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Governo quer liberar voos de autoridades em classe executiva


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Governo quer liberar voos de autoridades em classe executiva

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, em discussão no Congresso, devolve a autoridades o privilégio de voar em classe executiva. A proposta do governo repete o texto de anos anteriores que permite a ministros, congressistas, procuradores e servidores viajar a serviço nessa categoria, que dá acesso a poltronas mais confortáveis e reclináveis, com maior espaço para as pernas e atendimento vip. No ano passado, contudo, o mimo foi derrubado pelo Congresso visando economizar dinheiro público. Desde então, viagens só de econômica.

Para escapar da classe econômica, ministros têm solicitado jatinhos da FAB para suas viagens ao exterior. É justamento o que o Ministério do Planejamento quer evitar ao liberar a classe executiva.

Outra justificativa é que as viagens na classe econômica são cansativas, o que obriga as autoridades a se descolarem com antecedência para seus compromissos gerando mais gastos com diárias.

O privilégio é estendido a presidente e vice-presidente da República, ministros de Estado, deputados federais, senadores, desembargadores federais, ministros de Tribunais Superiores, ministros do Tribunal de Contas da União, procurador-Geral da República, subprocuradores-gerais da República, defensor público-geral federal e comandantes das Forças Armadas.

Com a palavra, o Ministério do Planejamento. Leia na íntegra:

"Não houve mudança no tratamento dado no envio do PLDO para o uso de classe executiva em viagens em serviço. Na LDO vigente (2017), a obrigatoriedade de classe econômica para todas as viagens em serviço de servidores ou membros dos Poderes derivou de mudança inserida durante a tramitação do projeto no Congresso Nacional.

O PLDO 2018 enviado ao Congresso Nacional reestabeleceu a possibilidade de realização de viagens em classe executiva apenas para as autoridades indicadas em seu artigo 17: Presidente e Vice-Presidente da República, Ministros de Estado, Deputados Federais, Senadores da República, Desembargadores Federais, Ministros de Tribunais Superiores, Ministros do Tribunal de Contas da União, Procurador-Geral da República, Subprocuradores-Gerais da República, Defensor Público-Geral Federal e Comandantes das Forças Armadas. O objetivo foi evitar efeitos contraproducentes como a utilização de aeronaves da FAB para deslocamento de autoridades sobretudo em viagens ao exterior; e evitar a ampliação do pagamento de diárias adicionais para autoridades que, em função da obrigatoriedade de viajar em classe econômica, deviam se deslocar com maior antecedência para os compromissos oficiais.

Com o texto proposto no PLDO 2018, não se permite indistintamente a utilização de classe executiva e resguarda-se a possibilidade de garantir a devida representação institucional das autoridades em suas viagens em serviço, bem como possibilita que autoridades com limitações de saúde possam cumprir com suas funções".

Fonte: Naira Trindade para o jornal O Estado de São Paulo via CECOMSAER 14 MAI 2017

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Todo mundo viaja na classe economica e os bonitos não podem. O ideal seria manter voos na classe cachorro e proibir o uso das aeronaves da FAB, se eles querem previlégio que paguem de seu próprio bolso.

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Mas não "é só Brasil"!

 

Quase todos os países (Chile, EUA, Canadá, França, China, Japão, Austrália, Alemanha, Rússia, Colômbia, Argentina etc.) garantem classe executiva para voos acima de 5, 6 ou 8 horas (a depender do país) para servidores públicos viajando a trabalho baseado na experiência de que o prejuízo para o país pode ser muito maior em função de um servidor que não dormiu pode estar cansado ou desatento no momento de defender o país em uma disputa internacional ou de negociar um acordo internacional.

 

Claro que há exageros e, no contexto atual de corte total de custos, não faria sentido voltar com a Executiva no Brasil.

Ademais, a diária adicional para chegar 1 dia antes é bem mais barata que classe executiva.

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Enquanto isso, em um país de 1º mundo (será que é verdade? será que é mesmo o cara?):

 

http://www.dailymail.co.uk/news/article-3201561/It-s-not-class-travel-fine-dining-PM-Cameron-spotted-scoffing-Pringles-squashed-seat-economy-class.html

 

http://community.yan.ng/british-prime-minister-caught-on-camera-eating-pringles-while-on-economy-class-to-holiday/

 

 

Mudando um pouco de assunto, para nós que esperamos uma limpeza na política, vi (e adaptei) em um meme que quando o Dória for presidente, isso com certeza vai terminar, pois:

 

2021 - Dória, ex-governador do estado de S.P. é eleito presidente em 1º turno, com maioria esmagadora;

2022 - Dória toma posse como presidente, recebendo a faixa de seu antecessor, Jair Bolsonaro;

2024 - O PIB do Brasil supera o dos EUA;

2024 - O secretário de estado dos EUA, o ex-presidente Donald Trump, vem pedir empréstimos ao BNDES;

2025 - O Brasil recebe uma cadeira no Conselho de segurança na ONU;

2025 - Dória é reeleito presidente em primeiro turno;

2025 - Dória fecha parceria público-privada com a Cyberdine;

2026 - Dória aprova início do projeto Skynet para o Ministério da Defesa;

2027 - O Skynet entra no ar (em 29 de agosto): começa a era das máquinas...

