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Chineses compram a parte da Odebrecht no Galeão


F-BVFA

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O Globo

13/04/17
Lauro Jardim

 

Em meio ao terremoto das delações, o grupo chinês HNA acaba de comprar a fatia da Odebrecht no Galeão. No total, os chineses investirão R$ 4 bilhões no negócio.

O martelo foi batido agora há pouco.

A HNA comprou a fatia da Odebrecht Transport e será sócia no Galeão da Infraero (que detém 49% do negócio) e da sulcoreana Changi (no lado privado, a Changi possui 40% e agora a HNA, 60%)

Já na segunda-feira, a RioGaleão, a concessionária do aeroporto, depositará os R$ 900 milhões referentes ao valor da outorga em atraso.

http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/chineses-compram-parte-da-odebrecht-no-galeao.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar

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Os investimentos da HNA na aviação são muitos. Eles tem participação nas seguintes companhias aéreas:

China

Air Chang'an
Beijing Capital Airlines
Fuzhou Airlines
Grand China Air
GX Airlines
Hainan Airlines
HK Express
Hong Kong Airlines
Lucky Air
Tianjin Airlines
Urumqi Air
West Air
Yangtze River Express
Fora da China
Azul
Africa World Airlines
Aigle Azur (48%)
Comair (6.2%)
MyCargo Airlines
Virgin Australia (13%)
Já o business de aeroportos da empresa conta com participações em
Weifang Nanyuan Airport (100%)
Manzhouli Airport Asset Management (67.00%)
Tangshan Sannühe Airport Management (67.00%)
Yingkou Airport (60.00%)
Anqing Tianzhushan Airport (100%)
Sanya Phoenix International Airport (72.49%)
Yichang Sanxia Airport (90.00%)
Manzhouli Xijiao Airport (67.00%)
Com isso deve ocorrer um reequilíbrio dentro do consórcio com a Changi tendo a maior parcela. Segundo a cobertura de imprensa, isso deve ocorrer pois quem trouxe a HNA para o negócios foram eles.
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HNA tb tem participação na TAP, algo em torno de 13%.

Tanto através do consórcio Atlantic Gateway, quanto pela Azul.

 

HNA também tem 49% do grupo de catering da AirFrance, Servair.

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Grupo HNA compra fatia do RIOgaleão por R$ 4 bilhões

 

 

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Área de embarque internacional do aeroporto RioGaleão (Foto: Divulgação)

O Grupo Chinês HNA decidiu comprar a fatia da Odebrecht do Aeroporto Internacional Tom Jobim/RIOgaleão. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, dia 13 de abril, por Lauro Jardim, do jornal O Globo. Ao todo, os chineses vão desembolsar R$ 4 bilhões no negócio. E já na próxima segunda-feira, a concessionária RIOgaleão depositará os R$ 900 milhões referentes ao valor da outorga em atraso.

Com a investida, a HNA passa a ser sócia da Infraero, que detém 49% de participação, e, pelo lado privado do negócio, da sulcoreana Changi. Agora, a HNA terá 60% de participação privada, enquanto a Changi permanece com 40%. E não é de hoje que o Grupo HNA decide investir em companhias aéreas e aeroportos.

A empresa tem participação nas seguintes companhias e aeroportos: Air Chang’an, Beijing Capital Airlines, Fuzhou Airlines, Grand China Air, GX Airlines, Hainan Airlines, HK Express, Hong Kong Airlines, Lucky Air, Tianjin Airlines, Urumqi Air, West Air, Yangtze River Express, Azul, Africa World Airlines, Aigle Azur, Comair, MyCargo Airlines, Virgin Australia, Weifang Nanyuan Airport, Manzhouli Airport Asset Management, Tangshan Sannühe Airport Management, Yingkou Airport, Anqing Airport, Sanya Phoenix Airport, Yichang Airport e Manzhouli Airport.

Fonte: http://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/grupo-hna-vira-socio-do-riogaleao-ao-comprar-fatia-da-odebrecht-por-r-4-bilhoes/

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A HNA é do mesmo grupo da Hainan Airlines, de repente rola um voo Rio - China.

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Tão estranho isso, vender a participação da Odebrecht é fácil, mas será que a Infraero vai concordar em colocar os outros 49% de tudo que o RioGaleão tem que desembolsar esse ano, 1 bilhão outorga ano passado+ 1.1 bilhão que vence em julho + 1.5 bilhão do empréstimo do BNDES que já está vencido desde ano passado e agora tem deadline em junho/17?

