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Pizzaria de SP faz delivery com drone e entra na mira de Anac e FAB


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Pizzaria de SP faz delivery* com drone e entra na mira de Anac e FAB
Em teste, drone entregou pizza de pepperoni em cobertura de Santo André. Donos do estabelecimento não pediram autorização para realizar sobrevoo.
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Distante até agora, a ideia de receber na janela de casa a entrega de pizzas trazidas por drones começa a se materializar para o brasileiro. Uma pizzaria de Santo André (SP) testou levar o prato até a casa de um cliente com um veículo aéreo não tripulado (vant). Como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Força Aérea Brasileira (FAB) têm de autorizar sobrevoos como esse, o que não foi sequer solicitado, o caso será investigado, informaram os órgãos ao G1. Se o intuito do estabelecimento comercial for criar uma frota de drones que substitua os motoboys de carne e osso, terá antes que aguardar a regulação da Anac sobre o tema.
O teste de delivery ocorreu em outubro, mas a Vero Verde só liberou imagens do drone-motoboy nesta quinta-feira (11). Inspirado por experiências internacionais, como a da Amazon, que prepara um sistema de entrega de produtos feito por drones para derrubar o prazo de espera para 30 minutos e da pizzaria Dominos, o teste brasileiro foi conduzido por um quadcóptero (quatro hélices) capaz de percorrer um raio de 1,5 quilômetros a 40 km/h.
O voo foi feito pelo bairro Jardim e filmado não só pela câmera acoplada ao drone-motoboy como também por um vant cinegrafista. As autoridades também dizem que vão investigar uma ação da camisaria Colombo com drones durante a última Black Friday.
O destino da entrega era uma cobertura nas imediações da pizzaria. O caminho de um lugar a outro durou cinco minutos, quase a metade do tempo caso o veículo escolhido fosse uma moto, estima Ernesto Júnior, sócio-proprietário da Vero. "É um pouco complicado. O vento é uma coisa que atrapalha bastante e o peso da pizza acaba influenciando bastante", disse Pepperoni foi o sabor escolhido. "Tem que ser uma mais leve."
Não leva refrigerante
Além de chamar a atenção de quem viu o aparelho viajando pelos céus de Santo André, o teste com o drone gerou piadas enciumadas entre os motoboys que trabalham na pizzaria. "Falaram que o drone não leva refrigerante", ri. Não levou também maquininhas de cartão de crédito ou moedas para o troco. Se tivesse de entrar em operação, essas questões deveriam ser consideradas, diz Rodrigo Caminiti, da agência digital WebSnap, responsável pela estratégia de colocar o aparelho no ar.
Não é somente com refrigerantes e formas de pagamento que os donos da pizzaria devem se preocupar. Anac e FAB prometem averiguar o caso e encaminhá-lo às autoridades competentes ou abrir investigação para punir a pizzaria em caso de irregularidade.
"Nenhuma aeronave remotamente pilotada, seja ela de aplicação civil ou militar, poderá decolar sem a autorização do DECEA órgão que legisla sobre o uso do espaço aéreo", informou a Aeronáutica. "Para aeronaves não certificadas, é aplicado o Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE), cuja análise, aprovação e emissão cabe à Anac."
"Como foi um ensaio de voo baixo, a gente não chegou a entrar em contato com a Anac", diz Caminiti. Por conta disso, a Aeronáutica vai denunciar o fato ao Ministério Público Federal. Pedirá a aplicação de penalidades previstas no Código Penal. Já a Anac informa que o assunto foi levado à área responsável, mas não tem como dizer se "a operação foi feita ilegalmente".
Impasse
A agência ressalta que, "para que seja feito uso comercial e em áreas povoadas, o usuário deve aguardar a regulamentação que deve entrar em audiência pública em breve". E completa: "É importante ressaltar que a regulamentação sobre o uso de drones está sendo estudada no mundo inteiro, para que os normativos sejam preparados para atender a demanda atual, visando a segurança das operações".
A pizzaria Vero Verde, porém, não está sozinha nesse impasse diante de uma legislação ora restritiva ora por fazer. A empresa que a inspirou, a Amazon, começa a procurar outros países para testar seus drones, porque os EUA ainda não possuem lei que permita o voo dessas máquinas pelos céus. O Brasil é forte candidato a não estar entre os possíveis destinos.
Fonte: G1 via CECOMSAER 13 dez 2014
*Delivery: este e outros anglicismos é que me matam!

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Sistema falho esse ai. Esses drones vão ser usados mais para frente, para encomendas expressas leves e de pequeno porte. Não imagino ninguém homologando um drone que carregue pizza(S) e refrigerante(s), para sobrevoar 12km que seja...

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Mas quebra a cabeça de alguém quando cair num centro de cidade grande.

 

Isso não vai dar certo. Até acho que vão regulamentar e começar a usar, mas vai ser até o primeiro cair e matar alguém no chão. Aí eu quero ver.

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O drone utilizado no teste foi da marca DJI, modelo F550, de aproximadamente 500 gramas e com capacidade para percorrer raio de 1,5 quilômetro de distância a 40 km/h. Esta foi a primeira vez que uma pizzaria fez esse tipo de experiência no Brasil.

No Exterior, já existem relatos de entrega de pizza e até cerveja por meio de aviões pequenos não triplulados no Reino Unido.

