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Combustível de aviação fica 30% mais barato, mas as passagens não


leelatim

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Combustível de aviação fica 30% mais barato, mas as passagens não

 

Fonte: opovo.com.br

 

 

Na contramão da gasolina e do diesel, o preço do querosene de aviação está em queda. O POVO apurou que o combustível passou de R$ 3,12 para R$ 2,40, redução de 30%. A queda no preço não será repassada para os consumidores e os preços das passagens não deverão sofrer alteração. As aéreas alegam que a alta do dólar acaba corroendo as possibilidades de ganhos com a queda no combustível.

 

 

De acordo com a Petrobras, os preços foram reduzidos em 16,9% a partir do dia primeiro de fevereiro. A companhia não precisou o valor de referência. Por meio de nota, a estatal explicou que os preços do querosene de aviação (QAV) praticados para as companhias distribuidoras têm sua formação baseada no mercado internacional. Ocorrem oscilações, mantendo tais preços compatíveis com as alternativas de importação por qualquer agente do mercado que concorra com a Petrobras.

 

 

A redução do preço do petróleo e do querosene de aviação é mais intensa no mercado internacional e ainda não é possível garantir que haja variações nos valores praticados para o abastecimento das companhias aéreas, de acordo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Em nota, a Associação ressaltou que os efeitos externos chegam com defasagem ao mercado interno e que nas próximas semanas será possível ter uma avaliação mais clara.

 

 

Os custos do insumo são tradicionalmente mais elevados no país em função de sua forma de precificação, de taxas e de tributos, diz a nota. A Associação defendeu revisões na forma de precificação e de tributação do combustível, que responde por cerca de 40% dos custos.

 

 

A maior parte do combustível consumido pelas companhias brasileiras é produzido localmente. No entanto, os valores são atrelados ao dólar. Com a valorização da moeda americana, os efeitos da redução do valor do petróleo no mercado internacional tendem a ser menores no Brasil, de acordo com a Abear. No mercado internacional, o combustível apresentou queda média de 40% nos últimos quatro meses, passando de US$ 110 o barril para cerca de US$ 47 barril. No entanto, no período, o real perdeu cerca de 20% do valor em relação ao dólar.

 

 

Além disso, as companhias aéreas fazem compras futuras de parte do combustível que utilizam, como um seguro para protegê-las das variações do preço do petróleo. É o chamado hedge de combustível. Assim, as que adquiriram combustível mais caro terão de honrar com os contratos.

 

 

Companhias

 

A queda nos preços internacionais do petróleo e nos preços do combustível de aviação não se reflete imediatamente em preços mais baixos para as passagens aéreas. As companhias não têm tido redução de custo com a queda do combustível proporcional à queda do preço do petróleo, defendeu a TAM.

 

 

A TAM disse ainda que pretende dar continuidade à estratégia de oferecer a cada cliente o produto mais adequado, no melhor preço, de acordo com o sistema de precificação dinâmica.

 

 

A queda do preço internacional do petróleo será uma possibilidade para a recomposição das margens operacionais da companhia, destacou a Gol em nota. De acordo com a companhia, o preço do petróleo tem influência direta no resultado das aéreas. No caso da Gol, correspondeu a 40% das despesas do terceiro trimestre de 2014.

 

 

A Gol ressalta que vai continuar trabalhando para a contínua expansão de seus resultados, sem abdicar da razão de sua constituição que é a de ser a companhia aérea de menor custo e melhor tarifa aos seus clientes, diz a nota sem confirmar qualquer alteração no preço das passagens.

 

 

A Azul pediu que procurássemos a Abear, que poderia dar um posicionamento pelo setor.

 

 

 

Saiba mais

 

 

O preço do combustível de aviação (QAV) é formado por uma série de componentes e o preço do barril do petróleo no mercado internacional é apenas um dos fatores. A cotação do dólar em alta, o custo do frete, impostos e outras taxas, também influenciam na composição de preço do QAV.

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Tá certo, não deve ser repassado mesmo.
O brasileiro é acostumado a tomar na cabeça e ficar quieto.

Aumenta impostos, e nada.

Aumenta a gasolina na bomba, e nada.

Aumenta o indice de alcool na gasolina, e nada.

Retiram direitos trabalhistas, e nada.

Ameaçam pensões, e nada.

Roubam, roubam, roubam, e o brasileiro nada.

O que importa é que o corinthians ganhou, o BBB está no ar, o carnaval vêm ai, e ligamos a televisão e batem bundas e peitos na tela em horário que os filhos/as estão assistindo.

Ahhhh, sem falar que a bunda da Paola apareceu.

Paiséco, com povéco.

