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Fundo abutre pressiona Efromovich e força venda ou aliança na Avianca


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Fundo abutre pressiona Efromovich

 

Por Miles Johnson, Arash Massoudi e Peggy Hollinger

FT via Valor Econômico

30/09/2016 - 05:00

Credor do empresário Germán Efromovich, o fundo de hedge americano Elliott Management está tentando forçá-lo a vender o controle acionário da Avianca colombiana. Conhecido como fundo abutre graças aos dez anos de perseguição à Argentina por seus bônus inadimplentes, o Elliott defende também como opção que a Avianca faça uma aliança estratégica com outra companhia aérea.

 

O fundo fez empréstimo a Efromovich e recebeu em garantia ações do bloco de controle da Avianca. O dinheiro foi usado para investir em estaleiros no Brasil por meio do conglomerado Synergy Group, controlador da Avianca da Colômbia. O investimento não deu certo.

 

Em entrevista ao jornalista Francisco Góes, do Valor, o empresário confirmou ter recebido o dinheiro e informou que fez a mesma operação com outros fundos e bancos. Disse ainda que não precisa dar satisfação do que fez com os recursos levantados com os empréstimos, uma vez que se trata de operação entre partes privadas. "Dei o dinheiro para minha amante. Pode escrever aí", ironizou. A Avianca é uma empresa de capital aberto, com papéis negociados na Colômbia e nos Estados Unidos.

 

http://www.valor.com.br/empresas/4730755/fundo-abutre-pressiona-efromovich

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Elliott força venda ou aliança na Avianca

 

Por Miles Johnson, Arash Massoudi e Peggy Hollinger

em Londres e Bogotá

FT via Valor Econômico

30/09/2016 - 05:00

 

O fundo de hedge Elliott Management, vem usando sua posição de credor do maior acionista da Avianca para forçar a principal empresa aérea colombiana a negociar uma venda ou uma aliança estratégica.

 

O fundo ativista nova-iorquino, famoso pelos dez anos de perseguição à Argentina por seus bônus inadimplentes, tornou-se cada vez mais influente nas discussões sobre o futuro da Avianca mesmo sem ter participação acionária, segundo fontes próximas à empresa.

 

Nas últimas semanas, o Elliott Management manteve discussões com altos executivos da empresa e deu conselhos sobre o que pensa que a Avianca deveria fazer.

 

O Elliott Management forneceu empréstimos a Germán Efromovich, acionista controlador da empresa aérea, há mais de um ano, de acordo com fontes a par do acordo de financiamento.

 

Os créditos feitos pelo Elliott Management a Efromovich, um milionário nascido na Bolívia que comprou a Avianca quando estava quebrada em 2004, são garantidos pelo valor de sua participação de 51% na empresa aérea e estão ligados ao preço das ações - de forma que o fundo sai ganhando se a empresa aérea for vendida.

 

Efromovich pegou os empréstimos do Elliott Management para investir em estaleiros no Brasil, com seu conglomerado Synergy Group. O investimento não deu certo e enfrentou problemas financeiros. O Elliott Management não quis comentar o assunto.

 

Altos gerentes da Avianca disseram que as conversas sobre uma possível venda eram "especulação", mas confirmaram que a empresa está "buscando um parceiro estratégico" para enfrentar outras alianças regionais.

 

As americanas Delta e United e a panamenha Copa Airlines estudam apresentar ofertas, separadamente, por toda a Avianca ou parte dela, segundo fontes próximas às negociações com a empresa colombiana.

 

O CEO da Delta, Ed Bastian, disse neste mês que ainda não fez uma oferta formal pela Avianca.

 

A empresa colombiana é vista como um dos últimos ativos disponíveis na América Latina para duas das três grandes empresas aéreas dos Estados Unidos que concorrem para garantir alianças com firmas locais que lhes deem maior acesso à região.

 

O mercado de aviação latino-americano já passou por uma consolidação substancial, com a fusão entre a Avianca e o grupo Taca, em 2009, e a da chilena Lan e da brasileira Tam, que criou a Latam.

 

A Air France-KLM e a Delta investiram na Gol, enquanto a United e o HNA Group, da China, compraram participações na Azul.

