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Fabricantes de aviões ainda veem céu de brigadeiro na Ásia


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Por GAURAV RAGHUVANSHI

Atualizado Terça-Feira, 16 de Fevereiro de 2016 19:32 EDT


Fabricantes de aviões como a Boeing Co., Airbus Group SE e Embraer SA afirmam não temer que a desaceleração econômica da Ásia, principalmente na China, prejudique as vendas naquele que é hoje o mercado de aviação que mais cresce no mundo.


Ao contrário, algumas ainda estão tentando acompanhar o ritmo da demanda.


“Minha maior preocupação é não conseguir fabricar todos os aviões que já vendemos”, disse John Leahy, diretor de operações da Airbus, numa coletiva de imprensa realizada durante o Singapore Airshow, a feira internacional de aviação que começou ontem em Cingapura.


Os mercados financeiros têm se preocupado com a desaceleração da China. Em 2015, o ritmo do crescimento da segunda maior economia do mundo foi o mais lento em 25 anos, 6.9% (muitos economistas dizem acreditar que o dado verdadeiro seja em torno de 6%). Mas a China ainda está crescendo mais rapidamente do que qualquer outra grande economia e, juntamente com a Índia e o Sudeste Asiático, continua entre os mercados de maior expansão no setor de aviação.


A Airbus estima que, ao longo dos próximos 20 anos, a região da Ásia e Oceania vai demandar 12.800 novos aviões, um volume avaliado em US$ 2 trilhões. Isso representaria 40% da demanda global prevista pela empresa europeia, que é de 32.600 aeronaves no período.


Ainda de acordo com a Airbus, a expectativa é que o número de passageiros na Ásia vai continuar crescendo 5,6% anualmente ao longo dos próximos 20 anos. A empresa europeia continua otimista com relação à China, onde pretende entregar 800 aviões entre este ano e 2020. Leahy também diz acreditar que número de passageiros no país deve apresentar um crescimento anual de 10% o ao longo dos próximos anos.


Já a concorrente Boeing projeta que a Ásia vai absorver 14.330 aeronaves ao longo dos próximos 20 anos, 38% da demanda global prevista pela empresa americana. “A história na Ásia só vai ficar melhor”, diz Dinesh Keskar, vice-presidente sênior de vendas de vendas da Boeing para o Sudeste Asiático e a Índia.


A Embraer, que fabrica aviões de menor porte que os da Airbus e da Boeing, estima que nos próximos 20 anos a região da Ásia e Oceania vai receber 1.570 novos jatos com capacidade para transportar entre 70 e 130 passageiros.


“Estamos aproveitando o embalo da China”, diz John Slattery, diretor comercial da Embraer Aviação Comercial. Apesar da pequena desaceleração no produto interno bruto da China, “o mercado de aviação continua a crescer a [uma taxa de] dois dígitos”, diz ele.


As vendas na área de aviação comercial na Ásia e Oceania vão crescer a uma taxa anual nominal de 9,2% em dólar entre este ano e 2020, superando a taxa global de 7,5%, estimou Rajiv Biswas, economista-chefe da IHS Global para a Ásia e Oceania, num relatório recente.


A queda nos preços do petróleo tem ajudado as companhias aéreas a reduzir custos. Os gastos com combustíveis representam cerca de um terço das despesas totais dessas empresas na Ásia, diz Biswas.


Nenhuma encomenda foi cancelada ou adiada por clientes asiáticos, disseram executivos da Boeing e da Embraer em respostas a repórteres. Leahy disse que não há nenhuma negociação com nenhum cliente, “fora do curso normal dos negócios”, sobre redução de encomendas. A Airbus divulgou ontem que a Garuda Indonesia, companhia aérea indonésia, cancelou a encomenda de sete aviões A330 em janeiro. A Airbus não quis comentar sobre o assunto.


Arif Wibowo, diretor-presidente da Garuda, disse que a empresa estava avaliando ofertas, tanto da Boeing como da Airbus, de novos aviões remodelados a partir de modelos anteriores e pode encomendar até 30 aviões de fuselagem larga neste ano. A empresa pode substituir algumas encomendas de modelos mais antigos por outros mais recentes, disse ele, antes de a Airbus anunciar o cancelamento das sete aeronaves.


Nenhuma grande encomenda foi anunciada no primeiro dia do evento de Cingapura, que vai até o fim desta semana.


Em outubro, a Airbus anunciou que ampliaria até 2019 a produção do seu modelo mais vendido, o A320, das atuais 42 para 60 unidades por mês. Ela já havia anunciado previamente planos de elevar a produção mensal para 50 unidades no próximo ano. A Boeing planeja elevar a produção do modelo concorrente, o 737, para 57 unidades por mês em 2019.


Alguns dos principais clientes da Airbus são asiáticos: a InterGlobe Aviation Ltd., da Índia, que opera a IndiGo; a AirAsia Bhd., da Malásia; e a Lion Air Group, da Indonésia, fizeram encomendas de centenas de aeronaves nos últimos anos.


Vários analistas dizem que as companhias aéreas asiáticas podem ter se precipitado: o crescimento do número de passageiros das empresas do Sudeste Asiático, por exemplo, está aquém do crescimento da frota. Em 2014, a AirAsia se viu obrigada a pedir o adiamento da entrega de algumas aeronaves que tinha encomendado.



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