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Aéreas temem alta de custo trabalhista


FabioJ

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Aéreas temem alta de custo trabalhista

MARINA GAZZONI

 

31/05/2015 | 22h00 1

 

Empresas e sindicato discutem projeto de lei que muda condições de trabalho dos pilotos e pode aumentar gastos em R$ 2,2 bilhões

 

Um projeto de lei que altera as condições de trabalho dos pilotos mobilizou as principais companhias aéreas brasileiras nas últimas semanas. As empresas alegam que a mudança pode gerar um novo choque de custo no setor e até inviabilizar algumas rotas novas e atuais. O maior impacto seria sentido pela TAM, que voa para mais destinos internacionais e compete com aéreas estrangeiras.

 

A proposta em análise na Comissão de Viação e Transporte da Câmara trata da criação de um sistema de gerenciamento de fadiga pelas empresas aéreas brasileiras, com foco em aumentar a segurança dos voos e melhorar a qualidade de vida dos tripulantes. O texto muda regras trabalhistas em vigor desde 1984, como folgas, jornada máxima diária ou mensal, pagamento de horas extras e disposições sobre voos na madrugada.

 

Cálculos preliminares da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) estimavam um impacto de R$ 2,23 bilhões ao ano no custo das quatro maiores empresas nacionais se o texto em tramitação na Câmara fosse adiante. Não podemos aceitar uma lei que tira a competitividade das empresas brasileiras em relação às estrangeiras e que inviabiliza a oferta de passagens a preços comparáveis com o ônibus, disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

 

 

Sindicato quer ampliar de 8 para 12 dias o número de folgas mensais

Sindicato quer ampliar de 8 para 12 dias o número de folgas mensais Foto: NELSON ANTOINE/FOTOARENA

 

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), que representa pilotos e comissários, Adriano Castanho, diz que os trabalhadores estão dispostos a negociar para evitar o choque de custos e já aceitaram elevar a jornada de trabalho diária em uma hora. A discussão é sobre segurança. Não queremos que ela tenha impacto econômico para empresas ou trabalhadores, afirmou.

 

Depois de diversas reuniões nas últimas semanas, as empresas aéreas e o sindicato encaminharam, na semana passada, suas propostas à deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ), relatora do projeto. Será dela a decisão sobre os pontos divergentes. Clarissa diz que encaminhará o projeto para votação nas próximas sessões da comissão. As mudanças visam a melhorar a qualidade de vida dos tripulantes e a segurança dos voos. Não queremos inviabilizar a operação das empresas.

 

Entre os pontos mais polêmicos estão o número de folgas - o sindicato pede ampliação de 8 dias mensais para 12 -, e as condições de descanso para pilotos nos voos longos. Algumas empresas defendem que a jornada de tripulantes seja definida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e não pela lei, como ocorre nos EUA. Hoje, a questão trabalhista não é competência da Anac.

 

Impacto. A TAM estima que teria um aumento de 20% a 35% na sua folha de pagamento. Além disso, a empresa diz que as novas regras inviabilizariam todos os seus voos para a Europa. Pelo tempo de voo, a empresa precisaria ter um equipamento chamado sarcófago, um espaço isolado com camas para pilotos.

 

Nenhuma das nossas aeronaves tem esse espaço. Simplesmente não poderíamos voar mais para a Europa até a TAM comprar um avião maior. Mas a British Airways, que tem um voo de São Paulo para Londres no mesmo horário e com um avião igual, poderia, diz a presidente da TAM, Claudia Sender.

 

Segundo ela, a TAM aguarda a definição trabalhista para decidir se segue com o projeto de criação de um centro de distribuição de voos (hub) no Nordeste para a Europa, um projeto com investimentos de cerca de US$ 1 bilhão. O hub não sai se o projeto de lei for aprovado desta forma. Não é ameaça. É realidade. O hub só faz sentido se tivermos custos competitivos com empresas estrangeiras.

 

Castanho, do SNA, diz que a proposta no Congresso é flexível e que a TAM poderá fazer o voo para Europa no seu avião desde que apresente estudos que comprovem que não há risco para a segurança.

 

Na Azul, as primeiras avaliações indicam que a empresa precisaria contratar mais pilotos, mas eles teriam redução de salário, pois voariam menos. Para dar mais folgas sem reduzir salário, temos de ampliar a jornada, explica o presidente da Azul, Antonoaldo Neves.

