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A345_Leadership

La aerolínea siete estrellas de Venezuela

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Com os recentes cancelamentos de empresas aéreas em Caracas, a Venezuela foi perdendo mais conectividade com o exterior. Mais do que isso, fica cada vez mais distante a aviação venezuelana do que um dia já fora.


A aviação Venezuela tem seus primórdios na Aeropostale, quando esta decidiu abrir uma filial no país, a Línea Aeropostal Venezolana (LAV), em 1929. Mais tarde, durante a II Guerra Mundial, foi fundada a Avensa, com o apoio da Pan American.


As duas competiam no mercado internacional, mas com vantagem para a LAV. Foi uma das primeiras empresas da região a apostar no mercado intercontinental e, junto com a Panair do Brasil, foi a única empresa da América do Sul a encomendar o Comet I, que foi cancelado depois dos acidentes de 1954.


Decidido racionalizar as operações, o governo venezuelano – que já tinha controle da LAV desde a década de 30, resolve racionalizar as operações internacionais da Aeropostal e Avensa, para isso foi criado a VIASA – Venezolana Internacional de Aviación S.A.


A empresa herdou 2 DC-6 da Avensa e mais uma encomenda de Convair 880. Foi pioneira na região em acordos de divisão de rotas e aeronaves, conhecidas na época como pool. Iberia e KLM eram as principais parceiras, a KL chegou a ceder DC-8, B747 e DC 10 para operações em conjunto.


Comandada por executivos, a VIASA transformou em uma força na região. Com a frota racionalizada em DC-8 e DC 10, a empresa chegou a segunda sulamericana a ter mais destinos na Europa, depois da Varig. Foi a primeira operadora do Jumbo na região (em wetlease com a KLM).


Em 1975, a empresa teve o primeiro prejuízo da história e a aviação venezuelana passava por reorganização. A Panam vendeu sua participação na Avensa para o governo, este aproveitou para nacionalizar a Viasa e protege-la da crise. O que foi feito para salvar a empresa, mais tarde criou vícios estatais e políticos, sendo notório passagens de graça na First para políticos, executivos de estatais e suas famílias.


Os anos de 1980 foram de um longo declínio. Com a abertura do mercado e as novas políticas neoliberais (Consenso de Washington), a Viasa foi colocada a venda, com a Iberia adquirindo a empresa em 1991. Entre os candidatos estava uma brasileira – a VASP.


Assim como as outras empresas, a Iberia desmantelou a VIASA, cancelando rotas, devolvendo aeronaves (algumas sendo repassadas para a própria Iberia), vendendo ativos. A crise na América Latina dos anos de 1990 não estimulava a manutenção da empresa e em 1997 a Iberia decide fechar a empresa.


Sem empresa de bandeira, surgiram algumas iniciativas. A Aeropostal chegou arrendar A310 para as operações internacionais e a Avensa trouxe DC 10-30 (ex-VMA/VMB). As regras do mercado venezuelano, a crise e falta de visão do governo fez desde que a aviação venezuelana vivesse a sombra do passado.


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DC 10-30 - orgulho da frota da VIASA.


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A Transcarga foi subsidiária da VIASA. Ela continua em operações até hoje.


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Em 1968 a empresa recebe a maior aeronave comercial do mundo, DC 8-63, chamado pela empresa de "El Coloso"


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O MD-82 foi arrendado por pouco tempo pela Viasa, vindo da KLM.


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Rampa da Maiquetia. 3 VIASA (1 DC 10 e 2 DC 8), mais dois 707 da PA e outro da Lufthansa completam a visão do aeroporto em meados dos anos de 1970.


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VIASA em CDG em 1996.

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A aviação venezuelana já foi mais prestigiosa.


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As três são histórias...




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Interessante artigo.

 

Por algum tempo a VIASA operou CV-880 e 742 com um lado pintado em suas cores e outro nas cores antigas da KLM.

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Artigo muito interessante, olhando essa história nem parece que a Venezuela teve uma empresa tão forte e conhecida como ela, lamentável o estado em que as empresas daquele país se encontram agora...

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Excelente postagem, parabens!!!

 

Outro fato curioso da aviação venezuelana é que até o começo dos anos 2000 ainda existiam voos regulares de DC-3 (Rutaca e Servivensa) para destinos na selva e próximos a fronteira com Roraima.

 

Um amigo meu que morava em Boa Vista era usuário deste voo que ia até Puerto Ordaz e Canaima.

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