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Entrevista: as estratégias da Gol para se recuperar da queda de 84% na Bolsa em 2015


EPG

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Entrevista: as estratégias da Gol para se recuperar da queda de 84% na Bolsa em 2015

 

SÃO PAULO - Em março, o vice-presidente da Gol (GOLL4), Edmar Lopes, já afirmava que "o problema [da queda da Gol] não está na companhia, o problema está no Brasil". Parecia já ser um prenúncio do péssimo ano que tanto o País quanto a companhia aérea teriam: o PIB (Produto Interno Bruto) acelerou sua recessão, o dólar seguiu em disparada e elevou consideravelmente os custos da Gol - cerca de 60% dos custos estão em moeda estrangeira - e a empresa perdeu muito valor de mercado na Bovespa.

 

No ano, a Gol terminou como uma das piores ações da bolsa brasileira, com queda acumulada de 83,79% (cotação de fechamento do dia 23/12). Apesar disso, a Gol se diz preparada para sair desta crise de forma robusta. Em entrevista exclusiva ao InfoMoney para o "Especial Onde Investir em 2016", o diretor Financeiro e de Relação com Investidores da Gol, Eduardo Masson, falou sobre as estratégias que a empresa adotou durante 2015 e como está se preparando para o enfrentar a continuidade da crise durante o próximo ano. Entre os assuntos, o executivo comentou a situação da dívida da empresa, um possível aumento do preço das passagens, além do cenário para possíveis fusões ou aquisições.

 

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Eduardo Masson, diretor Financeiro e de Relação com Investidores da Gol (André Lessa)

Eduardo Masson, diretor Financeiro e de Relação com Investidores da Gol (André Lessa)

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Confira a entrevista:

 

Infomoney - Quais foram as estratégias adotadas pela companhia durante o ano para se adequarem a este cenário de crise e conseguirem sustentar seu negócio?

Eduardo Masson - O mercado está desafiador para todas as companhias aéreas e a desaceleração da economia realmente teve grande impacto no setor. Nossa estratégia foi dar continuidade ao plano de 2015 fazendo os ajustes necessários em nossa malha para nos adaptarmos ao atual cenário. Vale lembrar que mesmo antes dessa crise, já vínhamos adotando um modelo de flexibilidade que graças a nossa frota única nos permite direcionar nossa oferta para destinos mais demandados.

 

Mantivemos nosso foco em oferecer sempre a melhor experiência aos clientes, anunciando novidades importantes, como a nova marca que reforça um novo padrão de entrega da companhia: somos a aérea mais pontual dos últimos 3 anos, temos a maior oferta de assentos com classificação A de conforto da Anac e a malha mais completa entre as aéreas brasileiras no mercado doméstico. Além de forte investimento em tecnologia como o anúncio de que teremos internet wifi a bordo a partir de meados de 2016 e a liberação do uso de equipamentos eletrônicos à bordo em modo avião.

 

IM - Sem perspectivas de melhora, é possível que no próximo ano os custos maiores sejam repassados em peso para os preços das passagens?

EM - Somos a maior companhia aérea de baixo custo e melhor tarifa da América Latina, mantendo o modelo de precificação dentro do conceito low cost, que é totalmente dinâmico. Conseguimos aliar segurança, eficiência e operação enxuta, possibilitando uma operação de baixo custo e, consequentemente, oferecendo as melhores tarifas para nossos clientes.

 

IM - A companhia passou os últimos anos se reestruturando para tentar voltar a lucrar e quando o negócio de vocês finalmente estava próximo de uma virada sustentável, a crise piorou. Qual a sensação dentro da empresa, foi um trabalho perdido?

EM - O cenário de 2015 tem sido bastante desafiador e temos trabalhado para enfrentar as adversidades. Otimizamos custos e despesas, revisamos contratos, implementamos novos processos, ferramentas e sistemas para aprimorar a empresa e manter nossa qualidade aos clientes. Nossa estratégia tem sido racionalizar a capacidade e otimizar a malha doméstica. Esse trabalho irá continuar e manterá a companhia cada vez mais forte durante essa travessia.

 

IM - Como está a situação da dívida de vocês, principalmente a parte denominada em dólar?

EM - A maioria das nossas dívidas estão no longo prazo, e continuaremos com a estratégia de não ter grandes vencimentos no horizonte dos próximos dois anos.