 

A Gol diz que aguarda uma decisão final para avaliar o impacto das regras na sua malha. Obviamente, se houver uma alta de custo, alguns voos podem deixar de fazer sentido, afirma Alberto Fajerman, diretor de relações institucionais da Gol.

 

Procurada, a Anac disse que acompanha a discussão, mas não quis comentar o tema.

 

 

Fonte - Estadão

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Ou seja, como nas demais profissões

O Aeronauta no Brasil é caro e produz pouco comparado a outras países.

Lógicamente, fruto de uma Legislação trabalhista ultrapassada mais uma regulamentação que precisa se modernizar tb

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Que façam um copy paste da EASA, porem com todos os itens, como partime, ferias flexiveis, licença paternidade, etc...

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Pq não copiaram os acordos individuais das empresas americanas? Só mostram o que é de interesse... O problema é que no Brasil o mínimo virá máximo em termos de folga.

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Realmente a legislação está ultrapassada e o limite anual de horas é baixo, mas o quadro está totalmente furado. No USA as folgas são discutidas diretamente entre sindicato (cada empresa tem o seu) e a empresa.

 

Cansei de falar sobre esse tema com leigos.

 

Produzimos pouco pq não temos um setor competente pra produzir uma escala com alta produtividade aliado a legislação de 1984.

 

A presidente esquece de comentar que a BA tem sarcófago nos aviões dela.

 

Enfim, tá tudo errado!

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SNA repudia reportagem do Estadão sobre custos de empresas com PL 8255/14

1 de junho de 2015

O Sindicato Nacional dos Aeronautas vem a público repudiar reportagem publicada nesta segunda-feira (1/6/2015) no jornal “O Estado de S. Paulo”, sob o título “Aéreas temem alta de custo trabalhista”, que contém informações que divergem totalmente da realidade.

 

1 – Custos

 

O texto afirma que a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) estima um impacto de R$ 2,23 bilhões ao ano nos custos das quatro maiores empresas nacionais se for aprovado o projeto de lei 8255/14, que regulamenta a profissão dos aeronautas — atualmente tramitando na Câmara dos Deputados, após ser aprovado no Senado.

 

O SNA ressalta que foi solicitado às empresas, via consultoria da Câmara dos Deputados, um estudo discriminando e explicando os custos mencionados. Até o momento, passados mais de 30 dias da solicitação, nada foi apresentado.

 

Uma vasta documentação sustenta o projeto, apontando até mesmo um possível aumento de produtividade dos tripulantes com a modernização dos procedimentos — tudo isso sem representar aumento de custos para as empresas e nem penalização aos aeronautas.

 

A proposta da nova lei, inclusive, prevê possibilidade de aumento da jornada máxima diária de cada piloto (indo de 11 para até 12h em período diurno), aumento no limite de horas voadas por mês (de 85 para 90h) e no limite de horas voadas por ano (de 850 para 900h).

 

2 – Segurança de voo

 

A principal preocupação do PL 8255/14 é com a segurança de voo, implementando no Brasil conceitos de gerenciamento de fadiga humana para tripulantes — prática já adotada nos principais países do mundo.

 

Dados comprovam que grande parte dos acidentes estão diretamente relacionados à fadiga, ignorada na atual legislação. A lei em vigor já tem mais de 30 anos e não condiz com as atuais condições de trabalho, diante do aumento exponencial do número de voos no país nas últimas décadas.

 

Desta forma, apesar da preocupação do SNA com impactos e custos, há que se falar em segurança em primeiro lugar.

 

3 – Impacto em voos para a Europa

 

Ao contrário do que diz a reportagem, a TAM não teria inviabilizados todos os seus voos para a Europa por conta de necessitar do equipamento conhecido como sarcófago (espaço isolado com camas para pilotos).

 

A dez aeronaves da TAM que fazem voos para Londres, Frankfurt e Paris (Boeing 777-300) já possuem esse equipamento.

 

A partir de 4 de novembro, os dez Airbus A330-200 (que não possuem sarcófago) deixam de ir para Milão, sendo substituídos por aeronaves da Lan.

 

Os 13 boeing 767-300 que viajam para Madri são as aeronaves que não possuem sarcófago, e mesmo assim, as novas regras não inviabilizariam a operação desses equipamentos, apenas exige um sistema de compensação de descanso aos profissionais que trabalham a bordo.

 

Desta forma, é totalmente inverídico dizer que “nenhuma aeronave da TAM tem este espaço” e que “todos os voos para a Europa seriam afetados”.

