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Como o cenário econômico virou uma "tempestade perfeita" para a Gol


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TAM e GOL evidenciam ‘estragos’

da crise que o Brasil atravessa

Presstur 14-08-2015 (10h40) Queda do PIB, inflação e desvalorização da moeda são os três ‘ingredientes’ da crise que o Brasil atravessa identificados pelas suas maiores companhias aéreas, a TAM, do grupo LATAM, e a GOL, na apresentação de resultados do segundo trimestre, no qual, mesmo em reais, a primeira teve uma queda da receita unitária em 12,1% e a segunda em 12,4%.

O efeito, ampliado pela identificação de uma queda acentuada do tráfego corporate, que é o principal consumidor das tarifas mais elevadas, é que tanto TAM como GOL vão reduzir ainda mais as suas operações no Brasil.

“No contexto de um ambiente macroeconómico mais fraco no Brasil, provocado por um aumento da inflação e uma forte desvalorização do real brasileiro em relação ao dólar, a companhia decidiu rever em baixa a sua expectativa para a margem operacional para aproximadamente 3,5% a 5%, que compara com a nossa expectativa anterior de 6% a 8%”, anunciou o LATAM.

A informação prossegue com a indicação que em capacidade de transporte de passageiros pelas suas companhias, LAN e TAM, o grupo passou a prever um aumento este ano em 2% a 4%, com +4% a +6% em voos internacionais, também +4% a +6% em voos domésticos da LAN no Chile, Argentina, Peru, Equador e Colômbia, mas uma redução em 2% a 4%.

Adicionalmente, o grupo, que começa o seu balanço do segundo trimestre a assinalar que “não é imune às condições macroeconómicas desafiadoras que têm afectado as economias da América do Sul, especialmente o Brasil”, avança que além de reduções de capacidade no mercado doméstico brasileiro está a rever os seus planos de frota, designadamente a avaliar a hipótese de adiar a recepção de um número não especificado de aviões de longo curso cujas entregas estavam programadas para 2017 e 2018.

O documento sublinha que, porém, estas medidas são “a resposta necessária aos desafios correntes, mas de forma nenhuma alteram” os seus planos estratégicos de longo prazo, designadamente reforçar os seus hubs em São Paulo Guarulhos e em Brasília e o “estudo de viabilidade” da criação de um hub no Nordeste.

As respostas da GOL vão no mesmo sentido, com o seu presidente, Paulo Sérgio Kakinoff, em mensagem aos accionistas relativa ao segundo trimestre, anuncia “uma nova projecção de oferta para o ano de 2015, com o intervalo de zero até uma redução de 1% no número de assentos para o mercado doméstico, resultando em uma redução entre 2% a 4% no segundo semestre, quando comparado ao mesmo período de 2014”.

“Acompanharemos a evolução do cenário ao longo dos próximos meses e, se for necessário, revisitaremos esse índice. Vale ressaltar que estamos sempre avaliando a revisão de todas as medidas das projecções, especialmente nessa fase tão desafiadora e volátil que atravessa a economia do país”, acrescenta.

Paulo Sérgio Kakinoff, que começa a mensagem aos accionistas dizendo que “o resultado financeiro do segundo trimestre deste ano reflecte o cenário desafiador pelo qual passa a economia do país”, especificando “a desvalorização do Real frente ao dólar em 40,9% na comparação com o mesmo período de 2014, e a inflação que regista 9,56% no acumulado dos últimos doze meses”, sublinha que “a GOL desde 2011 é a companhia área que mais reduziu a oferta de assentos dentre as empresas que servem o mercado domestico, totalizando cerca de 7,0 mil milhões de ASK ou 14%”.

 

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Pela pouca experiência que tenho, não é muito bom se vangloriar de ser a empresa que mais reduziu a oferta de assentos dentre as empresas que servem o mercado doméstico.

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