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Greve na TAP de 27/12 a 30/12


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E vem bomba...

 

Sindicatos da TAP confirmam greve geral entre 27 e 30 de Dezembro

RAQUEL ALMEIDA CORREIA

10/12/2014 - 19:58

(actualizado às

09:05 de 11/12/2014 )

Pilotos decidiram aderir aos protestos. Paralisação vai abranger todas as empresas do grupo e trará elevados prejuízos. Ministro da Economia recusa comentar greve, mas diz que alterar planos de privatização da empresa "é uma questão que nem se põe."

Os sindicatos que representam todos os trabalhadores da TAP confirmaram, nesta quarta-feira, a realização de uma greve total entre o Natal e o Ano Novo. A paralisação, a que os pilotos decidiram juntar-se, ocorrerá a 27, 28, 29 e 30 de Dezembro.

Tal como o PÚBLICO tinha noticiado, a greve foi convocada pela plataforma que junta 12 sindicatos da TAP e pretende contestar a privatização do grupo, que o Governo decidiu relançar em Novembro.

Num comunicado enviado às redacções, a plataforma explica que decidiu "desencadear todas as acções necessárias e suficientes, com destaque para uma acção industrial contínua e coordenada para os próximos dias 27, 28, 29 e 30 de Dezembro, para sensibilizar o Governo para a necessidade de travar o processo de privatização".

Esta acção passará pela convocação de greves nos 12 sindicatos que fazem parte desta organização, o que abrangerá não apenas a TAP e a companhia regional PGA, mas também todas as restantes empresas do grupo, como a operadora de handling Groundforce ou as lojas francas.

No caso do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), a decisão de aderir aos protestos foi tomada nesta quarta-feira, em assembleia geral. O encontro serviu para votar a paralisação na TAP, seguindo-se nesta quinta-feira um encontro relativo à PGA. Também os tripulantes têm assembleia geral marcada para quinta-feira com o mesmo propósito.

A TAP tem estimado em cinco milhões de euros os prejuízos diários com greves, mas apenas para a actividade da aviação. Além de se tratar de um período mais longo, as perdas serão necessariamente maiores, visto que todas as empresas do grupo serão abrangidas. A companhia está a viver um ano recorde de prejuízos, tendo sido já cancelados mais de 700 voos com as paralisações agendadas pelos pilotos e pelos tripulantes em 2014.

No comunicado, os sindicatos explicitam os motivos que os levaram a convocar esta greve, começando por referir que o Governo está a "excluir os trabalhadores do processo de reprivatização da TAP SGPS", o que coloca em causa "a continuidade dos acordos de empresa em vigor, os postos de trabalho, os direitos contratuais estabelecidos".

A plataforma acredita que, com a venda, "serão exigidas concessões adicionais, através da denúncia de todos os demais acordos de empresa (...) para financiar a reestruturação do grupo, os insustentáveis prejuízos da manutenção Brasil e os lucros supranormais dos accionistas privados".

É ainda feito um alerta para "os riscos de subcontratação, da implementação de um programa de revitalização empresarial ou de transferência da actividade de voo para outras empresas". E denuncia-se que "o Governo pretende entregar todo o grupo TAP a interesses privados por um preço irrisório, mas rejeita entregar uma participação significativa aos trabalhadores, que são um factor de estabilidade de centro de decisão empresarial em Portugal". Os sindicatos consideram, por isso, que "os interesses vitais dos trabalhadores ficam comprometidos".

A plataforma defende que "é necessário combater com toda a energia este modelo de privatização e salvaguardar o futuro do grupo TAP, dos trabalhadores e do país" e acredita que "há alternativas viáveis", fazendo referência ao facto de a empresa dispor, a 30 de Junho, de "depósitos bancários no valor de 305,6 milhões de euros, dos quais 146,2 milhões imediatamente mobilizáveis".

Os sindicatos argumentam também que "a privatização do grupo, nos termos anunciados pelo Governo, não garante o crescimento da actividade, nem a manutenção da TAP de hoje, nem o nível de emprego, nem as receitas fiscais e nem os fluxos turísticos no território nacional". E criticam o facto de o relançamento da venda "enfermar de manifesta falta de tempo para que fossem acauteladas todas as vitais matérias de um processo desta dimensão".

