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Tour pela Itália de carro

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05/07 - Roma

Devido ao cansaço, ao invés de acordarmos as 07h30, acordamos as 10h30: manhã e café da manhã perdidos. Andamos até a estação Termini, tomamos aquele café da manhã de rodoviária e pegamos o metro (lotado, em um domingo de manhã), para a estação Coliseu. Ela desemboca bem em frente ao Coliseu. Deparamos com uma fila enorme, que parecia que iria levar mais tempo que a idade do Coliseu. Mas foi muito rápida (se foi 20 minutos foi muito) e ao chegar ao guichê descobri o por quê: primeiro domingo do mês, é tudo de graça (pelo menos Coliseu, Vaticano, Fórum e Pompeia). Andamos tudo por dentro, bacana, mas esperava mais. Muito cheio e abafado. Depois, atravessamos a praça e fomos ver o Fórum romano. Lugar muito bonito, recomendo, uma parque cheio de árvores e ruínas. Mas o calor de pouco mais de meio-dia derrubava qualquer um: conversamos com uma turma de cariocas e eles disseram que estava pior que o Rio (“pode isso, Arnaldo?”). Mas uma notícia boa: fontes de água potável tem por toda parte em Roma: água muito gelada, potável e sem fila, basta andar com a sua garrafinha (não precisei ficar comprando água e nem levar peso). A tarde, fomos por em ação o plano B: fomos na loja Euronics do shopping CineCittá. Mas lá também não tinha GPS. Almoçamos no Shopping, compras no “torra-torra” e no Carrefour (mesmo preço ou mais barato que aqui no Brasil, mesmo com euro a 3,50). Voltamos em um metro vazio e em Termini, pegamos conexão para estação Cavour (as nossas malas seriam levadas para o hotel inicial). Eu agarrado a minha mochila feito um náufrago com o salva-vidas (medo de batedores de carteira), olhando para a bolsa de minha esposa (pequena e bem reforçada). E umas moças ciganas, por perto...

Chegando no hotel, de noite, fui “fazer as contas do dia”, no meu caderninho (controlo as finanças dia-a-dia em uma agendinha de viagens da tilibra, muito boa). Ao procurar a carteira da esposa, cadê? Sumiu: ou as ciganinhas roubaram no metro (e fecharam a bolsa de novo?) ou minha esposa esqueceu em alguma loja do shopping... Só tinha documentos e o cartão de crédito, que, por Facebook falamos com nossa filha e ela bloqueou do Brasil. E fica a dúvida: roubados ou perdemos? Avisamos na portaria do hotel, mas o atendente (o da noite, fez uma cara do tipo “azar o de vocês, bem feito!). Então, como ficamos com a PID (carteira internacional) e passaporte, menos mal (escrevi para uma das lojas por e-mail, mas até o dia 10, nada de resposta). E terminamos o segundo dia.

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06/07 - Roma

Levantando cedo, café tomado, fomos a estação Cavour do metrô (meia quadra). Compramos bilhete e na hora de passar na catraca estavam todas emperradas. Uma senhora (passageira) começou a reclamar, abriu uma cancela ao lado e convidou todos a passar por ali. Quando chegamos na estação Termini, para trocar de linha, a outra estava parada. E o caos se instalando: gente se aglomerando, o ar ficando quente, gente saindo pela entrada. Saímos e fomos para a praça em frente a estação: muitas linhas de ônibus, parecendo o Parque Dom Pedro em São Paulo. Perguntamos qual iria para o Vaticano e nos indicaram 2. O ônibus já chegou meio lotado, parou uns 5 minutos e lotou de vez. Andamos uns 15 minutos, em pé (não consegui nem chegar no aparelho que valida o bilhete (não tem cobrador nem catraca e o motorista não faz esta função), mas ninguém estava indo. Desci pertíssimo da Praça São Pedro e, atravessando a praça, fomos a fila gigantesca de 45 minutos só para entrar - de graça - na catedral central. Bermuda, shorts, ombro de fora não entra mesmo: estavam barrando todos assim. Lá dentro, enorme, muito bonito. E o povo bem comportado, em silêncio. Meia hora lá dentro, saímos. almoçamos (caro ali por perto) e fomos para o Museu do Vaticano. Quase duas horas de fila (calculem o horário e comprem pela internet). Fizemos amizade na fila com uma família de Taiwan (que tem parentes em São Paulo - todo mundo tem). Mas valeu a espera: lá dentro é enorme, lindo, tem a Capela Sistina, cheia de gente mal comportada tirando foto (não pode) e falando alto. E preparem as pernas, porque aqui dentro se anda muito. Aqui pode vir de bermuda.

