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Bombardier interrompe programa Learjet 85 devido à fraca demanda; ações caem 20%


Ozires

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A fabricante canadense Bombardier informou que irá interromper seu programa de desenvolvimento da aeronave Learjet 85 devido à fraca demanda do mercado - o que poderá resultar em prejuízo de cerca de US$ 1,400 bilhão e levar ao um corte de 1.000 empregos.

 

A notícia está influenciando fortemente as ações da companhia, que registram queda de mais de 20% na Bolsa de Toronto. A Bombardier, que tem enfrentado uma série de desafios com o programa de seu jato de passageiros CSeries, disse que a decisão reflete a contínua fraqueza do mercado de aviões leves desde a crise econômica.

 

As demissões, segundo a empresa afetariam trabalhadores no México e nos EUA, e resultariam em custo adicional de cerca de US$ 25 milhões.

 

A Bombardier também reduziu suas projeções financeiras para 2014. A companhia agora espera que o fluxo de caixa das atividades operacionais em sua divisão aeroespacial tenha sido de aproximadamente US$ 800 milhões, bastante abaixo da faixa entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,6 bilhão anteriormente prevista.

 

Os resultados trimestrais da Bombardier devem ser divulgados em meados de fevereiro.

 

 

Fonte: Estadão

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Nossa, mais uma bomba pra Bombardier, além do fraco desempenho em vendas do projeto CSeries,mais de 2 anos de atraso e um custo muito superior que o previsto, agora aparece esse impecilho, será que as vendas do Legacy da Embraer tambem estão fracas?

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A Embraer roubou parte do mercado que a Learjet dominava junto com a Cessna: os entry-levels e levels.

 

Panorama econômico? EUA prevê crescer 3%, China mesmo em 7% tem fome de aeronaves.

 

Torço para o CSeries vingar, por que se a Bombardier sofrer um revés (tipo o caso da bateria do 787), ela não tem a mesma musculatura que a Boeing tem.

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A345,

 

Vc matou a charada. Lear85 era pra concorrer com o Legacy 500. Simplesmente não deu. A categoria Midsize subiu muito a demanda depois que o 500 chegou no mercado. Sovereign+ e Lear85 vão sofrer. Até a categoria superior (Super Midsize) tomou uma mordida. Só comparam o 500 com o Gulf280 e o Challenger 300 e 350.

 

É como comparar o E-Jets com 737 e 320s. Dá pra comparar, mas são de categorias diferentes.

 

Eu não esperava por isso, mas não me surpreende. Bonotto, triste notícia pra a Bombardier. Para os outros... Nãh... O Capitalismo é assim mesmo.

 

Abcs,

 

Sydy

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Puts!

 

1000 empregos cortados (Wichita e no México), 1.4Bi de preju lançados em pre-tax, 25MI em demissões... As ações cairam 26%!

 

Acabaram ficando somente com o Global 7000 e 8000 em desenvolvimento.

 

fonte: http://www.bloomberg.com/news/2015-01-15/bombardier-pauses-learjet-program-will-cut-about-1-000-jobs.html

 

Que pancada!

 

Abcs,

 

Sydy

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A Bombardier tem que entrar em uma era de cautela e conservadorismo depois de 2 aposta grandes darem errado. Tem que tentar otimizar os ganhos antes de investir pesado novamente.

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A345,

 

Vc matou a charada. Lear85 era pra concorrer com o Legacy 500. Simplesmente não deu. A categoria Midsize subiu muito a demanda depois que o 500 chegou no mercado. Sovereign+ e Lear85 vão sofrer. Até a categoria superior (Super Midsize) tomou uma mordida. Só comparam o 500 com o Gulf280 e o Challenger 300 e 350.

 

É como comparar o E-Jets com 737 e 320s. Dá pra comparar, mas são de categorias diferentes.

 

Eu não esperava por isso, mas não me surpreende. Bonotto, triste notícia pra a Bombardier. Para os outros... Nãh... O Capitalismo é assim mesmo.