O comunicado termina com a afirmação de que "as garantias invocadas pelo Governo, até este momento, não são credíveis, nem eficazes", referindo que "o interesse nacional não é salvaguardado".

A privatização da TAP faz parte do programa acordado com a troika em 2011. E a decisão tomada em Novembro em Conselho de Ministros surgiu depois de a primeira tentativa de venda ter fracassado, no final de 2012, com a rejeição da oferta apresentada por Gérman Efromovich.

 

http://www.publico.pt/economia/noticia/sindicatos-da-tap-confirmam-greve-geral-entre-27-e-30-de-dezembro-1679028

 

 

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Em pleno pico de alta estaçao. Merece privatizar mesmo, falta de respeito por quem passou um ano programado sua viagem.

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Todos os anos nessa mesma época eu viajo de TAP. Por sorte, esse ano nao!

Como disse o colega, na época de maior movimento, uma paralizacão dessa é falta de respeito.

 

Privatizar não significa fim da greve, mas pode significar um pouco mais de consideração para quem viaja e paga (caro) essa época do ano!

 

 

 

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Eu apoio... Quero ver o dia que faremos uma por aqui... E não me venham com essa historinha que não é época de greve, que prejudica os PAX no fim do ano e blá bla bla... Professor não faz greve nas férias escolares, médicos não escolhem plantão "mais tranquilo" pra fazer greve, polícia não escolhe "localidade de menor criminalidade" pra fazer greve, bancários não poupam epoca de pagamento de contas e salários, carteiros param na hora de entregar contas, juiz não escolhe escolhe época de recesso pra fazer greve e por aí vai...

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Existem serviços que funcionam bem o ano todo, aviaçao e um deles. A questao e que 80% dos pax passam o ano trabalhando para gozar com a familia 10 ou 15 de ferias. Muitos ate hora extra para aproveitar esse momento, unico, pq ferias escolares coinscidem. Pq nao pararam inicio de dezembro, faria o mesmo efeito, com menos prejuizo a quem paga o salario, o pax. Esse greve jamais evitara uma privstizaçao se tiver de ocorrer.

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A Lufthansa fez uma paralização poucos dias atras e não foi nessa época mais concorrida. Prejudicou mta gente? Sim. Mas com certeza em menor numero do que a TAP irá prejudicar.

 

Cada um tem o direito de fazer paralização a hora e nos dias em que bem quiser. Minha opinião é que greve nessa epoca so serve pra perder pax. A TAP tem uma historia em fazer greve nesse periodo.

 

E no proximo ano, vou escolher outra Cia pra viajar nessa epoca do ano. Adoro a TAP, tenho cidadania portuguesa, mas nao vou correr o risco de perder minha viagem por causa disso.

 

Boa sorte pra TAP, que vai ser mto prejudicada com essa paralização. E as outras Cias abrindo um grande sorriso....

 

 

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Eu apoio... Quero ver o dia que faremos uma por aqui... E não me venham com essa historinha que não é época de greve, que prejudica os PAX no fim do ano e blá bla bla... Professor não faz greve nas férias escolares, médicos não escolhem plantão "mais tranquilo" pra fazer greve, polícia não escolhe "localidade de menor criminalidade" pra fazer greve, bancários não poupam epoca de pagamento de contas e salários, carteiros param na hora de entregar contas, juiz não escolhe escolhe época de recesso pra fazer greve e por aí vai...

 

o direito de greve é legítimo, mas - neste caso - vão reivindicar o quê?

 

 

segundo a UE, a TAP já deveria ter sido privatizada... o resto é resto.

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O sindicato dos pilotos quer de 10 a 20% da empresa privatizada, a proposta do Governo é de apenas 5%.

