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Advogado morre em queda de ultraleve na zona rural de Palmas/TO


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Advogado morre em queda de ultraleve na zona rural de Palmas
Piloto conseguiu se arrastar para fora da aeronave e se salvar, mas o advogado morreu carbonizado. Acidente aconteceu a cerca de 100 metros de pista particular.

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Ultraleve caiu próximo de pista particular (Foto: Heitor Moreira/TV Anhanguera)

O advogado José Simone Nastari, de 63 anos, morreu na tarde deste domingo (20) após a queda de um ultraleve na zona rural de Palmas. A Polícia Militar informou que o acidente aconteceu a cerca de 100 metros de uma pista particular no local chamado de sítio Flyer. O piloto da aeronave conseguiu escapar, mas o passageiro ficou preso e foi carbonizado.
Conforme apurado pela TV Anhanguera no local do acidente, o ultraleve estava sendo pilotado por Paulo Sérgio de Sousa. Ele conseguiu se arrastar e sobreviveu.
O advogado ficou preso às ferragens e foi carbonizado após a aeronave pegar fogo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Palmas e o Corpo de Bombeiros foram acionados e estão no local. O IML foi chamado para fazer a retirada da vítima.
A superintendência da Infraero no Tocantins informou que o local é usado por vários aeroclubes, mas não é homologado e por isso não opera com planos de voo.
O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) informou que recebeu a ocorrência e deve enviar uma equipe de peritos nesta segunda-feira (21) para Palmas.
Aeródromo onde ultraleve caiu está fora do cadastro da Anac por falta de segurança
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que local não tinha o plano de zona de proteção. Acidente causou a morte de advogado; piloto passou por cirurgia e está internado.

O aeródromo de onde o ultraleve que caiu na zona rural de Palmas decolou foi excluído do cadastro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A exclusão ocorreu em março deste ano porque o local não tinha um plano de "zona de proteção", segundo a agência. O acidente ocorreu na tarde deste domingo (20) e causou a morte do advogado José Simone Nastari, de 63 anos. O piloto da aeronave passou por cirurgia e está internado no Hospital Geral de Palmas.
Um novo vídeo feito momentos após o acidente mostra o avião pegando fogo logo depois da colisão com uma árvore. O ultraleve caiu a cerca de 100 metros de uma pista particular no local conhecido como Sítio Flyer.
Além de não ter o plano de zona de proteção, que determina regras sobre alturas de edificações e zonas de escape no terreno do aeródromo, o local também não tinha homologação junto a Infraero. Por causa disso, não opera com planos de voo.
O G1 conversou, por telefone, com Suelene Coelho Abdala, que é um dos proprietários do aeródromo. Ela informou que a área está em processo de regularização e tem a entrada fechada. Disse ainda que o aeródromo é administrado pelo marido dela, que está nos Estados Unidos desde junho deste ano, e por isso não saberia passar mais informações.
Peritos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) devem vir a Palmas para investigar as causas da queda.
Acidente
O vídeo gravado em um celular registrou o momento da queda de um ultraleve na zona rural de Palmas. O acidente deixou o piloto da aeronave ferido e matou o advogado José Simone Nastari, de 63 anos. Testemunhas contaram que a aeronave havia acabado de decolar e caiu a cerca de 100 metros de uma pista particular.
As imagens foram gravadas por Elisa Bonfim, que estava no local, e mostram o ultraleve, modelo Fox 100, fazendo uma curva, mas começa a perder altitude e cai em cima de uma árvore. Após a queda, segundo a Polícia Militar, o piloto Paulo Sérgio de Sousa conseguiu se arrastar para fora do ultraleve. O advogado ficou preso às ferragens e foi carbonizado pelas chamas.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse que a aeronave de matrícula PU-GAP era de caráter experimental e, portanto, proibida de sobrevoar áreas densamente povoadas, fazer acrobacias e lançamento de paraquedistas.
Ainda segundo a Anac, geralmente as investigações envolvendo acidentes com aeronaves experimentais ficam a cargo da Polícia Civil. A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins informou que por enquanto não foi registrado boletim de ocorrência sobre o acidente.
Velório
O corpo do advogado José Simone Nastari, de 63 anos, que morreu na queda de um ultraleve neste domingo (20), foi levado para o interior de São Paulo, onde deve ser velado. A família do advogado mora na cidade de Piracicaba, que fica no interior do estado. O corpo foi liberado do Instituto Médico Legal de Palmas no final da manhã desta segunda-feira (21).
Fonte: G1 Tocantins via CECOMSAER 21 AGO 2017

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  • 1 year later...