Muito cansados e sob um sol de quase 40 graus (sem vento), andamos até uma loja de eletrônicos, que não tinha GPS (acho que não usam mais isso). Caminhamos - com muita insistência para a minha esposa andar - até uma próxima estação de metro e dou de cara com uma loja Euronics. Entrei e tinha vários modelos de GPS. Comprei um Tomtom Start bem simples, por 129 euros que está sendo primordial para eu andar e chegar a qualquer local (é ótimo). Problema do GPS resolvido, voltamos ao hotel de metro, jantamos e nos preparamos para o primeiro dia de estrada.

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07/07 - Saindo de Roma

Levantamos cedo, 07h15 e, após o café da manhã, estávamos na rua. Tinha marcado de pegar o carro na estação Termini as 08h30. Há 2 meses atrás tinha entrado em um site (Easycar) e escolhido o mais barato: deu um Renault Clio na Locauto. Entrei na Termini, fui para o lado direito (por dentro) e andei muito até chegar a um ponto onde estão todas as locadoras reunidas. Fui para a Locauto, onde fui muito bem atendido por uma senhora. Peguei meus papeis encadernados (onde tinha tudo, reservas, mapas, roteiro, etc) e passei o caderno para a atendente, aberto na página da reserva. Tudo certo, ela me ofereceu o seguro total por mais 300 euros e eu, como estou de amizade com o azar, aceitei (e valeu a pena, conforme vocês vão ler mais a frente). Peguei cópia de tudo, ticket de saida do estacionamento, mas esqueci meu caderno... Andei por fora da estação por uma rua muito suspeita (cheia de indigentes) uns 300 metros até um prédio de estacionamento. Subi de elevador ao 6º andar, onde um funcionário trouxe o carro de outro andar. Um VW Polo preto, novinho. É um carro bem popular, 1.0, mas por dentro recheado de todos os aparatos tecnológicos que só os de topo no Brasil tem. O cara me mostrou todos os defeitinhos (arranhões, calota) e anotou tudo no tablet, onde assinei (no tablet). Chave dada, ajeitei banco e espelhos, abri a cancela do andar com o bilhete, desci os 6 andares, abri mais uma cancela e estava na rua, de carro, na Itália.

GPS ajustado, marquei para voltar ao hotel: check-out e malas. O trânsito é meio que perdido nas mãos, nas rotatórias, mas nada de congestionamento (terça de manhã, as 09h00). Mas os motoristas italianos reclamam de tudo: fila dupla, cara lento, caminhão descarregando: xingam e metem o dedo na buzina. Na frente do hotel, as vagas, na rua, sumiram, todas! Parei em frente a outro hotel, na frente, liguei pisca-alerta e fui buscar malas e fazer check-out. Tudo certo, malas no carro, e marquei Nápoles como destino. E vamos para a estrada (continuo depois).