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acho esse HNA group um tanto nebuloso.

 

aparecem do nada e fazem aquisições bilionárias em setores tão diversos quanto supermercados, hotéis, empresas de "energia" obscuras, companhias aéreas idem...

 

pesquisei no google algumas das empresas que ela comprou e tem coisas beeeeeeem estranhas, há poucas notícias de meios econômicos grandes, desproporcionais às quase duas centenas de bilhões de dólares que ela gastou nos últimos anos em aquisições mundo afora.

 

tem até um tal de World Travel Awards que é a coisa mais bizarra, que só aparece em notícias de prêmios a empresas pertencentes ao próprio grupo HNA.

 

estranho, muito estranho.

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Tão estranho isso, vender a participação da Odebrecht é fácil, mas será que a Infraero vai concordar em colocar os outros 49% de tudo que o RioGaleão tem que desembolsar esse ano, 1 bilhão outorga ano passado+ 1.1 bilhão que vence em julho + 1.5 bilhão do empréstimo do BNDES que já está vencido desde ano passado e agora tem deadline em junho/17?

 

A Infraero não tem que concordar ou discordar. Tem que cumprir o contrato que diz que ela tem que desembolsar 49% dos investimentos realizados no aeroporto. Por isso mesmo o governo quer vender a participação da estatal nessas concessões.

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A Infraero não tem que concordar ou discordar. Tem que cumprir o contrato que diz que ela tem que desembolsar 49% dos investimentos realizados no aeroporto. Por isso mesmo o governo quer vender a participação da estatal nessas concessões.

Vc disse tudo, bem provável que o Governo queira vender também os 49% da Infraero, pra não ter que gastar mais nada com o Galeão.

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Vc disse tudo, bem provável que o Governo queira vender também os 49% da Infraero, pra não ter que gastar mais nada com o Galeão.

 

O problema são as discussões infindáveis dentro do governo sobre como e quanto irão vender. Enquanto isso, a Infraero vai sangrando.

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Boa noticia!

Sempre afirmei que a idéia dos 49% era burrada na certa. Inflou o mercado e não tirou do governo o papel de pagar metade da conta inflada.

 

Ao que parece a Odebrecht saiu mais por conta de terem conseguido um socio para capitalizar o negócio.

Bom para o Rio pois vai manter o apetite do aeroporto em sua estratégia agressiva de captar voos internacionais.

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Por favor, alguém me explica qual é a dificuldade dos "jornalistas" de entenderem que a Changi é de Cingapura e não chinesa ou sul coreana!!!

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Ainda não venderam nada, estão fazendo "due dilligence".

 

 

Governo deve aprovar revisão de outorgas no Galeão

14/04/2017


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ECONOMIA
Renée Pereira

São Paulo - O governo federal deverá aprovar na próxima semana o pedido de reestruturação do fluxo de pagamento da outorga da Riogaleão. A medida abre caminho para a compra da participação da Odebrecht no aeroporto carioca pelo grupo chinês HNA, que virou acionista da Azul Linhas Aéreas em 2015. O negócio - que dependia de uma revisão dos pagamentos anuais - está avaliado entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões.

Fontes em Brasília afirmaram ao Estado que a aprovação da proposta de reperfilamento da outorga está sendo formalizada na Secretaria de Aviação Civil, do Ministério dos Transportes. No início do mês, depois da publicação das novas regras para renegociação das outorgas, a concessionária apresentou ao governo federal uma alternativa para continuar administrando o aeroporto e ficar em dia com a União.

Com a queda na demanda, decorrente da recessão econômica que assola o Brasil, as receitas do grupo - formado por Odebrecht Transport, a operadora Changi, de Cingapura, e Infraero - ficaram aquém do esperado, dificultando o depósito das outorgas dentro do prazo. No leilão de concessão, ocorrido em 2013, a concessionária aceitou pagar R$ 19 bilhões em 25 parcelas anuais durante a vigência do contrato.

Agora, pela proposta de reperfilamento da dívida apresentada ao governo, a Riogaleão se propõe a pagar as parcelas de 2016 (atrasadas) e 2017 e antecipar os pagamentos de 2018, 2019 e 2020. Isso representará um reforço de R$ 4,5 bilhões aos cofres públicos. A quitação dos valores em atraso, de R$ 915 milhões, deverá ser feita entre terça e quinta-feira. Para isso, os sócios da Riogaleão estiveram reunidos ontem em Brasília para aprovar o aumento de capital no mesmo valor. Cada sócio fará o aporte conforme sua participação.