 

IM - E o caixa, quais estratégias estão sendo tomadas para sustentar o caixa da companhia?

EM - O nosso caixa terminou o terceiro trimestre com o valor de R$ 3,1 bilhões, representando 31% de nossa receita líquida dos últimos doze meses - um dos percentuais mais altos da indústria. Para encararmos os desafios deste momento, temos adotado uma série de medidas internas que já começam a mostrar efeito e nos ajudam na proteção deste caixa.

 

A primeira e mais essencial delas tem sido o controle rígido de nossas despesas, com a revisão de projetos, processos e gastos do dia a dia com o objetivo de ajudar a companhia a reduzir ainda mais seus custos. Também estamos focados no aumento da nossa eficiência, buscando alternativas para ganhos de produtividade, priorizando sempre nossa segurança e a melhor experiência de voar GOL.

 

O que pensam os analistas sobre a situação da Gol

JP Morgan A persistência de um fraco ambiente econômico no Brasil e incertezas em relação aos preços de combustível de aviação devem trazer uma pressão significativa para o preço da ação. Nós ainda esperamos que a GOL entregue margens operacionais negativas para este ano e o próximo, níveis que podem levar a um fluxo de caixa negativo. Recomendação é undeweight (semelhante a venda).

Bradesco BBI Além de negociar bastante descontada, a companhia, assim como todo o setor, tem anunciado corte de capacidade buscando aumentar a rentabilidade da indústria, e entre o universo de cobertura do banco, a Gol é a mais beneficiada por este gerenciamento de capacidade. Além disso, a exposição de 90% ao mercado interno favorece a empresa. Por fim, o caixa atual da Gol é suficiente para os próximos dois anos e as medidas anunciadas pela direção preservaram dinheiro no quarto trimestre. Recomendação outperform (semelhante a compra).

Banco do Brasil BBI Acreditamos que as estratégias adotadas pela Gol para enfrentar os desafios dos próximos dois anos são positivos e promissores. No entanto, acreditamos que a tarefa é complexa e a eficácia exigirá toda a capacidade da empresa de executar o que a administração projeta. Entendemos que pode não haver recuperação do nível de rendimentos, no entanto, muito mais ligado a um alinhamento de todo o mercado, do que sobre um efeito da maior demanda por passagens aéreas em si, uma vez que a tendência é que a demanda ainda sofra uma desaceleração no próximo ano.

IM - Diante da crise que o País passa, como a empresa vê o cenário para possíveis fusões ou aquisições?

EM - É natural que o movimento de fusões e aquisições fique mais aquecido em momentos de crise como este. Porém, na Gol, não há nada em curso nesse sentido atualmente.

 

IM - Qual a expectativa para o próximo ano? Como continuar trabalhando nesta crise que deve durar pelo menos todo 2016?

EM - É claro que devemos nos adaptar à nova realidade econômica do país e por isso estamos elaborando estratégias para o próximo ano. Já anunciamos uma redução no número de decolagens domésticas entre 4% e 6% no primeiro semestre. Esta racionalidade de capacidade e otimização da malha visam ajustar nossa rede à atual demanda.

 

Para isso, aumentaremos o número de aeronaves que enviamos todos os anos para operar em formato de subleasing, uma espécie de aluguel de aeronaves, para operar na alta temporada europeia, durante a nossa baixa estação que passará dos atuais 7 em 2015 para 12 em 2016. Fortaleceremos nossos hubs Guarulhos, Brasília e Galeão, para aumentar a conectividade de nossa operação, mantendo nossa grande oferta de destinos nacionais. Além disso, reforçaremos nossas parcerias de interline e codeshare para disponibilizar uma malha cada vez mais robusta aos nossos clientes.

 

IM - Por fim, qual a mensagem você passa para os investidores, tanto em relação ao complicado ano de 2015 como também para o próximo ano? Com uma queda tão forte das ações, por que os investidores devem seguir otimistas com as ações da GOL?

EM - A Gol é uma empresa consolidada nacionalmente e que está preparada para continuar enfrentando adversidades, caso elas existam. Estamos confiantes que nosso trabalho, aliado às medidas adotadas pela companhia nos levarão a superar os desafios com segurança e liquidez, garantindo que saiamos mais fortalecidos desta travessia, prontos para retomar nossa trajetória de sucessos e conquistas.