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07/07 - Nápoles, Pompeia, Castellammare D'Stabia

Dá para confiar de olhos fechados no GPS: marquei um ponto em Nápoles, na avenida da praia e fui em frente. Saída rápida de Roma: em 10 minutos estava em uma autovia de 3 pistas, com limite de 130 km/h e asfalto perfeito. Movimento baixo, mas os caras correm (até caminhão me ultrapassando pela direita). Ai vem o pedágio: pega-se um cartão um pouco menor que um maço de cigarros e a cancela abre (ali fica marcado onde você entrou na Auto Estrada). Há cabines para bilhete e cabines só para o Telepass (o "Sem Parar" daqui). Em quase duas horas, tranquilo, estava saindo da auto estrada para entrar em Nápoles: pedágio de saída, com atendente, leu o cartão (aqui paga-se o quanto anda) e deu um total de 16 euros (tinha caminho sem pedágio, mas mais longo e este foi o mais caro da viagem e mesmo assim, saiu mais barato do que a Bandeirantes/Anhanguera em SP). Aí, para entrar em Nápoles mais para dentro, outro pedágio de 0,95 euros, com atendente também...

Cheguei até o ponto desejado, parei (os não-residentes param nas vagas pintadas em azul somente), fui até o parquimetro, li os preços e fui colocando moedas até totalizar 2 horas (cada local, em cada cidade tem um preço), dando 2,40 euros. Andei um pouco sob um sol de quase 40 graus e voltei ao carro, para ir ao centro. Ali não tinha lugar: morri com 12 euros por 3 horas de estacionamento. Visitei o Castelo do Ovo, de frente para o mar (grátis) e almocei em um restaurante em um marina. Andei, peguei o carro e novo destino: Pompeia. Parecia que tinha errado o caminho, pois era uma autoestrada movimentada: mais um pouco, uma saidinha pequena e já sai quase em cima de Pompeia. Mais 9 euros de estacionamento (a 500 metros da principal entrada) e mais 32 euros para visitar as ruínas (eu e a esposa). No primeiro domingo de cada mês é de graça. Sob o sol cansou muito, mas deu para ver bastante coisa: não achei tão maravilhoso assim...

Saindo, passei em um supermercado que por fora parecia pequeno, de bairro, mas por dentro era imenso, barato e com tudo! Nos abastecemos de muitas coisas gostosas com preços proibitivos no Brasil que aqui saíram uma pechincha!

Marquei mais um ponto no GPS: o hotel Villa Cimmino em Castellammare Di Stabia, começo da Costa Amalfitana e de frente para o Vesúvio. Meia horinha, passando por um elevado sob a cidade (uns 3 quilômetros), tipo minhocão e mais uns 2 quilômetros de túnel por baixo da cidade (o fluxo para a Costa Amalfitana não atrapalha em nada a vida na cidade) e rapidamente chego ao hotel, para um bom banho e descanso merecido (os hotéis estou comentando todos no TripAdvisor). O tanque de combustível? 3/4 ainda. Continuo amanhã, pois o dia (mais um) foi cansativo.

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08/07 - Costa Amalfitana, Salerno

Acordando cedo, café da manhã tomado, pegamos estrada. A estrada da costa Amalfitana é, para quem conhece, parecida com o trecho Boiçucanga-São Sebastião, no litoral norte do estado de São Paulo. Só que com paisagens mais belas, muito mais longa, com motoristas mais loucos e mais perigosa.

A primeira cidade foi Sorrento, onde descemos (é tudo lá em cima, na encosta) até uma praia, tipo um clube de praia: paga-se para estacionar, para entrar na praia (área particular), pela cadeira e pelo guarda-sol. O estacionamento vá lá, bem mais barato que na praia no Brasil (deu 4 euros, por 4 horas), mas o resto, 13 euros por guarda-sol e entrada. Aí eu vi a diferença: segurança, salva-vidas, não entra barcos e jet-ski na área deles, banheiro fechado (vários), limpo, área para se trocar, com chuveiros de água-doce, caminhos fora da areia (deck) para você sair sem sujar os pés... outra estrutura. A água do mar estava quente e limpíssima.

