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A345_Leadership

Avianca Brasil entra com pedido de recuperação judicial [PARTE 1]

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Sem acontecer a venda da UPI Life Air, haverá grande perda de valor aos credores. Boa parte dos valores que a Azul se dispôs a pagar é valor dos slots, por isso que se os credores não aprovarem o plano, tudo irá pra massa falida e os slots se esfumaçam da massa - massa que fica mais pobre do que já é hoje. Na venda, ao menos os slots se trocam pelo dinheiro que entrará na conta da Avianca velha.

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Sem acontecer a venda da UPI Life Air, haverá grande perda de valor aos credores. Boa parte dos valores que a Azul se dispôs a pagar é valor dos slots, por isso que se os credores não aprovarem o plano, tudo irá pra massa falida e os slots se esfumaçam da massa - massa que fica mais pobre do que já é hoje. Na venda, ao menos os slots se trocam pelo dinheiro que entrará na conta da Avianca velha.

Mas esses 70 milhões que a Azul vai pagar não irá para os credores,não dá nem para pagar as rescisões e taxas aeroportuárias

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Mas esses 70 milhões que a Azul vai pagar não irá para os credores,não dá nem para pagar as rescisões e taxas aeroportuárias

 

É aquele negócio... Ruim com essa grana, pior sem esta grana. Aliás, eram US$ 105MM hoje mais ou menos R$ 400MM, menos o dinheiro já adiantado. Pode servir para algumas despesas. A não ser que o fundo Elliott seja o primeiro a ser pago.

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Latam não descarta oferta pela Avianca ‘no futuro’

 

“É minha obrigação avaliar oportunidades, mas até agora não achamos ser um investimento que valha a pena. Entretanto, isso não quer dizer que no futuro não possa valer.”

Não há futuro para Avianca Brasil meu caro... o dinheiro não está nem pagando o jantar de ontem.

 

mas o que o A345 Leadership quis dizer e que vocês parecem ignorar é o seguinte... o cara do check-in pode surtar e sair correndo (inclusive no pátio ou na pista rsrs)... o cara do callcenter bate o telefone na cara... agora o cidadão qualificado com 4 faixas em cima do ombro, ele vai fugir pra onde? a sujeita comissária vai fazer o que? Se esconder dentro do trolley? Não adianta querer bancar o CRM... quem está lá em cima tem uma situação muito mais restritiva (e perigosa) do que quem está em terra...

Exatamente.

 

Todos estão no mesmo barco, mas o peso da margem de erro é diferente - e isto não desqualifica se um é mais importante ou não que o outro, pois a aviação é uma engrenagem. Mas um funcionário em terra, com dívidas e sem receber, com repercussão na família, se distrair, ele ainda pode corrigir. Lá em cima não tem esta margem, sabemos que segundos na aviação são importantes.

 

E não só aviação, isto ocorre nos hospitais, universidades, bancos, etc.

 

Gente... algumas dúvidas

 

Dá para traçar uma comparação entre a falência da WOW com possível falência da Avianca Brasil?

 

Estava lendo e muitos foristas de outros fóruns disseram que foi um grande erro a WOW ter apostado nos A330 / A330neo sem uma operação sustentável. Acredito já ter lido aqui que a expansão da Avianca (O6) no internacional pode ser considerada um dos grandes agravantes da quase falência da empresa. Deram um passo maior do que a perna (além da má gestão), talvez?

 

E dá para traçar uma diferença entre a maneira como a WOW teve seu fim e a Avianca ainda está na U.T.I. ?

Se a Avianca Brasil estivesse na Islândia, ela provavelmente já teria sido encerrada?

 

Eu não diria que há uma comparação além de ambas cairem no canto da sereia dos widebodies.

 

A WOW cresceu muito rápido e imagino que os A330 dariam à ela uma vantagem competitiva contra a Icelandair. Só que você cria uma segunda estrutura de treinamento, operação e manutenção para uma frota de uma dúzia de aeronaves.

 

O problema da Avianca Brasil não foi necessariamente ela, mas seus donos. Quem conhece os irmãos sabem do jeito peculiar que eles comandam os negócios, vide o passo maior que as pernas ao assumirem serviços da Petrobras. E isto é semelhante a Pirâmide de Ponzi, ela vai conseguindo enganar chutando o problema para frente, só que uma hora isto não ocorre. No caso da ONE a vinda dos widebodies acelerou o fim da pirâmide. Nem voava para Belém mas já lançou 7x MIA, 7x JFK e 21x SCL, sem falar que eram produtos noturnos para os EUA e chegou a anunciar o segundo diário para MIA e cogitava mais um destino.

