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ITA terá núcleo de inovação neste ano, diz reitor


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ITA terá núcleo de inovação neste ano, diz reitor

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) vai inaugurar este ano um núcleo de inovação no Parque Tecnológico de São José dos Campos para intensificar o desenvolvimento de projetos com a indústria. A instituição está expandindo a atuação do seu Centro de Competência de Manufatura (CCM), que conta com uma carteira de 20 projetos com empresas brasileiras nas áreas de automação da manufatura, processos e manufatura digital.

Um dos projetos em destaque, segundo o reitor Anderson Ribeiro Correia, que assume oficialmente o cargo nesta sexta-feira, é feito com a Embraer. Correia explica que a empresa, com o apoio da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), está investindo R$ 9 milhões para automatizar a operação de junção de algumas peças das asas dos seus novos jatos, os E-Jets E2. O primeiro protótipo desses aviões, o modelo E190E2, será apresentado amanhã na sede da empresa.

“O objetivo é ganhar uma redução de tempo de 80% nas operações de solda durante o processo”, disse. O ITA, segundo o reitor, já tinha desenvolvido projeto semelhante com a Embraer para a automação da montagem da fuselagem dos jatos. Robôs industriais passaram a fazer o alinhamento de grandes segmentos cilíndricos da fuselagem, furações precisas e aplicação de prendedores (rebites) na estrutura.

O projeto de automação das asas será feito nas novas instalações do CCM, dentro do Laboratório de Automação e Manufatura (LAM). A Petrobras, explica o reitor do ITA, também quer aplicar essas tecnologias de automação para a construção de reservatórios de óleo e gás de grande porte.

Novos processos de manufatura também estão sendo desenvolvidos pelo ITA junto com a empresa brasileira Akaer, parceira da sueca Saab no desenvolvimento do caça supersônico Gripen NG para a Força Aérea Brasileira (FAB). “Nossos alunos e pesquisadores trabalharão em conjunto com a Akaer nesse projeto dentro da empresa”, disse.

O reitor comenta ainda que pesquisadores da área de engenharia aeronáutica da universidade sueca de Linköping e do KTH Royal Institute of Technology já estão trabalhando no ITA para transmitir conhecimentos na área de aviação de caça, não só relacionados a aeronave Gripen mas também às novas gerações de caças que entrarão em serviço até 2030. “Dois professores do ITA também foram para a Suécia para fazer intercâmbio nessa área no âmbito do programa dos caças”, disse.

A Embraer é a principal indústria brasileira parceira do ITA no desenvolvimento de projetos. O Programa de Especialização de Engenheiros da Embraer (PEE), por exemplo, é ministrado por professores do ITA. “Já ajudamos a formar mais de 1500 engenheiros desde 2001”, destacou o reitor.

Para este ano, de acordo com Correia, o número de alunos do PEE aumentou de 30 para 40 e o ITA, em conjunto com a Embraer, estão negociando um acordo de dupla titulação com o Instituto Superior Técnico de Portugal (IST).

“O acordo é de grande interesse para a Embraer, que possui duas fábricas de aeroestruturas em Portugal”, disse. A ideia é formar mão de obra especializada para trabalhar nessa área na empresa. O PEE é a principal porta de entrada de engenheiros para a Embraer. Cerca de 40% deles são graduados ou fizeram pós graduação no ITA, disse o reitor.

Fonte: Virgínia Silveira para Valor Econômico via CECOMSAER 24 FEV 2016

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