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Assédio do tráfico, risco de acidentes: os desafios dos pilotos de voar pelo Amazonas


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Assédio do tráfico, risco de acidentes: os desafios dos pilotos de voar pelo Amazonas

Pilotos experientes e novatos precisam enfrentar ainda problemas como as longas distâncias e as pistas ruins em aviões de pequeno porte.

Manaus - Distâncias geográficas, pistas mal conservadas, falta de estrutura dos municípios e até mesmo assédio por cartéis de drogas são alguns dos desafios que os pilotos de aeronaves enfrentam no Amazonas.

Em outras áreas, problemas como esse seriam bons motivos para trocar de ramo, mas a paixão e vocação por voar falam sempre mais alto.

Há 40 anos na profissão, o comandante Péricles Romano, 64, consegue traçar boa parte da evolução do ramo aeronáutico brasileiro e possui um vasto repertório de histórias de seus voos por praticamente todos os municípios amazonenses. “No início da minha carreira, as pistas eram terríveis. Eram pistas de terra, de grama. Comparado com o que era antes, a qualidade das pistas hoje é boa, mas, é claro, que algumas estão abandonadas.

Falta também o governo federal investir no barateamento do transporte aéreo. Daqui de Manaus para o interior do Amazonas só se sai de táxi aéreo, ou nas companhias regionais, mas as passagens são uma fortuna, muito mais caras do que para o Rio de Janeiro.

Falta incentivo e oferta de vantagens para empresas trabalharem aqui”, ressaltou.

Segundo Péricles, muitas empresas já nasceram e morreram servindo o Amazonas, pois falta apoio logístico e combustível nas regiões. “O avião sai e, quando volta, está em emergência porque o combustível é pouco. O combustível em algumas localidades no interior chega a ser seis vezes mais caro”, destacou.

Voando desde 2008, o piloto Bruno Faria, 27, também enfrenta os desafios de trabalhar no Amazonas, principalmente no que diz respeito à estrutura das cidades do interior. “Coari é um exemplo claro, pois é uma cidade que recebe muito dinheiro do gás natural e não vê esse dinheiro ser aplicado.

A cidade é bagunçada mesmo com a verba que recebe. Apesar disso, junto com Borba, Tefé e Tabatinga, é a com melhor estrutura se comparada com outras”, disse Faria.

Para o piloto, o descaso político com os municípios, que já sofrem com a distância geográfica foi o que de pior ele já presenciou na sua, ainda breve, carreira.

Mas se tem uma coisa de que Bruno Faria não reclama é da vista do seu ‘escritório’, segundo ele, a melhor possível. Para o piloto, poder conhecer os diversos lugares no Amazonas é um dos melhores retornos da sua carreira.

“Tem muita coisa bonita que não conhecemos. Quando fui para o interior, na região de Barcelos, Serra do Aracá, as formações montanhosas, por exemplo, são lugares que me impressionaram e não imaginamos ver no Amazonas ”, diz.

Assédio do tráfico

Dentre as muitas histórias curiosas vivenciadas pelos pilotos que voam pelo Amazonas, uma que chama atenção é a do comandante Péricles Romano, que afirma já ter sido assediado para transportar drogas para cartéis da Colômbia.

Segundo o piloto, alguns de seus colegas enveredaram por esse caminho, mas ele sempre conseguiu dispensar os traficantes, cobrando um preço que ele sabia que os criminosos não pagariam.

“Você é assediado por todos os lados. Sofri assédio de traficantes pesados, do cartel de Medellín, no final dos anos 1990 para 2000. Os caras vinham até você e faziam propostas violentas, que te balançavam. Eram propostas para fazer um ‘voozinho’ e ganhar US$ 2 mil por dia. Eu voava em um táxi-aéreo e, naquela época, era R$ 15 a hora de voo.

Nunca disse não para eles, apenas cobrei um preço que eles não pagariam. Eu cobrava US$ 10 mil, pois eu sabia que eles não pagariam nunca esse valor”, lembra o piloto.

Péricles denuncia que isso acontece com frequência e que ele sempre procura alertar os pilotos em formação sobre o assunto.

O comandante também lembra de colegas que aceitaram trabalhos do tipo e não tiveram um final feliz.

“Eu perdi colegas, vi outros companheiros serem assassinados pelo narcotráfico porque queriam sair. Um amigo precisava pagar o tratamento do filho na França, se meteu nessa porcaria, fez alguns voos e como não estava recebendo, parou de voar e foi cobrar dos caras na Colômbia.