 

A Avianca é considerada um ativo atraente não apenas pelas operações na Colômbia, terceiro maior mercado de aviação da América Latina, mas também pelo amplo acesso a uma região que oferece bom potencial de crescimento. Além de dominar 59% do mercado colombiano, a Avianca tem posições sólidas no Peru, Equador e El Salvador.

 

A empresa aérea, que teve prejuízo em 2015, tem voos diários para mais de cem destinos na América e Europa. Há dez anos, eram apenas 35.

 

"O investimento vai permitir que a Avianca lide com as difíceis condições econômicas do curto prazo e continue em pé de igualdade com seus concorrentes, enquanto o interessado na empresa vai obter um posicionamento estratégico em um dos mercados de crescimento mais importantes - a América Latina - nos próximos dez anos e mais além", disseram analistas da Centre for Aviation.

 

A Avianca integra a rede Star Alliance. Executivos de banco de investimento disseram que isso motivou a United a considerar uma oferta para assegurar que a empresa aérea colombiana não caia em mãos rivais. A rede SkyTeam, da Delta, carece de presença expressiva na Colômbia e na Bolívia, mas poderia ganhar mais acesso aos dois mercados arrebatando a Avianca. A American Airlines já tem forte presença nos países atendidos pela Avianca.

 

(Tradução de Sabino Ahumada)

 

http://www.valor.com.br/empresas/4730621/elliott-forca-venda-ou-alianca-na-avianca

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"Não preciso dar satisfação a ninguém"

 

Por Francisco Góes, do Rio

Valor Econômico

30/09/2016 - 05:00

 

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Germán Efromovich confirmou que o fundo Elliott emprestou dinheiro ao Synergy, controlador da Avianca Holdings

 

O empresário Germán Efromovich confirmou ontem ao Valor que o fundo de hedge Elliott Management emprestou dinheiro ao grupo Synergy, controlador da Avianca. Como garantia do financiamento contraído com o fundo e com outras instituições, o Synergy deu uma parte de suas ações na aérea. A família Efromovich, via Synergy, controla a Avianca Holdings, com 51,53% do capital. German afirmou que recursos tomados do Elliott e de outras fontes foram usados para financiar aviões. O estaleiro brasileiro EISA, de propriedade do empresário, também recebeu financiamentos desse tipo, usando seus ativos como garantia. Ele disse que não precisa dar satisfação do que fez com o dinheiro tomado em empréstimos contratados, pois são operações entre partes privadas. "Dei o dinheiro para minha amante, pode escrever aí". A Avianca, a mais importante companhia aérea do mercado colombiano, é uma empresa de capital aberto, com papéis negociados na Colômbia e nos Estados Unidos.

 

Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

 

Valor: A Avianca enviou documento à SEC (Securities and Exchange Commission) informando que a maioria das ações ordinárias detidas pela Synergy, a holding da família Efromovich, foi dada em garantia de empréstimos de terceiros. Esse percentual equivale a 51% do capital da Avianca?

Germán Efromovich: Não. Em primeiro lugar não existe nada que me impeça de dar um ativo para levantar

empréstimo. Pode dar um imóvel em garantia, um aval ou uma ação. Eu, Germán, não possuo nenhuma ação da Avianca. Inclusive usei minha parte da Avianca Brasil para levantar capital de giro para os estaleiros [no Rio] na tentativa de evitar a recuperação judicial [do Estaleiro Ilha S.A., EISA]. Então, na Avianca Brasil, não tenho mais nada, participo só do conselho [de administração].

Valor: Mas estamos falando da Avianca Holdings.

Efromovich: Na Avianca holdings eu não tenho nenhuma ação. O grupo Synergy deu em caução parcela de suas ações [na Avianca] para levantar dinheiro para financiamentos de aviões e outras coisas. Uma transação totalmente normal. O que não é verdade o que o 'Financial Times' escreveu hoje, de que o Elliott estaria pressionando [o grupo], é uma falsidade.

 

Valor: Quem deu o empréstimo tendo as ações da Avianca como garantia foi o fundo Elliot?

Efromovich: Não é somente o Elliot que emprestou dinheiro na época para o grupo Synergy.

Valor: Quem mais?

Efromovich: Outros fundos que não quero tornar público, que não preciso informar.

Valor: Qual é o valor dos empréstimos?

Efromovich: Também não preciso dizer e não quero divulgar o valor dos empréstimos.

