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Com mais de 30 anos de aviação civil, piloto se vê no topo da carreira


thor.rao

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Depois de três décadas nos ares, o piloto Octávio de Paschoal Filho, de 56 anos, está no ápice da carreira. Hoje comandante internacional de voos entre São Paulo e Frankfurt pela TAM, ele também é instrutor avaliador da Anac. E sua carreira confunde-se com o desenvolvimento da aviação no País.
Paschoal Filho se apaixonou pela carreira nos céus em 1980, influenciado pelo seu tio, também piloto. “Ele me contava muitas histórias, e, às vezes, me levava até a pista”, conta.

Seu primeiro passo na profissão ocorreu no aeroclube de Atibaia, no interior do Estado, mas sua trajetória foi bem mais longe. Durante os primeiros anos, com o intuito de ganhar experiência, ele chegou a fazer voos para o Estado de Rondônia.

Foi quando ele entrou na TAM, no entanto, que sua carreira deslanchou. Em 1983, com cerca de 1.000 horas de experiência de voo, ele foi contratado como copiloto de um Bandeirante, famosa aeronave da Embraer com apenas 16 lugares.

Após um ano e meio, ele passou a copilotar um avião com 52 assentos, o Fokker 27. “Aí eu já era mais chique. Tinha até comissário”, brinca. Um ano depois, pela primeira vez, ele chegou à posição de comandante.

A mudança mais radical de sua carreira se deu em 1989, no entanto, quando a companhia decidiu adotar os Fokker 100, deixando para trás a era das máquinas analógicas – no Brasil, esse avião ficou famoso depois de um acidente aéreo em São Paulo, em 1996. “Passamos 52 dias na Holanda (sede da Fokker, que fechou as portas em 1996), em cursos do avião e em simuladores de voo. “Sempre a empresa dá o apoio necessário nesses casos. E passamos por duas avaliações por ano para que as nossas licenças tenham validade.”

Em 1998, o atual comandante internacional se orgulha de ter participado do primeiro voo internacional da TAM, a bordo de um Airbus 330. Outro momento marcante foi acompanhar, pela companhia aérea, de 2000 a 2002, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em viagens pelo mundo. “Há todo um protocolo. Chegávamos aos lugares e ficávamos com um telefone da Presidência”, lembra.

Na última década, ele também se dedicou ao estudo universitário, formando-se em direito em 2005. Agora, no comando de um Boeing 777, ele faz três viagens por mês e tem tempo para se dedicar à vida terrestre. “Mesmo assim, não há rotina.”

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http://economia.estadao.com.br/blogs/radar-do-emprego/2014/12/07/com-mais-de-30-anos-de-aviacao-civil-piloto-se-ve-no-topo-da-carreira/

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