 

SPAC formaliza greve na TAP
para reivindicar 10% a 20% da companhia

Presstur 11-12-2014 (09h34)O sindicato dos pilotos (SPAC) já formalizou a marcação de greve para os dias 27 a 30 de Dezembro, simultânea com a greve convocada pela Plataforma Sindical, mas enquanto esta é para contestar a privatização, o que o SPAC reivindica é que a privatização preveja o “direito” dos seus associados a ficarem com 10% a 20% da companhia.
“O Governo não indicia ser sua intenção honrar este compromisso, salvo se os Pilotos se movimentarem nesse sentido”, diz o documento do SPAC a que o PressTUR teve acesso, na linha do que o sindicato já tinha escrito no comunicado a mobilizar os pilotos para a assembleia geral realizada ontem (para ver mais clique aqui).
O documento mostra que o SPAC não contesta a privatização, mas sim, que o Governo pretenda “excluir ilegitimamente os Pilotos, assim como os demais trabalhadores do processo de privatização”.
“O Governo pretende entregar a interesses privados as cedências que os Pilotos fizeram ao Grupo TAP de boa-fé e que contribuíram significativamente para a valorização dos activos da empresa”, salienta o documento.

 

http://presstur.com/site/news.asp?news=49157

 

Fazendo greve por uma coisa que ainda nem se concretizou, a privatização.

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Professor não faz greve nas férias escolares, médicos não escolhem plantão "mais tranquilo" pra fazer greve, polícia não escolhe "localidade de menor criminalidade" pra fazer greve, bancários não poupam epoca de pagamento de contas e salários, carteiros param na hora de entregar contas, juiz não escolhe escolhe época de recesso pra fazer greve e por aí vai...

 

Bom, ao menos no caso dos bancários e carteiros, pelo que já percebi, as paradas quase sempre ocorrem nas mesmas épocas do ano porque é justamente quando ocorre a revisão da data-base das categorias. No caso dos carteiros, por exemplo, eles começam a reinvidicar coisas em agosto e, quando não conseguem dos Correios, entram em greve quase sempre entre agosto, setembro... Todo ano é assim. Obviamente nesse meio tempo vão deixar de entregar faturas ou dificultar saque de pagamentos mensais nos bancos (no caso dos bancários).

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A TAP tem tido greves pontuais, bem organizadas. Nenhum pax fica no chão, todos ate agora foram reacomodados. Em dois meses de TAP peguei 3 dias de greve já.

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Pois é....

 

 

A LH entrou nessa de ficar fazendo greve e eu mudei para a BA.

 

Enfim, entendo os lados envolvidos, mas tenho meus próprios compromissos e fico longe de Cias Aéreas com greves.

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Esta potencial greve é bem mais complexa, envolve todos os setores da empresa incluindo a Portugália. Estão em causa 130 mil passageiros numa altura em que muitas familias viajam e será devastadora para o setor hoteleiro em Lisboa e, em particular, na Madeira.

 

Considero uma greve cruel, mas entendo a posição dos seus trabalhadores, este Governo tem sido incompetente na questão da privatização da TAP. Não há conhecimento de causa sobre a atividade da empresa e os nossos politicos são uma m**da (desculpem mas aqui em Portugal estamos fartos de tanta incompetência...).

 

As greves anteriores (2 dias dos pilotos e 4 do pessoal de cabine) estavam relacionadas com o tempo excessivo que levou o governo a autorizar a contratação de mais pilotos para aguentar a operção de verão e os 6 novos aviões que a TAP recebeu. Esta demora levou a inumeros cancelamentos por falta de tripulações e a um gasto incrível na contratação de aviões e tripulações de outras companhias para cumprir toda a operação de Verão que contou com mais 11 novos destinos.

 

A TAP tem que sair o mais rápido possível das mãos do Estado que no fundo só tem prejudicado a própria empresa.

 

Abraços

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justo este ano, um amigo meu está viajando com a família a Portugal e deverão passar o réveillon na Ilha da Madeira - lugar de seus antepassados. falei da greve pra eles e sugeri que eles se garantissem reservando voos na easyjet ou coisa do gênero. resposta: tá impossível!

 

se alguém aí do outro lado do atlântico tiver alguma sugestão, agradece-se antecipadamente.

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justo este ano, um amigo meu está viajando com a família a Portugal e deverão passar o réveillon na Ilha da Madeira - lugar de seus antepassados. falei da greve pra eles e sugeri que eles se garantissem reservando voos na easyjet ou coisa do gênero. resposta: tá impossível!

