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Dona do AliExpress negocia Viracopos para criar centro de distribuição


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Dona do AliExpress negocia Viracopos para criar centro de distribuição
Gigante asiática quer adquirir concessão e elevar operações com cargas
6.set.2018 às 2h00
Julio Wiziack
BRASÍLIA
Em uma grave crise financeira e sem um projeto viável, o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), pode virar um centro de distribuição da chinesa Alibaba -- dona dos sites de compras AliExpress (varejo) e Alibaba (atacado).
A gigante asiática do comércio eletrônico está representada no Brasil pela Global Logistic Properties, que negocia com os sócios do aeroporto.
Os valores da operação não foram revelados mas, segundo pessoas que participaram das conversas, houve uma entrega de proposta que prioriza o tráfego dos aviões da própria companhia chinesa.
Desde 2012, Viracopos é administrado pela Aeroportos Brasil, concessionária controlada por empresas privadas —UTC, Triunfo e Egis—, que tem a estatal Infraero como sócia (49% de participação).
Os chineses querem adquirir o controle da concessão e pretendem desenvolver um projeto com mais recursos para a movimentação de cargas e menos para o tráfego de passageiros que segue em declínio desde a privatização.
O Alibaba chegou ao Brasil, em 2014, com o site de compras AliExpress, voltado ao varejo, e com o Alibaba.com, para compras no atacado. No ano passado, o Brasil chegou a ser o quarto maior mercado do grupo com cerca de 2,5 milhões de clientes.
Recentemente, em viagem ao Brasil, Jack Ma, controlador da Alibaba, afirmou publicamente que estudava formas de ter um escritório no país para fomentar, além da venda de artigos produzidos na China, investimentos em logística e a oferta de crédito.
Mas os chineses não estão sozinhos na disputa. O fundo de investimentos IG4, em conjunto com a operadora aeroportuária Zürich, propôs aos atuais acionistas um pagamento de R$ 500 milhões, quitar as outorgas em atraso, e converter em ações a dívida de R$ 2,6 bilhões com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O banco concentra 90% da dívida do aeroporto --que totaliza R$ 2,9 bilhões. O restante R$ 300 milhões) seria assumido pelos compradores.
A concessionária CCR, que pertence à Camargo Corrêa, também está interessada.
O grupo já controla a concessão do aeroporto de Confins (MG), que hoje concorre no transporte de cargas com Viracopos, e está interessado em arrematar os blocos de aeroportos liderados por Recife (PE) e Vitória (ES) que devem ser leiloados até o final deste ano.
Com os aeroportos a serem arrematados, Viracopos também funcionaria como ponto de conexão para voos no Nordeste e Sudeste.
Para concretizar esse plano, o grupo planeja construir um linha própria de trem passando pela rodovia dos Bandeirantes —administrada pela CCR— e que liga o aeroporto de Viracopos a São Paulo.
Segundo pessoas que acompanharam as conversas com a CCR, a ideia é captar com essa malha ferroviária o excedente de passageiros de Guarulhos que hoje vão para o aeroporto do Galeão (RJ) como destino final ou para fazer conexões com o Nordeste.
A concessionária aposta nesses projetos porque, segundo o Ministério das Cidades, há diversas obras de mobilidade urbana nas cidades escolhidas pela CCR para investimentos.
Viracopos faz parte de um grupo de aeroportos privatizados pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2011 e que previram o pagamento de cerca de R$ 24 bilhões em outorgas para a União.
O cálculo dos lances iniciais levou em consideração um cenário econômico em expansão com demanda de passageiros e cargas mais que suficiente para bancar as outorgas.
O grupo que arrematou Viracopos ofereceu pagar R$ R$ 3,8 bilhões com um ágio de quase 160%. Naquele momento, as projeções indicavam que, já em 2016, quando a fase de investimentos estaria concluída, haveria 17,9 milhões de passageiros e um a movimentação de carga de chegaria a 409 mil toneladas.
Logo no início, a empresa enfrentou dificuldades de caixa e teve multas por atraso nas obras de ampliação. O novo terminal foi inaugurado em 11 de novembro de 2014 sem estivesse totalmente pronto.
Três dias depois o então presidente da UTC, Ricardo Pessoa, foi preso pela Polícia Federal. Alvo da operação Lava Jato, Pessoa foi o principal idealizador do projeto de Viracopos junto com a Triunfo.
Em 2016, quando as obras foram concluídas e enfrentando severas restrições financeiras, Viracopos transportou 9,3 milhões de passageiros --52% do que tinha sido projetado pelo governo-- e movimentou 166 mil toneladas de cargas --41% do projetado.
Em julho de 2017, a UTC‚ entrou com pedido de recuperação judicial e muitas das responsabilidades financeiras da construtora em Viracopos foram assumidas pela sócia Triunfo --que também foi se deteriorando.
Diante disso, a concessionária de Viracopos pediu para a Agência Nacional de Aviação (Anac) a devolução da concessão para a União. A agência negou e abriu um processo para cassar a concessão. O caso foi parar no STJ (Superior Tribunal de Justiça) que, no início de maio, negou o pedido.
Com esse cenário, a concessionária de Viracopos entrou com um pedido de recuperação judicial e agora todo o processo está paralisado à espera de um plano financeiro que ateste a viabilidade do aeroporto.
Em outra frente, a Anac tenta, via judicial, minar a recuperação e cassar a concessão que seria leiloada novamente.
Consultadas, IG4, Global Logistic Properties e CCR não quiseram comentar

