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COMAC C919: presente e futuro.


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Assim como os tópicos sobre o EJets-E2 e CSeries, este tópico tem a intenção de acompanhar o andamento do projeto Comac C919 que está sendo desenvolvido na China e competirá na faixa de aeronaves de corredor único como o Boeing 73XMAX, o Airbus A32XNEO e o Irkut MC21.

 

Fonte: Flight Global

http://www.flightglobal.com/news/articles/pictures-c919-takes-shape-in-shanghai-409657/

 

Fotos: o C919 toma forma em Shanghai:

 

Final assembly work on the Comac C919 has kicked into high gear, with assembly of the first prototype airframe almost complete.

Pictures released to Flightglobal show an almost complete airframe joined from nose through to the tail. Wing-to-body join has also been done, with the vertical and horizontal stabilisers already attached to the aircraft's tail.

The aircraft is still resting on struts, although the main landing gear and forward landing gear appear to have been installed. The aircraft's wingtip devices have also yet to be installed. No other aircraft are pictured in the final assembly centre area.

c919-1_zpsme7oa55x.jpg

A Comac spokesman tells Flightglobal that no systems have been installed on the aircraft.

Over the last six months the Chinese aircraft manufacturer has been taking delivery of the jet's major structures, with final assembly work officially started last September.

c919-3_zpsnwf19ttj.jpg

Comac has publicly stated end-2015 as the aircraft's first flight target, and the spokesman says the goal remains to strive towards that timeline.

He adds however that major works such as the installation of the avionics, flight control and hydraulics systems still remain to be done. The various systems also have to be integrated and tested.

Tests are however ongoing at full-swing on the C919 iron bird test rig, with more than 50 test engineers and technicians involved.

An official on the indigenous Chinese programme told Flightglobal last September that the iron bird is scheduled to undergo two cycles of tests before the C919's first flight.

Delays on the aircraft's first flight are however expected since system integration will be complex for Comac, another official says.

Comac has so far secured 450 commitments for the in-development narrowbody from 18 companies, most of which are local airlines and leasing firms.

c919-2_zpsrprwd8hb.jpg

 

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Essa vai afetar a Embraer no futuro...

 

A China terá condições de financiar a venda de aeronaves com taxas e prazos imbatíveis...

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Essa vai afetar a Embraer no futuro...

 

A China terá condições de financiar a venda de aeronaves com taxas e prazos imbatíveis...

 

Além do financiamento chinês potencialmente imbatível para vendas do Comac ao exterior que citei, há também o direcionamento forçado da crescente demanda chinesa à aeronave da China.

 

- Aqui outro post no Forum Contato Radar discutindo encomendas interna na China: http://forum.contatoradar.com.br/index.php/topic/78749-china-leasing-co-assina-carta-de-intencao-para-20-c919/?p=750064

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Essa vai afetar a Embraer no futuro...

 

A China terá condições de financiar a venda de aeronaves com taxas e prazos imbatíveis...

 

 

Nobre Marcio Estrela, o C919 compete diretamente com as novas versões 73XMax da Boeing e A32XNeo da Airbus.

 

Mesmo a nova versão do E195-E2 comporta menos passageiros e tem menor alcance que o Comac C919.

 

E acredito que em termos de competitividade, tanto Boeing quanto Airbus podem oferecer produtos com condições incríveis de desconto e financiamento dado sua a alta produção em escala da linha de montagem de ambos os produtos. Este ano a Airbus deve elevar a produção da linha A32X para até 50 aviões por mês. Sem contar a própria fábrica que mantém na China.

 

O Comac C919 é a primeira incursão de avião comercial de médio porte em anos na China. As dificuldades dos chineses em desenvolver um avião comercial tem dificultado a colocação desses produtos no mercado. O ARJ-21 é um exemplo disso: dez anos e ainda aguardando seu certificado operacional por parte dos organismos internacionais de certificação.

E, como tem sido de praxe em todo desenvolvimento de novos aeronaves atrasos são esperados.

 

Fonte: Wikipedia.

