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Infraero corre risco de ficar inviável


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Infraero corre risco de ficar inviável

Responsável pela administração de 60 aeroportos e 28 terminais de logística de carga, além de participar com 49% nos maiores terminais do país, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) amarga prejuízos de quase R$ 5 bilhões em dois anos, é alvo de graves denúncias e responde a 11 inquéritos no Ministério Publico do Trabalho (MPT).

Sem contar com a maior parte da receita dos aeroportos mais rentáveis do Brasil, concedidos para a iniciativa privada - Guarulhos, Galeão, Brasília, Confins e Viracopos -, a Infraero depende de aportes do Tesouro Nacional e corre risco de se tornar inviável caso todos os processos trabalhistas sejam executados.

A empresa tem 96 processos listados no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas do Tribunal Superior do Trabalho.

Com 12,6 mil funcionários a companhia também é denunciada pela Associação Nacional de Empregados da Infraero (Anei) por prática de redução salarial, contratação de pessoal sem concurso público e de consultoria com dispensa de licitação.

Entre os inquéritos ativos contra a Infraero estão ações sobre atividades insalubres, assédio moral, irregularidades em processo seletivo e na cessão de empregados e desvirtuamento de intermediação de mão de obra, além de uma ação judicial sobre funcionários anistiados.

Resultado

No balanço contábil de 2014, a Infraero divulgou prejuízo de R$2,1 bilhões em 2014. Somando ao resultado negativo de 2013, de R$ 2,8 bilhões. Quem deve arcar com a fatura é o Tesouro, já que, desde que o entregou os cinco aeroportos mais rentáveis para a iniciativa privada, a Infraero depende de aportes da União.

O diretor financeiro da empresa, José Irenaldo Leite de Ataíde, chegou a justificar que a companhia deixou de ser autossustentável depois da concessão de terminais responsáveis por 53% da receita, o equivalente a R$ 4,3 bilhões.

Além de perder a receita, a Infraero manteve a despesa com pessoal que não foi absorvido pelas concessionárias.

Ataíde argumentou, na ocasião da divulgação do balanço, que a empresa manteve investimentos porque detém 49% dos aeroportos concedidos, mas, como são da União, o valor investido é contabilizado como despesa.

Outra alegação da diretoria é que parte dos prejuízo se deve à provisão de mais de R$ 700 milhões a fim de bancar o Plano de Demissões Voluntárias (PDV) que pretende desligar 2,6 mil empregados.

Para o presidente da Anei, Alex Fabiano Costa, o prejuízo é reflexo da má gestão na companhia. Na avaliação dele, a concessão dos aeroportos e a consequente perda de receita não justificam porque a Infraero também deixou de custear os terminais concedidos. No entanto, as despesas da empresa aumentaram 2,5% no período, denuncia.

Costa também questiona a contratação de assessores sem concursos com salários de R$ 18 mil e custo de R$ 25 mil para a Infraero. A empresa está com excesso de despesa . Tanto no pessoal que há um PDV em curso.

São 4 mil funcionários excedentes e a diretoria está contratando apadrinhados. Um deles foi cedido à Secretaria de Aviação Civil (SAC), com todo o ônus para a empresa.

Fonte: Simone Kafruni para Correio Brasiliense via CECOMSAER 12 ABR 2015

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A Infraero deveria ser cindida em 26 unidades e entregue aos estados. Isso ajudaria até na solução do excesso de funcionários, uma vez que seria desfeita a sinergia da força de trabalho, gerando necessidade de postos administrativos.

Os estados então ficariam livres para conceder ou iniciar PPPs para administrar os aeroportos. O RJ sei que concederia tudo sob sua propriedade em um piscar de olhos.

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A Infraero deveria ser cindida em 26 unidades e entregue aos estados. Isso ajudaria até na solução do excesso de funcionários, uma vez que seria desfeita a sinergia da força de trabalho, gerando necessidade de postos administrativos.

Os estados então ficariam livres para conceder ou iniciar PPPs para administrar os aeroportos. O RJ sei que concederia tudo sob sua propriedade em um piscar de olhos.

 

O problema seria como explicar pros "padrinhos" e "apadrinhados" que o cabidão de emprego chamado Infraero deixaria de existir.

Abçs.

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A Infraero deveria ser cindida em 26 unidades e entregue aos estados. Isso ajudaria até na solução do excesso de funcionários, uma vez que seria desfeita a sinergia da força de trabalho, gerando necessidade de postos administrativos.

Os estados então ficariam livres para conceder ou iniciar PPPs para administrar os aeroportos. O RJ sei que concederia tudo sob sua propriedade em um piscar de olhos.

Exatamente, e ainda por exemplo se a FAB quiser usar uma área do aeroporto, que pague por essa área assim como outra empresa, mas que esse valor seja abatido diretamente nos impostos da concessionaria!!!

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Mas a Infraero não participa do capital dos aeroportos sob concessão?

Participa... E isso tambem é um problema, visto que na fase que estamos, de investimentos, é preciso que a Infraero entre com 49% em todas as concessoes, sem gerar receita para isso.