Depois de umas 3 horas e meia, segui pela estrada. Nesta estrada, pela costa, de um lado é montanha, de outro, precipício, com um guard rail que não inspira muita confiança. E, para os motoristas europeus, a faixa do meio, que divide as pistas, é uma mera sugestão, sempre desrespeitada. Fiquei com o coração na goela várias vezes. Ônibus então, não quer nem saber... Dica: o motorista tem que ser experiente, ir devagar e ficar de olho em uns espelhos que tem nas curvas mais fechadas. E muito, muito cuidado.

Fui serpenteando o litoral, até um ponto que sobe muito uma serra e passa-se para o outro lado (vejam o mapa abaixo):

 

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Passei Massa Lubrense, Termini, Nerano, San Pietro e mais uma dúzia de lugares e praias lindas (tinha um, não lembro o nome, mas é lindíssima), até chegar a Positano.

Positano é toda no morro, se atirando para o mar. Ali, parei em um posto (aliás, umas bombas na calçada) e pedi para colocar 50 euros de gasolina (benzina sin piombo), o que lotou o tanque (tava meio tanque, mas não anotei a quilometragem). Aqui a gasolina era 1,78 (coloquei em outros lugares por 1,48 até). Dei voltas e mais voltas, achei uma vaguinha, coloquei 6 euros (aqui é caro) e toca a descer morro, escadarias e mais escadarias, e mais escadarias. Mas o lugar é lindo, lembra a Grécia. O duro é subir tudo depois.... pensei que iria infartar.

Mais 1 horinha e meia de estrada, passando por Amalfi, Minori, Maiori (onde o transito congestiona geral). Ao chegar em Salerno, dei a volta toda por fora da cidade, em um elevado altíssimo. Muitos tuneis depois saio do outro lado da cidade, saio da autoestrada e saio do lado do hotel. Facílimo, mas como não tinha o número exato no GPS, virei para o outro lado, não achei e comecei a me preocupar. Virei para o outro lado e achei. Ao chegar ao hotel, tinha tanto carro de polícia, Carabinieri, que me assustei. Mas era apenas uma convenção de algum bacana (nem sei o que era e nem sabia que ia bacanas naquele hotel, visto ser o mais barato que achei, mas ele tinha cara de chique.

Bem, repousamos do cansativo dia, para, no dia seguinte, pegar muita, muita estrada.

 

Bem lá na serra da Costa Amalfitana:

 

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E na encosta, antes de Positano:

 

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09/07 Salerno, Tivoli até Piombino

Hoje foi muita estrada. Acordamos cedo e pegamos estrada. Antes, uma passadinha no Carrefour (tão caro quanto no Brasil) para comprar lanches para a viagem. Teríamos que ir até Piombino, para o pernoite e atravessar a ilha de Elba no dia seguinte. Mas minha esposa viu na Internet um local chamado Villa D'Este, no meio do caminho, na cidade de Tivoli (perto de Roma). Então, o percurso foi:

 

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Saindo de Salerno, peguei a auto estrada, bem movimentada e fomos a Tivoli. Velocidade máxima de 130 km/h, asfalto bom. Aqui o pedágio era tudo automatizado: pega-se o bilhete ao entrar na auto estrada, ao sair (qualquer saída) há uma praça de pedágio. Escolhe-se a cabine que aceita dinheiro, enfia-se o bilhete no painel, coloca-se dinheiro ou moedas, pega-se o troco e a cancela se abre. Simples. Esse aqui foi caro: 16,50 euros.

Chegamos em Tivoli, passando por uma estradinha de chegada de cidade do interior e paramos na praça principal. 5 minutos andando e estávamos na tal Villa D'Este (entrada 11 euros). Vale a pena visitar.

Centro de Tivoli. onde estacionei:

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Depois, lá pelas 16 horas peguei estrada. Ai, esta foi sem pedágio, mas com velocidades que iam de 50 a 90 km/h (diminui quando você passa por lugares mais habitados). E parecia que não ia chegar nunca. Aqui se vê o verdadeiro interior da Itália. Tranquilo, com estradas bem vazias. Peguei um trecho de uns 10 km de obras intensas, pista na contra-mão, bem complicado. Mas foi só isso.

