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Dólar dispara e faz faturamento da Embraer crescer com a venda de jatos


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Dólar dispara e faz faturamento da Embraer crescer com a venda de jatos
O setor de executivos representa 26% do faturamento da empresa. O Phenom 300 é o jatinho mais vendido do mundo e custa US$ 9 milhões.

A venda de jatos executivos tem permitido à Embraer, em São José dos Campos (SP), enfrentar a crise econômica no Brasil. Apesar do número da carteira de pedidos ser a mesma, o faturamento da empresa aumentou por causa da alta do dólar - a comercialização das aeronaves é feita com base na moeda americana. O setor de executivos representa 26% do faturamento da fabricante de aviões.

O Phenom 300 é o jatinho executivo compacto mais vendido no mundo e custa US$ 9 milhões. Só em fevereiro o valor das exportações brasileiras de aviões saltou 150% e superou US$ 270 milhões.

Na Embraer, no ano passado foram 116 entregas. É como se fosse uma entrega a cada três dias.

“Os jatos executivos têm uma ligação muito direta com a situação econômica dos países, mas a nossa visão é de crescimento em 2015. De 115 a 130 jatos entregues no ano de 2015, essa é a previsão, inclusive com crescimento de receita", explicou Marco Tulio Pellegrini, presidente da Embraer Jatos Executivos.

Na produção brasileira de jatos, o medo de uma crise econômica está muito mais ligado ao que acontece fora do país, especialmente na economia norte-americana. Por enquanto, os Estados Unidos mantém o jato como líder de vendas.

"O mercado americano representa 50% de todo o mercado. É fundamental estar presente. Todos os outros competidores têm operação industrial por lá e é fundamental ter competitividade, participação direta com produção das aeronaves por lá. Em geral, quem compra são pessoas que fazem negócios, têm necessidade de mobilidade, empresas de advogados, profissionais liberais ou empresas de médio porte", afirmou Pellegrini.

Para os trabalhadores da linha de produção, a fabricação dos jatos mantém a segurança dos funcionários quanto à estabilidade dos empregos.

“A gente tem um mercado muito bom nacional também, mas a maioria das nossas entregas são feitas fora do Brasil. Com o dólar desse jeito, graças a Deus”, disse o montador, Marco Daniel dos Reis.

Ao todo, nos cinco anos de produção, foram entregues 250 unidades do Phenom 300.

Fonte: Do G1 Vale Do Paraíba e Região via CECOMSAER 15 MAR 2015

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Notícia pela metade, sobe faturamento mas o preço dos componentes importados também. Em 2014 a EMBR3 fechou com dívida de R$6,7 bilhões, 41% disso é em dólar. Então aumenta também, fora salários, luz que vai subir absurdamente (não sei se ela produz sua própria), daqui a alguns meses já compensou....

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Notícia pela metade, sobe faturamento mas o preço dos componentes importados também. Em 2014 a EMBR3 fechou com dívida de R$6,7 bilhões, 41% disso é em dólar. Então aumenta também, fora salários, luz que vai subir absurdamente (não sei se ela produz sua própria), daqui a alguns meses já compensou....

 

Nobre AF085, quando li a notícia pensei exatamente a mesma coisa, e então vc complementa com dados mais objetivos, como valores de dívida e respectiva porcentagem sobre o montante.

 

Existem algumas reportagens que, em minha forma de ver, são muito mais para agradar acionista, potencial investidor (99,9%) do que apresentar um panorama com maior realidade sobre os fatos, além de tentarem passar atestado de idiota pro leitor.

 

É aquela coisa aborrecida de: “empresa ‘x’ teve prejuízo de ‘tanto’ (agora vem o ‘mas’), ...mas, de acordo com dados ‘x’, e dados ’y’, desconsiderando ‘EBITDA’ (lucros antes de juros, impostos, blá, blá...)”, enfim, nunca há uma definição “do que é e do que não é”.

 

Qualquer sujeito que saiba fazer ‘regra de três’, percebe que tudo não passa de ‘encheção de linguiça’.

 

Navegador.