 

Abcs,

 

Sydy

Acho que você quis dizer que a categoria ficou muito competitiva e não aumentou a demanda... Se aumentou a demanda, teria mais espaço para todos os concorrentes....

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Acho que você quis dizer que a categoria ficou muito competitiva e não aumentou a demanda... Se aumentou a demanda, teria mais espaço para todos os concorrentes....

Islander,

 

Por ai!

 

A verdade é que tem um player novo no mercado que tem a tendência a dominar a categoria midsize. O mercado já visualizou isso. A Bombardier foi "malandra" em detectar que não teria competitividade contra esse player. A decisão de abortar um programa já com protótipo voando é extremamente séria e cheia de implicações como a que estamos vendo.

 

Resta a eles tentar manter alguma competitividade na super-midsize com o Challenger 350, os 605 e os Globais.

 

Abraços,

 

Sydy

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O Lear 85 até me pareceu competitivo com o Legacy 500 em tecnologia embarcada, mas eu acho que perde muito em espaço interno e isso matou o avião. Eu tb não acredito muito no Global 7000, acho que ele não emplaca contra o G 650 ER

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O Lear 85 até me pareceu competitivo com o Legacy 500 em tecnologia embarcada, mas eu acho que perde muito em espaço interno e isso matou o avião. Eu tb não acredito muito no Global 7000, acho que ele não emplaca contra o G 650 ER

JEduardo,

 

De aviônica, o 85 tava até bem, mas espaço e custo de operação iria matar realmente o bicho. Eu concordo completamente com vc. O Gulf650 vai matar o 7000 e o 8000.

 

Tive oportunidade de entrar no 6000 e o achei muito desconfortável para uma viagem tão longa. É um tubo e muito "crowdeado" de coisas dentro. O bagageiro é minúsculo! Bem... Os Gulfs são os caras a bater no ultra-long range e os verdadeiros benchmarks para esse nicho de mercado.

 

Abração,

 

Sydney

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Ai eu pergunto aos mais entendidos. Pq ela criou o Lear 85 se ja tinha o Challenger 350?

landing,

 

Categorias diferentes. O Lear 85 entrou para concorrer na Midsize e o Challenger 350 é na categoria super-midsize. O problema que o novo player entrou pra matar a midsize e o mercado já sinalizou que entendeu isso. Até a categoria superior a midsize está sofrendo alguns reveses para esse novo player, dependendo da missão.

 

O Challenger 350 vai continuar por mais um bom tempo, apesar de ser uma plataforma velha.

 

Abcs,

 

Sydy

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fico feliz pela Embraer e, claro, pelos seus funcionários, está conseguindo ser muito competitiva. pena que não temos uma Embraer no setor automotivo e no setor de eletroeletrônicos...mas isso é outra história...

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Bombardier pagando o preço do seu cochilo mercadológico.

 

Apostaram na continuidade e deixaram as novidades serem apresentadas pela concorrência e colhem mais um revés em menos de 5 anos.

Não duvido que cedo ou tarde a Bombardier seja alvo de uma aquisição hostil.... e diria até que poderia ser bom para ela até mesmo buscar uma associação com a Embraer.

 

A Embraer poderia ajudar a desenvolver o mercado para o C-Series maior e os produtos corporativos onde a Bombardier é mais competitiva, deixando a Embraer com os nichos de mercado onde ela conseguiu a liderança. No futuro, poderiam ter a massa necessária para uma aposta mais ousada (e que vai ser necessária para a Embraer quando novos players fizerem com ela, o que ela fez com a Bombardier).

 

Seleção natural...

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Bombardier pagando o preço do seu cochilo mercadológico.

 

Seleção natural...

Mentalidade Canadense (e Quebequense)

 

Acham que o mercado compra só porque são eles que estão vendendo.

Produtos bons sim, mas aquém do que a concorrência entrega e as idéias se movem lentamente

 

Quer outro exemplo de empresa assim? RIM (Blackberry)

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Mentalidade Canadense (e Quebequense)

 

Acham que o mercado compra só porque são eles que estão vendendo.

