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Embraer será excluída de decisões em empresa a ser formada com a Boeing


jambock

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Meus prezados

Pela relevância da notícia, achei por bem destaca-la das demais postas em outro tópico.

Boring mostrando as garras?
Embraer será excluída de decisões em empresa a ser formada com a Boeing
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Nota DefesaNet

Leia íntegra do Despacho do Procurador do Ministério Público do Trabalho

MPT - Íntegra Despacho Sigilo EMBRAER - Boeing
http://www.defesanet.com.br/demb/noticia/30615/MPT---Integra-Despacho-Sigilo-EMBRAER---Boeing/

De acordo com o memorando, a 'Boeing teria controle total operacional e administrativo da nova companhia'. Brasileira vai ter 20% de participação na joint venture, para divisão dos lucros. Negócio depende de aprovação do governo brasileiro.

O memorando de entendimento para criação de uma joint venture (nova empresa) entre as fabricantes Embraer e Boeing exclui a brasileira de decisões estratégicas. Isso é o que revela o documento, mantido até o início da última semana em sigilo, com informações sobre o negócio.

Nos termos do acordo de intenções, anunciado em julho, a fabricante norte-americana de aeronaves deterá 80% do novo negócio e a brasileira 20% de participação no capital social e dividendos dos lucros. A nova empresa vai operar na aviação comercial.

De acordo com o memorando, obtido pelo G1, a 'Boeing teria controle total operacional e administrativo da nova companhia'. Ou seja, a Embraer não teria controle das operações e negócios da joint venture.

Além disso, essa nova empresa teria o conselho de administração indicado pela Boeing. 'A Embraer indicaria apenas um membro para atuar como observador - sem direito a voto - junto ao conselho de administração'.

No memorando há ainda o período previsto de bloqueio (lock up) para venda de ações. Serão 10 anos, conforme estabelecido no documento. Essa cláusula do contrato garante que cotas das participações da Boeing e da Embraer na nova empresa não sejam repassadas a um novo sócio no período. A transação é considerada de longo prazo e também impede que alguma das partes abandone o negócio.

A criação da empresa ainda depende do governo brasileiro, que detém uma golden share - ação especial que dá poder de veto ao negócio. Presidenciáveis têm opiniões divergentes sobre o tema.

O memorando fixa 5 de dezembro, antes do fim do atual governo, como prazo para o processo de finalização dos documentos da operação, aprovações dos conselhos de administração e anúncio da operação para submissão da operação às autoridades concorrenciais competentes.

Consentimento

Pelo acordo, a Embraer, apesar de não ter membro para voto no conselho, tem direito de consentimento para temas como mudança no logo ou nome, redução de capital, transferência das operações existentes ou mudança da sede para o exterior.

A possibilidade de mudança vem sendo criticada pelo Sindicato dos Metalúrgicos, que representa os trabalhadores na sede da companhia, em São José dos Campos. O assunto também é alvo de ação na Justiça movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A Procuradoria cobra salvaguardas trabalhistas contra o possível fechamento de postos de trabalho no Brasil.

"Achamos que se fizer uma parceria comercial como outras empresas grandes, no sentido de trabalhar as duas juntas, vender aviões e repartir os lucros, é uma coisa. O que se está fazendo é entregar a empresa para os Estados Unidos. Não temos nenhuma garantia de empregos com este acordo e a Embraer também não pode defender os trabalhadores porque não tem nenhum poder de veto", avaliou Herbert Claros, diretor do sindicato.

O Ministério Público do Trabalho, que derrubou o sigilo do memorando no último dia 11, foi procurado pela reportagem, mas preferiu não se manifestar sobre o teor do documento.

Outro lado

Sobre o memorando, a Embraer informou que 'a parceira proposta e ainda em negociação estará sujeita, caso as empresas cheguem a um consenso em relação aos documentos definitivos da operação, a aprovações regulatórias e de acionistas, incluindo a aprovação do governo brasileiro, bem como outras condições habituais pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo', informou.

O Ministério da Defesa, que acompanha o negócio, foi procurado, e não retornou até a publicação da reportagem.

Nota DefesaNet

Interessante que a divulgação do documento ocorreu quando o candidato do Partido dos Trabalhadores, Sr Fernando Haddad visitava a cidade de São José dos Campos

O editor

Clique na imagem e assista no GloboPlay
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https://globoplay.globo.com/v/7032980/
Fonte: Defesanet 21 set 2018
Em qualquer fusão, onde uma das empresas detém 20% do capital (caso da Embraer, creio), a mesma deve indicar um Diretor, com direito a voto.
Na presente situação, mesmo detendo, creio eu, 20% do capital social desta nova empresa, a Embraer só teria um observador sem direito a voto, (ironia mode on) mas claro que poderia dar palpite no cardápio dos funcionários (ironia mode off). Faça-me o favor...

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Eu tenho dificuldade em diferenciar joint venture, compra e fusão.

eu também. Pra mim é uma simples compra com um nome pompudo.

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Joint-venture


Por Andréa Wolffenbüttel


Traduzindo-se ao pé da letra, a expressão joint-venture quer dizer "união com risco". Ela, de fato, refere-se a um tipo de associação em que duas entidades se juntam para tirar proveito de alguma atividade, por um tempo limitado, sem que cada uma delas perca a identidade própria.