 

se alguém aí do outro lado do atlântico tiver alguma sugestão, agradece-se antecipadamente.

 

Duro que não tem. Estou com 13 paxs em voos TAP nessa época, não tem nem onde colocá-los, nem em congêneres em voos internos na Europa.

 

Essa greve, se vingar, vai ser a ante-sala do inferno...

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As greves de categorias por aqui são feitas nas revisões de data-base.

 

Já essa dai é feita com intuito principal de prejudicar a própria companhia que trabalham, pois quanto maior o estrago maior a visibilidade.

 

Se a privatização já está sendo negociada fica fácil, anota o nome de quem aderiu, no primeiro dia da nova administração todos vão pra rua. sendo 5 ou 15%, é voto vencido de qualquer forma.

 

A legitimidade da greve é indiscutível, mas nesse caso é burrice mesmo!

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SPLAYNTER,

 

Isso seria 100% da força laboral da TAP, desde manutenção a pilotos, ou seja, compravam a cia para a fechar sem trabalhadores....

 

De qualquer forma, segundo notícias que saíram há pouco aqui em Lisboa, a greve não vai acontecer.

 

Abraços

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Essa época não é a mais forte na Europa, nem no tráfego BR-Europa.

Os meses mais fortes, e que seriam mais impactadas, são de junho a agosto.

 

Mesmo assim, belo estrago para quem tem viagem programada na TP.

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Passos Coelho confirma decisão amanhã

sobre requisição civil na TAP Presstur 17-12-2014 (15h07) O primeiro-ministro, Passos Coelho, confirmou que a requisição civil na TAP é uma das medidas que o Conselho de Ministros de amanhã poderá adoptar, pois está determinado a tomar “todas as medidas” para assegurar “a normalidade em serviços que são tão importantes para o País como é aquele que é servido pela TAP”.

“Essa é uma questão de ordem interna, que não deixará de ser analisada amanhã no Conselho de Ministros”, respondeu Passos Coelho, citado em notícia da Agência Lusa, que refere que o primeiro-ministro respondia à pergunta se vai ser decretada requisição civil, como apontava a declaração ontem do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, quando classificou a greve na TAP como “um processo altamente lesivo” dos interesses do País (para ver mais clique aqui).

“Não é nenhuma greve na TAP que irá colocar em causa” o processo de privatização da companhia, assegurou o primeiro-ministro.

“Todos sabem qual é o compromisso do governo, é o de prosseguir com o processo de privatização da TAP. E não é nenhuma greve na TAP que irá colocar em causa esse processo”, afirmou.

Passos Coelho frisou ainda que “foi um governo socialista que começou com decisões de Conselho de Ministros a alienar participações da TAP a investidores externos e, desde então, passaram-se 14 anos”, acrescentando que “o Memorando de Entendimento previa a venda da TAP”, pelo que reforçou: “não conheço outro significado para a venda que não seja o de vender. Não se vende para ficar com a empresa”.

“Aquilo que nós vamos fazer é privatizar a TAP porque isso é importante para a sobrevivência da própria empresa e é estratégico para economia portuguesa”, concluiu o primeiro-ministro.

 

 

 

Governo “fundamenta” requisição civil na TAP

sem requisição civil Presstur 16-12-2014 (14h04) O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, apresentou hoje as razões para uma requisição civil na TAP face à greve marcada para os dias 27 a 30 de Dezembro, mas sem concretizar como o Governo vai garantir “a importância de ter a TAP a voar neste período crítico” e evitar “um processo altamente lesivo” dos interesses do País, como afirmou.

A declaração de Sérgio Monteiro deixa claro que o Governo já não tem dúvidas de que “os sindicatos não estão interessados em suspender o pré-aviso de greve que afectará muitas famílias nesta quadra natalícia”, mas a sua última mensagem é que faz “votos que os próprios sindicatos possam livremente rever essa posição”.