Produtos bons sim, mas aquém do que a concorrência entrega e as idéias se movem lentamente

 

Quer outro exemplo de empresa assim? RIM (Blackberry)

Acrescente aí a Nokia e seu Symbian. E a Motorola e sua insistência nos analógicos.

 

Sent from my SM-P601 using Tapatalk 4

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A imagem da Bombardier na aviação executiva está péssima na área de manutenção e suporte, o que ainda segura a imagem é a enorme rede de credenciados no mundo, mas no que depende da fabrica é sempre um problema e certeza de avião parado por um bom tempo.

O grande problema do Lear 85 é que ele ficou caro (praticamente o mesmo preço do Legacy 500), se ele tivesse ficado no preço do Legacy 450 (uns 20% menos) talvez ele teria alguma chance.

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Meus prezados:

A EMBRAER venceu

A fabricante canadense Bombardier anunciou o encerramento da produção de seu jato executivo Learjet 85, que tem capacidade para oito passageiros.

A decisão vai custar R$ 1,4 bilhão à companhia e o corte de mil vagas nas unidades do México e dos EUA. A Bombardier disse que a decisão reflete a fraqueza do mercado de aviôes leves desde a crise econômica.

Enquanto a canadense tem dificuldades para se posicionar no mercado, a rival brasileira Embraer comemora: a companhia entregou 92 aeronaves comerciais e 116 executivas, no ano passado. A empresa de São José dos Campos, no interior de São Paulo, encerrou 2014 com a maior carteira de pedidos firmes de sua história, com US$ 20,9 bilhões de encomendas.

A inadiplêmcia estatal na transferência dos recursos dos programas militares afetou o resultado global da EMBRAER em 2014.

Em nota da Agência Reuters repercutindo análise do Credit Suisse deu o alerta na quarta-feira (14 JAN 15).

O jornal Valor, escudado em diversas agências e bancos repercutiu na Quinta-feira (15 JAN 15).

A diretoria da EMBRAER Defesa & Segurança paralisou as atividades de modernização do A-1 versão M, já em 2013. Em 2014 foram paralisadas as atividades do E-99 e do caça F-5EM/FM. Mantendo dentro do possível as atividades do KC-390.

Mesmo tendo o Secretário do Tesouro Nacional como membro do Conselho de Administração, a Economia Criativa, implementada no país pelo Sr Arno Augustin, não garantiu o fluxo de recursos à empresa de São José dos Campos.
Fonte: revista EXAME 19 de Janeiro, 2015 - 12:01 ( Brasília )

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  • 4 weeks later...

E aqui também houve consequências ...

Fonte: http://economia.uol.com.br/noticias/efe/2015/02/12/bombardier-perde-us-1246-bilhao-em-2014-apos-cancelar-novo-aviao.htm

 

Toronto (Canadá), 12 fev (EFE).- A empresa canadense Bombardier, maior fabricante do mundo de material ferroviário e um dos principais em aeronáutica, anunciou nesta quinta-feira que em 2014 perdeu US$ 1,246 bilhão, devido a perdas no valor de US$ 1,590 bilhão no último trimestre.

A companhia canadense também anunciou a reorganização de sua direção com a nomeação de Alain Bellemere como presidente e executivo-chefe em substituição de Pierre Beaudoin, que passa a ser o presidente-executivo do conselho de administração.

Laurent Beaudoin, que ocupava até agora a presidência do conselho de administração, passou a ser presidente emérito após mais de 50 anos à frente da empresa.

Em 2014, a Bombardier teve receita de US$ 20,111 bilhão, 10,7% mais que em 2013. Os lucros antes de juros e impostos (Ebit) passaram de US$ 923 milhões neste ano para perdas de US$ 566 milhões em 2014.

As grandes perdas do quarto trimestre do ano são quase exclusivamente devido à decisão de suspender o desenvolvimento do avião reator para uso privado Learjet 85.

A Bombardier anunciou um plano financeiro para conseguir cerca de US$ 2,1 bilhões de capital através da emissão de ações no valor de US$ 600 milhões e de dívida a longo prazo no valor de até US$ 1,5 bilhão.