 

Valor: - O senhor captou dinheiro com um fundo nos Estados Unidos para apoiar o estaleiro EISA, no Rio. Esse fundo era o Elliott?

Efromovich: Pode ser. Uma parte foi o Elliot. E foram usadas garantias, inclusive do próprio estaleiro. Na época, a Caixa Econômica [Federal] se recusou a aceitar garantias que seriam do próprio Eisa. Nós levantamos o dinheiro [no exterior] e botamos, com base nessa garantia [do estaleiro], dentro do EISA. Mas é irrelevante de quem veio o dinheiro. O que é relevante é que esse dinheiro veio de bancos e fundos oficiais, é dinheiro de origem clara e declarada. E eu não tenho interesse em divulgar quais são os bancos com os quais nós nos relacionamos. É uma transação privada com a gente [synergy]. Se for de interesse público [divulgar o financiamento], sim senhor. Foi levantado [dinheiro no mercado], fizemos um esforço, penhorei praticamente meu patrimônio inteiro na tentativa de evitar a recuperação [judicial] do estaleiro. Mas a falta de encomendas, a maneira como fomos tratados na época [no Brasil], mesmo com a injeção de capital, acabamos em recuperação judicial [do EISA]. Como disse, coloquei grande parte do meu patrimônio pessoal em troca desse empréstimo.

 

Valor: Gostaria de insistir na pergunta se os senhores [a família Efromovich] entregam parte das ações da Avianca como garantia para o Elliot?

Efromovich: Não. A garantia do empréstimo para o EISA foi dado patrimônio nosso, inclusive meu, e do estaleiro. Isso para o empréstimo levantado [no mercado], entre os quais o Elliott está incluído. Não entendo porque o Elliott faz a grande diferença? Entre as instituições que trabalhamos e nos deram crédito [está o Elliott], diferente do tratamento que nos deu a Caixa. Apesar de [a CEF] ter assinado contrato e aprovado crédito, mas nos puxou o tapete no último momento [para financiar o estaleiro]. E hoje até sabemos porque, deve ser por conta das pedaladas [fiscais]. O Elliott é parte das instituições com as quais trabalhamos há quarenta anos.

 

Valor: Entre o patrimônio que o senhor entregou como garantia aos bancos estão as ações da Avianca?

Efromovich: Sim, mas não para efeitos do estaleiro. Fizemos empréstimos para outras coisas. O que a SEC recebeu como informação da Avianca é verdade e público. A holding Synergy levantou recursos com garantias de suas ações [da Avianca]. Se usou isso para comprar aviões ou para financiar a amante do Germán, o que for, é problema nosso.

 

Valor: Então os empréstimos foram contraídos para investir na Avianca e nos estaleiros?

Efromovich: Houve um empréstimo com garantia do patrimônio do estaleiro que foi usado no estaleiro [Eisa]. Outro dinheiro foi usado para investir nos negócios do Synergy, todos. Não preciso dar satisfação a ninguém do que fiz com o dinheiro. Dei para minha amante, pronto. Todo o dinheiro eu dei para minha amante, pode escrever aí.

 

Valor: O presidente da Avianca Holdings, Hernán Rincón, disse que houve progressos na busca de um parceiro. O que isso significa?

Efromovich: Eu, por causa da Avianca ser listada em bolsa e por ser membro do conselho, não posso falar. Quem pode falar é um porta-voz da Avianca. Mas o que posso dizer é o seguinte: Você viu que a Latam recebeu um investimento da Qatar? É normal as empresas buscarem se consolidar e buscarem sócios estratégicos. A Avianca Holdings não precisa de capital. O que o presidente da empresa disse é que a companhia está recebendo com bons olhos uma aliança estratégica, mas pode ocorrer ou não. Tudo o que está saindo nos jornais são chutes. A 'Bloomberg' está chutando de forma irresponsável, faço questão que escreva o que estou dizendo.

Valor: Não nos cabe julgar o que os outros veículos publicam.

Efromovich: Eu estou dizendo. O que o 'Financial Times' publicou hoje [ontem] é distorcido, chute.

 

Valor: E as informações de mercado que possíveis interessados na Avianca são Delta e United?