Assista à experiência em que a pequena aeronave entregou uma pizza de pepperoni em cinco minutos, enquanto se fosse entregue por um motoqueiro, levaria o dobro do tempo, por meio do link https://www.youtube.com/watch?v=6cqR8fUwXH0.

Fonte: Rondonia Direta via CECOMSAER 14 dez 2014

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  • 5 months later...

Meus prezados

É possível fazer entregas por drones no Brasil? Confira a análise

Há algo novo no ar. Os drones, ou Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), começam a ganhar os céus de todo o mundo para atividades de defesa, lazer e, gradualmente, comerciais. O assunto, inclusive, causa atritos entre empresas e governos, e já começa a ganhar força no Brasil. No entanto, que obstáculos a operação comercial de drones teria no país?

No último mês, a aprovação de um pedido da gigante norte-americana Amazon para vôos experimentais com drones pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) reacendeu o debate em torno do uso desses equipamentos para fins comerciais. O objetivo da empresa é colocar em funcionamento o ambicioso Prime Air, que faria entregas em apenas 30 minutos após a compra.

O processo até a aprovação da FAA, porém, se arrastou por cerca de um ano e meio por falta de uma legislação específica para este novo tipo de equipamento. Situação semelhante à americana pode ser encontrada aqui no Brasil, onde a Agência de Aviação Civil analisa a regulamentação dessas aeronaves há cerca de um ano.

Transformações criam barreiras
Antes de começarem a operar comercialmente no Brasil, os drones precisam da regulamentação dos órgãos federais responsáveis pelo espaço aéreo brasileiro. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apresentou uma proposta para a criação de regras específicas para essas aeronaves. O texto, no entanto, segue em discussão.

O professor de robótica da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), Alessandro Mendes, vê a demora na aprovação da legislação como um empecilho para maiores investimentos no setor. Segundo ele, a nacionalização da tecnologia é totalmente possível, mas a ausência da regulamentação impede que empresas possam vender drones ou usá-los para fins comerciais em território nacional.

“O Brasil pode ser um dos pioneiros na criação de uma legislação específica, em ferramentas de controle de tráfego aéreo, na padronização da segurança de voo e treinamento de pilotos desses equipamentos”, disse. O professor considera ainda que um trabalho conjunto entre segmentos regulatórios e empresas desenvolvedoras seria um caminho desejável para alcançar esse objetivo.

Já o diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS) e professor da Faculdade de Direito da UERJ, Carlos Affonso, vê com naturalidade a demora na aprovação das regulamentação de drones no Brasil. ”O uso para finalidades comerciais abrange competências do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Anac e da Anatel. É natural que uma atividade complexa como essa leve um tempo até alcançar a maturidade”.

A atual proposta da Anac divide os drones em três grupos: até 25 quilos, de 25 a 150 Kg e a partir de 150 Kg. Cada um desses grupos teriam regras e exigências próprias. No entanto, o texto abrange apenas voos experimentais e proíbe o voo dessas aeronaves em áreas habitadas, como os grandes centros urbanos. Há ainda o risco de que as normas fiquem defasadas antes mesmo de serem aprovadas, como ocorreu nos Estados Unidos.
Segurança ainda preocupa

Outro fator que pode atrasar a implementação de um serviço como o Amazon Prime Air no Brasil é a segurança da população tanto em caso de acidentes como em possíveis ataques ou utilização por organizações criminosas. Por isso, a legislação do setor tende a dar atenção redobrada para essa questão.

Para se operar um drone, é preciso ter um conjunto de equipamentos em terra, como baterias extras, câmeras, monitores de vídeo e rádio controle, além de mão de obra especializada. As empresas interessadas na tecnologia estariam sujeitas ainda às condições meteorológicas locais, especialmente o vento.

O professor Alessandro Mendes, que também coordena um grupo de pesquisadores na Univap, explica que, ao contrário das aeronaves, os VANTs não possuem um sistema de redundância para falhas no programa que controla os modelos e nem para panes elétricas. “Nos dois casos, a possibilidade de queda é praticamente eminente”, alerta.

No caso de lesões decorrentes da queda desses equipamentos, as empresas e pessoas responsáveis pelos drones poderiam ser punidos dentro da atual legislação, explica Carlos Affonso. “É claro que as peculiaridades de operação de um drone vão sempre ser relevantes em um eventual processo, seja ele de natureza civil ou criminal, mas não me parece que a lei precise necessariamente mudar”, explica.

Já no que diz respeito à segurança da entrega, Alessandro Mendes destaca que bastante difícil interceptação e roubo da mercadoria, já que drones operam a uma grande altura. Na proposta de regulamentação da Anatel, o espaço aéreo dessas aeronaves seria de até 400 pés, cerca de 120 metros, para modelos de até 25 Kg.

Às vésperas da realização dos Jogos Olímpicos 2016, no Rio de Janeiro, os drones também devem estar no centro da discussão sobre a segurança do evento. Afinal, esses veículos já são utilizados pela Polícia Federal e Forças Armadas em operações no país, mas podem representar riscos caso caiam nas mãos de grupos mal intencionados.

Fonte: Elson De Souza para PORTAL GLOBO.COM via CECOMSAER 16 MAI 2015

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