A unidade de negócio Bombardier Aerospace (BA), que produz aviões, teve em 2014 um Ebit negativo de US$ 995 milhões, frente aos US$ 418 milhões de lucro em 2013, enquanto a Bombardier Transportation (BT), dedicada a material ferroviário, lucrou US$ 429 milhões, 15% menos que no ano anterior.

A receita em 2014 da BA chegou a US$ 10,499 bilhões, 11% mais que em 2013, enquanto os da BT foram de US$ 9,162 bilhões, 9,6% de aumento.

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A Embraer poderia ajudar a desenvolver o mercado para o C-Series maior e os produtos corporativos onde a Bombardier é mais competitiva, deixando a Embraer com os nichos de mercado onde ela conseguiu a liderança. No futuro, poderiam ter a massa necessária para uma aposta mais ousada (e que vai ser necessária para a Embraer quando novos players fizerem com ela, o que ela fez com a Bombardier).

 

Seleção natural...

Não vejo bom negocio nisso. Primeiro que a Embraer não tem porque comprar outra empresa que tem o mesmo produto, seria apenas para tirar ela do mercado (exemplos da Boeing comprando a MD e Gol comprando a Webjet).

 

E outra, desenvolver o C-series maior pra concorrer com Airbus e Boeing?

 

A embraer seria canibalizada.

 

Em time que se esta ganhando nao se mexe.

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Bombardier pagando o preço do seu cochilo mercadológico.

 

Apostaram na continuidade e deixaram as novidades serem apresentadas pela concorrência e colhem mais um revés em menos de 5 anos.

Não duvido que cedo ou tarde a Bombardier seja alvo de uma aquisição hostil.... e diria até que poderia ser bom para ela até mesmo buscar uma associação com a Embraer.

 

A Embraer poderia ajudar a desenvolver o mercado para o C-Series maior e os produtos corporativos onde a Bombardier é mais competitiva, deixando a Embraer com os nichos de mercado onde ela conseguiu a liderança. No futuro, poderiam ter a massa necessária para uma aposta mais ousada (e que vai ser necessária para a Embraer quando novos players fizerem com ela, o que ela fez com a Bombardier).

 

Seleção natural...

 

 

Lipe, empresas de dinâmicas diferentes.

 

A Embraer detém 65% dos aviões comerciais na faixa de 70 a 130 assentos.

Está havendo uma flexibilização nas "scoupe clauses" das mainlines americanas, abrindo possibilidade das regionais operarem aviões na faixa de 76 a 100 assentos.

Há um "movimento" que diz que AA e UA provavelmente adotarão aviões dessa classe, o que abrirá mais negócios para a Embraer, e eventualmente para a Bombardier com o seu CRJ1000.

 

A Bombardier errou em querer se encaixar num nicho entre os 110 e 150 assentos quando o mercado pedia aviões acima dessa categoria. E a pá-de-cal veio junto os NEO e MAX de Airbus e Boeing. Difícil competir em economia de escala com A e B, mas melhor seria se tivesse lançado um produto para ter batido de frente com as duas.

 

Sem contar que em um ano o preço do petróleo despencou de US$ 110 o barril para meros US$ 49,00 o barril, fazendo com que a economia proposta com os motores gearbox da PW perdessem parte de seu atrativo (embora devemos considerar que uma guerra na sempre turbulenta área do Oriente Médio fariam esses preços se elevarem novamente).

 

E os custos de desenvolvimento do CSeries dispararam. A Embraer não teria fôlego para essa absorção.

Já os chineses ...

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É Ricardo e Gil,

 

Gostei das análises, mas esse mundo dos negócios é muito doido mesmo. A verdade é que Hawker, Cessna e Bombardier estão trabalhando de forma reativa em relação a concorrência. A primeira faliu por isso, a segunda está tendo que rebolar e est´å descontinuando produtos e a terceira demorou muito a mudar de rumo. Brigar com Boeing e Airbus vai ser duro. Acho que ela perderá em cima e perderá em baixo para produtos especializados nesses nichos.

 

Mas... Sei lá... Tudo pode mudar.

 

Abcs,

 

Sydy

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