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Pico da Ibituruna, Gov. Valadares: rampa fechada para a prática do voo livre


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Rampa do Pico da Ibituruna está fechada para a prática do voo livre
Incidente entre um parapente e um avião comercial motivou fechamento.
Parapente invadiu o espaço aéreo do avião e quase houve uma colisão.
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Rampa está fechada temporariamente e voo livre está impedido na cidade. (Foto: Diego Souza/G1)
Pilotos de asa delta e parapente não podem mais utilizar a rampa do Pico da Ibituruna, em Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais.

Uma das melhores rampas para decolagem de asa-delta e parapentes do mundo, a da Ibituruna foi fechada temporariamente após um incidente envolvendo um piloto e um avião comercial no dia 2 de junho, período em que competições de voo livre não são realizadas na cidade.
Um piloto de parente invadiu o espaço aéreo de um avião comercial, atitude proibida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e por pouco não aconteceu uma tragédia. “A aeronave se preparava para pousar, no aeroporto de valadares, mas felizmente piloto percebeu a presença do parapente e fez uma manobra, evitando a colisão. Apesar da manobra o avião ainda passou a 200 metros do parapente”, contou o secretário municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Juventude de Valadares, Fábio Brasileiro .
Entre passageiros e tripulantes, cerca de 70 pessoas estavam a bordo. A ANAC notificou a prefeitura e o incidente motivou a interdição da rampa de decolagem no Pico do Ibituruna e também da área de pouso, na Feira da Paz, no Centro da cidade. O piloto do avião também fez um Relatório de Prevenção (Relprev), que é um documento formal destinado ao relato voluntário de uma situação potencial de risco para a segurança operacional.
Apesar do risco, alguns pilotos estão infringindo a decisão que proíbe voos em Valadares. “Tivemos informações que no último final de semana alguns pilotos desrespeitaram a medida. Isso coloca em risco a vida dos próprios pilotos e o caso pode ser passado para a ANAC”, explica Fábio Brasileiro.
Governador Valadares sedia várias competições de voo livre, entre elas, etapas do campeonato nacional. Por nota, a ANAC disse que não regulamenta atividades de voos com parapentes e asa delta e nem homologa equipamentos para a prática esportiva. E ainda informou que o padrão mundial de esportes aéreos radicais é baseado em regras estabelecidas por associações.
De acordo com a prefeitura, a ANAC, junto com associações de voo livre, identificaram o piloto de parente que invadiu o espaço aéreo do avião. Ele é de São Paulo e logo depois do incidente pediu desculpas.
A Associação de Voo Livre Ibituruna (AVLI) prefere não questionar as reponsabilidades dos envolvidos no incidente. O presidente da AVLI, Abel Brasil diz que seria importante criar normas para estabelecer a prática de voo livre na cidade, fora de campeonatos, tudo para evitar o que aconteceu e não prejudicar o esporte na cidade.
“Também solicitamos a interdição das rampas e que um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) seja implementado e providências sejam tomadas para que fatos como este não venham a acontecer.
Apresentamos nosso parecer a Confederação Brasileira de Voo Livre que nos orientou no mesmo sentido de tomada de providências e aplicação das normas que regem o esporte. Esperamos assim que em curto prazo sejam implementadas algumas das sugestões, e com as providências acatadas tenhamos as rampas novamente liberadas", diz Abel Brasil.

Fonte: Diego SouzaDi G1 Vales de Minas Gerais 30/06/2015 17h55 - Atualizado em 30/06/2015 18h55
Rampa do Pico da Ibituruna é liberada para voos livres
As rampas de voo livre de Governador Valadares, interditadas no mês passado, foram liberadas neste final de semana. A suspensão dos voos foi uma medida de segurança adotada pela prefeitura depois que um piloto de parapente invadiu o espaço aéreo destinado às aeronaves. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a prefeitura e as associações vai organizar o esporte na cidade.
O TAC foi assinado pelos representantes da Associação Valadarense de Voo Livre (AVVL), Associação Voo Livre Ibituruna (AVLI), ambas de Valadares; da Associação Brasileira de Voo Livre (ABVL) e Prefeitura. O documento estabelece, entre outros, que a responsabilidade pela fiscalização do espaço aéreo e pilotos é das associações. A liberação é temporária e vai vigorar por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado até o acerto final das normas definitivas.
Até lá, cabe a prefeitura realizar a manutenção das vias de acesso, rampas e área de pouso oficial que fica na área da antiga Feira da Paz, Centro. “Essas medidas permitirão controle e mais segurança aos atletas, bem como a decolagem, voo e pouso das aeronaves que diariamente utilizam o aeroporto Coronel Altino Machado”, explica o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Fábio Brasileiro. As rampas foram interditadas dia 26 de junho.
“O mês é de férias e tem muitos pilotos na cidade. Precisávamos chegar a um acordo”, justifica Brasileiro. A partir desse acordo quem for decolar do Pico da Ibituruna terá que apresentar a um fiscal que ficará de plantão na serra, a carteirinha de associado ou de formação em curso de piloto. Todos os equipamentos de voo serão checados. Também receberá as coordenadas para que o espaço destinado às aeronaves não seja invadido.
Pico
O Pico da Ibituruna tem 1.123 metros de altitude e além das boas térmicas, ganhou fama por causa dos voos em todas as direções e facilidade no resgate. A logística oferecida pela cidade como hotéis, pousadas, bares e restaurantes é outro diferencial que deu à cidade o status de “capital mundial do voo livre” e “Havaí do voo livre”. A temporada é sempre de janeiro a abril. Em 2016 a cidade receberá uma final da Copa do Mundo de Paraglider.
FAB
A ocorrência que deu origem à interdição das rampas é de junho deste ano. De acordo com informações da Força Aérea Brasileira (FAB) o Relatório de Prevenção (RELPREV) 369/2015 informa que um piloto reportou a presença de um paraglider e de uma asa delta fora do espaço aéreo condicionado restrito (SBR-350), Pico da Ibituruna.
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) recomendou ao Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III), órgão responsável pela área, que realize ações preventivas e educativas junto à administração do aeroporto e associações, para que fossem esclarecidos os aspectos de segurança a serem observados pelos praticantes dessa atividade.
De acordo com a nota da FAB, nos últimos três anos, o DECEA recebeu somente este RELPREV da região de Valadares envolvendo a atividade aerodesportiva.
Fonte: Ana Lúcia Gonçalves para Hoje em Dia, via CECOMSAER 21JUL 2015

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