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Embraer e Boeing assinam memorando para joint venture em aviação comercial..

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Comunicado vai detalhar união entre Boeing e Embraer

SÃO PAULO - Embraer e Boeing devem divulgar em breve comunicado conjunto com detalhes da criação da nova companhia, marcando o fim das negociações. A companhia americana será majoritária na nova empresa que incluirá a aviação comercial da brasileira. As áreas de defesa, serviços e aviação executiva da Embraer ficam fora do negócio. Nesta terça-feira (3), o presidente Michel Temer realizou reunião com três ministros e o comandante da Aeronáutica para conhecer os detalhes do negócio.

O Valor havia adiantado o teor da negociação na edição desta terça-feira, em reportagem assinada por Claudia Safatle e Fabio Murakawa. Segundo fontes, a reunião entre as empresas para a apresentação de memorandos de entendimentos deverá ser marcada para as próximas duas semanas.

Executivos das duas empresas estiveram reunidos na semana passada em Évora, Portugal, onde a companhia brasileira possui uma fábrica. As notícias, segundo disse um ministro ao Valor, são de que “as coisas estão caminhando bem”.

No governo, o tema vem sendo monitorado por representantes dos Ministérios da Fazenda e da Defesa, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Aeronáutica. Enquanto fontes no mercado falam em um acordo próximo, a pasta da Defesa trata a informação ainda como “especulação”.

Os memorandos de entendimento detalham como ficam o desenvolvimento da pesquisa no Brasil, o emprego dos engenheiros, a divisão dos ativos, as compras conjuntas e o uso da joint venture para impulsionar as vendas da Embraer defesa. O desfecho das negociações entre as duas empresas está próximo.

Fontes do governo atribuem às duas empresas as maiores dificuldades em todo o processo. No início, o único reparo do governo, quando soube do interessa da Boeing em adquirir ou fazer uma parceria com a Embraer, foi manifestar preocupações quanto ao que poderia acontecer com o braço de defesa da Embraer e com a continuidade da pesquisa no Brasil.

A área de defesa da Embraer opera muito próxima da área comercial e as inovações dos projetos de defesa acabam, não raro, sendo utilizados na área comercial da companhia. Ao governo interessava saber como, em uma eventual fusão, ficaria o formato e, também, quais as restrições que o governo americano poderia colocar no braço de defesa da Embraer no caso de uma aquisição.

A primeira abordagem da Boeing foi a possibilidade de uma aquisição quase que integral da Embraer e eventual fechamento de capital da empresa. Tal proposta, porém, nem chegou a ser apresentada ao conselho de administração da empresa brasileira e o governo deixou claro que teria restrições a esse modelo, dada a importância da Embraer na pesquisa e em projetos de defesa no país.

Em fevereiro, quando as considerações do governo brasileiro foram levadas à Boeing, ficou claro para as duas empresas que a saída seria uma parceria. De março para cá, as maiores dificuldades nas negociações foram as restrições impostas pelo conselho da Embraer.

Nos dois últimos meses, maio e junho, ambas passaram a trabalhar em uma associação por meio de uma joint venture com controle da Boeing e com participação minoritária da Embraer. A área de defesa, nesse modelo, seria apartada e ficaria sob o guarda chuva de uma nova empresa controlada 100% pela atual Embraer.

Fonte: Valor Economico via CECOMSAER 4 JUL 2018

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Bom dia amigos Forenses.

 

Embraer e Boeing assinam memorando para joint venture em aviação comercial..

 

https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2018/07/05/embraer-e-boeing-assinam-memorando-de-entendimento-para-joint-venture-em-aviacao-comercial.htm?cmpid=copiaecola

 

Fonte - UOL

 

Abs. Cursio

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Companhias devem estabelecer parceria estratégica para acelerar crescimento aeroespacial global

CHICAGO & SÃO PAULO, 5 de julho, 2018 – A Boeing (NYSE: BA) e a Embraer (B3: EMBR3, NYSE: ERJ) anunciaram que assinaram um Memorando de Entendimento para estabelecer uma parceria estratégica que possa impulsionar seu crescimento no mercado aeroespacial global.

O acordo não-vinculante propõe a formação de uma joint venture que contempla os negócios e serviços de aviação comercial da Embraer, estrategicamente alinhada com as operações de desenvolvimento comercial, produção, marketing e serviços de suporte da Boeing. Nos termos do acordo, a Boeing deterá 80% da propriedade da joint venture e a Embraer, os 20% restantes.

“Ao formarmos essa parceria estratégica, estaremos muito bem preparados para gerar valor significativo para os clientes, empregados e acionistas de ambas as empresas – e para o Brasil e os Estados Unidos”, disse Dennis Muilenburg, presidente, chairman e CEO da Boeing. “Esta importante parceria está claramente alinhada à estratégia de longo prazo da Boeing de investir em crescimento orgânico e retorno de valor aos acionistas, complementada por acordos estratégicos que aprimoram e aceleram nossos planos de crescimento”, disse Muilenburg.

“Esse acordo com a Boeing criará a mais importante parceria estratégica da indústria aeroespacial, fortalecendo ambas as empresas e sua posição de liderança do mercado mundial”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente e CEO da Embraer. “A combinação de negócios com a Boeing deverá gerar um novo ciclo virtuoso para a indústria aeroespacial brasileira, com maior potencial de vendas, aumento de produção, geração de emprego e renda, investimentos e exportações, agregando maior valor para clientes, acionistas e empregados”.

A transação avalia 100 por cento das operações e serviços de aviação comercial da Embraer em 4,75 bilhões de dólares e contempla o pagamento por parte da Boeing do valor de 3,8 bilhões de dólares pelos 80 por cento de propriedade na joint venture. A expectativa é que a parceria proposta seja contabilizada nos resultados da Boeing por ação, no início de 2020, e gere sinergia anual de custos estimada de cerca de 150 milhões de dólares – antes de impostos – até o terceiro ano.

A parceria estratégica reunirá mais de 150 anos de liderança combinada no setor aeroespacial e potencializará as linhas de produtos comerciais altamente complementares das duas empresas. A parceria é a evolução natural de um extenso histórico de colaboração entre Boeing e Embraer que remonta há mais de 20 anos.

Uma vez consumada a transação, a joint venture na aviação comercial será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil, incluindo um presidente e CEO. A Boeing terá o controle operacional e de gestão da nova empresa, que responderá diretamente a Muilenburg.

