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PP-CJC

Histórias gerais

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Boa noite amigos Forenses.

 

A “Aerovias Brasil” foi novamente vendida – (Correio da Manhã 07/02/1950)

 

Ontem em São Paulo foi assinada a escritura de venda do controle das ações da “Aerovias Brasil”, que havia sido comprada pela “VASP” no princípio do ano passado a um grupo de industriais de S. Paulo tendo à frente o Sr. Olavo Fontoura, que é o atual presidente da “VASP”. Assim, desaparece o consorcio VASP/Aerovias.

 

Não irão a Zurique – (Correio da Manhã 08/02/1950)

 

Retirada dos aviões “Bandeirantes” dessa linha (Os Bandeirantes são os Constellation)

 

Depois de sucessivas supressões, no período de ano e meio, das escalas no Cairo, Frankfurt, Stuttgart e, recentemente Istambul, vesse agora a “Panair do Brasil” na contingencia de retirar no dia 23 suas aeronaves da linha de Zurique. Todavia é pensamento da direção da companhia restabelecer todas essas linhas desde que seja permitido sem desigualdade de força, que ora se verifica, aos embates das concorrências de outras empresas que mantem pousos naquelas cidades.

 

Autorização a Cruzeiro do Sul - (Correio da Manhã 11/02/1950)

Pode voar do Brasil para Nova York ou Wanshington, com escalas em Trinidad, Puerto Rico e Republica Dominicana.

A autorização foi assinada pelo Pres. Truman em 08/02/1950 e está em vigor desde essa data. Outra empresa de aeronavegação brasileira a “Aerovias Brasil S.A.” está autorizada a voar para Miami e Nova Orleans, mas no momento só seve Miami. Por sua vez duas empresas norte-americanas, a Pan-American Airways e a Braniff efetuam vôos comerciais ao Brasil.

 

Abs. Cursio

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Porque a Panair voava linhas razoavelmente absurdas tipo Cairo?

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Porque a Panair voava linhas razoavelmente absurdas tipo Cairo?

 

Alcance talvez? Eu fui montar os trilhos dela nos "dias finais" impressionante a baixa utilização de frota, 2 DC8, 1 Caravelle, 2 Connies (que dava para ser 1 só), 1 DC7, 3 Catalinas e 1 DC3, ou seja rodava a malha inteira com 10 avioes, sendo que a mais utilizada era a frota de Catalina que voava realmente bastante.

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Porque a Panair voava linhas razoavelmente absurdas tipo Cairo?

 

Talvez naquela epoca nao fosse tao absurdo. O Brasil sempre teve uma boa quantidade de imigrantes do Oriente Medio. Alem disso o Egito era um protetorado britanico e o canal de Suez era um dos pontos de comercio e transito mais importantes do mundo. A linha tambem nao era direta e eh provavel que a Panair pudesse transportar passageiros e carga entre Portugal, Italia e Egito.

 

Um mapa das linhas internacionais da Panair em dezembro de 1947:

 

https://www.raremaps.com/gallery/enlarge/38124

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Talvez naquela epoca nao fosse tao absurdo. O Brasil sempre teve uma boa quantidade de imigrantes do Oriente Medio. Alem disso o Egito era um protetorado britanico e o canal de Suez era um dos pontos de comercio e transito mais importantes do mundo. A linha tambem nao era direta e eh provavel que a Panair pudesse transportar passageiros e carga entre Portugal, Italia e Egito.

 

Um mapa das linhas internacionais da Panair em dezembro de 1947:

 

https://www.raremaps.com/gallery/enlarge/38124

 

Que pintura hein!!!

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Esse mapa de rotas merece imprimir em alta resolução, colocar em uma tela e pendurar na parede. Que obra de arte!

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Quanto à operação, imagino que a baixíssima utilização de frota ocorria devido à também baixa confiabilidade dos equipamentos. Impossível imaginar um Connie ou DC-8 operando como a TAP faz hoje em dia. Tem semana que o mesmo A330 faz LIS-CNF-LIS ininterruptamente, todos os dias vem o mesmo avião. Acredito que num batidão desses, uns 2 motores do Connie teriam que ser trocados kkkkkkk.

 

O que me causa espanto, não só na Panair mas em todas as outras, é que, com aeronaves mais lentas, menos frequências semanais, se mandavam em linhas extremamente longas, sendo que o mais lógico seria exatamente fazer como as empresas fazem hoje, atingir mercados através de acordos comerciais. Mas, acredito que havia muito do ego também, quem tem o mapa de rotas maior, quem chega mais longe, ainda que perdendo muito dinheiro ou deixando de ganhar, atraves da ineficiência da operação.

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A utilização baixa dos CVL/DC8 me espanta, mas dos avioes anteriores tem a questao confiabilidade.

 

E quanto as rotas, alem da questao "ostentar", o fluxo de pessoas era menor, logo operar 1 voo semanal, as pessoas esperavam por aquele voo, era a unica opção mesmo

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