Isso significa que Odebrecht - que vive uma das piores crises da sua história e tem vendido vários ativos para honrar seus compromissos - terá de aportar quase R$ 300 milhões; a Changi, outros R$ 180 milhões; e a Infraero, quase R$ 450 milhões.

Inicialmente, a outorga de 2017 seria quitada em maio e a antecipação dos próximos três anos, em dezembro. Mas poderá haver mudança nas datas durante a aprovação do pedido de reperfilamento na Secretaria de Aviação Civil. Após esses pagamentos, a concessionária teria um período de carência para voltar a depositar as outorgas, que pode chegar a cinco anos.

A reestruturação proposta pela concessionária conta, no entanto, com a entrada de um novo sócio para fazer os pagamentos necessários. Da mesma forma, as negociações para a venda da fatia da Odebrecht dependiam da revisão das outorgas para irem adiante.

Hoje, a chinesa HNA tem exclusividade nas negociações referente à fatia da Odebrecht. A empresa está fazendo due diligence nos ativos do aeroporto para fazer uma proposta firme. Mas, segundo fontes próximas às negociações, o grupo asiático tem até o fim de maio para concluir o processo.

Antes da HNA, a Changi cogitou comprar a parte da Odebrecht no Galeão. Na época, a empresa também esbarrou na questão dos pesados pagamentos de outorgas que a concessionária tinha de fazer ano a ano.

A aprovação do reperfilamento também deve ajudar nas negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em outubro de 2014, o BNDES aprovou empréstimo-ponte de R$ 1,1 bilhão para a concessionária. O crédito, que venceria em junho do ano passado, foi prorrogado para abril e, em seguida, para junho deste ano. O problema é que até agora não saiu o empréstimo de longo prazo, de R$ 1,6 bilhão, para quitar esse valor e fazer frente a outros investimentos já realizados (no total, a concessionária já investiu R$ 2 bilhões no aeroporto).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

 

http://www.mackenziesolucoes.com.br/noticia/D17N24103

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Só vejo um problema, na verdade serão cinco, se o Governo abrir exceção pro GIG vai ter que abrir pros demais que também estão com dificuldades de honrar seus compromissos.

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Acho a solução "muito mirabolante", a Odebrecht vende a parte dela, HNA, Changi e Infraero vão antecipar 4 outorgas, o Governo recebe 4 bilhões e gasta 2 através da Infraero?

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Mirabolante sempre foi. Para começar a consertar pq o GF não vende as participações da Infraero nos aeroportos que tem participação minoritária? Aliás, porque não vende ou líquida toda Infraero?

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Mirabolante sempre foi. Para começar a consertar pq o GF não vende as participações da Infraero nos aeroportos que tem participação minoritária? Aliás, porque não vende ou líquida toda Infraero?

seria uma rápida e eficiente solução para os consórcios de GRU e VCP que estão completamente quebrados.

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O pior é que foi o governo que inflou as projeções nos editais.

 

Penso que o correto é fazer um ajuste de preço a partir da demanda atual. A pior coisa seria retomar os aeroportos.. sabemos como é fácil perder tempo em pendências judiciais.

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  • 2 weeks later...

Grupo chinês vai entrar na RIOgaleão no lugar da Odebrecht, diz Moreira Franco

24/04/17

Reuters

 

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, confirmou nesta segunda-feira (24) que o grupo chinês HNA vai entrar na concessionária que administra o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, a RIOgaleão.

 