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Os custos sempre são repassados os bônus nunca,

 

os custos NÃO são repassados, apenas tenta-se. não é monopólio (com exceção da Azul em muitas rotas) e o preço é definido pelo mercado - o que ele está disposto a pagar.

 

mais conhecido como elasticidade preço-demanda.

 

nota-se na reportagem que a Petrobrás NÃO está repassando toda a queda para o QAV, sem contar os efeitos do dólar principalmente nos leasings dos aviões.

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Lendo os fóruns gringos por aí, vejo que a reclamação é geral: em nenhum lugar as cias estão baixando os preços na proporção do petróleo. Fica mais evidente onde existe a cobrança de adicional de combustível, principalmente em bilhetes-prêmio - ninguém baixou...

 

É a hora das empresas se capitalizarem e resolverem suas pendências... cá pra nós, o petróleo não ficará em $50 pra sempre, e no preço atual das passagens o pessoal já tá acostumado, baixar pra que? Pontualmente, é só fazer uma promoção aqui e outra ali...

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os custos NÃO são repassados, apenas tenta-se. não é monopólio (com exceção da Azul em muitas rotas) e o preço é definido pelo mercado - o que ele está disposto a pagar.

 

mais conhecido como elasticidade preço-demanda.

 

nota-se na reportagem que a Petrobrás NÃO está repassando toda a queda para o QAV, sem contar os efeitos do dólar principalmente nos leasings dos aviões.

Muitos não entendem que o querosene começou a cair agora no Brasil, mas o petróleo já teve fortes quedas desde setembro e até agora a Petrobras não tinha repassado os descontos, por outro lado o dólar disparou,o que tem anulado o desconto do querosene,uma vez que o mesmo é pago pelo preço do dólar.

Não duvido que os custos , mesmo com a queda do petróleo, ainda sejam iguais ou superiores ao mesmo período do ano passado, dado à expressiva perda do valor do real frente ao dólar,( leasings dos aviões também são pagos em dólar).

Pensando como empresário, depois de 10 trimestres no prejuízo ( e ninguém apareceu para ajudar a Gol) ou mesmo a Tam, que foi socorrida pela Lan, eu duvido que vão repassar em promoções, mesmo porque o preço médio das passagens em 2013 tinha sido menor que em anos anteriores ( não sei como ficou 2014), vão precisar recuperar o fôlego, caso realmente o petróleo seguir em baixa em 2015( algo ainda não certo).

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Acredito que muitos saibam, mas só como informação. O preço não é baseado no custo, mas sim no mercado. Posso ter um Cask de 16 centavos, mas se a concorrência tá fazendo um Yield de 10 centavos eu vou deixar de atrair demanda por causa do meu custo? E mesmo em um mercado de monopólio, quem tem acesso aos custos, sabe que apesar da queda do Querosene, os custos atrelados ao dólar subiram quase que equivalentemente. Pra piorar um pouquinho a situação, o Cask está quase estável, mas o Yield vem com queda por conta da desaceleração da economia. E isso fica evidente nos resultados do 4 Trimestre da G3.

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Lendo os fóruns gringos por aí, vejo que a reclamação é geral: em nenhum lugar as cias estão baixando os preços na proporção do petróleo. Fica mais evidente onde existe a cobrança de adicional de combustível, principalmente em bilhetes-prêmio - ninguém baixou...

 

É a hora das empresas se capitalizarem e resolverem suas pendências... cá pra nós, o petróleo não ficará em $50 pra sempre, e no preço atual das passagens o pessoal já tá acostumado, baixar pra que? Pontualmente, é só fazer uma promoção aqui e outra ali...

Exatamente, esse petróleo mais barato vai ser para empresas capitalizarem, elas sabem muito bem que esse preço não permanecerá por muito tempo. Não tem motivo pra ter uma baixa de preço nas passagens, assim como também as cias aéreas já perderam dinheiro com combustível mais alto e não conseguiram repassar para o consumidor.

 

 

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Nao podemos esquecer que sempre fala-se em QAV para justificar certas tarifas em determinados trechos. Agora que ha uma queda no QAV vem historia do dólar. Assim nunca existira vatagens para o consumidor.

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Exatamente, esse petróleo mais barato vai ser para empresas capitalizarem, elas sabem muito bem que esse preço não permanecerá por muito tempo. Não tem motivo pra ter uma baixa de preço nas passagens, assim como também as cias aéreas já perderam dinheiro com combustível mais alto e não conseguiram repassar para o consumidor.

 

 

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Especilistas afirmam que o preço do barril de petroleo esse ano nao passar de $60. Tanto que petrobras freou sua produçao pq havera ofertas de fora.
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Tive o previlégio de conhecer em minha vida o Atílio Fontana e o seu filho Omar Fontana.