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Sim. É o cara! Em uma viagem particular não a serviço, provavelmente de menos de 3h...

 

Mas em viagens a serviço e acima de 6h ele voaria Executiva...

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Todo mundo viaja na classe economica e os bonitos não podem. O ideal seria manter voos na classe cachorro e proibir o uso das aeronaves da FAB, se eles querem previlégio que paguem de seu próprio bolso.

 

Sabe como é né, o político ganha muito pouco coitado, é um salário mínimo de 30 mil por aí, não dá pra pagar executiva ou fretar um avião, tem que comprar palitó caro, custos altíssimos com assessores, xerox, correios, etc... trabalham muito, merecem todo conforto no lombo dos otários que votam nessas desgraças...

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Olha... eu acho que deveria ser liberado sim, mas de forma clara: qual a duração minima, o que é viagem a trabalho, sem direito a acompanhante com passagem paga pelo governo, regra de antecedência, prioridade a cia de bandeira Brasileira. E que realmente seja limitado.

Só brigaria por uma regra mais restrita quanto a Camara e Senado... lá a coisa tem potencial de virar "zona"

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Vai começar a sacanagem...

 

 

Vai continuar a sacanagem !!

Meus prezados

Parece que a sacanagem não vai começar...

Governo recua sobre voo em classe executiva

Ministério vai enviar ao Congresso mensagem retirando permissão para "mordomia" a autoridades dos três Poderes

O Ministério do Planejamento vai enviar ao Congresso Nacional uma mensagem retirando da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) o dispositivo que permite a compra de passagens em classe executiva para autoridades. A mudança ocorre após a Coluna do Estadão revelar, no domingo, o retorno do privilégio vetado no ano passado.

Um interlocutor do governo afirmou que o recuo deve-se ao “grande esforço de contenção de despesas” que o governo vem fazendo, inclusive com a aprovação da PEC do Teto de Gastos. “É importante que fique demonstrado esse esforço, inclusive em relação às viagens”, complementa.

A justificativa inicial do governo era de que as viagens na classe econômica são cansativas, o que obrigaria as autoridades a se deslocarem com antecedência para seus compromissos, gerando mais gastos com diárias.

O texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, disponível no Congresso há cerca de três semanas, repete a mesma redação de anos anteriores prevendo a permissão da “mordomia” a presidente e vice-presidente da República, ministros de Estado, deputados federais, senadores, desembargadores federais, ministros de Tribunais Superiores, ministros do Tribunal de Contas da União, procurador-Geral da República, subprocuradores-gerais da República, defensor público- geral federal e comandantes das Forças Armadas.

A classe executiva dá acesso a poltronas mais confortáveis e reclináveis, com espaço maior para as pernas e atendimento VIP aos clientes, diferentemente do que ocorre na econômica.

Proibição.

No ano passado, uma emenda do então deputado Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS), hoje prefeito de Porto Alegre, derrubou pela primeira vez a permissão de autoridades de voar em classe executiva.

Em resposta à Coluna do Estadão na semana passada, o Ministério do Planejamento justificou que o objetivo da permissão era “evitar efeitos contraproducentes como a utilização de aeronaves da FAB para deslocamento de autoridades sobretudo em viagens ao exterior, além de evitar a ampliação do pagamento de diárias adicionais para autoridades que, em função da obrigatoriedade de viajar em classe econômica, deviam se deslocar com maior antecedência para os compromissos oficiais”, dizia a nota.

Fonte: O Estado de São Paulo via CECOMSAER 18 MAI 2017

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Só no Brasil mesmo, se usaria a argumentação:

 

Melhor pagar 2000 dólares a mais na executiva do que pagar 150 dólares de uma diária a mais de hotel.

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Não quero defender um ponto ou outro. Mas nessa situação, entendo que podemos (e devemos) fazer um comparativo entre um ministro e um diretor de uma empresa (consideremos, nesse exemplo, que ambos são efetivos - são bons, trazem resultado - no que fazem). De certa forma, um ministro poderia até ser mais importante que um diretor de empresa...

Voltando ao exemplo. Por que uma empresa não manda um diretor viajar de econômica em um voo longo? Porque ela não está preocupada se esse diretor vai gastar uma diária a mais de hotel. Ela está preocupada que, se mandar ele de econômica, ele terá que descansar dois dias (um na ida e outro na volta). E quem vai fazer o trabalho dele naqueles dois dias? Vai contratar outro diretor pra substituir? O problema é que pra não gastar uma passagem em executiva, a empresa ficará sem esse diretor por dois dias. E se ele fizer 3/4 viagens por mês? Vai ficar sem esse diretor por 6/8 dias, fora fim-de-semana??

