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Abear diz que cias aéreas podem ter receita menor em 2015 e abandona previsão sobre demanda


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Imprimir matéria029/04/2015 - 14h38 | Atualizado em 29/04/2015 - 15h13

 

 

Abear diz que cias aéreas podem ter receita menor em 2015 e abandona previsão sobre demanda

Proporção de passageiros corporativos nos voos caiu dos tradicionais 70% para 50%

 

Reuters

 

Por Priscila Jordão

 

SÃO PAULO (Reuters) - A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou nesta quarta-feira que o setor deve faturar menos em 2015 caso a atual tendência de queda nas tarifas continue, tendo abandonado sua projeção de alta da demanda por voos no Brasil neste ano no mesmo patamar de 2014.

 

A atividade econômica lenta fez com que a demanda de passageiros corporativos, que costumam pagar preços de passagens mais elevados, caísse "brutalmente", segundo o presidente da entidade, Eduardo Sanovicz. A proporção desse tipo de passageiro nos voos caiu dos tradicionais 70 por cento para 50 por cento no momento, ficando ainda menor em algumas rotas, afirmou.

 

Ao mesmo tempo, companhias aéreas têm sido mais agressivas, com preços de passagens mais baixos, para conseguir ocupar as aeronaves, o que acaba reduzindo o tíquete médio por passageiro das empresas.

 

"Se (a queda de tarifa) continuar por mais três, quatro meses, pode ser que a receita de 2015 se comprometa", disse Sanovicz a jornalistas.

 

Passageiros corporativos contribuem com um maior tíquete médio às companhias aéreas porque têm pouca flexibilidade de dias e horários para viajar, comprando passagens com cerca de cinco a sete dias de antecedência e, portanto, mais caras. Mas a fraqueza da economia tem reduzido a frequência desse passageiro.

 

Assim, a Abear abandonou a projeção de crescimento da demanda doméstica em linha com o ano passado. Segundo a entidade, que representa as companhia aéreas Gol, TAM, Azul e Avianca, a demanda doméstica em 2014 subiu 5,7 por cento após altas de 6,5 por cento em 2013 e de cerca de 7 por cento em 2012.

 

De acordo com o consultor técnico da Abear Maurício Emboaba, o setor cresce em passageiros, "mas não é um crescimento bom, pois ocorre à custa de uma queda de preço significativa".

 

Ele citou pesquisa da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) mostrando queda de 8,5 por cento da tarifa corporativa doméstica no primeiro trimestre na comparação anual e redução de 0,3 por cento do faturamento no mesmo período, apesar da maior inflação.

 

Emboaba acrescentou que as oscilações acentuadas do câmbio também tem mudado os hábitos de passageiros e feito com que os brasileiros viajem para destinos mais próximos.

 

Isso porque, no primeiro trimestre, houve crescimento em maior ritmo do volume de passageiros de voos internacionais do que na demanda, que é medida pela multiplicação do número de passageiros pagantes pela distância percorrida.

 

MERCADO

 

Em março, a oferta de transporte doméstico de passageiros subiu 3,27 por cento sobre igual mês de 2014, enquanto a demanda avançou em menor ritmo, de 3,01 por cento, segundo a Abear.

 

Isso levou a taxa de ocupação de voos a cair 0,19 ponto percentual, para 77,46 por cento, segunda queda consecutiva. A taxa havia caído em fevereiro pela primeira desde a criação da associação, em agosto de 2012.

 

Sanovicz afirmou que a tendência da ocupação em voos domésticos é de estabilização para o restante do ano.

 

No mercado de voos internacionais, a demanda subiu 4,34 por cento e a oferta aumentou 9,86 por cento, levando a uma queda de 4 pontos percentuais na ocupação, a 76,07 por cento.

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Ao mesmo tempo, as empresas continuam colocando mais oferta no mercado... vai entender...

Tam não está aumentando e Gol já sinalizou que vai diminuíram, Avianca vai apenas trocar os fokker100 pelos Airbus, ou seja, o aumento da oferta se dará pelo aumento de assentos nos voos e não por mais aeronaves, já a Azul, está a pleno vapor reduzindo múltiplas frequencias e fechando bases

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A crise é Bem séria... Pela primeira vêz, vi um ministro de transportes admitir publicamente em entrevista que sua pasta não tem recursos, "não tem dinheiro para nada"... Obras vão parar , anunciava... Mais tarde, mudaria o discurso por determinação do governo.

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