 

E o que assusta: o amadorismo para gerir uma situação de crise. Pegando (novamente) o exemplo dos EUA, lá as empresas fazem sigilosamente prospecções de como o mercado (acionistas, fornecedores, credores e passageiros) lidarão com uma PJ, buscam garantir fontes de financiamento, escolhem um bom escritório de advocacia e de renegociação e já elaboram as linhas gerais da reestruturação. Agora, aqui foram para RJ para evitar o arresto de outras aeronaves. Saiu caro e não pode negar que foi desconhecimento, pois a Varig fez isto em 2005.

 

 

A WOW fechou por causa de uma dívida de 700 mi de reais. A Avianca deve 2,7 bi... Na Islândia ela ainda estaria funcionando?

Problema não era o valor da dívida, mas a geração de caixa. Um QAV mais alto, 0,25% do PIB abaixo do previsto, uma forte tempestade, etc são suficiente para aquele pingo diário secasse.

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A decisão do tribunal (até aqui, 2x0) está correta do ponto de vista jurídico. Espero que seja mantida em respeito à lei. Trata-se de mais um excesso do juiz da recuperação, assim como tentou impedir a retomada das aeronaves em dezembro.

 

Nao consigo entender aonde se pretende chegar com a briga entre tripulantes e funcionários de solo. É lógico que o pessoal de solo é fundamental, sem eles nenhuma companhia existe. Mas também é lógico que um funcionário de solo mal pago não derruba um avião. A questão do funcionário mal pago e insatisfeito permeia o campo da culpa (na variante negligência nesse caso concreto) em que um piloto sem cabeça pra voar pode SEM QUERER causar um acidente enquanto o sujeito de solo não (não vamos aqui falar do 0,0001% que deixa a fantasiosa mala com explosivos passar pelo check-in). A discussão sobe hipóteses que envolvem dolo (intenção de derrubar um avião) não tem nada a ver com a situação da companhia, situando-se nos campos da psiquiatria (perversidade) e do Direito Penal (homicídio/terrorismo).

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A decisão do tribunal (até aqui, 2x0) está correta do ponto de vista jurídico. Espero que seja mantida em respeito à lei. Trata-se de mais um excesso do juiz da recuperação, assim como tentou impedir a retomada das aeronaves em dezembro.

 

Nao consigo entender aonde se pretende chegar com a briga entre tripulantes e funcionários de solo. É lógico que o pessoal de solo é fundamental, sem eles nenhuma companhia existe. Mas também é lógico que um funcionário de solo mal pago não derruba um avião. A questão do funcionário mal pago e insatisfeito permeia o campo da culpa (na variante negligência nesse caso concreto) em que um piloto sem cabeça pra voar pode SEM QUERER causar um acidente enquanto o sujeito de solo não (não vamos aqui falar do 0,0001% que deixa a fantasiosa mala com explosivos passar pelo check-in). A discussão sobe hipóteses que envolvem dolo (intenção de derrubar um avião) não tem nada a ver com a situação da companhia, situando-se nos campos da psiquiatria (perversidade) e do Direito Penal (homicídio/terrorismo).

 

 

Se o DOV errar a matemática que chega pronta para nós, aí derruba mesmo...

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Isso td faz tanto mal p tanta gente q a última coisa q se deseja num time é uma briga entre os membros da equipe.

Isso td q estamos assistindo se chama Capitalismo Selvagem, e como disse o colega, não se vê isso td acontecendo em países onde as regras do jogo são respeitadas.

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Pegando um ganho nos comentários a respeito dos erros que podem acontecer envolvendo pilotos, agentes, DOV's, com relação ao fator psicológico podendo causar um acidente, na manutenção a situação também não tá boa. Além do fator psicológico, que está atingindo a todos, a falta de material está preocupante, como por exemplo a falta da graxa 7, que acabou faz tempo em CGH. A graxa 7 é pra lubrificação de comandos de voo, slat, flap, rudder...

E tem gente que ainda acha que uma RJ não afeta a segurança de voo...

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A decisão do tribunal (até aqui, 2x0) está correta do ponto de vista jurídico. Espero que seja mantida em respeito à lei. Trata-se de mais um excesso do juiz da recuperação, assim como tentou impedir a retomada das aeronaves em dezembro.

 

Nao consigo entender aonde se pretende chegar com a briga entre tripulantes e funcionários de solo. É lógico que o pessoal de solo é fundamental, sem eles nenhuma companhia existe. Mas também é lógico que um funcionário de solo mal pago não derruba um avião. A questão do funcionário mal pago e insatisfeito permeia o campo da culpa (na variante negligência nesse caso concreto) em que um piloto sem cabeça pra voar pode SEM QUERER causar um acidente enquanto o sujeito de solo não (não vamos aqui falar do 0,0001% que deixa a fantasiosa mala com explosivos passar pelo check-in). A discussão sobe hipóteses que envolvem dolo (intenção de derrubar um avião) não tem nada a ver com a situação da companhia, situando-se nos campos da psiquiatria (perversidade) e do Direito Penal (homicídio/terrorismo).