 

4 – Hub Nordeste

 

Citando a presidente da TAM, Claudia Sender, a reportagem diz que “o hub [nordeste] não sai se o projeto de lei for aprovado desta forma”.

 

Porém os voos do nordeste para a Europa teriam tempo de voo médio de 7h a 8h. Desta forma, não seria exigido ou necessário o descanso dos pilotos a bordo.

 

Ou seja, não haveria nenhum tipo de impacto relacionado a aumento de custos por necessidade de aviões maiores ou que tenham o sarcófago — já que este seria dispensável nestes trajetos.

 

5 – Folgas

 

O quadro que acompanha a reportagem, sob o título “Lei Trabalhista no Ar”, aponta números irreais para a as jornadas de trabalho de pilotos em diferentes países.

 

Nos EUA, por exemplo, ao contrário das 8 folgas mensais apontadas no quadro, os pilotos americanos têm de 12 a 15 folgas por mês estabelecidas através de acordos coletivos de trabalho.

 

E, ainda assim, a produtividade dos pilotos nos EUA é maior do que a dos pilotos hoje no Brasil — prova de que o projeto de lei 8255/14 pode melhorar a produtividade das empresas, e não representar aumento de custos.

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O Aeronauta no Brasil é caro e produz pouco comparado a outras países.

 

 

Você se sentiria seguro em embarcar num avião, lá pelas 08:00 hs da manhã pra um GRU-MAO, sabendo que os pilotos estão trabalhanso desde a meia noite ou antes ?

 

Agora esta pergunta vai pro David Neeleman:

 

O senhor é o que mais está lutando contra anova regulamentação. Porque o senhor não briga contra a jornada de apenas 6 hs diárias de seus operadores de telemarketing, que se errarem o serviço por cansaço, NÃO MATARÃO NINGUÉM ?

 

Deu vontade de falar um palavrão...

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Você se sentiria seguro em embarcar num avião, lá pelas 08:00 hs da manhã pra um GRU-MAO, sabendo que os pilotos estão trabalhanso desde a meia noite ou antes ?

 

Agora esta pergunta vai pro David Neeleman:

 

O senhor é o que mais está lutando contra anova regulamentação. Porque o senhor não briga contra a jornada de apenas 6 hs diárias de seus operadores de telemarketing, que se errarem o serviço por cansaço, NÃO MATARÃO NINGUÉM ?

 

Deu vontade de falar um palavrão...

Eu acho que a questão não é quantidade de descanso versus quantidade de trabalho.

Deve se fazer um estudo Sério dos fatores que agravam a fadiga que é inerente para quem trabalha em horários não convencionais.

Já cansei de ver tripulante destruído depois de um Inativo, onde teoricamente teve um descanso de mais de 24 horas.

Ai vc faz uma análise mais profunda e ver que o mesmo pousou perto da meia noite e chegou no hotel lá para as 01, logicamente conseguindo dormi pelas 02, acordou as 09 e ainda dormiu a tarde pois estava cansado, no outro dia teria que decolar às 04, apresentando as 0250 e acordando as 02, logicamente nesse contexto o mesmo não foi dormi as 19 para ter ao menos 07 horas de descanso. Resumindo, temos um cenário de mais de 24 horas de descanso, e antes de começar a jornada temos um tripulante sem dormir direito, provavelmente com uma boa jornada pela frente.

Citei esse exemplo, apenas para mostrar que a questão é um pouco mais complexa do que simples números.

O ponto é que existem e existirão voos nos mais variados horários e nunca vai se acabar com a fadiga em determinadas profissões

O que precisamos e gerenciar a mesma.isso envolve mudança de legislação trabalhista, modernização de regulamentação, programas de Gerenciamento de Fadiga que levem em conta o efeito fisiológico da alternância de horários no sono. Podemos acrescentar tb a conscientização dos tripulantes em como se preparar para ter um sono melhor dentre outras coisas

Personalização da escala, tem gente que gosta de bate e volta, tem gente que adora pernoite, tem gente que gosta de voo longo e outros de voo curto. Logicamente dentro de uma viabilidade operacional.

 

Agora sabe o que vai mudar?? Na minha opinião nada!! Por um simples fato, a história da aviação se escreve com sangue, enquanto não cair um avião e matar um monte gente e ficar comprovado que um dos principais fatores foi a fadiga, tudo vai permanecer como está

 

No meu modo de ver, se tiver mais folgas e a jornada maior a coisa ficaria melhor. Mas isso tem que ser estudado de forma detalhada.