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Nobre AF085, apesar de você ter feito co quem eu “queimasse a língua”, mundialmente (mtos. Risos!!!), e já tô até vendo o ‘povo’ rachando o bico, faço uma saída estratégica, ainda que a notícia tenha partido da empresa tema, enfim, faço minha ‘retirada estratégica’ reafirmando que a mídia tem procedido como em meu comentário.

 

Abraços,

 

Navegador.

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O endividamento é um fator a se considerar, mas acho que 80% das vendas da EMB são para o exterior, é um hedge natural.

 

E isso pode ser benéfico para a EMB. Seus produtos em dólares ficam mais baratos.

 

No fim, pode ter os melhores produtos, pós-venda, mas o câmbio sempre é o fator chave. Asiáticos que o digam.

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  • 2 weeks later...

Meus prezados
Embraer diz que real desvalorizado ajuda, mas é preciso cuidado
A desvalorização do real ajuda, mas não há uma panaceia para a Embraer, afirmou ontem o presidente da companhia, Frederico Curado, observando que uma volatilidade excessiva do câmbio pode ter efeitos nocivos sobre os balanços das companhias, como produzir lucros ou prejuízos exagerados em determinados trimestres. Ao falar das perspectivas para 2015, o executivo disse esperar receita líquida em dólares próxima à registrada no ano passado, que ficou em US$ 6,3 bilhões.
"Talvez estabilidade seja a melhor palavra para definir este ano", resumiu Curado, apontando como um fator de preocupação o negócio de defesa. No Brasil, o grande cliente da área é o governo, e a companhia tem "contas a receber" da administração. "Há uma apreensão, mas acho que, com a aprovação do orçamento, as coisas vão se esclarecer."
Com cerca de 85% da receita em dólares e base importante de custos em reais, a desvalorização do câmbio ajuda a Embraer, ao melhorar a competitividade das exportações, disse Curado. A volatilidade exagerada da moeda, porém, pode ter efeitos artificiais sobre os balanços, segundo ele. "Mas uma economia que tem um câmbio um pouco desvalorizado tende a ter mais competitividade e pode exportar mais, sem dúvida nenhuma", disse Curado ao Valor, em rápida entrevista após participar de um painel da cúpula SelectUSA, evento do governo americano voltado para atrair investimentos estrangeiros diretos para os EUA.
Mesmo assim, o executivo relativizou o impacto do real mais depreciado para a companhia. "Da mesma maneira que o câmbio valorizado não nos destruiu, o câmbio agora não vai resolver a nossa vida. Ele não é uma panaceia para nós." De acordo com Curado, não é possível basear as decisões de investimento de longo prazo no câmbio, no Brasil ou fora do país.
Ele lembrou que o câmbio desvalorizado também pode trazer problemas para a economia, como uma potencial inflação e alguma indexação. "Muito mais importante do que ter uma moeda desvalorizada, é ter um conjunto macroeconômico bem arranjado, com a inflação sob controle, o país crescendo e o câmbio num bom lugar. Essa combinação é muito mais importante do que uma variável específica."
Ao comentar a combinação de baixo crescimento e inflação alta no Brasil, Curado disse que a própria diretriz econômica do governo indica a necessidade de ajuste nas contas públicas e nas contas externas. "O país passa por um momento de uma necessidade de inflexão na economia, e o governo está sinalizando isso de modo bem forte, tentando perseguir todos os elementos do ajuste. Acho que a direção está correta", afirmou ele. Segundo Curado, a Embraer manteve o seu programa de investimentos e não fez demissões.
Para 2015, o executivo vê um ano de estabilidade, com receitas em dólares "mais ou menos na mesma faixa de 2014". Ao divulgar o balanço do quarto trimestre do ano passado, a empresa estimou que a receita líquida neste ano ficará entre US$ 6,1 bilhões e US$ 6,6 bilhões. Nos segmentos de aviação comercial e executiva, que concentram os principais contratos de exportação, Curado afirmou não ver nenhum risco iminente. Os EUA, um mercado fundamental para a Embraer, estão crescendo com força, devendo registrar uma expansão na casa de 3%, o ritmo mais elevado entre os países desenvolvidos.
O setor de defesa é que causa alguma preocupação. "Nós temos contas a receber acumuladas com o governo desde o fim do ano passado", disse Curado. "O governo brasileiro é o nosso cliente mais importante no setor de defesa e segurança, e nós estamos esperando para ver qual será o impacto do ajuste fiscal."
Para ele, a aprovação do orçamento pelo Congresso na semana passada pode ajudar a esclarecer as coisas. "Nossa esperança é que não soframos cortes, reduções ou atrasos de pagamento porque os nossos programas estão rigorosamente em dia, dentro do orçamento, dentro dos valores acordados."
A expectativa da companhia é que, em 2015, o setor de defesa e segurança responda por 18% da receita. A principal fatia deve vir da aviação comercial, com 52%, seguido pela aviação executiva, com 18%. Outros negócios devem responder por 2%.
Segundo Curado, os principais projetos desenvolvidos hoje pela Embraer são o do cargueiro KC-390, que envolve mais de mil engenheiros e técnicos; a certificação do Legacy 450, que deve ocorrer neste ano; e a nova geração dos jatos comerciais, o E2, com três modelos que devem entrar no mercado em 2018, 2019 e 2020.
Fonte: Sergio Lamucci De Washington para Valor Economico via CECOMSAER 24 MAR 2015