 

Uma coisa que me marcou foi a visão que eles tinham, muitos tem uma visão dos proximos 30 dias, outros dos proximos seis meses, poucos tem uma visão do proximo ano, raros tem uma visão dos proximos tres anos.

 

Em 1975 o Sr. Atílio o Fontana falava da sua empresa (Sadia) para os próximos 15 anos. Vivi o suficiente para ver sua visão ser concretizada (com poucas derivações de rumo)

 

A complexidade de uma empresa grande é surreal, não é o imediato mas sim sua propria existencia em um periodo futuro.

 

 

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http://amazoncourses.com.br/biografias_1.asp?Codigo=229

 

 

Attilio Francisco Xavier Fontana, fundador da SADIA e destacado como um dos empreendedores do século XX no Brasil, teve também, ao lado de sua trajetória empresarial, uma atuação na política nacional por mais de duas décadas.
Nascido em 7 de agosto de 1900 na Colônia de Arroio Grande, município de Santa Maria, RS, e filho de imigrantes italianos que chegaram ao Brasil em 1888, Attilio dedicou-se à lavoura na infância e em boa parte de sua juventude. Iniciou sua bem-sucedida carreira de comerciante em 1921, no oeste catarinense, onde veio a ser industrial, a partir de 1944, ano em que fundou a Sadia.

Desde seus primeiros anos como comerciante, uma das preocupações fundamentais de Attilio era o precário escoamento regional da produção no oeste catarinense, devido à falta de ferrovias e às estradas lamacentas. Em 1932, ele procurou o então interventor de Santa Catarina, Nereu Ramos, convencendo-o a mandar fazer os estudos para uma estrada entre Luzerna e Água Doce, comprometendo-se a empreitar ele próprio sua construção.

O interventor ficou impressionado com o tino e a argumentação daquele homem simples e viria a abordá-lo, por volta de 1945, após quinze anos da chamada "Era Vargas", quando pede a Attilio que se responsabilize pela formação do diretório do Partido Social Democrático (PSD) no oeste catarinense.

Era a oportunidade que Attilio teria para iniciar-se na política, e já em 1946 foi eleito vereador por Concórdia, presidindo, durante quatro anos de seu mandato, a Câmara Municipal.

Em 1950, após uma acirrada disputa contra o candidato da então UDN - União Democrática Nacional, Attilio Fontana é eleito prefeito de Concórdia. Seu governo - traduzido numa frase de sua autoria "O governo que não constrói escolas acaba construindo cadeias" - é eminentemente social: estradas, saúde, defesa dos interesses dos agricultores e educação. Seus honorários, ele os destina ao pagamento das horas extras dos funcionários da prefeitura.

A administração é bem-sucedida e elogiada, e entre 1954 e 1958 é eleito deputado federal por Santa Catarina por duas vezes.

Em 1961, no final de seu segundo mandato na Câmara Federal, aceita o convite para assumir a Secretaria da Agricultura de Santa Catarina, durante o governo de Celso Ramos.

Em 1962, é eleito Senador da República por Santa Catarina. Ativo orador da casa, seus discursos versavam sobre o que ele mais conhecia : agricultura, alimentação e a necessidade de incremento das coisas do campo e da agropecuária.

Em 1970, foi nomeado vice-governador de Santa Catarina na gestão de Colombo Machado Salles. Abandonou a política em 1974, depois de 28 anos de atuação, marcada pela defesa dos interesses da agricultura nacional, dos produtores rurais e da alimentação acessível a toda a sociedade.

Os últimos anos de sua vida, passou-os incentivando seus sucessores a prosseguir sua obra com entusiasmo e diligência, atentos para o papel social que uma indústria de alimentos como a Sadia deve assumir.

Attilio Fontana faleceu em 15 de março de 1989, em São Paulo.

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Como alguem falou ali em cima... Elasticidade preco-demanda. A tarifa é proposta para aquilo que o cliente aceita pagar. Se o custo diminuiu, otimo. O lucro da empresa aumentou. Nao ha motivo algum para baixar a tarifa.

É assim que o captalismo funciona, e tem que funcionar. Se para a minoria o preco nao é acessivel... Bom, as tarifas de onibus sao regulamentadas (Ainda)

 

 

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Pessoal acha que o custo é so QAV... esquecem de peças de reposição, custos de manutenção (tudo em USD), taxas de navegação, taxas de aeroportos, salário de tripulante, etc, etc, etc, etc... e claro como já foi dito... o custo baixou, mas o yield tá bacana... quem quiser que pague... caiu a demanda? baixa o preço.... tá voando lotado, aumento a tarifa... assim que funciona!

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