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Passageiros relatam horas de frustração e desespero em voo da Gol


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COTIDIANO / PÂNICO NO AR

22.11.2014 | 14h38 Tamanho do texto A- A+

Passageiros relatam horas de frustração e desespero em voo da Gol

Clientes relatam drama em viagem e suposto descaso da companhia aérea

Reprodução

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Voo de São Paulo para a Capital deveria durar apenas duas horas, mas se tornou "jornada" de nove horas

LISLAINE DOS ANJOS

DA REDAÇÃO

Um clima de pânico se instalou em um voo da companhia aérea Gol que partiu do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para o terminal Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana da Capital.

 

Passageiros relatam que uma viagem, antes prevista para durar apenas duas horas, acabou se tornando uma jornada de nove horas de tensão e desespero, graças à falta de informação e de atendimento da companhia.

 

Segundo a jornalista Priscilla Vilela, 26, o voo 2056 da Gol partiu de São Paulo às 16h, com previsão de chegada na Capital às 18h05. No entanto, o mau tempo fez com que o pouso da aeronave no terminal de Várzea Grande não fosse possível.

 

"Ficamos uma hora sobrevoando o aeroporto, sem chance alguma de pousar, porque a pista estava muito alagada. O piloto, então, decidiu seguir para o terminal de Campo Grande (MS), porque precisava abastecer" Ficamos uma hora sobrevoando o aeroporto, sem chance alguma de pousar, porque a pista estava muito alagada. O piloto, então, decidiu seguir para o terminal de Campo Grande (MS), porque precisava abastecer, relatou.

 

Um advogado de 24 anos, que se identificou apenas como Rafael, conta que o avião chegou a arremeter para a pista, mas de última hora voltou a decolar. Sem informação alguma por parte da tripulação, os passageiros descobriram que estavam voando para Campo Grande graças a um vazamento do áudio do piloto com a torre de comando.

 

Até então, ninguém nos informou para onde estávamos indo ou o que precisaria ser feito, contou.

 

O avião pousou em Mato Grosso do Sul por volta das 19h40 e os passageiros teriam sido proibidos de descer da aeronave, segundo os relatos.

 

A aeronave foi reabastecida e levantamos voo novamente. Em Cuiabá, passamos mais uma hora sobrevoando o terminal. Nesse intervalo, havia pelo menos mais três aeronaves tentando pousar na Capital, mas a chuva estava muito forte, disse a jornalista.

 

"Chegou a sair faísca do avião e o barulho foi muito alto, assustando todo mundo. O avião estava cheio. Entre os passageiros havia idosos, estrangeiros e mulheres passando mal, vomitando, com crise de pânico, pressão alta" Raio e desespero

 

Conforme os passageiros, quando o comandante da aeronave desistiu, pela segunda vez, do pouso em Cuiabá e decidiu retornar para Campo Grande, um raio atingiu o avião, o que aumentou a crise de pânico entre os clientes.

 

Chegou a sair faísca do avião e o barulho foi muito alto, assustando todo mundo. O avião estava cheio. Entre os passageiros havia idosos, estrangeiros e mulheres passando mal, vomitando, com crise de pânico, pressão alta, relatou Vilela.

 

Segundo relatos, havia cerca de 130 pessoas na aeronave, mas apenas três comissários disponíveis para atender a todos, sem sucesso.

 

Ao chegarem novamente em Campo Grande, por volta das 22h30, os passageiros foram novamente impedidos de descer da aeronave, sendo que muitos estariam passando mal e se queixando de fome.

 

Dentro do avião eles apenas serviram para gente um saquinho de 30 gramas de amendoim. Essa foi a nossa janta, queixou-se Vilela.

 

Pressionei um comissário e ele afirmou que não possuíam autorização da Central de Comando da Gol para permitir o desembarque dos passageiros, relatou o advogado.