Efromovich: Pode ter esses ou outros dez. Qualquer aérea ou fundo ou investidor é um possível interessado. O cara chuta e dentro de dez pode ter duas que sejam ou não [potenciais investidores]. Mas por determinação da SEC não podemos falar nisso.

 

Valor: É possível uma junção entre Latam e Avianca?

Efromovich: Nesse caso particular, é um chute, não é verdade. E mesmo porque o órgão regulador nunca iria permitir qualquer tipo de negócio desse.

 

Valor: Pode juntar a Avianca Brasil com a Avianca Colômbia?

Efromovich: Essa possibilidade faz todo sentido e sempre existiu. O presidente da Avianca Brasil [Frederico Pedreira] declarou que é possível. Está se vendo o momento oportuno para fazer isso. Depende da condição econômica, o mercado brasileiro está diminuindo a demanda por aviões. Não faz sentido não se pensar na junção dessas duas empresas em uma só.

 

Valor: O senhor vive hoje situação financeira que pode levá-lo a vender o restante da participação que detém na Avianca Holdings?

Efromovich: Não tenho muito mais o que vender na Avianca. Hoje a participação do grupo está com meu irmão, José, e a maioria das ações está dada em garantia nas instituições [financeiras].

 

http://www.valor.com.br/empresas/4730623/nao-preciso-dar-satisfacao-ninguem

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Nobres, as entrevistas que tenho lido, assim como essa:

 

“Perguntador”: – Senhor fulano, o senhor acha que a união, entre o arroz e o feijão, conjuntamente ao macarrão, ao molho, não ao alho e óleo, pode compor boa ocasião em uma mesa com vinho ‘Chapinha’?

 

“Respondedor”: – Não li o artigo que você me enviou, como elemento de discussão nessa entrevista, vi por cima, dei uma lida rápida, mas, o que posso avaliar sobre a questão é que, dada a distância entre São Paulo e Rio de Janeiro, e você usar medidas que valham para uma reavaliação do que temos como parâmetros em situações aonde as máximas podem ser definidas pela ausência total de ganhos futuros, claro, considere para tal o EBITDA, não sem antes relevar que o passivo é composto por perdas relativas aos índices apontados na tabela que estabelece limites para a camada de ozônio, e mesmo assim sabendo que eu não tenho qualquer participação em ações do Grupo, não sei dizer, realmente, se essa afirmação tem fundamento.

 

Navegador

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  • 2 months later...

Parece que a decisão sobre a venda das ações dos Efromovich, na Avianca Holdings, se define nesse final de semana.

 

http://www.eltiempo.com/economia/sectores/posible-acuerdo-de-avianca-con-nuevo-inversionista/16774134

 

http://www.portafolio.co/negocios/empresas/venta-de-avianca-se-definiria-este-fin-de-semana-502311

 

Será que a Avianca Brasil vai voltar a ser Oxané, ou segue a argentina, Avian?

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Nobres, as entrevistas que tenho lido, assim como essa:

 

“Perguntador”: – Senhor fulano, o senhor acha que a união, entre o arroz e o feijão, conjuntamente ao macarrão, ao molho, não ao alho e óleo, pode compor boa ocasião em uma mesa com vinho ‘Chapinha’?

 

“Respondedor”: – Não li o artigo que você me enviou, como elemento de discussão nessa entrevista, vi por cima, dei uma lida rápida, mas, o que posso avaliar sobre a questão é que, dada a distância entre São Paulo e Rio de Janeiro, e você usar medidas que valham para uma reavaliação do que temos como parâmetros em situações aonde as máximas podem ser definidas pela ausência total de ganhos futuros, claro, considere para tal o EBITDA, não sem antes relevar que o passivo é composto por perdas relativas aos índices apontados na tabela que estabelece limites para a camada de ozônio, e mesmo assim sabendo que eu não tenho qualquer participação em ações do Grupo, não sei dizer, realmente, se essa afirmação tem fundamento.

 

Navegador

 

Muito bom!

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Será que a Avianca Brasil vai voltar a ser Oxané, ou segue a argentina, Avian?

 

Boa pergunta!!!! Alguém tem mais infos do impacto que essa transação terá na Avianca BR???

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Manda ele cobrar do Lula o prejuizo....

Toda historia recente da industria Naval brasileira é cercada de maracutaia.

Vejam a Petrobras, Schain, Sete Brasil, as X do Eike e por ai vai....

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