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Meus prezados
Embraer diz que real desvalorizado ajuda, mas é preciso cuidado

 

"Talvez estabilidade seja a melhor palavra para definir este ano", resumiu Curado, apontando como um fator de preocupação o negócio de defesa. No Brasil, o grande cliente da área é o governo, e a companhia tem "contas a receber" da administração. "Há uma apreensão, mas acho que, com a aprovação do orçamento, as coisas vão se esclarecer."

 

"Da mesma maneira que o câmbio valorizado não nos destruiu, o câmbio agora não vai resolver a nossa vida. Ele não é uma panaceia para nós."

 

"Muito mais importante do que ter uma moeda desvalorizada, é ter um conjunto macroeconômico bem arranjado, com a inflação sob controle, o país crescendo e o câmbio num bom lugar. Essa combinação é muito mais importante do que uma variável específica."

O setor de defesa é que causa alguma preocupação. "Nós temos contas a receber acumuladas com o governo desde o fim do ano passado", disse Curado. "O governo brasileiro é o nosso cliente mais importante no setor de defesa e segurança, e nós estamos esperando para ver qual será o impacto do ajuste fiscal."

 

"Nossa esperança é que não soframos cortes, reduções ou atrasos de pagamento porque os nossos programas estão rigorosamente em dia, dentro do orçamento, dentro dos valores acordados."

 

 

Por enquanto a administração federal somente falou em ajustes mas não cortou seus próprios gastos, não cortou na sua própria pele.

O momento político é delicado por conta da operação LavaJato.

Há uma queda de braço entre o Congresso e o Planalto.

Apesar de o orçamento da união haver sido aprovado pelo Congresso na semana passada, falta ainda a aprovação das medidas de cortes e ajuste fiscal propostos pelo governo e pelo ministro Levy. Na primeira tentativa, foi devolvida negativamente por Renan Calheiros para a presidência. Agora o governo entrou com uma MP para novamente tentar a aprovação.

O problema está na falta de pressa do Congresso - câmara e senado - para discutir e aprovar ou não a MP.

Outro ponto, não se sabe até onde os cortes podem afetar o setor de defesa e implicar na paralisação dos projetos em andamento, como o KC390 e o FX-2. Como disse antes, os programas de modernização dos AMX, restante final dos lotes dos F5 e dos A4 da Marinha estão parados.

E o presidente da Embraer deu a dica acima, conforme sublinhei em vermelho ...

 

Quanto à desvalorização do Real, o problema é mais conjuntural do que a próprio momento econômico brasileiro.

E o Banco Central, ao contrário do passado, está permitindo que a moeda flutue livremente. O exemplo disso é que não tem realizado leilões de "swap cambial" para conter a alta do dólar.

 

Se por um lado ajuda a Embraer na hora de exportar, por outro pode implicar no custo final de seus produtos, haja visto que muitos insumos utilizados em suas aeronaves provem do exterior. Não tenho idéia do índice de nacionalização de seus produtos, mas creio que dependendo deste índice, pode implicar em seus custos de produção, exceto se estes custos forem calculados em dólar ...

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