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Não concordo que a jornada diária ampliada ajudaria a melhor a produtividade, muito menos a segurança. (A não ser que disposto de mecanismos compensatórias adequados).

Até porque o problema de produtividade em nada nada tem a ver com o tamanho das jornadas, basta ver que na maioria das empresas o aproveitamento diária é baixo. (Como voar 50min ou 1h e ficar 2, 3 ou até quase 4h em solo aguardando um novo voo).

Nos moldes atuais é comum vermos tripulantes exaustos após jornadas de 8 ou 9h, em geral pela baixa qualidade da malha e da insistência em economizar com os softwares de escala e programação de voos.

Visões derrubadas por partes da empresas que acham que estão economizando sem perceber que o investimento em softwares mais modernos ou mais adequados à realidade brasileira e a malha de cada empresa geraria economia, mais segurança e ligeira melhora na qualidade de vida dos tripulantes.

 

Desculpe o radicalismo, mas ao meu ver não há como querer segurança e ao mesmo tempo competir em questão de preços com o modal rodoviário.

Quer chegar ao seu destino com mais rapidez e segurança do que pelas estradas? Vai ter que se pagar por isso, não há escapatória ou como fazer milagres.

 

Acho oportunista esse tipo de declaração por parte da associação das empresas e perfeita a repudia do sindicato.

 

Finalizando também concordo com o colega que diz que a história é escrita com sangue, que preferem o risco inerente a levar situações de fadiga a extremidade.

 

Infelizmente chego a dizer que desejo que as pessoas que batalham contra a nova lei se não estiverem elas em si dentro de uma aeronave tenham algum familiar dentro delas o dia que o pior aconteça.

 

Vendo assim quanto dói o desleixo com a segurança e a qualidade daqueles que são responsáveis pelo transporte de tantos seres humanos em nossas aeronaves diariamente.

 

Por falta de aviso não terá sido.

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Matéria comprada, mídia vendida, informações inverídicas e cheia de meias verdades!!! Talvez tripulações exaustas e um eventual acidente deve dar lucro!!!

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Posted · Hidden by A345_Leadership, June 2, 2015 - linguagem inapropriada
Hidden by A345_Leadership, June 2, 2015 - linguagem inapropriada

É uma boa bisca essa Cláudia Sender. Afaga os tripulantes no voo, finge interesse, sabe que a nossa vida está uma bosta, manda pro saco o pouco que nos restava do benefício de passagens, afinal, agora pai mãe e irmão não são mais parentes, eles apenas te pariram, e depois vem com essa ladainha. Aliás sempre a TAM representando tudo o que #### a classe dos aeronautas. Que beleza.

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Ou seja, como nas demais profissões

O Aeronauta no Brasil é caro e produz pouco comparado a outras países.

Lógicamente, fruto de uma Legislação trabalhista ultrapassada mais uma regulamentação que precisa se modernizar tb

Lucas, não é bem assim.

A lei é ultrapassada, mas da parte desta, o que fará o tripulante render mais é a inclusão do gerenciamento do risco da fadiga (FRMS).

O que mais pesa para sua escala ter 60 horas de voo e você produzir pouco é a completa falta de capacitação e investimento na confecção de escalas de voo e também a estruturação da malha na empresa aérea brasileira. O nó é tanto que você limita o tripulante.

Outra coisa, o tripulante não é caro. Só é mal aproveitado. Ninguém aqui quer voar 40 horas e folgar 20 dias, para ganhar mais do que se ganha hoje. Diversos estudos foram feitos sobre fadiga, fator contribuinte/causa na maioria do últimos grandes acidentes aeronáuticos. O Brasil ficou para trás e não atualizou o gerenciamento da fadiga na lei que regula nossa jornada. A luta é essa.

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Eu acho que a questão não é quantidade de descanso versus quantidade de trabalho.

Deve se fazer um estudo Sério dos fatores que agravam a fadiga que é inerente para quem trabalha em horários não convencionais.

Já cansei de ver tripulante destruído depois de um Inativo, onde teoricamente teve um descanso de mais de 24 horas.