 

De acordo com os passageiros, o comissário confessou que a tripulação estava trabalhando desde às 8h e que precisavam decolar novamente, porque o tempo da jornada de trabalho iria se esgotar e, nesse caso, a equipe precisaria ser trocada, o que não estava sendo autorizado pela direção da companhia.

 

Quando todo mundo começou a levantar e a pressionar a tripulação, eles abriram as portas e nos autorizaram a descer no aeroporto. O problema é que o terminal estava escuro, parecia desativado, porque acho que está em reforma. Lá, não nos deram comida ou água apenas quente, direto dos bebedouros, contou a jornalista.

 

"Pressionei um comissário e ele afirmou que não possuíam autorização da Central de Comando da Gol para permitir o desembarque dos passageiros" Sem acomodação, nem alimentação

 

Segundo Vilela, a tripulação afirmou que não poderia pagar hotel para todos, porque não havia acomodação suficiente na cidade por conta de um evento que ocorria no local, e também não havia como alimentá-los, porque o restaurante conveniado com a empresa, no terminal, estava fechado.

 

Eles disseram que o tempo em Cuiabá estava melhorando e que iríamos decolar novamente. Porém, tinha gente que estava conversando com familiares aqui que diziam que pelo menos sete voos tinham sido cancelados e que a chuva continuava forte, disse.

 

De acordo com a jornalista, eles foram informados de que retornariam à Cuiabá quase meia-noite, mas precisariam aguardar a nova tripulação, que chegaria apenas 1 hora da manhã.

 

Quando a nova tripulação chegou, voltamos a embarcar. Antes do avião decolar, uma senhora passou muito mal e precisou ser retirada da aeronave com ambulância, o que atrasou mais uma vez o voo, relatou Vilela.

 

Conforme a jornalista, durante todo o voo de Campos Grande para Cuiabá, os passageiros viajaram no escuro e sem serviço de bordo, porque a chuva continuava forte.

 

Reprodução/Facebook

 

Jornalista Priscilla Vilela, que pretende acionar empresa pela falta de atendimento Viajamos com o avião ainda sujo, principalmente porque teve algumas pessoas que vomitaram lá dentro. Parecia que estávamos em uma lata de sardinha. Todo esse transtorno para que a empresa não tivesse gastos com hotel ou alimentação, reclamou Vilela.

 

O avião conseguiu pousar em Cuiabá apenas às 3h deste sábado (22), segundo a jornalista. Ela, assim como outros passageiros, prometem acionar a companhia aérea na Justiça.

 

Apenas quando chegamos aqui é que eles os deram um vale alimentação de R$ 25. Mas isso não paga o transtorno e vou entrar na Justiça contra a empresa, afirmou.

 

Houve falta de informação e de atendimento aos passageiros e com certeza irei entrar na Justiça. O mau tempo não justifica a forma como nos trataram, disse o advogado.

 

Outro lado

 

Ao MidiaNews, a Gol Linhas Aéreas informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o voo 2056 precisou ser alternado para Campo Grande (MS) devido ao mau tempo.

 

Segundo a assessoria, a rota foi alterada para garantir a chegada dos passageiros em seu destino final e toda a assistência necessária foi dada aos passageiros.

 

Confira abaixo a íntegra da nota enviada pela Gol ao MidiaNews:

 

"A Gol esclarece que devido as fortes chuvas em Cuiabá na noite do dia 21 de novembro de 2014, o voo G3 2056 (São Paulo/ Cuiabá) alternou o seu pouso para o aeroporto de Campo Grande. Esta é uma medida que visa, prioritariamente, garantir a segurança de todos.

 

Em Campo Grande a companhia não mediu esforços para minimizar o desconforto dos passageiros. Foram realizadas várias tentativas para melhor acomodar os clientes mas, infelizmente, não houve disponibilidade de hotéis na região. A Gol reforça que promoveu todas as ações necessárias e só retornou ao destino final na condição total de segurança aos clientes".

