dos assentos for esse, eu é que não quero estar presente [ ainda mais se for em voo internacional ] é incrível que em troca de um lucrinho a mais as empresas ensardinham os passageiros, sendo que a tendência atualmente é ter justamente pessoas mais altas, só sendo masoquista pra viajar em assentos assim.

 

Resumindo: em troca de um lucrinho a mais vamos ensardinhar os passageiros e as pessoas altas e grandes que ae danem!

 

Logo não vai me surpreender que no futuro comecem a aparecer abaixo-assinado pedindo o fim desses assentos finos, apertados em alguns casos e desconfortáveis.

 

Se a FAA, IATA e outras empresas reguladoras do setor aéreo tivessem 2 neurônios que funcionassem perfeitamente eles iriam proibir bizarrices como essa, em low cost eu até pago lanche mas nem morto viajo em assentos ultrafinos.

 

Por essas e outras razões que eu sou bem seletivo nas empresas que eu escolho pra voar.

A318,

 

Infelizmente este lucrinho é o que mantém estas empresas voando. Em um B737-800 típico da Gol (aprox. 179), apenas seis poltronas geram lucro em vôo lotado. Na prática isso não ocorre graças ao Yield Management que o executivo que pega o vôo de última hora paga aquelas 10 poltronas ofertadas a R$ 69 para aquele passageiro que está a turismo ou visitando alguém.

 

A aviação ainda vai regredir demais em termos de conforto para se tornar uma atividade lucrativa e livre das oscilações do mercado.

 

Por outro lado, este movimento que você citou já existe, claro que não é algo oficial, mas pesquisas das empresas estão vendo que não adianta mais retirar uma folha de alface ou trocar a poltrona para economizar. O importante agora é elevar a receita por passageiro, como? BOB, serviços on-demand e oferecer algo mais por um pouco mais.

 

Repare a ascensão da Economy Premium. Algumas são bem fracas (Tam), mas outras são excepcionais (JAL) e outras corretas (as majors americanas e européias). Então oferecerão assentos para o executivo, para o turista sensível ao preço e aquele que não quer pagar uma C mas quer ter algo a mais da Y comum. A First será existente em poucas empresas, mais para clientes que querem privacidade (artistas, p. ex.).

 

No Brasil mesmo vemos um movimento tímido: Avianca, o Espaço Azul e a Gol +.

 

Na Europa, o assunto é mais delicado. Por questões trabalhistas, as majors de lá não tem flexibilidade para reduzir os custos. Então eles apostam em apertar mais e assentos mais leves e finos, como o NEK - Neue EuropaKabin - que o AF085 postou.

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Final de semana passado fui de Brasília para Recife na ida de Avianca... na volta de TAM.. Quando se compara, até desanima.. O assento da TAM além de fina, está super dura.. Até o espaço entre poltrona complica, principalmente para o meu caso que estou com uma bebe de colo (TAM era selo "B" - A321).

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Então os tão elogiados B777-300 da AA vão ficar iguais aos da Tam,com a instalação da 10 fileira na Y,todas apertadas agora,nem Emirates escapou

 

Os B773 da American já vem de fábrica com a configuração 3-4-3 na econômica. O que se falou na reportagem foi a respeito dos B777-200 deles que passarão por retrofit em todas as classes.

 

Agora, eu nunca soube de B777-200 tendo 10 assentos na econômica. Eu já viajei no da American em 2001 no 2-5-2 e este ano no da United(Continental) 3-3-3 e preferi o primeiro. A Emirates voa com 3-4-3 eu seus B772 ?

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Os B773 da American já vem de fábrica com a configuração 3-4-3 na econômica. O que se falou na reportagem foi a respeito dos B777-200 deles que passarão por retrofit em todas as classes.

 

Agora, eu nunca soube de B777-200 tendo 10 assentos na econômica. Eu já viajei no da American em 2001 no 2-5-2 e este ano no da United(Continental) 3-3-3 e preferi o primeiro. A Emirates voa com 3-4-3 eu seus B772 ?

A Air France voa com 3-4-3 em seus 772.

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E simples forcar uma melhora, nao compre passagem na empresa que o servico for pior, e mais facil do que continuar usando um servico e reclamando, opcoes existem no mercado, existem 4 empresas no brasil!!!! fora tantas outras!!!!

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A nova poltrona "ultra-fina" que a Latam escolheu para a frota narrow, e que já está voando em alguns A321, é bem mais confortável que as atuais recaro dos narrow da Tam.

Além de não ser "dura" na lombar, com aquela sensação de tábua, possui um encosto de cabeça deslizante na altura a ajustável nas laterais.

Óbvio que você não vai ter uma poltrona de executiva, mas melhorou muito.

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Concordo com vc.

Voei nessa nova configuração e em todas me senti bem mais confortável do que as anteriores.

 

Por mim, toda a frota seria nessas novas poltronas :)

 

Agora, um problema grave é o Espaço + na fileira 01.

Tive um constrangimento a bordo do A320 em 2h20 de vôo na semana passada onde uma cidadã passou o vôo inteiro dando joelhadas na minhas costas. Ela ia na fileira 02 insatisfeita pq não estava na fila em que eu estava, por se tratar de prioridade (levava criança).

Pra piorar, cansado da viagem desde Fortaleza, reclinei a poltrona faltando aproximadamente 40min pra chegada e a dita mulher simplesmente me chamou de cara de pau!

 

Ou seja, vc tenta melhorar sua viagem mas pela propria condição a bordo, não tem como escapar de mal estar junto a terceiros!

 

A nova poltrona "ultra-fina" que a Latam escolheu para a frota narrow, e que já está voando em alguns A321, é bem mais confortável que as atuais recaro dos narrow da Tam.

Além de não ser "dura" na lombar, com aquela sensação de tábua, possui um encosto de cabeça deslizante na altura a ajustável nas laterais.

Óbvio que você não vai ter uma poltrona de executiva, mas melhorou muito.

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