Comac 919: especificações

 

Specifications

 

C919-Mixed (1)

C919-All ECO (2)

C919-High Density (3)

Flight crew

2

Seating capacity

156 (2-class) (1)

168 (1-class) (2)

174 (1-class) (3)

Seat pitch base line

12 pax 38in - 144 pax 32in (1)

168 pax 32in (2)

174 pax 30in (3)

Length

38.9 metres (127 ft 7 in)

Wingspan

35.8 metres (117 ft 5 in)

Wing area

129.15 square metres (1,390 square feet)

Height

11.95 metres (39 ft 2 in)

Cabin width

3.9 metres (12 ft 10 in)

Cabin height

2.25 metres (7 ft 5 in)

Maximum take-off weight

170,400 pounds (77,300 kg) extended range

 

Range fully loaded

4,075 km (2,200 nmi) (1)

5,555 km (2,999 nmi) (2)

 

Max. operating speed

Mach 0.785 900 kilometres (560 mi) (extended range)

 

Normal cruise speed

834 kilometres (518 mi)

Service Ceiling

12,100 metres (39,700 ft)

Powerplants (2x)

CFM International LEAP 1C

Engine thrust

25,000–30,000 lbf (110,000–130,000 N)

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Fonte: http://news.airwise.com/story/view/1424696529.html

 

Voo do primeiro protótipo do Comac C919 esperado para este ano.

 

 

China's COMAC has completed the basic assembly of its medium-range C919 large passenger aircraft and is expected to launch test flights this year, the official Xinhua news agency reported.

Xinhua said state-owned Commercial Aircraft Corporation of China, which is touting the aircraft as China's answer to airliners from Boeing and Airbus, had secured 450 orders from 18 customers. The agency gave no further details and COMAC executives were not available for comment during the Lunar New Year holiday.

China is keen to develop a successful commercial aircraft to prove it can match the United States and Europe. But it has been held back by inexperience, a shortage of local aerospace design and engineering talent, as well as a lack of home-grown companies with the technology to help drive the project.

Airbus has forecast China's domestic aviation market to become the world's biggest in the next decade.

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Nobre® Ricardoferromodelismo, ótimo esse post que vc iniciou para as discussões sobre o C919, semelhante aos tópicos relativos ao ‘KC 390’, ‘E2’ e CSeries.

 

Mas, tenho visto o ‘povo’ falar em ‘competir’, seja com os E2 ou os demais da categoria, ou até dentro das categorias dos ‘NEO’.

 

No meu entendimento, pode competir, ou até mesmo se destacar perante os outros concorrentes quanto a financiamentos e favorecimentos por parte do governo chinês em favor da expansão de suas vendas no mercado – chinês – pois, os demais potenciais mercados, em uma visão exagerada, muito provavelmente será o Afeganistão, Curdisquistão, Venezuela, Bolívia... porque, o louco que comprar terá de subir nele para voltar pro seu país.

 

Quero dizer com isso, ser pouco confiável crer na segurança de aeronaves chinesas, considerando que a china até agora não demonstrou nem ‘cacoete’ para ser fabricante de aeronaves. De motor à reação então, sabemos no que deu o protótipo deles.

 

Perdoem-me a sinceridade; eu não compro absolutamente nada chinês, a menos que eu não saiba, nem caneta. Agora, subir em um avião chinês, nem amarrado!

 

Abçs,

 

Navegador.

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Nobre Navegador, concordo com você descordando ... :unsure:

 

Se vinte anos atrás alguém me dissesse para comprar um carro coreano, iria chamar o sujeito de louco.

Hoje temos uma Kia desbancando muito carro japonês mundo afora. Apenas para citar um exemplo.

 

Talvez os chineses estejam aprendendo a duras penas que em aviação não basta um "control V, control C".

 

A Comac conseguiu angariar até o presente momento 450 encomendas ou intenções de compra para seu C919.

100% delas oriundas da própria China ( fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Comac_C919 ).

 

Creio que neste momento os chineses não estão muito preocupados em levar o C919 a ser no ocidente um concorrente aos 737 atuais ou MAX da Boeing ou A32X atuais e NEO da Airbus.

 

Em verdade o que eles querem é se verem livres dessa dependência. E, no futuro, com um produto provado, eficiente, confiável e de preço atraente e principalmente com um excelente suporte pós-venda, aí sim se lançarem - seja com o C919 ou outro avião - no mercado ocidental.

 

Mais de dez anos se passaram desde o lançamento do ARJ21 e sua certificação.

O Comac C919 não terá esse luxo ... ou de outra forma irá para a gaveta como mais um projeto malfadado e natimorto ...

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Nobre Navegador, concordo com você descordando ... :unsure:

 

Se vinte anos atrás alguém me dissesse para comprar um carro coreano, iria chamar o sujeito de louco.

Hoje temos uma Kia desbancando muito carro japonês mundo afora. Apenas para citar um exemplo.