A dívida foi paga com tiros de nove milímetros”, diz. “Em Tabatinga, eles (os narcotraficantes) pegavam as aeronaves brasileiras, tiravam todos os bancos e enchiam os aviões com galões de combustível. Muitas eram abatidas pelos caças. Um piloto conhecido teve o avião abatido, pois não acatou a ordem de descer. É um dinheiro maldito”.

Bruno Faria também lembra de uma história inusitada que marcou seus sete anos de carreira, em uma reserva yanomâmi, em Roraima. “Estávamos nos aproximando do aeródromo, verificando as condições da pista e, perto de pousar vimos vários índios saindo da mata, ao mesmo tempo, para ver de perto o pouso da aeronave.

Eram mais de 200 índios e foi algo bem curioso e até mesmo engraçado”, recorda o piloto.

Em 2014, foram registrados seis acidentes no Estado

De janeiro a dezembro de 2014, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foram registrados seis acidentes no Amazonas, a maior parte com empresas de táxi-aéreo, incluindo um com aeronave anfíbia.

Nenhum foi com vítima fatal e a quantidade de sinistros ficou na mesma média do ano anterior, quando aconteceram sete acidentes aéreos.

O piloto Péricles Romano já fez parte dessas estatísticas. Em 2008, voltando do município de Coari, a aeronave em que voava sofreu uma parada de motor na volta. “Consegui colocar o avião no chão e, infelizmente, no pouso ele perdeu sistema elétrico e hidráulico, saiu fora da pista e se quebrou em uma ribanceira. Foi um negócio feio, mas todos sobreviveram”, relata.

Ele lembra que já passou por várias situações críticas e, em todas as circunstâncias, a primeira coisa que pensava era em salvar o pessoal a bordo e a si mesmo, procurando colocar em prática tudo que aprendeu.

“Primeira coisa necessária é manter a calma, porque se você se apavorar é metade do caminho para a morte”, diz o piloto. “Tive colegas com muito tempo de estrada que morreram de graça. Já perdi muitos colegas, já chorei a morte de vários amigos, por fatalidades. Isso faz parte da carreira de cada um de nós”, lamenta o piloto, que tem mais de 40 anos de profissão.

Não existem empresas especializadas

Para Thiago Abreu, advogado especializado em direito aeronáutico e um dos coordenadores do Aeroclube de Manaus, voar e operar aqui no Amazonas é diferente por uma série de fatores.

“Não há empresas especializadas em manutenção. Se você quer algo diferenciado, precisa mandar peças para fora. É difícil nesse sentido, tudo fica mais caro, gasolina é mais cara, a logística é complicada.

A aviação é um ponto fundamental para o Amazonas, pois nossas estradas são os rios. Malote, correios, tudo isso depende da aviação”, enumerou o advogado.

Atualmente, para se tornar um piloto comercial, a pessoa precisa passar primeiro pelo curso de piloto privado, além de prestar provas no Aeroclube de Manaus, que forma uma média de cem pilotos privados por ano. O curso de piloto privado custa R$ 1.550, sem contar com as horas de voo, que saem a R$ 510 cada. Segundo Thiago Abreu, o perfil principal é o de pessoas mais velhas que buscam por lazer, empresários que possuem ultraleves, mas a maioria é formada por jovens de 18 a 25 anos, que querem seguir a profissão.

Além de passar nos testes teóricos e práticos, o piloto precisa ser aprovado no Certificado Médico da Aeronáutica (CMA) e, conforme Abreu, em todas as turmas (geralmente de 30 pessoas) sempre há dois ou três que não passam nos testes psicológicos ou psicotécnicos, ou são diagnosticados com transtornos de ansiedade.

O advogado defende que seja criado um projeto de lei que obrigue todas as pessoas que trabalhem com vida de outrem, tenham informações médicas reportadas à Anac.

"Quando o piloto fosse a qualquer hospital, isso seria reportado, no caso de pilotos, para a Anac. Um psiquiatra também poderia reportar para a Anac se atendeu um piloto por depressão, por exemplo. Não seria algo público, mas apenas para o órgão controlador. A gente conseguiria acompanhar mais de perto essa categoria ”, defende.

Fonte: Henrique Saunier para Portal D24AM(AM) via CECOMSAER 19 ABR 2015

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Faltou ressaltar o papel da anac fiscalizando e ajudando no desenvolvimento da aviação no norte, apesar de tudo. O governo, que solicita os serviços mas deixa a desejar na melhora da infraestrutura. Mas sobretudo, além dos famosos garimpeiros, aventureiros, inexperientes sobressai a estirpe do "melhor piloto do mundo", como dizem, para resgatar a aviação amazonense.