 

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Eu prefiro que a IG4 e a Zurich assuma o aeroporto do que a AliExpress.

Não é por nada não, mais tenho um pé atras com esses investimentos faraônicos dos chineses, já temos a HNA como exemplo, que saiu comprando todo mundo e agora esta quebrada.

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Eu prefiro que a IG4 e a Zurich assuma o aeroporto do que a AliExpress.

 

Não é por nada não, mais tenho um pé atras com esses investimentos faraônicos dos chineses, já temos a HNA como exemplo, que saiu comprando todo mundo e agora esta quebrada.

O Alibaba Group é bem mais cauteloso que a HNA, Fosun, AngBang, etc.

 

As lojas virtuais de comércio, como Amazon, Ebay e Alibaba, estão mais focadas na logística, vide a Amazon com a frota de 767 arrendada.

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O Alibaba Group é bem mais cauteloso que a HNA, Fosun, AngBang, etc.

 

As lojas virtuais de comércio, como Amazon, Ebay e Alibaba, estão mais focadas na logística, vide a Amazon com a frota de 767 arrendada.

Sim, sim é um negocio diferente.

 

Mais com a aquisição ou não, nada impede de investirem em um terminal próprio por aqui, tem terreno de sobra e a concessionaria com certeza vai explorar isso.

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Já poderíamos abrir um tópico novo só pra falar de VCP, concentrarmos todos as noticias a respeito do aeroporto la!

Tinha um tópico sobre as obras de Viracopos aqui no forum, mais foi fechado apos a finalização da primeira fase das obras.

 

Seria interessante voltar com ele mesmo, ate porque as obras continuam, agora vem hangar da Azul, extensão da taxiway G, finalização do pier B, esse rolo na troca dos sócios e futuras obras também.

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Uma coisa é tópico sobre as obras de VCP, outra é de investimentos de VCP e outra é de voos da Azul saindo de VCP.

 

Esse tipo de tópico corrido, unindo informações, é bom para fóruns generalistas, como o Skyscrapercity.

 

O CR, já dito em alguns momentos, é um fórum específico, então é importante ter segmentação entre as temáticas.

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Acho que qualquer investimento em VCP hoje é bem-vindo (e no Brasil idem), se tem algum grupo interessado em criar um CD que não deve ser pequeno, tem-se que agradecer pela iniciativa e viabilizar o mais rápido possivel essa obra.

 

A pergunta que fica: Como ficará a parte de Aduana/Receita federal? É sabido que as encomendas que compra-se no Aliexpress/Alibaba chegam no Brasil em alguns dias, porém caem no buraco negro da receita federal, levando até 9 meses para ser liberado. Se eles fizerem esse CD, as compras cairão primeiro nesse CD e depois para os destinos? E como irão viabilizar a entrega das compras, visto que dependem da Receita para liberar as compras? A ideia é otima, pena que esbarra na incompetencia da RF que pode vir a inviabilizar esse investimento.