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Sempre que ocorre algo do tipo, há um rolo dos diabos! Seja por conta de uma informação que não foi passada aos passageiros por parte da companhia aérea, aliada a incompreensão de muitos que estão abordo, o que deve se esperar de concreto é reclamação para todos os lados.

Vencer a incompreensão é difícil, mas uma melhor comunicação já ajudava basante. Não sei ate onde os tripulantes estão autorizados a se pronunciar pela empresa, mas creio que uma explicação mais detalhada da situação ajudaria a um melhor entendimento por parte dos passageiros, afinal é melhor um grande atraso seguro que um acidente na hora certa.

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Independente do texto ou do tom sensacionalista deve-se repensar a forma como esse tipo de contingencia é administrado. Eu estava no aeroporto esse dia e realmente o voo que deveria ter chegado as 18:05 teve de voltar duas vezes para Campo Grande e so conseguiu pousar em Cuiabá as 03 da manha. E durante todo esse tempo? O que aconteceu com os passageiros? Com certeza a tripulação regulamentou e tiveram de esperar por outra e enquanto isso? Manda pra Hotel não manda? Da jantar dá lanche? Qual o plano de contingencia da base?

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Sendo bem direto.

 

Erro da Gol.

Deveriam ter ido para Brasilia onde a estrutura é melhor e mais ampla. Essa coisa de alternar para base secundária não pode ocorrer em uma empresa do tamanho da Gol. Tem que criar a regra de que as cidades para alternância devem ser aquelas com base de funcionários, salvo destinos no Norte onde a distância impede isso.

 

Independente do texto, pelo tempo de voo, a obrigação é da Gol de acomodar os passageiros.

 

E mais uma vez, ponto negativo para a meteorologia Brasileira. Não só afetou os passageiros do voo de São Paulo mas outros já que a aeronave não seguiu seu trilho regular.

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O erro é sempre da companhia aérea! Pilotos e despachantes são as maiores testemunhas que a coordenação de voos das cias aéreas é um verdadeiro desastre! Não coordenam nem semáforo de trânsito, imagine contingência de voo!

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Sendo bem direto.

 

Erro da Gol.

Deveriam ter ido para Brasilia onde a estrutura é melhor e mais ampla. Essa coisa de alternar para base secundária não pode ocorrer em uma empresa do tamanho da Gol. Tem que criar a regra de que as cidades para alternância devem ser aquelas com base de funcionários, salvo destinos no Norte onde a distância impede isso.

 

Independente do texto, pelo tempo de voo, a obrigação é da Gol de acomodar os passageiros.

 

E mais uma vez, ponto negativo para a meteorologia Brasileira. Não só afetou os passageiros do voo de São Paulo mas outros já que a aeronave não seguiu seu trilho regular.

Lipe, discordo do seu comentário. Como você sabe que BSB era a melhor base para alternar? Quais eram as condições meteorológicas de BSB naquele dia? E o peso da aeronave e seus disponíveis? Será que tinha tripulação disponível em BSB? Se o voo fosse a BSB, será que a tripulação que estava no voo poderia tentar retornar a CGB?

 

São tantas variáveis que é muito fácil falar que deveria ter ido para X no lugar de Y.

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Lipe, discordo do seu comentário. Como você sabe que BSB era a melhor base para alternar? Quais eram as condições meteorológicas de BSB naquele dia? E o peso da aeronave e seus disponíveis? Será que tinha tripulação disponível em BSB? Se o voo fosse a BSB, será que a tripulação que estava no voo poderia tentar retornar a CGB?

 

São tantas variáveis que é muito fácil falar que deveria ter ido para X no lugar de Y.

Islander, o Lipe não trabalha na área, esses fatos são desconhecidos por ele.....é um leigo...

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COTIDIANO / PÂNICO NO AR

22.11.2014 | 14h38 Tamanho do texto A- A+

Passageiros relatam horas de frustração e desespero em voo da Gol

Clientes relatam drama em viagem e suposto descaso da companhia aérea

 

 

O jornal tem uma coluna "Pânico no Ar"? :lol:

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Islander, o Lipe não trabalha na área, esses fatos são desconhecidos por ele.....é um leigo...