A joint venture se tornará um dos centros de excelência da Boeing para o desenvolvimento de projetos, a fabricação e manutenção de aeronaves comerciais de passageiros e será totalmente integrada à cadeia geral de produção e fornecimento da Boeing.

A Boeing e a joint venture estarão aptas a oferecer uma linha abrangente e complementar de aeronaves de passageiros de 70 a mais de 450 assentos, além de aviões de carga, oferecendo produtos e serviços do mais alto nível para melhor atender uma base global de clientes.

KC-390-4-1024x697.jpgEmbraer KC-390

Além disso, as empresas também irão criar outra joint venture para promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa, em especial o avião multimissão KC-390, a partir de oportunidades identificadas em conjunto.

“Os investimentos conjuntos na comercialização global do KC-390, assim como uma série de acordos específicos nas áreas de engenharia, pesquisa e desenvolvimento e cadeia de suprimentos, ampliarão os benefícios mútuos e aumentarão ainda mais a competitividade da Boeing e da Embraer”, disse Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer.

A finalização dos detalhes financeiros e operacionais da parceria estratégica e a negociação dos acordos definitivos da transação devem continuar nos próximos meses. Uma vez executados estes acordos definitivos de transação, a parceria estará, então, sujeita a aprovações regulatórias e de acionistas, incluindo a aprovação do governo brasileiro, bem como outras condições habituais pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo. Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a transação seja fechada até o final de 2019, ou seja, entre 12 a 18 meses após a execução dos acordos definitivos.

“Esta parceria estratégica é a evolução natural de um longo histórico de colaboração entre a Boeing e a Embraer em uma série de iniciativas no setor aeroespacial há quase três décadas”, afirmou Greg Smith, vice-presidente executivo Financeiro e vice-presidente de Estratégia e Desempenho da Boeing. “Ela está alinhada com a estratégia da Boeing de buscar oportunidades estratégicas de investimento que demonstrem valor real e acelerar nossos planos de crescimento orgânico. Esta parceria iráfortalecer as capacidades verticais da Boeing e aumentar o valor gerado para nossos clientes durante todo o ciclo de vida de produtos e serviços de ponta da indústria”.

A Boeing e a Embraer se beneficiarão de uma escala, recursos e presença mais amplos, incluindo uma cadeia global de fornecedores, vendas, marketing e serviços, que lhes permitirá obter benefícios com eficiências de alto nível em toda a organização. Além disso, a parceria estratégica permitirá compartilhar as melhores práticas de fabricação e desenvolvimento de aeronaves.

A transação não terá impacto nas projeções financeiras da Boeing e da Embraer para 2018, bem como na estratégia de implantação de capital e no compromisso da Boeing de retornar cerca de 100 por cento do fluxo de caixa livre para os acionistas.

DIVULGAÇÃO: Boeing e Embraer

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"Chegamos a um formato que atende a todos", diz presidente da Embraer
Segundo o executivo, acordo é bastante complexo
O presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, afirmou que as negociações da fabricante com a Boeing para uma joint venture na aviação comercial foram complexas.
—Chegamos a um formato que atende a todos os interesses — afirmou, em entrevista antes da teleconferência com analistas e investidores, na manhã desta quinta-feira (5).
Segundo o executivo, a Embraer será majoritária na outra joint venture que ambas estão prevendo para a área de defesa e segurança. Leia a seguir os principais trechos:

As negociações entre Boeing e Embraer foram oficialmente anunciadas em dezembro. Por que o anúncio do acerto demorou todo esse tempo?
Esse é um acordo bastante complexo. E, uma vez que o governo brasileiro é detentor de uma golden share (ação especial que dá poder de veto em algumas negociações), ele tinha uma opinião bastante forte de que a Embraer deveria garantir a independência do setor de defesa. Queria que esse setor fosse sustentável, e que a Embraer no Brasil continuasse a ter independência nessa área, tendo a gestão e o domínio completo da engenharia e do desenvolvimento de novos programas no futuro. Por isso, passamos a trabalhar em algumas alternativas, e aí é realmente mais complexo. Até que chegamos a um formato que entendemos atender a todas as partes: ao governo brasileiro, à Embraer, à Boeing, aos nossos acionistas.
Mas tinha algum ponto específico travando o acordo?
Não tinha um ponto específico. É que, à medida que você vai dividir uma empresa que tem uma aviação comercial, uma área de defesa e uma aviação executiva, quando você faz a separação, você automaticamente entra na necessidade de se ter acordos operacionais entre essas empresas. Existem fábricas, existe a engenharia, a cadeia de fornecedores. Então, era necessário que nós costurássemos os acordos operacionais. E esses acordos são complexos. Não são feitos de uma hora pra outra, são muitos detalhes. E isso é que realmente levou mais tempo.
O comunicado diz que será criada uma outra joint venture para a área de defesa, e essa era exatamente a área em que havia mais empecilhos por parte do governo. Como vai funcionar esse acordo, especificamente?
Esse é um ponto muito importante. Essa joint venture vai dar possibilidade de a Embraer S/A (a empresa que vai ficar com as áreas de defesa e de aviação executiva) ter um crescimento bastante forte. Essa joint venture vai ser criada com a Boeing, mas a Embraer será majoritária. Não sabemos ainda o porcentual, mas a Embraer será majoritária. Os resultados dessa nova empresa serão consolidados no balanço da Embraer S/A. A joint venture será destinada a explorar oportunidades no setor de defesa, especialmente a venda do (cargueiro) KC-390, por meio da rede da Boeing. A Boeing tem uma área de defesa que representa aproximadamente um terço das suas receitas, ou cerca de US$ 28 bilhões, com muitos clientes. A joint venture dará a possibilidade de a Embraer ter acesso a esses mercados, o que, sem a Boeing, seria extremamente difícil. Com a Boeing, nós temos uma possibilidade muito grande. A Boeing entende que o KC-390 é um avião muito eficiente, que pode ter um sucesso muito grande, que há uma demanda muito importante no mundo para esse avião. Então, para a Embraer S/A isso é ótimo, porque vai significar mais exportação, mais empregos e mais vendas.
É uma parceria só na área comercial, ou também vai englobar desenvolvimento de produtos?
Comercial. Evidentemente que, dependendo do país, vai ser necessária uma certa customização do avião, e aí quem vai fazer a customização será a joint venture. Mas isso já é um detalhe que faz parte de uma discussão que ainda será feita para detalhar exatamente como a joint venture vai funcionar. Hoje, a decisão é que a joint venture vai existir e que o fundamento será esse que eu disse.
O governo teria condicionado a aprovação do acordo à manutenção dos empregos. Como ficou essa questão? Como foram as negociações?
Nós estamos em contato com o governo, através do grupo técnico, desde janeiro, com reuniões periódicas, até que chegamos a este formato. Agora nós vamos fazer as negociações finais dos documentos com a Boeing, e esse é um processo que vai levar talvez uns três ou quatro meses. Aí, uma vez que os documentos estiverem na sua forma final, nós vamos submetê-los à aprovação final do governo brasileiro, por conta da golden share. Esse é o processo normal. Em relação aos empregos, o que estamos antevendo aqui é um aumento das contratações, uma vez que a aviação comercial vai estar mais inserida na cadeia global da Boeing. Ou seja, Embraer e Boeing formam o grupo aeroespacial mais importante do mundo, com uma possibilidade de oferecer às empresas aéreas jatos de 76 a 450 assentos. A Boeing tem um interesse muito grande nos nossos aviões, ela vê uma demanda bastante grande, e portanto, naturalmente, o que deve acontecer são vendas maiores, mais exportações e maior geração de empregos.
Mas foi indicado nos contratos que os empregos seriam mantidos, assim como as fábricas?
Tudo ficará exatamente como é hoje, não muda nada.
A Embraer S/A continuará na Bolsa de Valores?
Exatamente. O que vamos fazer é a separação dos ativos de aviação comercial que estão na Embraer S/A hoje. Vamos pegar esses ativos, separar e colocar numa nova empresa. A Embraer S/A continua uma empresa de capital aberto, igual a hoje, listada nos Estados Unidos e aqui na B3, com os negócios de aviação executiva e defesa. E terá investimento de 20% na nova empresa de aviação comercial criada com a Boeing. Essa terá capital fechado.
E como fica a questão da marca Embraer na nova empresa?
Isso ainda não está definido. Vai ser na próxima fase das negociações.
Fonte: GaúchaZH 5 JUL 2018
Boeing compra Embraer e leva inteligência e defesa no pacote
Negócio com gigante americana surpreende ao incluir participação minoritária em empresa dedicada à defesa, setor que costuma ser protegido mesmo em países com economia muito aberta
O anúncio do acordo entre a gigante americana Boeing e a brasileira Embraer ainda provoca muita confusão no mercado. Além da avaliação da empresa, de US$ 3,8 bilhões (quase R$ 15 bilhões pelo câmbio atual), ter sido considerada baixa, houve grande surpresa com o fato de a área de defesa também ter entrado no negócio. Todos os analistas, e até os primeiros relatos oficiais davam conta de que a criação de uma nova companhia, controlada em 80% pela Boeing e participação de 20% da Embraer, seria focada apenas em aviação comercial.

