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Há 80 anos, Aeródromo de São João, em Porto Alegre/RS, era construído


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Há 80 anos, Aeródromo de São João era construído

Em um ano, movimento foi de 548 aeronaves, 4.264 passageiros e 24.392 quilos de carga
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Estação do Aeródromo de São João, em 1949 / Revista do Globo

 

Em 1932, a municipalidade cedeu à Varig uma área que antes havia sido usada como potreiro. A empresa construiu no bairro São João algumas instalações, oficinas e uma precária pista de pouso. Naquela época, a Varig era a única companhia que utilizava aviões para uso comercial. A Condor e a Air France possuíam apenas hidroaviões para os seus serviços de passageiros e cargas.
Em 1938, a prefeitura, junto com o Departamento de Aeronáutica Civil, construiu o Aeródromo de São João. Um ano depois, segundo reportagem de Rui Vilhena para a Revista do Globo de 17 de setembro de 1949, este já apresentava um movimento razoável: 548 aeronaves, 4.264 passageiros e 24.392 quilos de carga. Em 10 anos, o movimento passou de dois aviões diários e 10 passageiros para, em 1948, um total de 9.222 aeronaves, 138.722 passageiros e 4 mil toneladas de correio e carga.
Em 1945, as instalações já estavam esgotadas. Em 1949, segundo o jornalista, o Aeródromo de São João era uma verdadeira calamidade. O saguão era lotado, as companhias comprimidas umas contra as outras em seus exíguos guichês e o serviço de rádio e controle de voo espremido em duas peças acanhadíssimas, que impediam até mesmo a instalação de novos e modernos equipamentos.
As pistas só podiam ser utilizadas por aviões de pequeno porte, deixando de operar os DC-4, DC-6 ou Constellation. “As instalações sanitárias causariam repulsa a qualquer selvícola de Mato Grosso”, afirmava o repórter. Questionadas, as autoridades respondiam com a frase que “há mais de cem anos vem sendo utilizada para explicar todas as coisas que ainda estão por fazer no Brasil: não há verba!”, escreveu Rui Vilhena.
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Pátio de estacionamento das aeronaves/ Revista do Globo

Mesmo assim, o nosso aeroporto era, então, o terceiro do país em movimento. Hoje, é o oitavo. Os aviões maiores, como os Constellation, pousavam na pista construída na Base Aérea de Gravataí (hoje, Base Aérea de Canoas). Com a inauguração do aeroporto Salgado Filho, no início dos anos 1950, a situação melhorou bastante. Em 2001, foi construído o Terminal 1, atualmente o mais usado.
Fonte: Ricardo Chaves - coluna Almanaque Gaúcho – jornal Zero Hora 9 out 2018 /

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O "novo" aeroporto
Jornalistas iam ao encontro das celebridades e autoridades que chegavam na pista de pouso do recém-inaugurado Salgado Filho
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Aeroporto Salgado Filho pouco depois de ser inaugurado no início dos anos de 1950
José Abrahan / Acervo Alfonso Abrahan

Na última terça-feira, publicamos fotos da situação caótica do Aeródromo de São João, já completamente saturado, no final da década de 1940.
Hoje, numa cortesia do nosso colaborador Alfonso Abrahan, estamos mostrando um pequeno ensaio visual feito pelo fotógrafo José Abrahan (pai de Alfonso), no início dos anos 1950, sobre as recém-inauguradas instalações do agora antigo aeroporto Salgado Filho (hoje Terminal 2).
Naquela época, os jornalistas iam ao encontro das celebridades e autoridades que chegavam na pista de pouso, onde faziam as suas entrevistas, como se pode ver na foto em que aparece o deputado Fernando Ferrari sendo abordado pelo repórter Nelson Moura, abaixo. Alfonso lembra que, para a sua alegria, muitas vezes acompanhou seu pai, repórter-fotográfico, nos plantões de dias especiais.
O garoto ficava fascinado admirando o movimento dos aviões e também o grande mural A Conquista do Espaço, pintado por Aldo Locatelli.
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José Abrahan / Acervo Alfonso Abrahan

Fonte: Ricardo Chaves para coluna Almanaque Gaúcho – jornal Zero Hora 11 out 2018
O terminal 2, o mais antigo, está para ser desativado. Minha curiosidade é o que vão fazer com o belo mural “A Conquista do Espaço”.

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Há uma história contada pelo Cmte. Bordini (ou Lili Souza Pinto?) sobre a pista de POA.

 

Até meados dos anos 50, a pista de POA não era pavimentada e algumas aeronaves operavam na Base Aérea de Canoas.

 

Quando pavimentaram a pista, resolveram fazer uma cerimônia de inauguração. Por ser a maior operadora de lá e a maior interessada na obra, coube à Varig realizar o primeiro pouso na pista pavimentada, com seu Convair 240 proveniente do Rio de Janeiro.

 

Nesta época, os ânimos entre Varig e Real não eram amistosos e a empresa paulista colocou seu novíssimo Convair 340 saindo de Congonhas para Porto Alegre, chegando pouco antes da Varig e, portanto, inaugurando a nova pista do Salgado Filho. Para desgosto da Real, a torre não autorizou tal operação e deu a opção da RL ir para Canoas ou esperar o RG e se contentar como a segunda que pouso na pista, aceitando esta última opção.

 

Pois bem, quando o Convair da RG pouso em POA, o piloto aplicou freio demais na aeronave, marcando a pista e danificando os freios da aeronave, fazendo com que o aeroporto fechasse por um tempo para a remoção da aeronave da pista. E a Real foi para Canoas. Nas rodinhas da época diziam que as marcas na pista era rubrica do piloto da RG.

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