Por essa definição, qualquer sociedade, mesmo envolvendo pessoas físicas, poderia ser classificada como joint-venture. Porém, a expressão se tornou mais conhecida para definir a associação entre duas empresas.


O modelo mais comum é aquele em que um fabricante forma uma joint-venture com uma firma comerciante de outro país para explorar o mercado estrangeiro. Mas não precisa ser necessariamente assim. Um exemplo.


A China facilita a entrada no país para companhias que formem joint-ventures com empresas chinesas do mesmo setor, de modo a facilitar a transferência de tecnologia. Caso algum empreendedor queira se estabelecer na China sem se associar a nenhuma companhia local, enfrentará barreiras quase intransponíveis. No Brasil, em 1987, foi feita uma clássica joint-venture: a união entre a Volkswagen e a Ford, dando origem à Autolatina. Ambas mantiveram suas identidades e marcas, e a sociedade tinha um prazo determinado para se dissolver. Existem muitas joint-ventures conhecidas. Uma delas é a prestadora de telefonia móvel Vivo, fruto de uma joint-venture entre a Portugal Telecom e a espanhola Telefonica Móviles.



http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&id=2110:catid=28&Itemid=23



Praticamente igual a consórcio.


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Essa história de Boeing/Embraer já começou bem estranha. No final do ano passado vazou a notícia que as duas empresas estavam negociando a compra da Embraer pela Boeing. Geralmente essas notícias vem através de Fatos Relevantes na BMF (atual B3) ou na NYSE onde a Embraer e Boeing tem acoes negociadas. O vazamento da noticias levou ambas empresas a soltarem comunicados no próprio dia.

 

Em Julho desse ano, saiu um memorando de entendimento entre as empresas, onde se dizia que seria criada uma JV (o Governo Brasileiro vetou a compra total) e explicava como seria a estrutura dessa JV. A aviação comercial seria separada da Embraer e controlada por essa nova empresa, que teria 80% do capital da Boeing e o restante da Embraer. Isso fez com que alguns acionistas questionassem se não se tratava de uma compra dsfarçada. O estatuto da Embraer deixa claro que nessa condição um oferta de compra de ações seria necessária. Até agora a CVM não se pronunciou.

 

Agora veio esse dossiê do MPT com mais novidades, que não estavam no memorando de entendimento de Julho. Pode isso Arnaldo?

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Embraer perdeu faturamento e voltou a ter prejuízo (6M18). Ou se re-estrutura, ou se associa a Boeing, ou pode quebrar. O Governo não vai bancar o prejuízo, porque já vendeu tudo e só ficou com a golden share. O BNDESpar só tem 5,4%. A maioria das ações já está em mãos estrangeiras (NYSE 52% e B3 48%).

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Eu tenho dificuldade em diferenciar joint venture, compra e fusão.

 

* Compra: A assume o controle de B. O que vai fazer com B é problema de A.

 

* Fusão: A e B se unem, com as cotas unidas "proporcionalmente", dependendo do tipo de acordo. Ou alguém geralmente continua e a outra empresa desaparece, ou as 2 criam uma 'holding' que agrega as 2 empresas e se trabalha com sinergias que garantam os ganhos da fusão.

 

* Joint-venture: A e B se juntam em uma 3ª empresa/atividade ©, que pode ficar/atuar com partes ou o todo de A ou B. As cotas de C também são divididas proporcionalmente entre os cotistas de A e B.

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a fabricante norte-americana de aeronaves deterá 80% do novo negócio e a brasileira 20% de participação no capital social

 

Só eu achei normal ? se você tem 80% de uma empresa e outro 20% é mais do que natural as decisões finais serem da maior parte.

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a fabricante norte-americana de aeronaves deterá 80% do novo negócio e a brasileira 20% de participação no capital social

 

Só eu achei normal ? se você tem 80% de uma empresa e outro 20% é mais do que natural as decisões finais serem da maior parte.

Com certeza

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Se for um bom negócio para os acionistas da Embraer, tem que ser feito. Ponto!

 

Tem que ser bom para os acionistas da Embraer e para o governo brasileiro que tem a golden share. A regra sempre foi clara para quem quisesse investir na Embraer.

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Tem que ser bom para os acionistas da Embraer e para o governo brasileiro que tem a golden share. A regra sempre foi clara para quem quisesse investir na Embraer.

Mas ninguém disse que não vai ser, só que as decisões finais serão da Boeing.

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Se a Embraer vai ser nacional ou não, pouco importa, mas é preciso que tragam vantagens ao país, para que não seja apenas uma montadora ou subcontratada de luxo da Boeing.

 

Por exemplo: será que a parte de R&D ficará no Brasil ou nos EUA? Pesquisa e desenvolvimento são historicamente ínfimos no país e perder o da Embraer é jogar o esforço de décadas, por meio da criação do CTA e ITA, que já preferem empregos no setor financeiro em vez do aeronáutico.

 

Esta é a falha do governo, não soube negociar. Manter os negócios militares fora do acordo? Que segredos? O que a Embraer tem de relevante - sem denegrir a empresa - em relação à Boeing e o Pentágono?

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