Ai vc faz uma análise mais profunda e ver que o mesmo pousou perto da meia noite e chegou no hotel lá para as 01, logicamente conseguindo dormi pelas 02, acordou as 09 e ainda dormiu a tarde pois estava cansado, no outro dia teria que decolar às 04, apresentando as 0250 e acordando as 02, logicamente nesse contexto o mesmo não foi dormi as 19 para ter ao menos 07 horas de descanso. Resumindo, temos um cenário de mais de 24 horas de descanso, e antes de começar a jornada temos um tripulante sem dormir direito, provavelmente com uma boa jornada pela frente.

Citei esse exemplo, apenas para mostrar que a questão é um pouco mais complexa do que simples números.

O ponto é que existem e existirão voos nos mais variados horários e nunca vai se acabar com a fadiga em determinadas profissões

O que precisamos e gerenciar a mesma.isso envolve mudança de legislação trabalhista, modernização de regulamentação, programas de Gerenciamento de Fadiga que levem em conta o efeito fisiológico da alternância de horários no sono. Podemos acrescentar tb a conscientização dos tripulantes em como se preparar para ter um sono melhor dentre outras coisas

Personalização da escala, tem gente que gosta de bate e volta, tem gente que adora pernoite, tem gente que gosta de voo longo e outros de voo curto. Logicamente dentro de uma viabilidade operacional.

Agora sabe o que vai mudar?? Na minha opinião nada!! Por um simples fato, a história da aviação se escreve com sangue, enquanto não cair um avião e matar um monte gente e ficar comprovado que um dos principais fatores foi a fadiga, tudo vai permanecer como está

No meu modo de ver, se tiver mais folgas e a jornada maior a coisa ficaria melhor. Mas isso tem que ser estudado de forma detalhada.

Muito boa sua postagem. Queria acrescentar algo que talvez nem todos saibam, mas alguns já devem ter lido que existe a questão do perfil individual de horário mais favorável ao trabalho. Ou seja, existem pessoas mais matutinas, mais vespertinas e outras mais noturnas. Se separassem os tripulantes em grupos seguindo essa classificação, e daí se separasse novamente pela preferência de vôos (longos, bate e volta, etc...), além de que houvesse alguma flexibilidade na escala, permitindo fazer um pouco a mais num dia (p. ex. umas 2 horas a mais num dia), de forma que conseguisse chegar na base em que reside, e por conseguinte, ter o convívio com a família, com certeza melhoraria e muito o a satisfação com o trabalho e a produtividade. Todos ganhariam.

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Muito boa sua postagem. Queria acrescentar algo que talvez nem todos saibam, mas alguns já devem ter lido que existe a questão do perfil individual de horário mais favorável ao trabalho. Ou seja, existem pessoas mais matutinas, mais vespertinas e outras mais noturnas. Se separassem os tripulantes em grupos seguindo essa classificação, e daí se separasse novamente pela preferência de vôos (longos, bate e volta, etc...), além de que houvesse alguma flexibilidade na escala, permitindo fazer um pouco a mais num dia (p. ex. umas 2 horas a mais num dia), de forma que conseguisse chegar na base em que reside, e por conseguinte, ter o convívio com a família, com certeza melhoraria e muito o a satisfação com o trabalho e a produtividade. Todos ganhariam.

O problema de personalizar a escala

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Vou colocar alguns questionamentos pra ampliar a discussão:

 

O problema de personalizar a escala é a parte salarial. Vai ter gente que vai querer os noturnos por conta do dinheiro, por exemplo, em detrimento da fadiga. Ai alguém sugere que se faça um teste. E garanto que vai ter um monte de gente aprendendo como se responde pra garantir um perfil noturno... Pra resolver isso, só mudando a forma de pagamento....

 

Porque a empresa tem que criar uma escala especial para quem mora fora da base contratual? Quem garante que o tripulante que vai pra casa tem melhor descanso do que vai pro hotel? Eu diria que em muitos casos é o contrário. Além disso, o tripulante tem que ter em mente que quem mora fora, precisa chegar BEM antes do início do voo. Tá cheio de colega que mora no Norte e NE do país, vem de extra num madrugadão pra assumir uma jornada lá pelas 8, 9 da manhã... Por melhor que seja o gerenciamento de fadiga da escala, esse colega vai estar um caco só...

 

Outro problema atual são determinadas regras para beneficiar uma empresa em benefício das outras na alocação de slots em CGH. Como é um bem valioso, as empresas precisam criar algumas artimanhas pra garantir a pontualidade. Aí que entra os tempos de solo.