Ao chegar ao centro de Piombino, o GPS indicou para dobrar em uma rua, há uma quadra do hotel:entrei na rua e todo mundo me olhou e começaram a gesticular. Aí, parei. Do nada surgiu um carro de polícia, encostou do lado e o policial me disse que não era permitido transitar ali. Expliquei que precisava chegar ao hotel e ele me mandou contornar o quarteirão. Dei ré, fiz a volta no quarteirão e deixei o mico para trás.

Chegando no hotelzinho simples, confortável e com um senhor que nos atendeu muito bem, fomos dar uma volta e descobrimos um centro noturno bonito e bem agitado, ha poucos metros do hotel, o que tornou um simples pernoite em uma visita à uma cidade linda.

A rua que peguei errado:

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Depois de jantar e andar um pouco, fomos dormir, para, no dia seguinte, atravessar de ferry-boat para a ilha de Elba.

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10/07 - Isola D'Elba

A ideia inicial era a Sardenha, mas iria levar muito tempo atravessando-a, curtindo pouco e gastando muito mais. Então, descobri Elba, bem menor e na Toscana. Comprei os tickets (se chega de ferry boat) pela Internet no site da Toremar (Toremar e MobyLines trabalham em parceria). Há uma outra empresa. É bem caro: você tem que fornecer o tamanho do carro (eles pedem placa, mas nem coloquei) e quantas pessoas (até animais) vão para dar o preço (não lembro agora quanto deu, mas chegou lá pelos 100 euros: e eu reclamando de pagar 20 e poucos no ferry boat de Ilhabela-SP). Imprime-se os tickets porque se precisa deles para o embarque.

Do hotel em Piombino até o porto foram 5 minutos: tudo bem sinalizado, cada empresa tem seu cais e cada partida (há várias linhas, para várias cidades de Elba) tem seu atracadouro, com um placas com letreiros eletrônicos. A partida era 08h30, mas cheguei 07h45 (pede-se meia hora, mas tem gente que chegou em cima). Tudo muito limpo e organizado. Vem um rapaz, com um leitor, lê o código de barras e coloca o papel no parabrisa. E logo chega um navio bem grande, que manobra super fácil, atraca, amarram e ele abre a porta traseira:

 

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Esse era da Moby: fui em um parecido pela Toremar e voltei nesse.

Porta aberta, nos orientam a entrar, manobrar lá dentro (é bem grande por lá, entra até caminhão grande, e é nas "entranhas" do navio mesmo, cheio de dutos, válvulas, etc.). Aí sai-se do carro, sobe-se escadas e ou vai para o convés, com bancos, vendo a paisagem, ou vai para um salão com bar, poltronas, tevê, playground. Preferi o convés para já ir olhando a paisagem.

Escolhi desembarcar na cidade de Rio Marina. Elba é assim:

 

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Tem 224 km quadrados, 30.000 habitantes e dista 20 km do continente. Lembra muito Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Minha mãe é de Ilhabela, há mais de 40 anos vou lá, faz jus ao nome. Ilhabela é maior (334 km quadrados), mas Elba se revelou muito mais bonita (muito mais).

Descendo em Rio Marina, após uma meia hora de navio, parei em um mercado e comprei um mapa-livro, com todas (todas as mais de 300) praias. E a esposa queria ver uma por uma! Então, fui serpenteando o litoral, em sentido horário: Porto Azurro e Capoliveri primeiros. Tem pontos que você avança até a praia, depois retorna pelo mesmo caminho, não contorna a ilha certinho e tem caminhos que são particulares, com entrada proibida e outros, estrada de terra:

 

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Mas a visão vale a pena:

 

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E continuei: Lacona, Campo Nell'Elba, Fetovaia: algumas localidades são maiores (Comunas), outras, bem pequeninas (Marciana por exemplo). Fiquei em um local em pequeno, na localidade de Patresi, entre Chiesi e Marciana. Fiquei em um hotel muito bom, com uma vista espetacular (Bel Tramonto).