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MP apresenta nova denúncia contra piloto de ultraleve que caiu e matou advogado
Segundo o promotor Saulo Vinhal, o piloto não tinha habilitação técnica específica, a aeronave estava com as manutenções atrasadas e a manobra realizada antes da queda não era recomendada.

O Ministério Público Estadual apresentou uma nova denúncia contra o piloto Paulo Sérgio de Sousa, que estava no comando do ultraleve que caiu em Palmas em agosto de 2017. O acidente matou o advogado José Simone Nastari, de 63 anos. Para o promotor Saulo Vinhal, Sousa agiu com dolo eventual, que é quando a pessoa assume o risco de matar.

Segundo o MPE, o piloto não tinha habilitação técnica específica para realizar aquele voo, a aeronave estava com as manutenções atrasadas e a manobra feita logo antes da queda não era recomendada para aquele tipo de aparelho. A conclusão foi após o MP ter tido acesso ao relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) sobre o caso.
Ainda estão sendo apuradas possíveis responsabilizações penais contra o dono da aeronave e o proprietário da pista de aviação.
O G1 ainda tenta localizar a defesa de Paulo Sérgio de Sousa.
Segundo o MPE, caso o juiz aceite os argumentos o piloto pode ser condenado a uma pena de seis a vinte anos de prisão.
http://g1.globo.com/to/tocantins/videos/v/aviao-caiu-na-zona-rural-de-palmas/6091761/
O caso
O advogado José Simone Nastari morreu na tarde do dia 20 de agosto de 2017 durante a queda de um ultraleve na zona rural de Palmas. A Polícia Militar informou que o acidente aconteceu a cerca de 100 metros de uma pista particular no local chamado de sítio Flyer. O piloto da aeronave conseguiu escapar, mas o passageiro ficou preso e foi carbonizado.
Um vídeo gravado em um celular registrou o momento da queda de um ultraleve. As imagens foram gravadas por Elisa Bonfim, que estava no local, mostram o ultraleve, modelo Fox 100, fazendo uma curva, mas começa a perder altitude e cai em cima de uma árvore.

Fonte: G1 Tocantins via CECOMSAER 19 fev 2019

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O MP sempre querendo sangue.

 

O caso é clássico de crime culposo.

Dá uma interpretação para dolo eventual sim.

dolo eventual, que é quando a pessoa assume o risco de matar

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Pro dolo eventual ser caracterizado é necessária a comprovação que aquele resultado era esperado pelo autor do fato.

 

O exemplo clássico é o cidadão que dirige uma Ferrari a 200 km por hora em via pública. Ele sabe que pode causar um grave acidente e mesmo assim continua com a conduta.

 

A intenção do autor em não se importar com eventual resultado morte é que faz o dolo eventual ser caracterizado. E isso é muito difícil de comprovar.

 

O fato de, por exemplo, um motorista sem CNH causar um acidente não significa que ele assumiu o risco de matar outras pessoas.

 

O cidadão, pelo visto, já pilotava ultraleves constantemente e, certamente, não tinha noção que estava colocando a vida de alguém em risco. Se eu fosse pilotar a máquina, aí sim, o dolo eventual poderia ser aventado.

 

Continuo defendo a posição - ressalvando que não li o processo, apenas a notícia - que se trata de crime culposo, no máximo com o agravante da culpa consciente.

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Por isto que falei 2setão, vai depender muito da interpretação do ocorrido.

Quem julgará pode julgar que ele "esticou" o seus conhecimentos assumindo um dolo eventual; outro pode não ter esta posição.

 

É o mesmo caso de alguém a 200km em uma ferrari, mesmo ele tendo o carro há muito tempo ele sabe que o que está fazendo pode matar alguém. Assumindo o risco.

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