No entanto, no final da manhã desta quinta-feira (6), ficou claro que também haverá associação na produção de aeronaves dedicadas à defesa, com relação de participação inversa (Embraer 80%, Boeing 20%). Além de o segmento de defesa ser habitualmente alvo de pesadas proteções a presença estrangeira, por ser estratégico, as primeiras reações do governo Temer sobre a negociação mostravam consciência do que estava em jogo.
Além de ser uma rara empresa brasileira com forte inserção no mercado global, a Embraer é uma das companhias mais inovadoras do Brasil. Pouco antes da venda, foi divulgado o resultado do Anuário Inovação Brasil, ranking elaborado pelo jornal Valor Econômico e pela consultoria Strategy&, subsidiária da PwC.
A Embraer foi vencedora pelo terceiro ano consecutivo, resultado de sua aposta em geração de inteligência no negócio. Cerca de metade de toda sua receita atual é gerada por produtos e serviços criados nos últimos cinco anos. Todo esse conhecimento e essa forma rápida de evoluir passam para a nova gigante, controlada pela Boeing. As ações da Embraer despencam mais de 14% na bolsa neste início de tarde de quinta-feira (5). De todas as vendas de empresas com algum tipo de incidência estatal (a União tem golden share, que permite bloquear decisões estratégicas), essa era a menos necessária e urgente.
Fonte: Marta Sfredo para Gaúcha ZH 5 JUL 2018

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Nota oficial da Boeing:
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Boeing and Embraer to Establish Strategic Aerospace Partnership to Accelerate Global Aerospace Growth

CHICAGO and SÃO PAULO, July 5, 2018 /PRNewswire/ -- Boeing (NYSE: BA) and Embraer (B3: EMBR3, NYSE: ERJ) announced they have signed a Memorandum of Understanding to establish a strategic partnership that positions both companies to accelerate growth in global aerospace markets.

The non-binding agreement proposes the formation of a joint venture comprising the commercial aircraft and services business of Embraer that would strategically align with Boeing's commercial development, production, marketing and lifecycle services operations. Under the terms of the agreement, Boeing will hold an 80 percent ownership stake in the joint venture and Embraer will own the remaining 20 percent stake.

"By forging this strategic partnership, we will be ideally positioned to generate significant value for both companies' customers, employees and shareholders – and for Brazil and the United States," said Dennis Muilenburg, Boeing's Chairman, President and Chief Executive Officer. "This important partnership clearly aligns with Boeing's long-term strategy of investing in organic growth and returning value to shareholders, complemented by strategic arrangements that enhance and accelerate our growth plans," Muilenburg said.

"The agreement with Boeing will create the most important strategic partnership in the aerospace industry, strengthening both companies' leadership in the global market," said Paulo Cesar de Souza e Silva, Embraer Chief Executive Officer and President. "The business combination with Boeing is expected to create a virtuous cycle for the Brazilian aerospace industry, increasing its sales potential, production, creating jobs and income, investments and exports, and in doing so, adding more value to customers, shareholders and employees."

The transaction values 100 percent of Embraer's commercial aircraft operations at $4.75 billion, and contemplates a value of $3.8 billion for Boeing's 80 percent ownership stake in the joint venture. The proposed partnership is expected to be accretive to Boeing's earnings per share beginning in 2020 and to generate estimated annual pre-tax cost synergies of approximately $150 million by year three.

The strategic partnership will bring together more than 150 years of combined leadership in aerospace and leverage the two companies' highly complementary commercial product lines. The partnership is a natural evolution of a long-standing history of collaboration between Boeing and Embraer over more than 20 years.