"Felizmente, as coisas se deram de maneira positiva. Os chineses compraram a parte da Odebrecht e, com isso, vamos ter a Changi e o grupo chinês, que é forte”, disse Franco, em entrevista para comentar o resultado do leilão de linhas de transmissão de energia, realizado nesta segunda-feira em São Paulo.
Não foi possível contatar representantes do HNA para comentar o assunto. O grupo tornou-se mais conhecido no Brasil após investir US$ 450 milhões na companhia aérea Azul no ano passado.
O G1 procurou a Odebrecht e a RioGaleão e aguarda retorno.
Segundo o ministro, a outorga ao governo federal que era devida pela concessionária do Galeão, relativa a 2016, de R$ 919 milhões, foi paga na semana passada, quando a RIOgaleão afirmou que desembolsará outros R$ 4,5 bilhões para pagar as parcelas da outorga deste ano, de 2018, de 2019 e parte da de 2020.
A entrada de um novo sócio era aguardada dentro do governo para que a concessionária pagasse as outorgas em atraso.
Por conta do envolvimento da Odebrecht na operação Lava Jato, o grupo teve dificuldades para obter financiamento, o que estava complicando a situação do consórcio.
Fontes próximas da negociação para o reescalonamento da dívida da concessionária junto ao governo federal vinham afirmando à Reuters que a entrada de um novo sócio na RIOgaleão era uma exigência do governo para resolver as pendências financeiras do grupo que administra o aeroporto.
O consórcio formado pela Odebrecht TransPort, Changi e Infraero arrematou o aeroporto do Galeão em 2013 por R$ 19 bilhões, o que representou um ágio de 294% sobre o preço mínimo fixado pelo governo, e se comprometeu a fazer investimentos de R$ 5,7 bilhões ao longo dos 25 anos da concessão.
O HNA Group é um conglomerado que opera nos setores de aviação, indústria, turismo, logística e financeiro, com atuação expressiva no financiamento de aeronaves. O grupo se se tornou acionista da Azul através de investimento de R$ 1,7 bilhão em participação de 23,7% na companhia aérea.

 

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/grupo-chines-vai-entrar-na-riogaleao-no-lugar-da-odebrecht-diz-moreira-franco.ghtml

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  • 2 months later...

Não entendo, porque antecipar 4.5 bi de outorga ao governo, e continuar chorando pro BNDES converter o empréstimo ponte de 1.3 bi em definitivo. E pra obras no aeroporto, investimentos em novos negócios, não vai ficar nada. A confirmar...

 

CHINA'S HNA INFRASTRUCTURE ACQUIRES STAKE IN RIO'S GALEÃO AIRPORT

 

JULY 16, 2017

 

HNA Infrastructure today announced that it has signed an agreement to acquire Odebrecht's 60% stake in Rio de Janeiro Aeroportos (RJA), the controlling shareholder at Rio de Janeiro’s Tom Jobim International Airport (Galeão).

HNA Infrastructure, a subsidiary of China's HNA Group, will acquire the stake for close to $20 million and will also pay an additional $315 million into the airport in concession fees.

Changi Airports International (CAI), the international investment subsidiary of Singapore Changi operator Changi Airport Group (CAG), currently holds the remaining 40% stake in RJA, which has a 51% interest in Galeão.

However, HNA Infrastructure has agreed to sell 9% of its stake in RJA to CAI for $2.8 million, so when everything is done and dusted HNA will hold a 51% stake in the consortium and CAI a 49% shareholding.

Galeão is Brazil's second largest international airport and, according to HNA Infrastructure, provides significant access to the Brazilian and Latin American region, with strong potential for future development and growth.

This transaction, which marks HNA Infrastructure's first strategic project in Latin America, is expected to significantly enhance HNA Infrastructure's footprint and resources overseas and inLatin America, specifically.

Guanghui Ma, CIO of HNA Infrastructure, enthuses: "Galeão provides unparalleled opportunities for HNA Infrastructure to expand our reach into Latin Americaand provide added resources to fuel this key airport's growth and development.

"We are pleased to partner with CAI, which is well-known for its extensive experience in global airport management and for its leadership in service and safety standards, and look forward to bolsteringRio de Janeiro'sinfrastructure."

He continues: "This investment is a reflection of HNA Group and HNA Infrastructure's steadfast commitment to furthering 'the Belt and Road' Initiative in order to meaningfully strengthen the co-operation between China and Latin American countries, particularly on development and infrastructure projects.

"We are pleased to be fostering deeper connections between the regions."

The transaction is subject to regulatory approvals in China and Brazil and is expected to close in the fourth quarter.

 

http://www.airport-world.com/news/general-news/6255-china-s-hna-infrastructure-acquires-stake-in-rio-s-tom-jobim-international-airport.html

 

A princípio, as contas são outras.

 

HNA vai aumentar o capital na CARJ em R$990 milhões, logo a Changi vai ter que colocar R$660 milhões, e a Infraero R$1.6 bilhão aproximadamente. Total R$3.4 bilhões. Com os R$920 milhões de atrasados que já foram pagos (e foram através de algum aumento de capital anterior) , chega-se nos R$4.5 bilhão.

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