Fontes contactadas pelo PressTUR dizem que sendo a requisição civil competência do Conselho de Ministros, Sérgio Monteiro não poderia ir mais além do que evidenciar desde já as razões que o Governo tem para avançar com essa medida extrema, mas o facto é que quanto mais tempo passa nesta situação, maior é o risco de as perdas ocorreram de forma mais gravosa para a companhia, pois terá aviões a voar mas sem passageiros.

Mas ainda não foi hoje que ficou claro o que se vai passar, se bem que Sérgio Monteiro tenha declarado que o Governo “quer reafirmar a importância de ter a TAP a voar neste período crítico que, do ponto de vista da sua importância para o País, para a própria companhia, para o desenvolvimento económico e muito especialmente para as famílias que se querem juntar no Natal e no Ano Novo é um processo altamente lesivo de todos estes interesses”.

A primeira ‘revelação’ da mensagem de hoje do secretário de Estados dos Transportes, porém, é de que, na sexta-feira, a Plataforma Sindical teria aceitado não condicionar a manutenção da greve à privatização da TAP.

Nessa reunião de sexta-feira, “foi acordado com os sindicatos que compõem a plataforma representativa das organizações de trabalhadores da TAP que a privatização não estava em causa”, afirmou Sérgio Monteiro, que, na sequência, deixou a acusação de que, três dias depois, os sindicatos reviram essa posição.

“Passaram três dias e ontem ao final da tarde recebemos a proposta de memorando por parte da plataforma sindical que no seu ponto primeiro revê o acordo que havia sido feito na reunião de sexta-feira e fundamentalmente coloca como condição prévia a suspensão do processo de privatização para que também fosse suspenso o processo de pré-aviso de greve que havia sido convocado na semana passada”, acusou Sérgio Monteiro.

“O documento que nos foi enviado fere o princípio de aproximação e de entendimento entre as partes que havia sido acordado na passada sexta-feira”, reforçou Sérgio Monteiro, que lia uma declaração sem direito a perguntas relativamente ao processo negocial com os sindicatos aberto na sexta-feira pelo Ministério da Economia, na qual diz ainda que “a forma como 72 horas depois da reunião se procurou condicionar a constituição do grupo de trabalho a uma condição que não tinha sido acordada na reunião (...) deixa bem claro que os sindicatos não estão interessados em suspender o pré-aviso de greve que afectará muitas famílias nesta quadra natalícia”.

Noticias em Presstur.

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Trabalhador da TAP lança petição pela desmarcação da Greve

 

Criada ontem à noite, a petição conta já com perto de 500 assinaturas.

Fernando Pais dos Santos é funcionário da TAP, com o número 268318, e está contra a greve de quatro dias marcada pelos sindicatos da companhia aérea. Ontem à noite lançou uma petição pública a favor da desmarcação da paralisação, apelando aos "sindicatos para que desconvoquem de imediato esta greve, reforçando todas as formas de diálogo e negociação possíveis, para que as expectativas dos trabalhadores da TAP possam estar reflectidas em todas as decisões que sejam tomadas relativamente ao futuro da companhia", lê-se no texto disponível em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT75616.

Os signatários, "manifestam a sua preocupação face às consequências da greve geral convocada pelos sindicatos da empresa", sublinhando que esta posição é "independente das diferenças de opinião relativamente à privatização da TAP". O texto da petição lembra que os trabalhadores da companhia aérea que assinam a petição "são particularmente sensíveis ao facto de que o período escolhido para a realização desta greve prejudica de forma profunda as reuniões familiares da época de Natal, as férias de passagem de ano há muito planeadas e o sector do turismo, actividade essencial para a economia do País".

"Depois da irregularidade operacional de parte do Verão e de outras greves que se têm verificado, é indispensável que os clientes renovem a confiança na companhia, pois a salvaguarda do futuro da TAP depende essencialmente da escolha dos seus passageiros", dizem.

Criada ontem à noite, a petição conta há com 463 assinaturas, quer de trabalhadores da companhia aérea, que conta com mais de 7.500 funcionários, quer de pessoas externas à organização.