On finalization, the commercial aviation joint venture will be led by Brazil-based management, including a President and Chief Executive Officer. Boeing will have operational and management control of the new company, which will report directly to Muilenburg.

The joint venture will become one of Boeing's centers of excellence for end-to-end design, manufacturing, and support of commercial passenger aircraft, and will be fully integrated into Boeing's broader production and supply chain.

Boeing and the joint venture would be positioned to offer a comprehensive, highly complementary commercial airplane portfolio that ranges from 70 seats to more than 450 seats and freighters, offering best-in-class products and services to better serve the global customer base.

In addition, both companies will create another joint venture to promote and develop new markets and applications for defense products and services, especially the KC-390 multi-mission aircraft, based on jointly-identified opportunities.

"Joint investments in the global marketing of the KC-390, as well as a series of specific agreements in the fields of engineering, research and development and the supply chain, will enhance mutual benefits and further enhance the competitiveness of Boeing and Embraer," said Nelson Salgado, Embraer's Executive Vice President, Financial and Investor Relations.

Finalization of the financial and operational details of the strategic partnership and negotiation of definitive transaction agreements are expected to continue in the coming months. Upon execution of these agreements, the transaction would then be subject to shareholder and regulatory approvals, including approval from the Government of Brazil, as well as other customary closing conditions. Assuming the approvals are received in a timely manner, the transaction is expected to close by the end of 2019, 12-18 months after execution of the definitive agreements.

"This strategic partnership is a natural evolution of the long-standing history of collaboration between Boeing and Embraer on a range of aerospace initiatives over almost three decades," said Greg Smith, Boeing Chief Financial Officer and Executive Vice President of Enterprise Strategy & Performance. "It is aligned with Boeing's enterprise strategy of pursuing strategic investment opportunities where they demonstrate real value and accelerate our organic growth plans. This partnership will strengthen the vertical capabilities of Boeing and enhance value for our customers through the full lifecycle of industry-leading products and services."

Boeing and Embraer will benefit from a broader scale, resources and footprint, including global supply chain, sales and marketing, and services network, which will enable them to capture benefits from best-in-class efficiencies across the organizations. Additionally, the strategic partnership will provide opportunities to share best practices in manufacturing and across development programs.

The transaction will have no impact on Boeing and Embraer financial guidance for 2018 or Boeing's cash deployment strategy and commitment to returning approximately 100 percent of free cash flow to shareholders.

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Boeing to take 80% stake in Embraer's commercial business
05 JULY, 2018 SOURCE: FLIGHT DASHBOARD
Boeing is to take an 80% stake in a Embraer's commercial aircraft and services business under a joint-venture arrangement, with the Brazilian airframer retaining the other 20%.
The proposed JV is part of a nonbinding memorandum of understanding, disclosed by Boeing, to establish a strategic partnership with Embraer.
Boeing chief executive Dennis Muilenburg expects the partnership to generate "significant value for both companies' customers, employees and shareholders – and for Brazil and the United States".
He states: "This important partnership clearly aligns with Boeing's long-term strategy of investing in organic growth and returning value to shareholders, complemented by strategic arrangements that enhance and accelerate our growth plans."
Embraer chief Paulo Cesar de Souza e Silva describes the deal as "the most important strategic partnership in the aerospace industry".
He foresees "a virtuous cycle for the Brazilian aerospace industry, increasing its sales potential, production, creating jobs and income, investments and exports, and in doing so, adding more value to customers, shareholders and employees".
Boeing says the transaction values Embraer's commercial aircraft operations at $4.75 billion. Hence, Boeing's 80% stake is worth $3.8 billion.
The US airframer expects the proposed partnership to be accretive to its earnings per share from 2020 and produce annual pre-tax cost synergies of $150 million by year three.
"The partnership is a natural evolution of a long-standing history of collaboration between Boeing and Embraer over more than 20 years," adds Boeing.
On its finalisation, the commercial aviation joint venture will be led by Brazil-based management, including a president and chief executive. Boeing will have operational and management control of the new company, which will report directly to Muilenburg.
"The joint venture will become one of Boeing's centres of excellence for end-to-end design, manufacturing, and support of commercial passenger aircraft, and will be fully integrated into Boeing's broader production and supply chain," says the US airframer, which asserts that the joint venture will "offer a comprehensive, highly complementary commercial airplane portfolio that ranges from 70 seats to more than 450 seats and freighters".
Additionally, Boeing and Embraer are to create another defence-focused joint venture. "Joint investments in the global marketing of the KC-390, as well as a series of specific agreements in the fields of engineering, research and development and the supply chain, will enhance mutual benefits and further enhance the competitiveness of Boeing and Embraer," states Nelson Salgado, Embraer's executive vice-president of financial and investor relations.
Boeing says financial and operational details of the strategic partnership are to be finalised, and definitive transaction agreements negotiated, "in the coming months". The release provides no details about several critical issues that reportedly delayed an agreement for months, including the accounting for Embraer's aftermarket sales and pool of engineers. The release also excludes any mention of Embraer Executive Jets, which appears to be omitted from the commercial partnership.
The transaction will then be subject to shareholder and regulatory approvals, including approval from the government of Brazil. If these approvals are received "in a timely manner", Boeing expects the transaction to close by the end of 2019.

Embraer aims for Brazil approval of JV by early November
05 JULY, 2018 SOURCE: FLIGHT DASHBOARD BY: GHIM-LAY YEO WASHINGTON DC
Embraer expects to secure approval for its proposed commercial aviation joint venture with Boeing within the current administration of Brazil president Michel Temer, before a new government takes over in 2019 following elections in October.
Embraer needs to reach a definitive agreement with Boeing for the joint venture, and plans to present it for approval by the Brazilian government around end-October or early November at "the latest", says Embraer chief executive Paulo Cesar de Souza e Silva in a call with investors.
Under the proposed joint venture, neither Boeing and Embraer will be able to sell their stakes in the joint venture for a period of 10 years from the close of the deal. Boeing will pay $3.8 billion for a 80% stake in the joint venture, with Embraer holding the remaining 20%.
The Brazil government, which holds a golden share in Embraer, has the right to block the proposed joint venture. Approvals by Embraer's shareholders are expected around early to mid-December following government approvals, adds Silva.
The transaction also requires approvals by anti-trust regulators in at least 10 jurisdictions, including Europe and China, say Embraer executives.
The Brazilian manufacturer says it does not expect any major regulatory hurdles, as it points to the eight months it took for Airbus and Bombardier to gain approvals for Airbus taking a majority stake in the CSeries programme. Boeing and Embraer expect to close their proposed joint venture by end-2019.
The planned joint venture will assume all of Embraer's debt related to its commercial aviation segment. While Embraer says this constitutes a "good amount" of the company's overall debt, its executives were not able to specify an exact figure.
Silva points to several factors including industry consolidation and growing markets like China as among reasons driving the planned joint venture. "This partnership makes a lot of sense," he says. "For Embraer, it means we will have better access to markets with Boeing and access to Boeing's clients. There is also a possibility for Boeing to tap into different airlines and clients with the E2."

