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Gol tem prejuízo de R$ 1,3 bi no 2º trimestre, pressionada por câmbio


danielcsilverio

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A Gol informou nesta quinta-feira que registrou prejuízo líquido depois da participação minoritária de R$ 1,326 bilhão, um aumento de 177,6% em relação à perda verificada um ano antes, pressionado pela variação cambial que pesou sobre o resultado financeiro do período.

Antes da participação de minoritários, o prejuízo líquido somou R$ 1,272 bilhão no período de abril a junho, um aumento de mais de 200% em relação à perda de R$ 409,5 milhões um ano antes, com margem líquida negativa de 54%.

A margem líquida após a diluição dos minoritários ficou negativa 56,3%.

"A tradicional baixa temporada em viagens aéreas no Brasil foi particularmente desafiadora pela apreciação acelerada do dólar americano frente ao real e pela ruptura no equilíbrio de oferta da indústria que impactou a demanda do transporte aéreo", disse o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, em comunicado sobre do balanço trimestral.

O valor médio pago por passageiro por quilômetro voado (yeld) ficou em R$ 25,74 no segundo trimestre, alta de 7,6% no confronto com igual período de 2017. A alta foi impactada pelo aumento de 6% na tarifa média.

A companhia aérea terminou o trimestre com 119 aviões. A taxa de ocupação no mercado doméstico ficou em 79,1%, alta de 0,8 ponto percentual frente ao segundo trimestre de 2017. No mercado internacional, ficou em 68,8%, queda de 5,3 pontos percentuais na mesma comparação.

Outros indicadores

 

O resultado financeiro da empresa ficou negativo em R$ 1,261 bilhão no segundo trimestre, pressionado principalmente pela perda com a variação cambial e monetária de R$ 1 bilhão. Um ano antes, o resultado financeiro foi negativo em R$ 425,3 milhões.

A receita operacional líquida do segundo trimestre subiu 9% em relação ao mesmo período do ano passado, somando R$ 2,354 bilhões.

O resultado operacional, medido pelo lucro antes de juros e impostos (Ebit) somou R$ 42,8 milhões no período, alta de 92,7% em relação ao mesmo período de 2017.

Com o resultado do segundo trimestre, a Gol elevou sua estimativa para a despesa financeira líquida em 2018 para cerca de R$ 800 milhões, ante cerca de R$ 650 milhões na previsão anterior. Para 2019, a projeção foi mantida em cerca de R$ 500 milhões.

A Gol manteve a estimativa de crescimento da oferta total entre 1% e 2% este ano e entre 5 e 10% em 2019.

A projeção para margem operacional (Ebit) para este ano foi mantida em cerca de 11%. No entanto, para o próximo ano, a estimativa foi revisada para cerca de 12%, ante cerca de 13%.

A companhia aérea revisou ainda suas projeções para o resultado por ação diluído, prevendo agora para 2018 prejuízo entre R$ 1,20 e R$ 1, ante estimativa anterior de lucro de R$ 0,90 a R$ 1,10. Para 2019, a estimativa é de lucro entre R$ 1,50 e R$ 1,90, ante projeção anterior de ganho entre R$ 1,70 e R$ 2,30.

Link: https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/08/02/gol-tem-prejuizo-de-r-13-bi-no-2-trimestre-pressionada-por-cambio.ghtml

 

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Nossa, é preocupante isso... Será que as demais grandes também levaram um tombo nesse segundo trimestre?

 

Todas devem ter prejuízo líquido razoável, já que o dólar e QAV aumentaram significativamente no segundo trimestre, gerando elevada despesa financeira.

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A Gol ainda tem operações de hedge? Essas operações ajudaram bem a empresa em outros períodos de petróleo elevado.

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Não consigo ver uma notícia dessa sem pensar nas pessoas comentando que os preços não caíram com a cobrança de bagagem.

 

Se do jeito que está as empresas estão no vermelho, imagina se tivessem colocado a "tarifa que o passageiro quer".

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Não consigo ver uma notícia dessa sem pensar nas pessoas comentando que os preços não caíram com a cobrança de bagagem.

 

Se do jeito que está as empresas estão no vermelho, imagina se tivessem colocado a "tarifa que o passageiro quer".

 

Imagine que a gula em aumentar o preço da mala (que já já custará mais que o proprio passageiro) não resolveu nada em caixa também.

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Li em outra reportagem que a Gol teve lucro operacional de 42,8 milhões. Esse prejuízo de bilhões se deve a que? Na realidade, a empresa é rentável, mas não o bastante para pagar suas dívidas, é isso?

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A Gol ainda tem operações de hedge? Essas operações ajudaram bem a empresa em outros períodos de petróleo elevado.

As operações de hedge tb impactaram negativamente , se Gol, melhor estruturada que Latam e Avianca, registrou esse mega prejuízo , imagina as demais, vai sobrar só a Azul para apresentar lucro nesse trimestre

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O resultado operacional foi positivo, o que é uma excelente notícia dado que vários custos diretos foram impactados pela desvalorização do real (QAV, peças, etc). Quanto ao resultado final (lucro líquido), ele é reflexo das variações monetárias passivas, ou seja, passivos em dólar que se valorizaram fortemente frente ao real, causando a perda. Em relação ao hedge, como não analisei quais passivos em dólar que foram impactados, não sei se haveria razão para hedge (variações monetárias muitas vezes são puramente contábeis). Quanto ao hedge do QAV, é um desafio enorme e caro no Brasil, pois o petróleo é negociado em dólares, ou seja, tem que ser um hedge que envolve o dolar frente ao real e o preço do petróleo .... caro para kct.