 

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http://www.infomoney.com.br/gol/noticia/4472328/entrevista-estrategias-gol-para-recuperar-queda-bolsa-2015

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Essa ideia de fusão é quase constante, independente da época. Diversos executivos de companhias brasileiras já colocaram - e ainda colocam - o Brasil como um dos mercados mais disputados do mundo, apesar de ser taxado como duopólio. Mas é um assunto complexo, um processo de fusão, principalmente agora com o custo lá no alto e todos no vermelho, não deve ser nada fácil e muito menos barato.

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Alguma fusao ou aquisicao deve estar pra acontecer...

Ja ouvi rumores seria com azul,mas a Azul não tem caixa para comprar a Gol

 

é mais fácil a gol comprar a azul...o gringo achou que seria fácil...é melhor ele ir cuidar da tap, lá é um pouco mais fácil do que aqui...

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é mais fácil a gol comprar a azul...o gringo achou que seria fácil...é melhor ele ir cuidar da tap, lá é um pouco mais fácil do que aqui...

Poderia por gentileza informar da aonde vc retirou os dados econômicos para fazer tal afirmacao?

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Posted · Hidden by A345_Leadership, December 29, 2015 - que fineza!
Hidden by A345_Leadership, December 29, 2015 - que fineza!

Poderia por gentileza informar da aonde vc retirou os dados econômicos para fazer tal afirmacao?

 

vá atrás, meu caro.

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Aviação global se recupera, mas Brasil é exceção

 

A aviação brasileira estará na contramão do setor em 2016. Enquanto no mundo, a maioria das companhias aéreas globais vai transportar mais pessoas, cobrar menos pelas passagens e, ainda assim, capturar lucros maiores - graças ao petróleo mais barato, que reduz custos -, no Brasil haverá menos gente voando por causa da recessão, os prejuízos serão inflados pelo dólar valorizado, e os bilhetes tendem a ficar mais caros porque as empresas vão cortar parte da oferta.

Segundo projeções atualizadas pela Iata este mês, a demanda pelo transporte aéreo global em 2016 vai aumentar 6,9% em número de passageiros ante 2015, um ritmo superior à expansão de 6,7% apurada este ano.

Apesar disso, a receita das companhias aéreas no mundo vai avançar a um ritmo mais moderado, de 0,9%, para US$ 717 bilhões, por causa do barateamento das passagens. Em média, o yield - quanto cada pessoa embarcada paga para voar um quilômetro - vai cair 5% em 2016, após um recuo que já foi de 18% em 2015. "A queda dos preços do petróleo e o aumento de demanda estão permitindo às companhias cobrarem tarifas mais baixas por causa da escala", disse o economista chefe da Iata, Brian Pearce.

Além da maior escala, as aéreas terão a ajuda do combustível mais barato. O petróleo, que representa perto de 40% dos custos operacionais da aviação, deve seguir em 2016 cotado ao redor de apenas um quinto das cotações de 2014.

Por isso, as aéreas vão lucrar mais em 2016. O ganho líquido somado do setor vai atingir US$ 36,3 bilhões, segundo a Iata, ou 10% mais que em 2015. Esse ganho vai garantir uma margem em relação ao lucro antes de juros e impostos - a chamada margem Ebit - de 8,2%. A melhor rentabilidade desde 2000, antes do ataque às Torres Gêmeas, em Nova York, que afetou a demanda global pela aviação.

"A indústria aérea vai entregar em 2016 a seus acionistas um desempenho financeiro e operacional sólido. Ao mesmo tempo, os passageiros vão se beneficiar de tarifas mais competitivas e de investimentos em produtos. Os níveis de emprego no setor também vão crescer", disse o presidente da Iata, Tony Tyler, durante encontro anual da entidade, este mês, em Genebra, na Suíça.

Mas ele alertou que essa não é a realidade do Brasil. Muito pelo contrário. "Apesar das tarifas já muito achatadas, o crescimento não ocorre", disse o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz. Segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, os preços das passagens tiveram queda de 38,16% no acumulado do ano até novembro. "O resultado atual já ruim vai piorar ano que vem".

A demanda pelo transporte aéreo doméstico no Brasil nos onze primeiros meses de 2015 ainda resiste com uma variação positiva, de 1,4%, segundo levantamento da Abear. Mas esse quadro foi construído no primeiro semestre. Após quatro retrações mensais seguidas - de 0,6% em agosto, de 0,8% em setembro, de 5,7% em outubro e de 7,9% novembro -, a curva passou a apontar encolhimento em 2015. O que não acontecia no Brasil desde 2003. "A recessão e a crise política levaram o setor a regredir anos" afirmou Sanovicz.