Boeing, Embraer form separate joint venture to boost KC-390
05 JULY, 2018 SOURCE: FLIGHTGLOBAL.COM BY: STEPHEN TRIMBLE WASHINGTON DC
Boeing and Embraer will create a joint venture to promote the KC-390 and other defence products and services for new markets and applications, the companies announced on 5 July.
The new agreement expands a six-year-old relationship between Embraer and Boeing on the KC-390 programme. A joint press release issued on 5 July includes only two sentences about the formation of the new joint venture.
“Joint investments in the global marketing of the KC-390, as well as a series of specific agreements in the fields of engineering, research and development and the supply chain, will enhance mutual benefits and further enhance the competitiveness of Boeing and Embraer,” says Nelson Salgado, Embraer's executive vice-president, for financial and investor relations.
The statement does not indicate that Boeing will assume ownership of the KC-390 programme, but rather invest in marketing, engineering and other areas. Embraer’s independence as a defence manufacturer was a key sticking point in negotiations about Boeing taking a stake in Embraer’s commercial aviation division.
The Brazilian air force formed Embraer in 1969 to re-market a military transport for the commercial sector, and the company remains the service’s primary aircraft supplier.
At the same time, Boeing has been involved in the KC-390 programme since early in the transport-tanker's development.
Boeing agreed to provide technical support to Embraer on the twin-engined KC-390 in 2012, just as the US manufacturer’s production line for the four-engined C-17 airlifter neared an end. A year later, Boeing and Embraer expanded the agreement to allow the former to provide marketing support in new markets.
The KC-390 is close to completing a nine-year-long development phase. Last month, Embraer re-affirmed that the first delivery of a production version of the KC-390 to the Brazilian air force is on track by the end of the year.
One of Embraer’s two KC-390 test aircraft sustained damage during a runway test on 5 May in Brazil.

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Quem conhece sabe que o mercado de ações funciona subindo no boato, e caindo no fato... Ou seja, desde que o boato veio a público, em dezembro, as ações subiram muito. Agora quem comprou está realizando o lucro. Coisa normal. Nada tem a ver com a questão de ser ou não um bom negócio.

Aliás... Esse negócio ainda está longe de ser finalizado, e muitos detalhes ainda precisam ser revelados.

Trabalhei na empresa posso dizer que o clima para os funcionários é de desconforto, pois mudanças virão. Porém todos sabem que era necessário ocorrer para garantir o futuro da empresa e dos empregos.

Edited by Ozires

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E o que fez cair as ações da Embraer na bolsa?

Acredito que seja pelo fato de estar sendo realizada uma compra disfarçada de JV. Acredito que se fosse numa proporção 51/49 o impacto seria menor, ao parecer que Boeing e Embraer seriam sócias em igualdade.

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Talvez esta notícia reflete o ceticismo do mercado sobre o acordo:


Investidor reclama na CVM que operação Boeing-Embraer tenta burlar OPA


Renato Chaves acha que a joint-venture mascara uma aquisição de controle que é barata para a Boeing, e cara para os acionistas da fabricante brasileira

Por Estadão Conteúdo


Reclamação do investidor pode ser aceita ou não, e mesmo que aceita, não necessariamente determinará a realização da Oferta Pública de Aquisição (Roosevelt Cassio/Reuters)


Rio de Janeiro – O consultor em governança corporativa Renato Chaves protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) uma reclamação formal contra a operação entre Embraer e Boeing. Ele é acionista da empresa brasileira e participou de sua reestruturação em 2006, quando era diretor da Previ (fundo de pensão do BB). Agora, acha que a chamada joint-venture mascara uma aquisição de controle que está saindo barata para a Boeing, e cara para os acionistas da fabricante brasileira. Pelo estatuto da Embraer, deve haver uma Oferta Pública de Aquisição (OPA).


“A Embraer perde uma posição de destaque, deixa de ser comandante para virar passageira. Já a Boeing encontrou uma forma inteligente de não gastar dinheiro e ter um conhecimento que levaria anos para construir. Desenvolver uma área de aviões comerciais como é a Embraer hoje levaria uns cinco anos”, afirma, lembrando que só a homologação de um avião leva cerca de dois anos.


A CVM pode aceitar ou não a reclamação do investidor e, mesmo que aceite, não necessariamente determinará a realização da OPA. Para Chaves, “erros na comunicação” feita pelas duas empresas aumentam as chances de sucesso no órgão regulador do mercado capitais.


Apesar do esforço para qualificar a modelagem como joint venture, vários pontos do comunicado reforçam o papel de compradora da Boeing. Notícias publicadas no site da Embraer e o próprio fato relevante falam em “aquisição” pela norte-americana das ações da empresa que será criada, indicam que terá “controle operacional e de gestão da nova empresa”.


“A operação em si nasceu torta, e erros de comunicação agravam a situação”, diz. O acionista não pretende questionar a associação, mas o modelo escolhido. Ontem, ao ler as primeiras informações, ele diz ter se surpreendido com a transferência para a nova empresa – de capital fechado, na qual a Embraer deterá apenas 20% – das atividades de aviação comercial, segmento no qual a companhia brasileira é líder global e que representa a maior parte de sua receita. Ao analisar toda a documentação, outros pontos chamaram a atenção do ex-diretor da Previ.


Ele coloca em dúvida a avaliação dos ativos que serão aportados na nova empresa. A Embraer entra com ativos já consolidados no mercado, que representam 85% de sua receita, e a Boeing, com “as operações de desenvolvimento comercial, produção, marketing e serviços de suporte”, mas a brasileira terá apenas 20% de participação na joint venture. Além disso, o período de 10 anos em que as empresas não poderão vender suas participações aumenta, em sua opinião, a fragilidade da Embraer, que pode ver 80% de sua receita se transformar em uma empresa sem ativos, já que os projetos de aviões comerciais aportados estarão depreciados ao final do contrato e não há segurança de que novos projetos terão sido desenvolvidos.