Todos sabem que tempo é dinheiro. Mas não se trata só do dinheiro: esse talvez seja possível recuperar... e o tempo? Acho que não...

Então uma empresa deixaria de gastar, deixaria de ganhar e teria perdido tempo e capacidade....

Sei lá, só minha opinião...

Edit: só pra esclarecer, como disse o LipeGig, teria que ter controle: nada de acompanhantes.... e restrito no executivo e muito, mas muito, no legislativo e judiciário..

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Às vezes o óbvio não é tão óbvio. Os colegas acima explicitaram bem por que seria interessante que membros do alto escalão do governo, do legislativo, e do judiciário, pudessem voar de executiva para chegar mais bem descansados ao destino quando em viagens a serviço.

 

O problema é que perdemos totalmente a confiança nas instituições, e daí tudo parece mordomia.

 

Falta ao Brasil um elemento agregador que reestabeleça a confiança entre as pessoas, em todos os níveis, dentro e fora do governo, e na sociedade como um todo. Há um vazio que há muitas décadas precisa ser preenchido.

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Nao adianta

Enquanto formos lacaios que aceitam até com certa passividade, certos anacronismos típicos da velha república, tais como carro oficial, passagem aérea de graça, jetom, apartamento funcional, auxílio moradia, etc etc e etc, esse país ainda continuará o mesmo prostíbulo de sempre.

Eles já ganham um salário completamente fora da realidade do país, e além de tudo, levam consigo essas benesses que NINGUÉM consegue tirar deles....já é status-quo.....

E ainda vai ter direito a executiva?

Aceitem... continuem, elaborem ressalvas pra vagabundo voar pago por nós.

País de estrumes.

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Exatamente: perdemos a confiança. Se os políticos recebessem um salário modesto -- compatível com as funções que realmente ocupam -- e agissem de fato em nome do interesse nacional, certamente não objetaríamos.

 

É lógico que com esse descalabro em que vivemos, nesse lixo de república, daí não queremos ceder nada. Odiamos os políticos e eles nos odeiam.

 

Qual a solução?

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Convido todos a lerem "Um país sem excelências e modormia" da Claudia Wallin. Fala principalmente sobre as benesses dos políticos brasileiros em comparação com os políticos suecos. Interessante que também fala sobre o promíscuo relacionamento entre o setor público e privado... enfim....

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Canso de dizer gente, mudar depende de nós.

Coloquem no congresso um grupo seleto de pessoas que tenha o objetivo de fazer do poder publico, algo simples, facil de controlar e acompanhar.

Nada de cargos em comissão, nada de benefícios exagerados como passagens e funcionários mil.

 

Deputado não tem que ter cota nenhuma de viagem. Tem que pleitear qualquer viagem e documentar a razão de forma publica.
Senador não tem que ter cota nenhuma também. Pra mim se ambos aceitaram a "proposta de emprego em Brasilia" e se quiser voltar a sua cidade, que use o seu SALARIO para isso como qualquer pessoa. Na minha visão, deveriam ter direito a UMA passagem por ano, nas férias!!!!!!!!!!!!

 

Juizes ? Juiz não tem que ficar indo para outras cidades dar palestra. E pior que o legislativo, aqui as pessoas em geral sobem na sua cidade.

 

Ministro de estado viajando para representar o país ? Não acho errado. É função deles... mas tem Ministério com foco internacional (Relações Exteriores, Fazenda, Planejamento, Agricultura, Industria e Comércio Exterior, Turismo). Reforma Agrária ? Cidades ? Pra mim esses ministérios NEM deveriam existir!!!!

 

No fim pra deixar claro:

 

em missão oficial quando não voando com aeronave do governo, SEM direito a acompanhante

 

Presidente e Vice-Presidente da Republica

Presidente do Supremo Tribunal Federal

Presidente do Senado

Presidente da Câmara

Ministros de Estado dos 6 ministérios citados

Secretarios Executivos das 6 pastas acima

 

Proibido representação de mais do que 2 ministros acompanhando o presidente.

Proibido presidentes de mais de 1 poder na mesma viagem

Proibido stop over em terceiros paises mesmo durante escala, por mais de 8 horas

 

Objetivo de viagem:

 

1- Eventos oficiais das Nações Unidas (UN)

2- Representação em Posse de um grupo de 30 países com os quais o Brasil elenque interesse comercial, político e militar.

3- Representação em Cerimônias Oficiais de países do G30

4- Viagens com objetivo comercial e político com agenda pública (Missão Comercial)

5- Visitas Oficiais a chefes de estado do G30 (Presidente e Vice-Presidente)

6- Participação em Foruns Globais Relevantes (lista a ser pré-aprovada)

 

Viagem deve ser para chegada no dia do evento e saída no mesmo dia do fim do respectivo evento. Ao se adicionar um dia a viagem (salvo quando compromisso no fim do dia impossibilite a viagem), perde-se o direito a classe executiva. Presidente da Republica - Não aplicável.

 

algo assim....

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