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A Infraero deveria ser cindida em 26 unidades e entregue aos estados. Isso ajudaria até na solução do excesso de funcionários, uma vez que seria desfeita a sinergia da força de trabalho, gerando necessidade de postos administrativos.

Os estados então ficariam livres para conceder ou iniciar PPPs para administrar os aeroportos. O RJ sei que concederia tudo sob sua propriedade em um piscar de olhos.

 

No RJ, ótimo. No restante do país, boa parte dos aeroportos vão pro brejo.

A maioria dos governos estaduais não possuem conhecimento, recursos financeiros, tampouco corpo técnico (especializado) para administrar aeroportos e além disso, PPP ou privatização em aeroportos com pouco tráfego, que possuem custo de manutenção maior que a renda, ou seja, dão prejuízo, não tem interesse da iniciativa privada.

E aí? Deixaríamos os aeroportos sob responsabilidade de governos estaduais, que vão repassá-los às suas respectivas "Secretarias de Transporte", com seus cargos comissionados e recursos que são divididos junto as outras prioridades com educação, saúde, segurança?

 

Ao meu ver, a manutenção dos aeroportos é assunto estratégico, é papel do governo federal mantê-los em funcionamento. Resta algum dia deixarem a prática de cederem cadeiras aos partidos políticos aliados, para colocarem lá gestores técnicos.

 

Abs.

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No RJ, ótimo. No restante do país, boa parte dos aeroportos vão pro brejo.

A maioria dos governos estaduais não possuem conhecimento, recursos financeiros, tampouco corpo técnico (especializado) para administrar aeroportos e além disso, PPP ou privatização em aeroportos com pouco tráfego, que possuem custo de manutenção maior que a renda, ou seja, dão prejuízo, não tem interesse da iniciativa privada.

E aí? Deixaríamos os aeroportos sob responsabilidade de governos estaduais, que vão repassá-los às suas respectivas "Secretarias de Transporte", com seus cargos comissionados e recursos que são divididos junto as outras prioridades com educação, saúde, segurança?

 

Ao meu ver, a manutenção dos aeroportos é assunto estratégico, é papel do governo federal mantê-los em funcionamento. Resta algum dia deixarem a prática de cederem cadeiras aos partidos políticos aliados, para colocarem lá gestores técnicos.

 

Abs.

 

As PPPs justamente estão aí para os aeroportos que não geram receita suficiente para seu funcionamento.

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  • 4 weeks later...

Meus prezados

Infraero corre risco de ficar inviável

(...)

Resultado

(...)

Ataíde argumentou, na ocasião da divulgação do balanço, que a empresa manteve investimentos porque detém 49% dos aeroportos concedidos, mas, como são da União, o valor investido é contabilizado como despesa.

Outra alegação da diretoria é que parte dos prejuízo se deve à provisão de mais de R$ 700 milhões a fim de bancar o Plano de Demissões Voluntárias (PDV) que pretende desligar 2,6 mil empregados.

Para o presidente da Anei, Alex Fabiano Costa, o prejuízo é reflexo da má gestão na companhia. Na avaliação dele, a concessão dos aeroportos e a consequente perda de receita não justificam porque a Infraero também deixou de custear os terminais concedidos. No entanto, as despesas da empresa aumentaram 2,5% no período, denuncia.

Costa também questiona a contratação de assessores sem concursos com salários de R$ 18 mil e custo de R$ 25 mil para a Infraero. A empresa está com excesso de despesa . Tanto no pessoal que há um PDV em curso.

São 4 mil funcionários excedentes e a diretoria está contratando apadrinhados. Um deles foi cedido à Secretaria de Aviação Civil (SAC), com todo o ônus para a empresa.

Fonte: Simone Kafruni para Correio Brasiliense via CECOMSAER 12 ABR 2015

Meus prezados

Infraero poderá ter apenas 15% em novas concessões de aeroportos diz Padilha

O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, disse nesta quarta-feira (6) que o governo avalia a possibilidade de a estatal Infraero passar a ter uma participação de apenas 15% nas novas concessões de aeroportos.

Segundo o ministro, o assunto ainda não está fechado, mas este porcentual de 15% permitiria à Infraero manter sua posição no conselho das futuras concessionárias. Nas cinco concessões já realizadas no setor, a estatal tem participação de 49%.

Padilha disse também que a área técnica da SAC analisa a possibilidade de a Infraero ter uma fatia ainda inferior aos 15% mas que a proteja em relação às decisões tomadas pelos novos consórcios.

Isso seria possível por meio de uma "golden share". Os aeroportos que serão concedidos à iniciativa privada em uma nova rodada pelo governo são os de Florianópolis, Porto Alegre e Salvador.

O ministro deu as informações após participar de audiência pública em comissões do Senado. Na ocasião, Padilha falou da política de aviação regional e apresentou metas e perspectivas para do setor de aviação civil no país.

Fonte: diário de pernambuco.com.br via CECOMSAER 7 MI 2015

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De 49% pra 1%, depois 15% ... estão totalmente perdidos.

 

:anta:

Normal de politicos sem qualquer conhecimento tecnico rsrs...

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