 

Resumindo, é um problema sério e que tem diversas implicações.... algumas empresas já tem aplicado determinados processos pra gerenciar a fadiga, outras estão mais atrasadas no assunto.... mas é um assunto que veio pra ficar e ainda vai render ótimas discussões. E não é um problema que cabe apenas as empresas resolverem.

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Nossa que mentira descarada dessa presidente da Tam, aliás todos os novos 27 A350 virão com o tal de sarcófago, muito descaramento, bastaria hj trocar os B777 que voam para Miami e Jfk e nenhuma rota Européia seria comprometida,quanta coisa infindada nesta matéria, fora o que os demais já observaram acima

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O tripulante não custa caro... caro custa é um avião no prédio da companhia...

O tripulante não custa caro... caro custa é 5% de ISS pra cada prefeitura...

O tripulante não custa caro... caro custa o tanto de tributo... caro custa levar o avião em MVD só para "importar" pois sai mais barato...

 

Enfim tem coisas muito mais caras do que a jornada do tripulante...

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Islander,

 

Aí é onde a senioridade deveria entrar! Quer voar a noite pela grana? Faz o BID, se sua senioridade permitir você voará! Quer voar de manhã? Faça o BID e sua senioridade diz se poderá fazer ou não...

Funciona bem em algumas empresas americanas que tenho amigos voando...

 

Abraços,

Vou colocar alguns questionamentos pra ampliar a discussão:

 

O problema de personalizar a escala é a parte salarial. Vai ter gente que vai querer os noturnos por conta do dinheiro, por exemplo, em detrimento da fadiga. Ai alguém sugere que se faça um teste. E garanto que vai ter um monte de gente aprendendo como se responde pra garantir um perfil noturno... Pra resolver isso, só mudando a forma de pagamento....

 

Porque a empresa tem que criar uma escala especial para quem mora fora da base contratual? Quem garante que o tripulante que vai pra casa tem melhor descanso do que vai pro hotel? Eu diria que em muitos casos é o contrário. Além disso, o tripulante tem que ter em mente que quem mora fora, precisa chegar BEM antes do início do voo. Tá cheio de colega que mora no Norte e NE do país, vem de extra num madrugadão pra assumir uma jornada lá pelas 8, 9 da manhã... Por melhor que seja o gerenciamento de fadiga da escala, esse colega vai estar um caco só...

 

Outro problema atual são determinadas regras para beneficiar uma empresa em benefício das outras na alocação de slots em CGH. Como é um bem valioso, as empresas precisam criar algumas artimanhas pra garantir a pontualidade. Aí que entra os tempos de solo.

 

Resumindo, é um problema sério e que tem diversas implicações.... algumas empresas já tem aplicado determinados processos pra gerenciar a fadiga, outras estão mais atrasadas no assunto.... mas é um assunto que veio pra ficar e ainda vai render ótimas discussões. E não é um problema que cabe apenas as empresas resolverem.

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Na minha opinião, os dois pilares de uma escala eficiente, são uma maior quantidade de folgas e uma maior quantidade de horas voadas.

Pelo fato que um tripulante voando, está produzindo para a empresa e quando o mesmo está folgando ele está cuidando da sua vida social e não está honerando a empresa com diárias, dsr e outras coisas.

Pra que isso seja feito só vejo um caminho:

Flexibilização da jornada e Legislação trabalhista aplicada, reformulação da Malha, programas Sérios de Gerenciamento de Fadiga e personalização da Escala dentro de uma viabilidade operacional.

Quando falo que o aeronauta é caro, não estou dizendo que ele ganha muito ou é um dos maiores custo no business das aéreas.

Apenas falo que empregado que tem baixa produtividade se torna caro. E isso é um problema em todos setores do nosso país, vide o nosso custo Brasil e o quanto um empregado regime CLT gera em dólares por hora trabalhada ou por um período de 30 dias. É só comparar com outros países e ver o quanto temos que melhorar

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Certa empresa prometeu qualidade de vida, e conseguiu entregar escalas com 75-80 hs e 15 folgas, estando o planejamento de escala sob a tutela de operações.

A mesma empresa entrega escala com 8 - 9 folgas hoje, um monte de inativos (pra quem não é do ramo, inativo é quando você fica um dia todo em uma cidade que não é sua base, sem voar, só no hotel ou passeando SEM PRODUZIR, e portanto, sem ganhar, mas gerando tb gastos pra empresa com diárias de alimentação e Hotel.

Onde quero chegar? É só querer, que mesmo com a atual legislação, dá sim pra fazer. Já foi feito.

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