Não tem problema. Discordar é positivo. E coloquei algumas observações para embasar minha colocação.

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As vezes a coisa vai acontecendo de forma que sai completamente do planejado.

Duas coisas que atrapalham bastante os Departamentos de Coordenação são a Meteorologia e a Regulamentação da Jornada

Muitas vezes tenta se esticar um pouquinho a corda para levar o Paxs de A para B e o resultado fica muito ruim.

Como um alternado para um lugar não apropriado ou um voo cancelado por falta de tripulação

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Ah! Já consertaram o cano do áudio do piloto, pois estava vazando áudio para a cabine e ainda bem que estava chuvendo, pois facilitou o apagamento das faíscas... :rage:

 

É cada um...

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O erro é sempre da companhia aérea! Pilotos e despachantes são as maiores testemunhas que a coordenação de voos das cias aéreas é um verdadeiro desastre! Não coordenam nem semáforo de trânsito, imagine contingência de voo!

 

Não, o erro quase sempre é do passageiro...

 

Mesmo com essa chuva torrencial, se houvesse lentidão no transito ou acidente que fizesse eu chegar 5 min que fosse fora dos 30 min de antecedência, eu nem embarcaria... nem teria chance de alternar ou qq coisa do gênero... tolerância zero com o pax!

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Não, o erro quase sempre é do passageiro...

 

Mesmo com essa chuva torrencial, se houvesse lentidão no transito ou acidente que fizesse eu chegar 5 min que fosse fora dos 30 min de antecedência, eu nem embarcaria... nem teria chance de alternar ou qq coisa do gênero... tolerância zero com o pax!

Não entendi se isso foi uma ironia, mas vou tratar como se não tivesse sido, mas são situações completamente diferentes. Pax não regulamenta, o transporte do pax não aguarda slot para chegar no aeroporto, pax não é obrigado a ir para outro aeroporto para ser atendido, assim como também não é obrigado a aguardar melhora do tempo para prosseguir viagem, entre N variáveis. O mal do passageiro é comprar uma passagem de avião e achar que vai pegar um ônibus, que é só pedir parada e entrar, e olhe que se o ônibus tiver parado e você ainda tiver chegando, ele não vai lhe esperar por mais que você grite. Todo mundo sabe que precisa chegar com antecedência minima de 1h do check-in e cabe a cada pessoa avaliar o tempo necessário para chegar ao aeroporto e não ficar contando com "vai dar tempo". Eu moro a 7km do aeroporto e já levei 1h15 para chegar lá, então antes de mais nada eu avalio no momento da escolha do horário do voo, se eu vou poder chegar no aeroporto com a antecedência minima de 1h. Eu já cheguei a sair de casa (repetindo, 7km de distância), com 3 horas de antecedência. Então a comparação é infundada.

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É difícil falar o por que que não comunicaram, por que não alternou para outro lugar, por que não fizeram isso ou aquilo, se nenhum de nós lá dentro da cabine ou da situação.

 

Às vezes a burocracia que as empresas criam para "evitar gastos desnecessários" só geram mais problemas, pois as tripulações temem ser punidas por tomarem a iniciativa, o responsável da base não pode fazer nada em relação às acomodações e alimentação por ter que aguardar a "confirmação do superior".

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Não, o erro quase sempre é do passageiro...

 

Mesmo com essa chuva torrencial, se houvesse lentidão no transito ou acidente que fizesse eu chegar 5 min que fosse fora dos 30 min de antecedência, eu nem embarcaria... nem teria chance de alternar ou qq coisa do gênero... tolerância zero com o pax!

 

É uma relação de consumo tipificada em lei. Cada parte com seus deveres e obrigações. Consumidor x Prestadora de serviço.

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