“Também não está claro nos comunicados se a aviação executiva será transferida para a nova empresa, o que deixaria a Embraer só com a área de Defesa”, completa, frisando que, quando fala em aviação comercial, a Embraer se refere a tudo o que não é Defesa.




Infelizmente, o governo federal não soube tirar partido da proposta com a Boeing. Que a americana fosse dona de 100% da empresa, mas que mantivesse a estrutura administrativa no Brasil, emprego de 95% dos cargos por brasileiros, o R&D aqui, assim como a produção dos aviões no país. E para garantir isso, ter golden-share.


Não é nada de soberania nacional, mas o que está em xeque são empregos de alto valor agregado, especializado, com alta tecnologia, isso em um país exportador de sobremesa, soja e minério.

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Acordo na área de Defesa é recebido com surpresa
Um dos elementos de surpresa no anúncio da parceria entre a brasileira Embraer e a americana Boeing, na quinta-feira, 5, foi a criação de uma joint venture não só para a aviação comercial – o que já era esperado -, mas também uma atuação conjunta no setor de Defesa e Segurança. As duas empresas vão unir forças para a comercialização do cargueiro KC-390.
Considerado um “supercargueiro”, com 35,2 metros de comprimento e capacidade para transportar até 23 toneladas, o KC-390 é o maior avião já desenvolvido no Brasil. Mais de 50 empresas brasileiras participam do projeto, que tem ainda colaboração de Argentina, Portugal e República Checa.
O consenso do mercado é que existe um bom interesse global para o KC. A Força Aérea Brasileira (FAB) já pediu 28 aeronaves, no valor de US$ 7,2 bilhões, a serem entregues nos próximos 12 anos.
A Embraer terá participação majoritária na companhia a ser criada no setor de Defesa, embora o porcentual que a empresa cederá à Boeing ainda não esteja definido.
A exemplo do que ocorrerá na parceria de aviação comercial, a subsidiária também ficaria livre dos efeitos da “golden share”, ação especial do governo que dá direito a veto – isso porque se tratará de uma subsidiária, e não da Embraer em si.
Troca
Tanto a gigante americana quanto o governo cederam ao longo das negociações que se estenderam por nove meses. Inicialmente, o interesse da Boeing era por 100% da Embraer, incluindo o segmento de Defesa, o que logo foi descartado pelo Planalto.
Durante as negociações, uma ala do governo chegou a defender que a Embraer tivesse participação maior na nova empresa. Chegaram a citar até 51% dos norte-americanos e 49% dos brasileiros. A proposta não avançou.
O Planalto, diante da avaliação de que a venda seria o melhor para a sobrevivência da Embraer no longo prazo, passou a concentrar esforços em algumas cláusulas consideradas inegociáveis: separação do braço de defesa, manutenção do poder de veto. Além disso, fez também menções a outros assuntos, como a manutenção em solo nacional da tecnologia desenvolvida no Brasil.
A avaliação geral era que os acordos fechados na quinta-feira, 5, foram suficientes para “blindar” a fabricante de aeronaves nacional.
Vantagens
Na quinta-feira, o presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, disse que a parceria relativa ao cargueiro vai explorar oportunidades por meio da rede de clientes da Boeing.
O executivo afirma que a parceria poderá dar à brasileira acesso a novos mercados. “Então, para a Embraer, isso (o acordo) é ótimo, porque vai significar mais exportação, mais empregos e mais vendas”, disse o executivo ao jornal O Estado de S. Paulo.
Dependendo do país que adquirir a aeronave, explicou o executivo, será necessária uma certa customização do avião. “Quem vai fazer a customização será a joint venture. Mas isso já é um detalhe que faz parte de uma discussão que ainda será feita para detalhar exatamente como a joint venture vai funcionar”, destacou o presidente da Embraer.
A joint venture em Defesa poderá aumentar seu escopo para englobar os caças Gripen, fabricados pela Saab, de acordo com analistas. A avaliação é que a americana poderia utilizar a força de sua cadeia de suprimentos para ajudar a empresa sueca e a Embraer na construção dos Gripen. “Se a Boeing conseguisse diminuir o preço do Gripen, ele se tornaria um produto incrível para venda”, disse Richard Aboulafia, consultor da indústria aeroespacial. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: jornal O Estado de São Paulo via ISTOÉ 6 JUL 2018

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É claro que tudo no mundo é dinâmico, inclusive no ramo aeronáutico. As condições que prevaleciam há dez, cinquenta anos atrás, podem ser diferentes agora. Isto para dizer que ultimamente passou-se a afirmar que se a EMBRAER não se unir à BOEING tenderá a desaparecer no futuro. Parece até que nos seus cinquenta anos a EMBRAER sempre navegou em céu de brigadeiro e não precisou enfrentar um leão a cada dia.

 

Enfrentando concorrentes poderosos e menos poderosos, conseguiu emplacar o Bandeirante sobretudo nos Estados Unidos e Austrália. O Brasília até hoje ainda voa nos Estados Unidos e em outros países. Os ERJ tiveram e ainda têm seu lugar de destaque, enfrentando os então já consolidados CRJ. E mais de 1.400 E-Jets já foram comercializados nos seus 14 anos de vida. E quantos modelos de outras empresas não sobreviveram? Até a Fokker, responsável por uma das aeronaves mais populares, não resistiu.

 

Claro que agora estão surgindo novos concorrentes. Fabricantes do Japão, China, Rússia, Canadá desenvolveram e estão desenvolvendo novas aeronaves. E contam com a ajuda dos seus respectivos governos para comercializarem essas unidades, através de pressões (diretas ou indiretas) para que suas companhias aéreas adquiram os novos modelos (Rússia e China) ou através de generosos empréstimos (Canadá). Até mesmo a venda de aeronaves por preços incrivelmente baixos à Delta (e possivelmente a outras empresas), até agora não desmentidos pela Bombardier, vem acontecendo.

 

A absorção do projeto C-Series pela Airbus, pelo preço simbólico de US$1.00, desencadeou a negociação para a venda da EMBRAER para a BOEING. Uma das razões alegadas para essa negociação é a provável derrocada da EMBRAER caso essa venda não seja concretizada. Fica essa interrogação. Comentários serão benvindos.