As estradas são bem estreitas, pior e mais perigosas que as da Costa Amalfitana. Acho que em alguns trechos eles não pintam faixa divisórias porque só passa mesmo um veículo de cada vez. Em um local chamado Marciana, tive um "duelo" com um ônibus: claro, perdi (nem tentei) e tive que andar uns 50 metros de ré e (subindo de ré) e o cara quase me ralou toda a lateral do carro.

 

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Aqui é o verdadeiro "dane-se os outros": os caras vem ocupando a pista inteira e não desviam, você que se vire para ir para o "acostamento" (leia-se mato) ou parar para o belo passar. E são motoristas de várias partes (dá para ver pelas letras ou tipo da placa, a Suíça, por exemplo, é diferente, pois não faz parte da UE). A estrada é bem no alto e para ir as praias ou se para o carro na estrada, quando dá e desce o morro a pé, ou se chega bem perto das praias, por ruas. Mas a estrada lá em cima e a praia lá embaixo.

Tem praias de areia e praias de... seixos:

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Devido ao calor, fui direto para o hotel, depois, de tarde para a praia. Aqui, fica noite mesmo as 22h, mas o pessoal vai deixando a praia entre 19 e 20hs. O sol as 19h ainda está queimando forte. Continuo Elba no próximo post.

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10, 11 e 12/07 - Elba

Ainda no dia 10, fui até o vilarejo (chamemos assim) de Marciana Marina (a beira mar), para dar um passeio, jantar e abastecer o carro. O GPS indicou um caminho que deu medo: mal passava um carro. Era um atalho para este lugar, que ia cortando por dentro de pequenas propriedades. Sorte não ter passado ninguém junto comigo. Rodei o vilarejo inteiro (umas 6 ruas principais) e não tinha um só lugar para parar: todos os 5 estacionamentos públicos (e pagos) completamente lotados! Os hotéis lá não tem estacionamento então os hóspedes param nestes lugares. Fui para um posto (postinho) de gasolina e estava fechado. Mas isso não foi problema: coloquei o cartão de crédito na bomba, digitei o valor (50 euros, o tanque estava com 1/4), a senha e a bomba começou a rodar o motor. Tirei a mangueira e abasteci o tanque. AO final, coloquei a mangueira (o bocal, sei lá) no lugar, o motor parou, voltei a máquina e ela imprimiu o ticket. Mas não tenho certeza de que saiu correto no cartão (até agora nada): deu a impressão de que eu deveria primeiro abastecer e depois pagar! Se for assim, se errei vou ver como faço para reembolsar o dono do posto (devia ter camera filmando os carros). Voltei para o hotel e jantei em um restaurante pertinho.

No dia seguinte, bem cedo, fui a Portoferraio fazer um passeio de barco com o fundo de vidro. Estacionamento fácil e barato ao lado do cais do porto (se bobear, você cai com o carro dentro do mar). Após o passeio, bem diferente, almoço no centrinho, onde creio que tenha sido enganado: a garçonete, que parecia falar tudo quanto era lingua, me disse em espanhol que a sobremesa estava incluída e, ao final, veio na conta. Não querendo armar barraco, deixei para lá. Passei algumas horas em uma prainha de seixos chamada Capobianco e a tarde, na piscina do hotel. De noite, no mesmo restaurante e mais uma noite de sono.

No dia seguinte, acordamos cedo, tomamos café da manhã e acertei o hotel: partimos para Portoferraio (o ferry boat tem linhas para diferentes lugares de Elba até Piombino) para retornar ao continente. Desta vez pela Moby (parceira da Toremar). Mesmo esquema: o carinha vem, lê o código de barras, indica para vocÊ entrar, sobe-se por dentro do navio até o deck principal e ambiente social (bar e cadeiras). O ferry boat saiu lotado (dentro ele tinha dois andares). Este percurso demorou mais (45 minutos) do que a vinda porque escolhi vir por um lugar e voltar por outro (não influencia tanto no preço).