 

Talvez os chineses estejam aprendendo a duras penas que em aviação não basta um "control V, control C".

 

A Comac conseguiu angariar até o presente momento 450 encomendas ou intenções de compra para seu C919.

100% delas oriundas da própria China ( fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Comac_C919 ).

 

Creio que neste momento os chineses não estão muito preocupados em levar o C919 a ser no ocidente um concorrente aos 737 atuais ou MAX da Boeing ou A32X atuais e NEO da Airbus.

 

Em verdade o que eles querem é se verem livres dessa dependência. E, no futuro, com um produto provado, eficiente, confiável e de preço atraente e principalmente com um excelente suporte pós-venda, aí sim se lançarem - seja com o C919 ou outro avião - no mercado ocidental.

 

Mais de dez anos se passaram desde o lançamento do ARJ21 e sua certificação.

O Comac C919 não terá esse luxo ... ou de outra forma irá para a gaveta como mais um projeto malfadado e natimorto ...

 

Nobre Ricardoferromodelismo, eu não tenho certeza de que a ‘economia global’ permitirá à China o seu tão almejado “Primeiro Lugar”, o que é notório com as manobras dos países desenvolvedores de tecnologia, já retornando seus parques industriais para seus respectivos territórios. As ações estão sendo feitas a conta-gotas, mas em breve a coisa voltará a ficar muito setorizada.

 

Em minha forma de ver, significa dizer que, quem tem estrutura e histórico para ‘criar’ continuará nessa ‘toada’, e quem tem por premissa, ‘copiar’, terá de se reorientar no próximo cenário econômico global que está sendo formado.

 

No caso dos Tigres Asiáticos, para que tivessem uma economia de mercado, sólida, lançaram mão da técnica de “Plataforma de Exportação”, um processo que nós conhecemos como bastante produtivo a países que querem crescer com coerência, o que não podemos dizer de China e países pertencentes aos Emirados Árabes Unidos.

 

O tema é longo, mas, continuarei não subindo em avião chinês!!!! :P :P :P

 

Abraços,

 

Navegador.

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Não adianta fazer engenharia reversa pra criar uma cópia achando que toda a evolução das máquinas ocidentais estarão embarcadas automaticamente. Décadas de aprendizado podem não ser suficientes para evitar uma tragédia que está por vir. Espero estar muito errado.

 

 

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Não adianta fazer engenharia reversa pra criar uma cópia achando que toda a evolução das máquinas ocidentais estarão embarcadas automaticamente. Décadas de aprendizado podem não ser suficientes para evitar uma tragédia que está por vir. Espero estar muito errado.

 

 

Neste projeto não creio que seja o caso de engenharia reversa.

 

De qualquer forma, como notado em um "post" lá no airliners.net, há que se observar que na foto do protótipo em questão não sinal de instrumentos instalados no cockpit, partes hidráulicas, partes elétricas ...

Também é o único exemplo dentro do hangar.

 

Muito otimismo para uma empresa que deseja realizar o voo inaugural antes do final do ano. Anyway ...

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  • 3 weeks later...

Olá srs,

 

ARJ21-700: Jato regional chinês voa pela primeira vez com passageiros

O jato regional ARJ21-700 que havia recebido a certificação de tipo no dia 30 de dezembro 2014, decolou pela primeira vez do aeroporto de Nantong, na China, no passado dia 16 de março, abrindo oficialmente prólogo de seis meses para demonstração de rota. A bordo da aeronave esteve presente o gerente geral da China Commercial Aircraft Company (Comac), Dongfeng e funcionários da empresa para a experiência de voo.

Comac-ARJ21-700-1.jpg Comac-ARJ21-700-21.jpg Comac-ARJ21-700-4.jpg

Voando com as cores do primeiro operador, a Chengdu Airlines, que pertence ao grupo Comac, o jato regional chinês irá iniciar em pleno no próximo mês, os voos de demonstração de rota, simulando rotas típicas entre Pequim, Tianjin, Wuhan, Nanjing, Fuzhou, Guiyang, Changsha, entre outras ligações.

O ARJ21-700 tem capacidade para 90 passageiros em classe econômica, e sua segunda versão, o ARJ21-900 será destinado para 115 passageiros.

A Comac pretende colocar em serviço o ARJ21-700 ainda em maio deste ano.

Confira as imagens da decolagem, voo de cruzeiro e pouso do ARJ21-700.

