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Airbus e Boeing podem colocar mercado de aeronaves de grande porte em xeque


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AVIAÇÃO

Airbus e Boeing podem colocar mercado de aeronaves de grande porte em xeque

 

Pedro Menezes

Por Pedro Menezes em 25/07/16 - 12:39

A320neo737max

As menores podem roubar o mercado de aeronaves maiores ao longo dos próximos anos

 

As grandes companhias aéreas internacionais ganharam mais um motivo para mergulhar (de cabeça!) nesta nova tendência de adquirir aeronaves de médio porte (midsize, em inglês), conhecidas também como single-aisle (corredor único), as quais a família A320neo, B737 MAX e CSeries se encaixam perfeitamente. E as fabricantes Airbus, Boeing e Bombardier, por sua vez, têm uma boa parcela de culpa no esfriamento do mercado de aeronaves widebodies (corpo amplo), no qual B777s e A350s se encaixam perfeitamente, por exemplo.

 

Isto porque, com o desenvolvimento de novas famílias e variantes cada vez mais eficientes e modernas, passa a ser possível realizar operações transatlânticas (entre Europa e América do Norte/Sul, por exemplo) utilizando apenas aeronaves single-aisle, ou seja, sem a necessidade de utilizar equipamentos maiores somente por conta do alcance. Com isso, a utilização de frotas como o B747, A330, A380 e B777 só se faria necessária caso a demanda de passageiros na rota fosse de fato lucrativa.

 

Uma das investidas mais recentes que explica esta tendência foi feita pela Norwergian Air, companhia que já iniciou uma expansão significativa de suas operações para os Estados Unidos. No último mês de julho, a companhia anunciou planos de encomendar uma frota de 30 aeronaves A321LRs, o que mostra a chegada de uma nova tendência. Enquanto a companhia utiliza os A321LR em rotas curtas e movimentadas, este mesmo modelo pode ser operado em rotas de longa distância que não demandam uma quantidade grande de passageiros.

 

Com isso, o A321LR tem o poder de preencher o gap entre as frotas narrowbody e widebody, por ser considerado um coringa no mundo da aviação, assim como outros modelos e variantes que chegaram recentemente ao mercado. De acordo com a própria Airbus, o A321LR tem uma alcance de 7.400km e pode transportar até 220 passageiros de uma vez (em classe única), sem falar no baixo custo operacional se comparado com as grandes aeronaves. O custo por assento do A321LR, por exemplo, é menor do que o B787.

 

Assim, a Norwegian Air, como todas as outras que encomendam novas aeronaves single-aisle, pode estar aos poucos abadonando a ideia de formar frotas de aeronaves de grande porte. Um dos maiores exemplos aconteceu agora em julho, quando a Airbus se viu obrigada em anunciar que irá diminuir drasticamente a produção do superjumbo A380 a partir de 2018

 

Fonte: Mercado e Eventos

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A nova geração do NEO e MAX possibilitam isso e vai desenhar um mercado novo. O MAX-8 pode fazer, teoricamente, BSB-MIA non-stop e, se voltar a internacionalização em Congonhas, será possível oferecer CGH-BSB-MIA. Com o MAX-7 é possível fazer até BSB-JFK.

 

E se montar um hub no NE, com o MAX-8 pode viabiliza FOR-MAD, FOR-BCN e FOR-JFK.

 

Fora a possibilidade de trabalhar melhor a oferta. Pode trocar 7 semanais de wide por 10 de A321LR ou se a demandar cair fazer downgauge.

 

E a Jetblue encomendou A321LR e pretende colocar nas rotas para Europa. Para as legacies, é entrar no seu último bastião. A Norwegian também cogita montar uma base em LPA para atender a América do Sul.

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Eu sei que não tem muito a ver com a notícia, mas inspirado pelo post do A345_Leadership, eu fui pesquisar o range dos MAX, NEO e CSERIES e acabei encontrando no site da Bombardier um mapa do range do CS100 a partir do SDU. O range normal do CS100 é 5741km, enquanto que a partir do SDU eles reduziram para 3010km, devido às restrições de pista provavelmente, mas será que isso é considerando o avião lotado? O CS100 pode levar 125 passageiros em clase única com pitch de 30in/76cm (Anac A). Segundo o mapa, é possível voar do SDU direto para VVI, por exemplo. O E190 fazia SDU-CGR com restrição de assentos, imagina VVI... Com certeza a performance do E2 será mellhor que a do E1, mas achei impressionante essa performance do CS100 a partir do SDU. Gostaria de comparar com os E2, BMAX 8 e A320NEO. Sei que os BMAX8 e A320NEO poderão operar com 150 assentos, mas será que para tão longe como o CS100?

 

Enfim, achei interessante...

 

Link: http://commercialaircraft.bombardier.com/en/cseries/Flexibility/Range-Capabilities.html

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O problema é que a Boeing quer que o 737 Max9 seja a aeronave intermediária entre o 737 e o 787, papel que o 757 cumpria quando era o 767.

 

O fato é que o time de ouro da Boeing seria:

 

737 Max8

757 Max8

787-9

 

Aparentemente as empresas não estão mais tão interessadas (ou não são mais tão rentáveis) nas rotas ULR, exceto as ME3 e TK que querem ter hubs mundiais.

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