Desembarcando em Piombino, partimos para Pisa.

 

Bomba self-service:

 

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12/7 - Pisa e Florença

Em respeito aos colegas do fórum, que leem e que me auxiliaram com valiosas dicas, não deveria parar de relatar os acontecimentos da minha viagem. Então, peço-lhes as devidas desculpas e continuemos.

Desembarcando de Elba, passei em um mercadinho e preparei o almoço (chás e sanduíches), pois viver só de restaurante não faz mal para o estomago, mas ism para o bolso! Seguimos para Livorno, onde não entraria na cidade, desviando para Pisa, com o intuito de ver a famosa Torre de Pisa. No GPS marquei caminho sem pedágio. E fomos seguindo por uma estrada muito boa, que, perto de Livorno, o transito ficou bem complicado em razão dos carros parados a beira da estrada: estávamos em um trecho com praias e costão de pedra onde - creio eu - toda a população da região vinha para a praia. Passando, desviamos de Livorno e chegamos a Pisa. Paramos a sombra de árvores e a beira de um rio e fizemos nosso piquenique-lanche. Levamos umas 2 horas neste percurso todo (contando o mercado).

Partimos para chegar o mais próximo possível da Torre. Estava receoso de deixar o carro perto do lugar, pois mesmo com as malas no porta-malas, não visíveis, li relatos de que reconhecem carros de aluguel e arrombam, para roubar os pertences (não presenciei nada disso). Então, parei a cerca de umas 3 quadras do lugar. Quanto mais longe de centros turísticos, mais barato é o estacionamento.

 

Procurando vaga:

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Achei o parquímetro e fui colocando minhas moedinhas até dar uns 2 euros. Quando pedi para imprimir o bilhete, vi que poderia ficar até as 15 horas de segunda feira. Segunda-feira? É, o mané aqui não se ligou que era domingo e não precisava pagar. Caminhei debaixo de um sol de verão, de domingo, de meio-dia. Tinha a impressão que iria derreter. Chegando na praça, linda, lotada de turistas, não dava para ficar no sol de jeito nenhum. Filas e mais filas, todo mundo procurando sombra. As duas melhores coisas foram a agua gelada e a Birra Moretti, uma ótima cerveja, que estava extremamente gelada: esta foi bem melhor do que torre! Nem vi a torre por dentro, pois já tinha lido que o ambiente era claustrofóbico e entrvam de pouco em pouco, o que iria me tomar um bom tempo. Então, fotos tiradas, seguimos para Florença, onde chegamos rapidamente (1 hora) e como nosso hotel era bem na periferia da cidade, achamos rápido e já nos instalamos. Com banho recuperador tomado, fomos conhecer o centro de Florença (continuo no próximo post).

 

As melhores coisas de Pisa: cerveja e agua geldas!

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Algo muito bonito que vi várias vezes ladeando as estradas: campos enormes, mas enormes de perder de vista, de girassóis. Tirei do estacionamento de um posto de gasolina, onde parei para comprar mais água gelada... Acho que estava quase 40 graus!

 

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Girei pelo norte da Itália com um Ford New Fiesta diesel. Excelente carro! O diesel é mais econômico e o litro mais barato que a gasolina. Anda bem (embora tem que trocar a marcha num giro menor, fica a dica) e é silenciso (graças ao common rail), nada a ver com os motores diesel antigos.

 

Dirigir lá é tranquilo, mesmo nas montanhas, mas tem que ter muita atenção e deixar pra correr nas autopistas.

 

O sistema de pedágios é excelente, já abastecer em fim de semana ou fora do horário comercial um saco, já que às vezes o cartão daqui não funciona nas bombas. GPS é fundamental.

 

O representante da AVIS em Ronzone (Trentino) só pediu minha carteira brasileira e a tradução, se não me engano, embora tinha a carteira internacional também.

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