 

Vídeo da decolagem, cruzeiro e pouso: http://www.liveleak.com/view?i=770_1426697959

 

fonte: http://jornaldoar.com/2015/03/arj21-700-jato-regional-chines-voa-pela-primeira-vez-com-passageiros/

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  • 1 month later...

Fonte: http://www.reuters.com/article/2015/05/13/us-china-airplane-idUSKBN0NY1E820150513

 

Exclusive: China set to delay maiden flight of C919 commercial jet - sources

 

The maiden flight of China's only homegrown commercial jet, the Comac C919, is behind schedule and delivery could be pushed back as much as two years, sources familiar with the program said, dealing a blow to its push to challenge Airbus and Boeing.

The narrow-body aircraft, which will be able to carry 156-168 passengers and aims to compete with the Airbus (AIR.PA) A320 and Boeing (BA.N) 737, was originally scheduled to fly by end-2015 but two sources said it would be delayed to the first half of 2016.

Delivery of the first plane, scheduled for 2018, is also likely to slip, perhaps to as late as 2020, the sources added.

That means the C919 will be later, and a technologically inferior product, than the re-engined and improved variants of the 737 and A320 that will enter service in the next two years.

State-owned Comac, which is leading the design, development and production efforts into the C919, declined to comment.

China has high hopes for the C919 in the lucrative narrow-body market which accounts for more than 50 percent of the aircraft in service.

The final assembly of the first aircraft is taking longer than expected at the production facility in Shanghai, said the sources, who declined to be identified as they were not authorized to speak to the media.

"Comac is proceeding extremely cautiously with the first aircraft. It is deliberately checking everything ... to ensure that there are no safety issues," one source said.

Comac has commitments for 450 C919s, mainly from Chinese airlines and leasing firms backed by Chinese banks and financial institutions. Further delays will make it harder for the plane to make an impact beyond its home market.

China has identified the development of a mature aerospace industry as being key to economic growth, and the C919 and the acquisition of the associated technological know-how is central to that goal.

While Comac executives and Chinese government officials are concerned about the impact of the delays on the image of the C919 and the country, safety is a priority, said sources.

"Any delay is unfortunate, but it is far more important to have an aircraft that is safe and reliable. China is developing the C919 with long-term goals in mind, and it must be patient and careful," said a source close to Comac.

 

INTERNATIONAL SUPPLIERS

The first aircraft is in its sub-assembly facility, which is next to Shanghai's Pudong International Airport, and it will be rolled to the adjacent final assembly plant once the tail, vertical stabilizer and horizontal stabilizer are fixed.

The two CFM International Leap 1C engines, manufactured by a joint venture between General Electric's (GE.N) aviation unit and France's Snecma, will then be fixed.

Systems from international suppliers such as Honeywell, United Technologies subsidiary Goodrich, Rockwell Collins and Parker Aerospace will be installed in the coming months.

"There is still a lot of work to do. At the pace that Comac is proceeding, they will only complete the systems integration around end-2015," one of the sources said.

The aircraft would then undergo ground tests which could take several more months, pushing the flight test program further out.

Chinese subsidiaries of AVIC, the country's state-owned aerospace conglomerate, are manufacturing the major components of the C919 such as the fuselage, wings and tail in factories around the country. These companies have many years of experience as supppliers to both Airbus and Boeing.

Comac, however, is largely dependent on the global suppliers for many of the aircraft's systems, although this is similar to the approach taken by Airbus and Boeing for their latest aircraft programs such as the A350 and 787.

Many of these suppliers have been asked to form joint ventures with Chinese companies, with Beijing hoping that the country will eventually have the capability to produce these systems and components at home.

That goal, however, is many years if not decades away from being realized, say industry observers.

 

LESSONS LEARNED

While Chinese designers and engineers conceived and developed the C919, Comac has hired several former employees of American and European aerospace companies to help with the program.

Comac will be hoping to learn from its much-delayed 100-seat ARJ-21 jet, which received its type certification in December, six years after its first flight and more than 12 years after it was conceived.

The first plane is due to be delivered to launch customer Chengdu Airlines in the coming months.

Certification from the Civil Aviation Administration of China (CAAC) will allow the C919 to enter into service in the domestic market.

Comac, however, could also seek a U.S. FAA certification to improve the aircraft's standing in the international market and appeal to customers outside China.

 

Airbus forecast in December that China will need over 5,300 new commercial aircraft from 2014 to 2033, or 17 percent of the world's total demand, and it will become the leading country for both domestic and international passenger air traffic.

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  • 5 months later...

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