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A Gol ainda tem operações de hedge? Essas operações ajudaram bem a empresa em outros períodos de petróleo elevado.

 

 

As operações de hedge tb impactaram negativamente , se Gol, melhor estruturada que Latam e Avianca, registrou esse mega prejuízo , imagina as demais, vai sobrar só a Azul para apresentar lucro nesse trimestre

 

 

hedge de combustível já quase quebrou empresas por aqui.

 

Alguém poderia, por gentileza, explicar o que são "operações de hedge", "hedge de combustível" e etc? Acredito que não sou o único que desconhece esse termo.

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Resumidamente: a empresa paga para a operadora de combustível um valor x independente do preço que estiver.

 

Se a Gol (p. ex.) paga R$ 100 e o QAV está a R$ 115, a Gol lucrou 15 reais, com prejuízo para a fornecedora do QAV. Mas se cai para R$ 80, a Gol tem que pagar o preço de R$ 100.

 

Esta operação, mais financeira, tem que ser usada com cuidado. A TAM entrou no buraco por causa do hedge, situação pior foi a Sadia, que teve que unir à Perdigão. Um caso recente foi a Cathay Pacific.

 

O hedge só pode ser feito quando você já vendeu % das passagens em um determinado mes, fazendo hedge destas passagens.

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Resumidamente: a empresa paga para a operadora de combustível um valor x independente do preço que estiver.

 

Se a Gol (p. ex.) paga R$ 100 e o QAV está a R$ 115, a Gol lucrou 15 reais, com prejuízo para a fornecedora do QAV. Mas se cai para R$ 80, a Gol tem que pagar o preço de R$ 100.

 

Esta operação, mais financeira, tem que ser usada com cuidado. A TAM entrou no buraco por causa do hedge, situação pior foi a Sadia, que teve que unir à Perdigão. Um caso recente foi a Cathay Pacific.

 

O hedge só pode ser feito quando você já vendeu % das passagens em um determinado mes, fazendo hedge destas passagens.

 

As operações de hedge são feitas com derivativos (contratos futuros de compra ou venda com datas de vencimento pré estabelecidas). São operações meramente financeiras e não envolvem as distribuidoras de QAV. Envolvem instituições e fundos que vendem e compram os derivativos. Fazer hedge de combustível no Brasil é uma loucura pois além da commodity (Petróleo), tem o câmbio também.

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Exato, as operações de hedge são feitas no mercado financeiro. Por exemplo:

- Hoje o dólar está a R$3,70 mas a empresa teme que ele chegue a R$4,00 (e uma empresa aérea tem muitos custos em dólar: Leasing de aeronaves, peças de reposição, títulos de dívida, QAV), então compra x contratos de câmbio "travando" o dólar a R$3,70.

 

Se o dólar subir a R$4,00, ela deixa de gastar esse valor acima (R$0,30 por 1USD), se o dólar cair a R$3,50, ela gastou o valor extra (R$0,20 por 1 USD) desnecessariamente.

 

É uma aposta.

 

Na Bolsa de Chicago existem hedges até lastreados na metereologia. Por exemplo:

 

- Uma estação de esqui só tem turistas se tiver neve (obviamente eles tem como fazer neve artificial, mas mesmo assim..

Se a estação de esqui teme que o inverno não terá temperaturas baixas ou que não terá precipitações, pode fazer um contrato de hedge. Se as temperaturas forem baixas e never, ela gastou dinheiro à toa. Do contrário, recebe um valor que é pior que se tivesse com a estação cheia de turistas, mas é melhor que amargar um prejuízo total.

 

Como podem ver, as empresas fazem hedge para se proteger de cenários futuros muito ruins para seus negócios, mas são baseados em expectativas. Podem ser vantajosos ou não.

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Por outro lado, ao se acumular prejuízos, a empresa deixa de pagar IR... Até onde sei, a GOL usou por muito tempo o CNPJ da VRG Linhas Aéreas porque tinha prejuízos acumulados e com isso pagou menos IRPJ. Então são muitas variáveis envolvidas, que podem ajudar a empresa ou quebrá-la.

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hedge de combustível já quase quebrou empresas por aqui.

 

Exatamente pq no caso não hedge...e sim uma posição especulatória em combustível...

 

Hedge é uma proteção, não uma aposta...

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Então, de um modo geral,apesar do prejuízo bilionário , não foi tão ruim o resultado, dado pequenino lucro operacional ?

O segundo trimestre é e sempre foi o pior do ano. Se com o enorme choque de custos que houve, mais as dificuldades pelo lado da demanda decorrente dos efeitos da greve, a empresa ainda conseguiu ter lucro operacional, pode-se dizer que o resultado foi excelente!

 

Prejuízo líquido bilionário basicamente resultante de variação cambial passiva, que não gera saída de caixa, só serve mesmo para chamar a atenção em manchete jornalística.

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O segundo trimestre é e sempre foi o pior do ano. Se com o enorme choque de custos que houve, mais as dificuldades pelo lado da demanda decorrente dos efeitos da greve, a empresa ainda conseguiu ter lucro operacional, pode-se dizer que o resultado foi excelente!

 

Prejuízo líquido bilionário basicamente resultante de variação cambial passiva, que não gera saída de caixa, só serve mesmo para chamar a atenção em manchete jornalística.

 

Isso tudo é fato....assim como o inverso......lucro financeiro e prejuízo operacional.

Mas se a variação cambial não reverter a tendência....ai vira prejuízo real.

 

O problema, como você disse, esta na interpretação alarmista....como se a empresa fosse quebrar amanha....o que esta a milhas e milhas da realidade.

 

Abraço

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