Ontem, a Agência Nacional de Aviação Executiva (Anac) apresentou dados semelhantes: demanda doméstica em retração de 7,5% em novembro e leve expansão de 1,5% no acumulado do ano.

Em 2016, a recessão econômica e desvalorização do real, já superior a 50%, devem corroer ainda mais as receitas e inflar despesas das companhias aéreas brasileiras por pelo menos mais seis trimestres, calculam TAM, Gol, Azul e Avianca.

Enquanto no mundo as empresas aéreas comemoram o aumento da rentabilidade, no Brasil os prejuízos já ultrapassam R$ 4,2 bilhões em 2015. Isso sem contabilizar os últimos meses do ano.

De janeiro a setembro, a líder TAM acumulou prejuízo de US$ 171,6 milhões. A Gol, segunda maior do mercado, perdeu R$ 3,2 bilhões no período. Azul e Avianca, que só apresentaram resultados até junho, acumularam no primeiro semestre perdas de R$ 236,7 milhões e R$ 38,6 milhões, respectivamente.

Em entrevista ao Valor este mês, a presidente da TAM, Claudia Sender, afirmou que os "yields" [quanto cada passageiro paga em média para voar um quilômetro] estão em patamares muito baixos, o que fará a indústria tentar recompor preços, com redução da oferta de assentos. A TAM cortou a capacidade em 10% no Brasil neste segundo semestre e vai reduzir mais 9% em 2016.

Ao mesmo tempo, sua controladora Latam vai reduzir em 40% os investimentos em frota no período de 2016 a 2018 para economizar US$ 3 bilhões e preservar caixa, de US$ 1,6 bilhão.

A Gol também vai cortar oferta em 2016 e adiar o recebimento de onze novas aeronaves que deveria receber ano que vem. A Boeing vai enviar ao Brasil quatro novas aeronaves para a Gol, em vez das 15 planejadas. O restante, apenas após 2017.

Claudia Sender, da TAM, diz que o impacto da crise brasileira só não será maior porque a empresa faz parte de um grupo continental, a Latam, que está crescendo em outros mercados, como Colômbia, Peru e Chile.

De fato, segundo a Iata, a aviação na América Latina terá um lucro acumulado em 2016 de US$ 400 milhões, após fechar 2015 com perdas de US$ 300 milhões. Isso porque LAN, Copa Airlines, Aeromexico e Avianca Colômbia influenciam positivamente os números. Já TAM, Gol, Azul e Avianca jogam os indicadores para baixo.

Conteúdo do Valor.

http://www.defesanet.com.br/aviacao/noticia/21199/Aviacao-global-se-recupera--mas-Brasil-e-excecao/

Podem começar a devolver 50% da frota atual.....

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Phajet, sem ser torcedor ou outra coisa, mas a gol não tem como comprar nada nem

Ninguém, e a única empresa que conheço que dá prejuízo monstro, valor de mercado desaba e caixa aumenta, é claro, acha que está tudo bem....

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Phajet, sem ser torcedor ou outra coisa, mas a gol não tem como comprar nada nem

Ninguém, e a única empresa que conheço que dá prejuízo monstro, valor de mercado desaba e caixa aumenta, é claro, acha que está tudo bem....

Claro que é a única que você conhece, ela é a única que divulga seus balanços devido a ações na bolsa, ou você acha que Azul, Avianca e Tam estão dando lucro aqui no Brasil?

 

http://aerojoaopessoa.blogspot.com.br/2015/10/azul-sai-de-lucro-para-prejuizo-de-r.html

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Claro que é a única que você conhece, ela é a única que divulga seus balanços devido a ações na bolsa, ou você acha que Azul, Avianca e Tam estão dando lucro aqui no Brasil?

 

http://aerojoaopessoa.blogspot.com.br/2015/10/azul-sai-de-lucro-para-prejuizo-de-r.html

 

a tam não divulga? o que é isso então: começa na p. 34.