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Foi a alternativa que estes dois players encontraram, se vai dar frutos para ambos ou só para um, só o tempo irá responder, mas que a dinâmicas mudam quase que diariamente, isto é fato, vide A-380 e afins

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Comandante diz que Embraer é um Davi diante de Golias
Para o militar, o importante é que o Brasil mantenha o pleno acesso a todo conhecimento tecnológico que vier a ser desenvolvido
O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, defendeu hoje a associação da Embraer com a norte-americana Boeing como forma de garantir o acesso da fabricante de aeronaves brasileira a novos mercados e a manutenção de empregos.

Para o militar, o importante é que o Brasil mantenha o pleno acesso a todo conhecimento tecnológico que vier a ser desenvolvido caso a Boeing assuma o controle por meio da eventual joint venture.

“Não se vai entregar nossos conhecimentos, nem vamos perder nossa capacidade dentro da Embraer”, disse o comandante ao participar, esta manhã, de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Classificando a presença da Embraer no mercado global de aeronaves como um “Davi concorrendo contra Golias”, o comandante da Aeronáutica afirmou que as conversações entre os representantes das duas empresas ainda não resultaram em “nada de concreto”.

“No Ministério da Defesa, nossa grande preocupação – e que, eu diria, o Brasil como um todo deveria ter – é a preservação de nossa capacidade tecnológica e da nossa soberania nesta área”, disse o brigadeiro, assegurando que o grupo de trabalho criado pelo governo federal para acompanhar o desenrolar das negociações está considerando principalmente a questão da soberania e de acesso ao conhecimento tecnológico.

GOLDEN SHARE

O governo brasileiro detém poder de vetar a associação da Embraer com qualquer outra empresa por ter a chamada ‘golden share’- a ‘ação de ouro’, mantida pela União após a privatização de uma empresa estatal. Fundada em 1969, em São José dos Campos (SP), a Embraer foi privatizada em 1994.

“É justo que a empresa analise as possibilidades, sem a perda de conhecimentos. Os acordos que podem vir a ser feitos vão levar em conta as vantagens que o país poderá ter na parte econômica, tecnológica, de geração de empregos”, disse Rossato, reforçando que os representantes da Embraer já asseguraram que toda a área da empresa dedicada ao setor militar ficará de fora de um eventual acordo, sendo destinada a uma empresa separada integralmente controlada pela Embraer.

Fonte: https://bit.ly/2zdtUvG/ Agência Brasil via Felipe Lima para site PANROTAS 4 JUL 2018

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Após acordo com a Boeing, Embraer está sob pressão de empregados e clientes
Fabricante brasileira de aviões, que poderá passar para as mãos da Boeing, ainda precisará encarar resistência de sindicatos, com os quais se reúne amanhã, e reverter desconfiança

A Embraer ainda tenta se recuperar e ajeitar a casa depois da confirmação do acordo que prevê que o seu controle passe para as mãos da americana Boeing. Na Bolsa de Valores paulista, as ações da companhia têm apresentado performance ruim desde o dia 5, data em que a negociação entre as duas companhias foi anunciada formalmente. Um dia antes, a empresa brasileira valia R$ 19,770 bilhões.

No primeiro pregão após a confirmação da parceria, o valor da Embraer caiu para R$ 16,945 bilhões e, de lá para cá, não para de recuar. Ontem, seus papéis fecharam em nova baixa, de 4,34%, segundo levantamento feito por Einar Rivero, da consultoria Economatica. Com isso, a avaliação da empesa mingou para R$ 15,830 bilhões. Já a Boeing terminou a quarta-feira valendo US$ 198,4 bilhões.

Amanhã, será a vez de encarar outro problema. Os sindicatos que representam os trabalhadores começaram uma campanha contra a venda da Embraer para a Boeing e vão se encontrar no escritório da companhia em São Paulo, na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, Vila Olímpia, com o presidente Paulo Cesar de Souza e Silva.

A reunião, que servirá para detalhar itens do acordo, deve ser tensa, já que os sindicatos preveem redução do quadro de pessoal e devem pressionar o executivo para que haja a manutenção de postos de trabalho. Participam do encontro sindicalistas das cidades paulistas de São José dos Campos, Botucatu e Araraquara. Por meio de nota, a Embraer informou que não comentaria o assunto, evitando assim confirmar se conversará com os representantes das entidades.

Governo

Ao mesmo tempo em que tentarão pressionar o presidente da companhia, os sindicatos esperam conseguir agenda com o presidente da República, Michel Temer, na tentativa de convencer o governo, ex-dono da Embraer e detentor do poder de veto no caso da joint-venture firmada com a Boeing, a impedir que o negócio avance. O fato é que essa decisão poderá ficar nas mãos da própria União, já que faltam cinco meses para terminar o atual mandato presidencial e, segundo o que foi divulgado até agora, as duas companhias poderão levar até um ano e meio para finalmente baterem o martelo da negociação.

Para Marcos Barbieri, professor da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp e especialista no setor de atuação da Embraer, ainda há muitos pontos abertos nessa aproximação com a Boeing. Na sua avaliação, a venda do controle para a fabricante americana não é o melhor caminho.

`Não é uma saída para a Embraer, mas sim uma não saída. Ao fazer esse acordo a empresa vai deixar de existir como a conhecemos. A solução para se manter é deixar de existir? Isso é um contrassenso`, afirma. O acadêmico critica o fato de estar à venda, conforme mostra o acordo com a Boeing, justamente a parte mais rentável dos negócios, a de jatos comerciais.

Alianças

No seu entendimento, a Embraer poderia ter buscado alianças estratégicas, a exemplo do que têm feito outras empresas do setor. Esse tipo de acordo, explica, poderia manter o controle da fabricante de aeronaves sem alterações. Barbieri lembra que a companhia está bem posicionada nos mercados em que atua, principalmente no de aeronaves comerciais.

Além disso, tem mantido investimentos em avanços tecnológicos. Em abril passado, lançou o E2, uma nova família de jatos. Na divisão militar, está lançando o modelo KC390. `A Embraer tem elevado grau de competitividade internacional e a expectativa era de que isso se mantivesse ao menos no médio prazo`, destaca.

