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Concessões de aeroportos devem gerar investimentos de R$ 7,1 bilhões


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Concessões de aeroportos devem gerar investimentos de R$ 7,1 bilhões

A Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU) os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental para as próximas concessões de aeroportos previstas pelo governo, que devem gerar investimentos de R$ 7,1 bilhões.

Estão incluídos nesse pacote os aeroportos Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Salvador (BA), Hercílio Luz, em Florianópolis (SC), e Pinto Martins, em Fortaleza (CE).Os investimentos previstos são de R$ 2,8 bilhões em Salvador; R$ 1,8 bilhão em Fortaleza; R$ 1,7 bilhão em Porto Alegre; e R$ 918 milhões em Florianópolis.

Os valores compreendem todo o período de vigência das concessões. À exceção do aeroporto Salgado Filho, que será concedido por 25 anos, o prazo dos demais vai ser de três décadas. A Infraero não terá participação acionária nas operações.

As principais obras a serem realizadas incluem expansão das pistas de pouso e decolagem, novos terminais ou expansão dos já existentes, ampliação das áreas de pátio das aeronaves, terminal de cargas, entre outros. Será exigida a antecipação de 25% do valor de outorga já na assinatura do contrato. A estimativa geral das outorgas é de R$ 3 bilhões para as quatro bases aéreas.

A entrega dos estudos ao TCU representa mais uma etapa no processo de concessão. Depois de analisados e aprovados, eles serão encaminhados à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), encarregada de elaborar edital e minuta de contrato.

Para Guilherme Ramalho, ministro da Aviação, o leilão deve ocorrer no primeiro semestre de 2016. "Estamos mantendo o cronograma absolutamente em dia. Entregamos os estudos ao TCU, conforme tínhamos programado no início do processo, em junho deste ano. Mais uma etapa foi cumprida e isso reforça nossa convicção de realizar o leilão entre maio e junho do próximo ano", avaliou.

Fonte: AQUI ACONTECE (AL) via CECOMSAER 24 DEZ 2015

 

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Queda de renda e desvalorização cambial pressionam aeroportos do Brasil, diz Fitch

Pelas projeções, a economia brasileira deverá diminuir 2,5% em 2016, o que poderá pressionar ainda mais o tráfego de passageiros, a carga e as receitas comerciais

 

Agência Estado

postado em 07/01/2016 19:37 / atualizado em 07/01/2016 19:49

 

 

São Paulo, 07 - O fraco desempenho macroeconômico do Brasil deverá pressionar o setor de aeroportos em 2016, porque a redução na renda real, a desvalorização cambial, a disponibilidade de crédito e a confiança geral reduzirão o tráfego de passageiros, afirma a Fitch Ratings. A agência cita relatório recente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que indica que a demanda por viagens aéreas diminuiu 1,1% ao longo dos últimos seis meses - novembro de 2015 foi o quarto mês consecutivo de contração do tráfego doméstico.

 

"Durante este período, o tráfego internacional de passageiros decresceu 2,3% e 2,2%, respectivamente, nos aeroportos de Guarulhos e do Galeão, os dois maiores hubs internacionais do Brasil. Juntos, estes aeroportos respondem por aproximadamente 85% do tráfego internacional do país", lembra a Fitch.

Pelas suas projeções, a economia brasileira deverá diminuir 2,5% em 2016, o que poderá pressionar ainda mais o tráfego de passageiros, a carga e as receitas comerciais. Na visão da agência, isto terá implicações a longo prazo, pois muitos modelos de negócios aeroportuários dependem de aumentos de receitas para atender ao crescente serviço de dívida e às altas outorgas fixas, de R$ 1 bilhão por ano no caso de Guarulhos e de R$ 160 milhões no de Viracopos. Os cenários da Fitch incorporam crescimento de 0% nos dois aeroportos em 2016.

Privatização

Para a agência, o desempenho financeiro dos aeroportos, abaixo das expectativas, também deverá ter impacto negativo nos planos do governo de privatizar quatro aeroportos nos próximos seis meses. "O governo federal anunciou esta intenção em meados de 2015, em seu Plano de Investimento em Logística II (PIL II). Estes aeroportos têm apresentado comportamentos distintos de tráfego de passageiros. De junho a novembro de 2015, Florianópolis aumentou 3,1%; Porto Alegre diminuiu apenas 1,6%; enquanto o tráfego de Fortaleza caiu 6,2% e o de Salvador, 10,7%."

Na visão da Fitch, a queda do tráfego pressionará as ofertas nos leilões destes aeroportos, aliada ao fato de suas localizações serem menos estratégicas; às condições menos vantajosas de pagamento de outorga fixa nas concessões (25% de seus pagamentos são devidos logo no início); além da menor participação do governo nas concessionárias.

 

 

http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2016/01/07/internas_economia,723015/fitch-queda-de-renda-e-desvalorizacao-cambial-pressionam-aeroportos-d.shtml

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