 

http://www.imprensaoficial.com.br/PortalIO/DO/BuscaDO2001Documento_11_4.aspx?link=/2015/empresarial/marco/20/pag_0034_AHTFRKSPOGQ81e5OEFN2IIA2KFC.pdf&pagina=37&data=20/03/2015&caderno=Empresarial&paginaordenacao=100034

 

 

 

pela legislação brasileira, mesmo não sendo de capital aberto, empresa S.A. é obrigada a publicar suas demonstrações contábeis.

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Tem caixa porque vive pegando emprestado/vendendo participações, não é gerado pela atividade em si.

A Golsempre insite em afirmar que tem mais de 3 bilhões em caixa, mas seu patrimônio líquido negativo estava até setembro,final do 3Tr 3,2 bilhões negativo, ou seja, nem o caixa cobriria seus débitos com uma dívida que somava mais de 16 bilhões , e como tu disseste, a caixa é fruto de debêntures e empréstimos feitos, não de lucro, isso é triste e preocupante

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Srs.,

Eu ficaria surpreso se fosse o contrário.

Os números da GOL são temerários.

 

Esta empresa a 5 anos tem:

Lucro EXPRESSIVAMENTE NEGATIVO, sendo que em 15 foi de -3.7bi;

Caixa Líquido negativo,

Dívida explodindo, partindo de 4.9bi em 11 para 9.4bi em 15

A receita segue com crescimento moderado, de 7.5bi em 11 a 9.8bi em 15

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Vou levar pedradas, mas com PL negativo, restaria entrar em concordata.

 

Ela não entra por que, na cultura empresarial brasileira, quem pede concordata é por que vai falir. É diferente da situação americana em que o Chapter 11 é visto como uma proteção para reestruturação e baixar custos e dívidas.

 

Não só no setor aéreo, em geral, os empresários e executivos brasileiros preferem tentar resgatar a empresa até o último centavo do caixa. Só quando está na iminência de quebrar, é que pedem concordata.

 

As 3 majors americanas, AC e AV entraram em concordata, todas depois disso tiveram ótimos resultados financeiros.

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Por enquanto não tem porque pedir recuperação judicial, os prejuízos estão sendo bancados pelos sócios/investidores. Os fornecedores/funcionários/impostos estão sendo pagos em dia. Se continuar tendo prejuízo operacional, e consumir o caixa (capital de giro), aí a coisa pode mudar de figura.

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A anac divulga sempre os valores

E acho muita coisa estranha ali, empresa declarando ter 600 reais em caixa, Abaeté sem voar e dando prejuizo (pq não suspende a atividade), SETE colocando Brasilias e Caravans com valores muito depreciados, enfim não sei se confio no que a ANAC divulga (na verdade espelho do que as empresas enviam a ela).

 

O fato é, a GOL teve 2 grandiosos vacilos: VARIG e WEBJET e querendo ou não reflete no presente... só uma empresa aérea regular está bem atualmente, chama-se Nenhuma Linhas Aéreas...

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E acho muita coisa estranha ali, empresa declarando ter 600 reais em caixa, Abaeté sem voar e dando prejuizo (pq não suspende a atividade), SETE colocando Brasilias e Caravans com valores muito depreciados, enfim não sei se confio no que a ANAC divulga (na verdade espelho do que as empresas enviam a ela).

 

O fato é, a GOL teve 2 grandiosos vacilos: VARIG e WEBJET e querendo ou não reflete no presente... só uma empresa aérea regular está bem atualmente, chama-se Nenhuma Linhas Aéreas...

O padrão de contabilidade da ANAC é diferente da Gol, que usa os parâmetros americanos.

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O padrão de contabilidade da ANAC é diferente da Gol, que usa os parâmetros americanos.

 

sim. é diferente, mas a GOL usa o IFRS (International Financial Reporting Standards) - padrão internacional para que investidores do mundo todo possam comparar os resultados de diferentes empresas e setores, independente do país,

 

o padrão americano é o US GAAP.

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CVM ITR 9M15: http://ri.voegol.com.br/download_arquivos.asp?id_arquivo=058B203A-E4B9-4830-A664-C01799ECD265

 

Na pag. 15, resultado consolidado 9M15 , prejuízo atribuído aos controladores R$3.279.280 (mil)

 

 

SEC: http://www.sec.gov/Archives/edgar/data/1291733/000129281415002692/goldf3q15_6k.htm

 

Na pag. 19, Loss of the period (01/01 a 30/09/15) R$3.279.280 (mil)

 

 

Same shit....

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