Dados referentes ao primeiro trimestre de 2018 mostram que a Embraer tem carteira de pedidos firmes de US$ 19,5 bilhões. Agora, deverá haver baixa nas encomendas, com o anúncio que acaba de ser feito pela americana JetBlue, que vai trocar sua frota de jatos fabricados pela Embraer pelos da marca Airbus. A JetBlue tem entre os seus fundadores David Neeleman, criador da Azul e sócio da portuguesa TAP.

Fonte: Paula Pacheco para Correio Braziliense via CECOMSAER 12 JUL 2018

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Dois textos interessantes do Ruy Flemming sobre o assunto :

 

Estamos caminhando para a nossa destinação.

A criação da Embraer foi uma daquelas raras iniciativas que deram certo e não chamam a atenção do mundo com relação a corrupção e carnaval.
Mas deu certo por que?


Deu certo porque muito antes dela alguém (Montenegro) pensou em criar um centro de desenvolvimento de competências. ITA.
Deu certo porque uma série de coincidências reuniram condições pra que fosse criada.
Deu certo porque tinha um cara #####, Ozires Silva, que chamo de partícula aglutinadora de competências.
Nossa querida Embraer hoje passou a ser muito mais Boeing que Embraer.
Acredite! Quem manda nessa questão são os investidores. Enquanto a gente bota a bandeira na janela por causa de um jogo de futebol, investidores não têm bandeira e apostam onde dá certo.
Se apostaram na Embraer é porque estava dando certo.
Mas e o futuro?
Investidores são os caras que fazem o mundo girar.
Outras gigantes da aviação sucumbiram e não existem mais.
80% pra Boeing e 20% pra Embraer?
Se a gente olhar pro tamanho de cada uma saímos no lucro!
Nossa destinação, enquanto não apostarmos na educação, será a de assumirmos sempre um papel de coadjuvante.
A educação de qualidade, sem bandeiras, é a base para resolver absolutamente todos os problemas que afligem nosso povo.
A destinação de quem não promove o desenvolvimento intelectual do povo é ser absorvido pelo mundo que busca os saudáveis resultados.
O papo é longo, mas vou ficar por aqui.
Está na hora de conversar com meus gurus.
Abraço
Flemming
www.facebook.com/ruy.flemming/posts/10216375327926636

E

 

Boeing x Embraer

Ouvi um pouco de tudo e cheguei à seguinte conclusão: o melhor dos mundos seria a Embraer ter dado uma moleza pra Boeing e fechar o mesmo acordo de 80% contra 20%, só que o contrário do que a gente está vivendo, ou seja, seria 80% pra nós e 20% pra eles.
É isso mesmo o que vc leu. A maior parte para a Embraer e uma fração menor pra Boeing.


Enlouqueci? Viajei na maionese?
Sim e não.
Somos o que somos porque escolhemos ser o que somos.
Qual seria o futuro da Embraer jatos comerciais?
Depois que a Bombardier, principal concorrente da empresa brasileira, se aliou à Airbus e ganhou um bom vento de cauda para garantir fôlego e autonomia, a Embraer teria sérios problemas para competir no mercado que atua. Mesmo considerando a qualidade de seus produtos.
No panorama atual a melhor saída foi essa. A Boeing engolir a Embraer nos jatos comerciais.
Sobraram a aviação executiva e a fatia militar, que é algo em torno da metade do que a Embraer representa.
A Embraer faz parte de um pequeno arquipélago banhado pelo que há de mais imundo que pode existir. A Embraer nasceu no Brasil e mesmo assim se destacou. Venceu os preconceitos internos, externos e ganhou o mundo.
Se a gente tivesse investido pesadamente em educação de qualidade para o nosso povo não seríamos uma nação marcada pela corrupção, pela inversão de valores, pelo descaso dos impostos que vc e eu pagamos.
A quem interessa essa bagunça?
Bandidos serão reeleitos. Políticos corruptos continuarão sendo nossos dotô.
Se tivéssemos vergonha na cara, seríamos mais do que somos e a produção de jatos comerciais da Embraer seria muito mais valorizada.
No dia em que nosso povo for instruído, bem educado e civilizado, vamos andar despreocupados nas ruas, a justiça será justa, o legislativo fará Leis que protejam os cidadãos e vamos respirar meritocracia.
Quando esse dia chegar, e acredito que vai chegar porque sou um otimista, seremos um povo ordeiro e progressista. Só com a educação as palavras “Ordem e Progresso” farão sentido.
Nesse dia a gente vai negociar a produção de jatos comerciais em outro patamar.
Espero ter respondido às diversas perguntas sobre como penso sobre essa questão.
Abraço
Flemming
www.facebook.com/ruy.flemming/posts/10216390516106331

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Educação e cultura resolveriam muita coisa em nosso país. Mas esse assunto é mais questão comercial. Vide o MRJ, que vem de um país (Japão) com alta tecnologia, educação, cultura, etc, mas ainda não engatilhou tanto. O próprio CSeries estava levando a Bombardier a falência (Canadá, país extremamente desenvolvido), e ganhou fôlego com a ajuda da Airbus.

Industria aeronáutica é algo que envolve muitas $$$$$$$$. E quem é o dono dela, é que manda.

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Embraer é alvo de ação que pode suspender negociação com Boeing

SÃO PAULO (Reuters) - A fabricante de aeronaves Embraer afirmou nesta segunda-feira que foi intimada e se manifestar sobre uma ação popular que pede a suspensão das negociações da companhia com a norte-americana Boeing.

Segundo fato relevante, a Embraer foi intimada a se manifestar por escrito sobre a ação popular proposta pelos deputados petistas Paulo Pimenta (RS), Carlos Zarattini (SP), Nelson Pellegrino (BA) e Vicente Cândido (SP).

"Os autores pediram liminarmente, dentre outros, a suspensão de referidas negociações", diz trecho do documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no qual a Embraer diz que adotará as medidas para exercer seu direito de defesa.

As companhias anunciaram neste mês um acordo preliminar por meio do qual a norte-americana Boeing assumirá o controle da divisão de aviação comercial da Embraer através da criação de uma joint venture de 4,75 bilhões de dólares.

Fonte: Aluisio Alves para Reuters via CECOMSAER 31 JUL 2018

Joint venture no valor de 4,75 bilhões de dólares. Só a venda de 100 E-175 em Farnborough para a Republic Airways está no valor de 9,3 bilhões de dólares.

Paz-me lembrar a venda da Vale, que em três meses se pagou...

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