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A concessionária CCR, que pertence à Camargo Corrêa, também está interessada.


O grupo já controla a concessão do aeroporto de Confins (MG), que hoje concorre no transporte de cargas com Viracopos, e está interessado em arrematar os blocos de aeroportos liderados por Recife (PE) e Vitória (ES) que devem ser leiloados até o final deste ano.



Com os aeroportos a serem arrematados, Viracopos também funcionaria como ponto de conexão para voos no Nordeste e Sudeste.


Para concretizar esse plano, o grupo planeja construir um linha própria de trem passando pela rodovia dos Bandeirantes —administrada pela CCR— e que liga o aeroporto de Viracopos a São Paulo.


Segundo pessoas que acompanharam as conversas com a CCR, a ideia é captar com essa malha ferroviária o excedente de passageiros de Guarulhos que hoje vão para o aeroporto do Galeão (RJ) como destino final ou para fazer conexões com o Nordeste.



Esse trecho então é pra gargalhar. :lol:

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China’s Alibaba looks to invest in Brazilian airport for its new South America logistics hub, but it could face some heavyweight competition

September 12, 2018
VCP000.jpg

The Chinese Alibaba Group has expressed interested in acquiring concession rights to operate Brazil’s Campinas Viracopos Airport. The mainland China-based conglomerate is expected to collaborate with China’s Global Logistics Properties to bid for concession rights at Viracopos and aims to develop the airport as its logistics and cargo handling hub in Brazil, which is Alibaba’s fourth largest market. Separately, Flughafen Zurich, Brazilian private equity enterprise IG4 and conglomerate Camargo Correa have also expressed interest in operating Viracopos.

 

Campinas Viracopos Airport was privatised by concession in the first tranche of Brazilian privatisation in 2012 to what is known in English as Aeroportos Brasil Viracopos or ABV (Triunfo/ Engenharia e Participações /Aeroports Egis Avia). But it has been a controversial transaction with the concessionaires embroiled in a dispute with Brazilian regulator ANAC.

This resulted in Jul-2017 with ABV taking the decision to return the concession to the government after passenger traffic and revenue failed to meet expectations, which attracted the attention of several investors, mainly in Europe.

 

CHART – Traffic levels at Campinas Viracopos Airport rose through the first half of this decade before a sudden -9.7% decline in 2016. They recovered slightly last year (up +0.1%) but have declined further over the first seven months of this year (-5.6%)VCP001.png

Source: CAPA – Centre for Aviation and Campinas Viracopos Airport reports

 

But it never did that, possibly because the Brazilian economy started to improve. It set out instead to find an alternative investor to sell that proved unsuccessful. Then, late in Feb-2018, the government announced that it planned to re-tender the concession in Mar-2018 with ABV continuing to run the airport while the tender process was underway.

 

About that time the other investors mentioned began to show an interest with Flughafen Zurich and IG4 talking of a partnership to acquire Triunfo’s and UTC’s equity. Flughafen Zurich has since stated that it expects to move forward on the deal by the end of the year or it will rethink its commitment. Then, in Jul-2018, ABV presented a judicial recovery plan, proposing to direct all cash flow from the airport concession towards debt repayment.

 

Now enter Alibaba, the Chinese e-commerce giant and Asia’s largest firm with a market capitalisation of USD420 billion, which is a new entrant to airport investment with only one known foray into the business, a tentative investment proposal for Russia’s Irkutsk Airport to build a cargo terminal there. The Irkutsk Region plans to make Irkutsk Airport the centre for logistics in the east of Russia.

 

That fits Alibaba’s brief perfectly. Under-utilised smaller airports, preferably with good surface transport links (road, rail), and preferably within striking distance of major centres of population, where large logistics sites can be constructed, benefitting employment opportunities and thus currying favour with local authorities . Chinese investors have been seeking them out for decades, often in Eastern Europe, though they have tended to limit themselves to very small airports until fairly recently.