O Governo, reunido em Conselho de Ministros, deverá decidir esta manhã se avança, ou não, com uma requisição civil que obrigue os trabalhadores da TAP a apresentarem-se ao serviço nos dias 27 a 30 de Dezembro. A paralisação, convocada por 12 sindicatos da TAP, promete deixar em terra cerca de 110.000 mil passageiros, depois de mais de 20.000 terem já alterado ou cancelado as viagens reservadas para aquelas datas. A paralisação poderá ter custos directos na ordem dos 36 milhões de euros, à razão de um prejuízo entre os oito e os nove milhões de euros por dia.

 

 

Noticia em:

http://economico.sapo.pt/noticias/trabalhador-da-tap-lanca-peticao-pela-desmarcacao-da-greve_208452.html

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Operadores estudam fretar charters para Brasil e Madeira

O objectivo é minimizar os efeitos da greve da TAP. Lufthansa confirma que procura já está a aumentar.

A paralisação dos trabalhadores da TAP agendada para os próximos dias 27, 28, 29 e 30 de Dezembro poderá levar os operadores turísticos a fretarem ‘charters' para destinos como o Brasil e a Madeira.

 

Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo (APAVT) adiantou ao Diário Económico que "alguns operadores estão a estudar operações conjuntas de ‘charters' para destinos mais massificados como é o caso da Madeira e Brasil". Para o responsável esta greve "não dá muitas soluções" às agências "porque a maioria das viagens não podem ser recolocada". "Não temos a mesma flexibilidade que existe no período do Verão porque as datas aqui são mais fechadas", frisou. E adianta: "Existem dois motivos que levam a que alterar a companhia aérea seja improvável. Por um lado, há rotas que apenas são feitas pela TAP, por outro é uma altura do ano com elevada procura, pelo que as outras companhias aéreas estão praticamente cheias". Pedro Costa Ferreira relembrou que estão em causa mais de 130 mil passagens aéreas e que a não desconvocação da greve por parte dos sindicatos da TAP vai implicar "prejuízos incalculáveis".

 

Uma opinião partilhada pela Iberia que adiantou ao Económico que "para já não sentem alterações na procura". A companhia espanhola refere que "ainda podem vir a sentir uma maior procura, mas para já não há nada nesse sentido". Já a Lufthansa adiantou ao Económico que tem, "efectivamente, uma maior procura para os dias de paralisação da TAP". A companhia aérea escusou-se, no entanto, a quantificar essa procura. A Transavia, a easyJet, a Air France e a British Airways não responderam até ao fecho desta edição. O mesmo acontecendo com a agência de viagens Geostar. Já a agência Abreu recusou-se a fazer comentários, pelo menos nesta fase.

 

A ANTROP, por seu turno, adiantou que "para já não sentem nenhum efeito, uma vez que o cliente de avião raramente muda para a via terrestre, tentando encontrar soluções pela via aérea". Ainda assim, a Antrop diz que "ficará atenta". "Mas, até hoje, não temos nenhum sinal de que haja transferência", garante.

Noticia em:

http://economico.sapo.pt/noticias/operadores-estudam-fretar-charters-para-brasil-e-madeira_208336.html

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TAP: Requisição civil garante 100 por cento dos voos
ABRANGE CERCA DE 70 POR CENTO DOS TRABALHADORES
Quinta-Feira, 18 dezembro de 2014 | 14:10
Autor: LUSA

Fotos: LUSA

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A requisição civil aprovada hoje pelo Governo abrange cerca de 70% dos trabalhadores da TAP, permitindo realizar todos os voos previstos para os quatro dias da greve, afirmou o ministro da Economia.


De acordo com Pires de Lima, os 1.141 voos programados para os dias 27, 28, 29 e 30 de dezembro vão realizar-se, manifestando confiança que os trabalhadores do grupo abrangidos pela requisição respeitarão a decisão do Governo.


"Temos a legitima expectativa como Governo (...) que esta requisição seja respeitada e tiraremos as devidas consequências de qualquer desrespeito que eventualmente se viesse a fazer relativamente a esta decisão", declarou o governante.


Em declarações aos jornalistas, no final do Conselho de Ministros, Pires de Lima defendeu que "os portugueses não compreendem a greve", convocada por 12 sindicatos, e que "menos compreenderiam um eventual desrespeito pela requisição civil".

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