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Aviação muito Amadora ainda na Amazônia, pistas ridículas, infraestrutura inexistente, pelada pra tudo o que e lado, bem faz a azul em cancelar as operacoes nestas condicoes. Nao somos bos que devemos resolver os problemas de infraestrutura do pais, enche a Amazônia de rnav, bombeiros, cerquem as pistas para as pessoas nao usarem elas de caminho!!!! Ai sim, a aviacao na amazonia decola.

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Verdade, o governo deveria da uma atenção maior a esse instrumento de integração de uma região tão grande e com tantas dificuldades.

Só quem voo essa aviação arco e flecha sabe das dificuldades e desafios do dia dia.

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Aviação muito Amadora ainda na Amazônia, pistas ridículas, infraestrutura inexistente, pelada pra tudo o que e lado, bem faz a azul em cancelar as operacoes nestas condicoes. Nao somos bos que devemos resolver os problemas de infraestrutura do pais, enche a Amazônia de rnav, bombeiros, cerquem as pistas para as pessoas nao usarem elas de caminho!!!! Ai sim, a aviacao na amazonia decola.

Belo post comando.

 

Não Tiro nenhuma vírgula.

 

Mas o que acho engraçado.

 

No dia que teve um que operava RNAV nas escuras na antiga trip, chamaram ele de assassino, louco, e outros adjetivos mais.

 

Se a classe ficasse unida naquele momento poderia ter feito tudo isto que vc falou.

 

Mas não...vamos derrubar o cara é mais fácil do que batalhar pra homologar está RNAV aqui em cima.

 

Poderíamos naquele momento ter mostrado o quanto era importante o RNAV mas...

 

Abraços

 

Lopes

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Lopes, você está defendendo a pelada?

 

Homologação de procedimentos RNAV é fundamental para qualquer canto hoje do país, visto que os auxílios convencionais são lendas urbanas... mas isso não significa que devemos aplaudir nem proteger os amigos que estão efetuando pelada.

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Lopes, o que este cidadão fez e ilegal, ponto, acabou ai, temos de forcar a homologação dos procedimentos e fazê-los de acordo com nossa homologação, isto na legalidade, e nao ficar inventando isso ou aquilo, abraco

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Lopes, você está defendendo a pelada?

 

Homologação de procedimentos RNAV é fundamental para qualquer canto hoje do país, visto que os auxílios convencionais são lendas urbanas... mas isso não significa que devemos aplaudir nem proteger os amigos que estão efetuando pelada.

Não.

 

Lopes, o que este cidadão fez e ilegal, ponto, acabou ai, temos de forcar a homologação dos procedimentos e fazê-los de acordo com nossa homologação, isto na legalidade, e nao ficar inventando isso ou aquilo, abraco

Concordo com vc.

 

Acho que o Lopes quis dizer que pegassem o "rnav trip" e homologassem... Afinal estava "meio caminho" andado

KTR.

 

Era disto que estava falando.

 

Poderiam ter Apresentado para os nossos amigos do geiv, é mostrar como devia ser o trabalho deles.

 

Menos rotas aqui em cima e mais desemprego para nós.

 

Todos nós perdemos, pode ter certeza disto.

 

Abraços

 

Lopes

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  • 1 year later...