 

In Aug-2017 China’s HNA Group acquired an 82.5% equity interest in Frankfurt Hahn Airport from the state of Rhineland-Palatinate, describing it as “a strategic investment…in an airport which can become a leading hub of commerce between China and Europe…”

 

Since then, HNA has acquired a 35-year concession to operate Plovdiv International Airport in Bulgaria and put forward a tentative bid for Belgrade Airport. It was also the preferred bidder for Odebrecht’s share of RIOgaleao, the concessionaire responsible for Rio de Janeiro Galeão International Airport, but was unable to make the payment on time.

 

Where HNA prefers Europe, Alibaba’s selection of Viracopos fits its intentions better. That airport serves the southeast Brazilian city of Campinas, located 100km north of São Paulo, Latin America’s second biggest city. It is the second biggest cargo airport in Brazil with over 500 million kilos of cargo payload capacity in 2018. It is served by cargo airlines such as Atlas Air, ABSA, Cargolux, Martinair and Avianca Cargo as well as freight-oriented cargo airlines such as Korean. It has express facilities for courier traffic that are un-bureaucratic by Brazilian standards.

 

CHART – Campinas Viracopos Airport has recovered stronger from Brazil’s economic woes as a cargo centre with payload capacity growing +8.6% in 2017 and set to hit new heights in 2018

VCP002.png

Source: CAPA – Centre for Aviation and OAG

 

Alibaba’s partner Global Logistics Properties (GLP) provides modern logistics facilities and technology-led solutions worldwide. It has USD50 billion in assets under management across real estate and private equity segments, owns and operates a 62 million sq m property portfolio and 2,838 completed properties in 1,163 logistics parks globally.

Alibaba’s interest in Viracopos comes just as its founder, Jack Ma, announces he will step down as executive chairman of Alibaba Group Holding in 2019, handing the reins to Daniel Zhang, who became Chief Executive officer barely three years ago.

 

Mr Zhang, previously a long-serving CFO, is regarded as more of a financial mind than a technology visionary in Mr Ma’s mould and it is yet unclear what he will make of this recent interest in the airport sector. A quick glance at the figures and at some of the issues that have arisen since the concessions began in Brazil might prompt him to exercise caution.

 

https://blueswandaily.com/chinas-alibaba-looks-to-invest-in-brazilian-airport-for-its-new-south-america-logistics-hub-but-it-could-face-some-heavyweight-competition/

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  • 3 weeks later...
AEROPORTOS
Chinesa Alibaba quer Viracopos como seu hub de cargas
02/10/2018 18:03 | Marcel Buono
Dono do bem conhecido Aliexpress, popular e-commerce, o Grupo Alibaba quer mudar seu patamar de investimento no Brasil, seu quarto maior mercado no mundo. Segundo informações do Centre for Aviation (Capa), a empresa chinesa está na briga pela concessão do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), para transformá-lo em um hub estratégico de distribuição de cargas na América do Sul.

Divulgação/ Ricardo Lima
default.jpgAeroporto de Viracopos é o segundo maior do Brasil em transporte de cargas
De acordo com a publicação especializada em aviação internacional, o conglomerado chinês deverá se aliar com a Global Logistics Properties (GLP), empresa de Singapura que já atua em território brasileiro, para vencer a concorrência aeroportuária. A suíça Flughafen Zurich e as brasileiras IG4 e Camargo Correa também já demonstraram interesse na concessão.

Atualmente administrado pela ABV, o aeroporto de Viracopos é o segundo maior terminal de carga aérea do Brasil, ficando atrás apenas de Guarulhos, em São Paulo. E é justamente sua proximidade com a capital paulista que atrai a intenção de investidores. No momento, Azul, Lufthansa, Atlas Air e ABSA são as maiores transportadoras em operação em Campinas.

Maiores aéreas de cargas em Viracopos Empresa Participação Azul 29,7% Outras 18,2% Lufthansa 15,7% Atlas Air 12,2% ABSA Cargo Airline 10,2% Cargolux Airlines International 7,2% Martinair 6,9%

Fonte: Panrotas

© PANROTAS
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