Meus prezados
Amazonas lidera mortes em táxi-aéreo
Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) registrou 40 mortes em acidentes envolvendo aviões de táxi-aéreo, no Estado
Manaus - Entre 2006 e 2015, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) registrou 40 mortes em acidentes envolvendo aviões de táxi-aéreo, no Amazonas. O alto índice eleva o Estado para o topo da lista de Estados brasileiros com maior quantidade de fatalidades com aviões de pequeno porte (monomotor e bimotor), de táxi-aéreo. Só no período descrito de dez anos, o estudo apontou que foram cinco aviões destruídos e 24 acidentes aéreos, no Estado; o que representa 3,9% dos acidentes aéreos registrados, no período, em todo o Brasil. Os dados constam no Panorama Estatístico da Aviação Brasileira que aponta o cenário de acidentes e incidentes graves ocorridos entre 2006 e 2015 e foi compilado pelo próprio Cenipa.
Para a chefia do Seripa VII, a falta de infraestrutura dos aeródromos dos municípios do Estado influenciam diretamente na quantidade de acidentes e mortes registradas no Amazonas.
O panorama aponta que o táxi-aéreo é líder, também, das ocorrências fatais registradas, pelo Cenipa, no Pará, que teve 38 fatalidades, entre 2006 e 2015. Conforme o órgão de investigação nacional, grande parte dos fatores que mais contribui para as ocorrências dos acidentes, incidentes graves e fatalidades estão associados à supervisão gerencial, julgamento de pilotagem e manutenção da aeronave.
No entanto, o tenente-coronel André Luiz Mota, chefe do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII), pontuou que o cenário de infraestrutura dos 62 municípios amazonenses está diretamente associado a problemas com os aviões de pequeno porte. Com a experiência de pilotar na Amazônia, seis anos em Rondônia e outros três anos no Amazonas, o tenente-coronel acredita que as condições dos aeródromos dos municípios amazonenses interferem, principalmente, no pouso do avião de pequeno porte.
De acordo com o tenente-coronel, alguns aeródromos apenas possuem pistas que, molhadas pelas chuvas, representam um obstáculo para os pilotos. Em alguns municípios, segundo o tenente-coronel, as pistas dos aeródromos são de terra, de grama ou funcionam em campos de futebol. “É a falta de estrutura em várias regiões do Estado. Muitos dos acidentes acontecem com o trem de pouso na aeronave no solo”, afirmou o chefe do Seripa VII.
Clima e quantidade de voos aumenta número de acidentes
Em algumas regiões do Amazonas, o clima Equatorial úmido da Amazônia influencia no comportamento do piloto e dos modos de voos em toda a região norte e no Estado. Um dos exemplos é a região no entorno de Manicoré (distante 332 quilômetros de Manaus) que, segundo o tenente-coronel André Luiz Mota, chefe do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII), apresenta precipitações muito fortes que interferem no itinerário dos voos que chegam até a cidade. “Quando a precipitação é muito forte, algumas vezes, nem há decolagem. Em geral, pela manhã, o piloto que vai para Manicoré voa em certa altura. Na volta, pela tarde, o piloto tem que voar mais alto”, exemplificou o chefe do Seripa VII.
De acordo com o tenente-coronel, as características específicas do clima Equatorial úmido, com altos índices de temperatura ambiente, Floresta Amazônica e grande volume de água na bacia hidrográfica, que passam pelo Amazonas, formam nuvens carregadas. Apesar das características climáticas, o tenente-coronel explicou que o índice de fatalidades envolvendo táxi-aéreo está relacionada à quantidade de voos, realizados por aviões de pequeno e médio porte, na região. “O clima influencia, mas não é só por isso a quantidade de acidentes. Eles são causado, principalmente, por falhas em motores e questões técnicas”, acrescentou o tenente-coronel.

Especialistas em segurança propõem agenda de debates
No Amazonas, conforme os dados levantados para o estudo do Cenipa, os acidentes, fatalidades e incidentes graves registradas no Estado envolvendo táxi-aéreo, ocorreram em diferentes municípios, como Atalaia do Norte, Boa Vista do Ramos, Borba, Caapiranga, Canutama, Carauari, Coari, Fonte Boa, Ipixuna, Itacoatiara, Juruá, Jutaí, Manacapuru, Manaus, Maués, Nova Olinda do Norte, Parintins, Pauini, São Gabriel da Cachoeira e Tefé. O levantamento do Cenipa aponta que Manaus é a cidade onde mais foram registrados acidentes aéreos, no período entre 2006 e 2015, no Estado. Foram sete acidentes, dois acidentes com fatalidades e seis incidentes graves.
O último acidente aéreo registrado, em Manaus, aconteceu, em dezembro de 2016, em uma área verde da comunidade União, no bairro Parque 10 de Novembro, zona centro-sul de Manaus. Na ocasião, um avião de pequeno porte, modelo Embraer 720, caiu, por volta de 8h do dia 7 de dezembro e deixou seis pessoas mortas.
Ainda em dezembro do ano passado, em Tabatinga (distante 1.607 quilômetros de Manaus), três pessoas morreram e uma ficou ferida após uma aeronave cair a 13,5 km da cabeceira da pista do município da cidade no dia 23 de dezembro. O segurança Roberval Moraes Jardim foi identificado como o único sobrevivente da queda da aeronave.
Em 2012, um avião Caravan, prefixo PT-PTB, da empresa Cleiton Taxi Aéreo, caiu em um terreno perto da Avenida Torquato Tapajós, próximo ao depósito de uma loja de eletroeletrônicos, logo depois de levantar voo do Aeroclube de Manaus, por volta das 6h15 do dia 28 de fevereiro. Conhecido como comandante Almeida, o piloto Antonio José de Almeida Maia, de 56 anos, morreu na hora.
No dia 13 maio de 2010, um acidente com uma aeronave alugada, pela Cleiton Táxi-Aéreo, matou seis pessoas na capital. No acidente com o táxi-aéreo Embraer EMB-810C Seneca II, prefixo PT-TUJ, todas os cinco passageiros e um piloto que estavam a bordo morreram carbonizados.
Fonte: Girlene Medeiros para PORTAL D24 AM via CECOMSAER 7 FEV 2017

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