 

Não vou nem entrar na área de DOV ou Manut como os colegas acima já descreveram muito bem, vou falar do Agente de Aeroporto mesmo. Aquele responsável por dar todas as informações do que vai acontecer no voo pro DOV e pro Cmte, aquele que carrega e descarrega os porões, aquele que poe e tira pax do sistema, aquele que aceitas todas as bagagens que vão entrar no porão do avião e que NÃO passam por raio-x nesse país .. se ele der mole um avião decola com CG totalmente errado (SDU anos atrás uma aeronave que deveria ter quase 1 tonelada de bagagem + cargas nos porões decolou pra BSB com os porões vazios pq o pessoal simplesmente esqueceu de carregar, e sabe onde acharam o erro? Após a decolagem! O avião se comportou de uma forma totalmente diferente e o cmte questionou a posição da carga se realmente estavam nos porões corretos ... chegou em BSB e descobriram que na verdade nem tinha carga nenhuma lá).

No GIG já houve caso de latas de mercúrio e placas de baterias serem retiradas por um funcionário já no porão pq o check-in deixou passar por engano (ambos no mesmo avião).

Em BSB tiveram duas aeronaves groundeadas ano passado pq um equipe de funcionários de uma empresa X (2 voos fretados para essa empresa) embarcou com elementos que eram altamente corrosivos e só foi descoberto pq um deles deixou cair o elemento no banheiro da aeronave e pediu a tripulação pra limpar logo pq era corrosivo. Falha dupla nesse caso: check-in e segurança de BSB.

 

SIM, o funcionário de solo também derruba um avião! E talvez de uma forma que nem a tripulação consiga descobrir a tempo de salvar o voo!

Edited by Thrust.Set
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Não vou nem entrar na área de DOV ou Manut como os colegas acima já descreveram muito bem, vou falar do Agente de Aeroporto mesmo. Aquele responsável por dar todas as informações do que vai acontecer no voo pro DOV e pro Cmte, aquele que carrega e descarrega os porões, aquele que poe e tira pax do sistema, aquele que aceitas todas as bagagens que vão entrar no porão do avião e que NÃO passam por raio-x nesse país .. se ele der mole um avião decola com CG totalmente errado (SDU anos atrás uma aeronave que deveria ter quase 1 tonelada de bagagem + cargas nos porões decolou pra BSB com os porões vazios pq o pessoal simplesmente esqueceu de carregar, e sabe onde acharam o erro? Após a decolagem! O avião se comportou de uma forma totalmente diferente e o cmte questionou a posição da carga se realmente estavam nos porões corretos ... chegou em BSB e descobriram que na verdade nem tinha carga nenhuma lá).

No GIG já houve caso de latas de mercúrio e placas de baterias serem retiradas por um funcionário já no porão pq o check-in deixou passar por engano (ambos no mesmo avião).

Em BSB tiveram duas aeronaves groundeadas ano passado pq um equipe de funcionários de uma empresa X (2 voos fretados para essa empresa) embarcou com elementos que eram altamente corrosivos e só foi descoberto pq um deles deixou cair o elemento no banheiro da aeronave e pediu a tripulação pra limpar logo pq era corrosivo. Falha dupla nesse caso: check-in e segurança de BSB.

 

SIM, o funcionário de solo também derruba um avião! E talvez de uma forma que nem a tripulação consiga descobrir a tempo de salvar o voo!

Pra quem não conhece, existe uma parada que chama CRM, que na definição moderna é corporate resource management. Todos da corporação compõe os elos de segurança. Agora voltamos ao tópico? Todos os egos alimentados, todo mundo muito importante. Hoje tem reunião 14:00. Se o plano não passar, vai ter Galvão gritando acabou. Terminou. Edited by CRJ

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Alguma noticia sobre reunião de Hoje? Parece que hoje aprovariam ou não a criação da up air?

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Swissport pede revisão de dívida da Avianca

29/03/19 - 07h15

A Avianca chega hoje à assembleia de credores com mais uma contestação na Justiça. A Swissport Brasil, empresa de serviços aeroportuários que tem R$ 16,8 milhões a receber da companhia, apresentou petição ontem questionando o valor da dívida da Avianca com a gestora americana Elliott Management (Manchester). No documento, a Swissport solicita alterações na lista de credores antes da realização da assembleia na qual o futuro da companhia aérea será decidido, marcada para as 14 horas.

 

Na semana passada, a Avianca admitiu dever R$ 2 bilhões para a Elliott, conhecida por investir em empresas em crise. O valor corresponde a quase 75% dos débitos da companhia. Parte desse montante, porém, é referente a ações da aérea que foram dadas como garantias em empréstimos para outros negócios dos irmãos José e Germán Efromovich, donos da Avianca, como o estaleiro Eisa, em recuperação judicial.

 

Por ser a maior credora da aérea, a Elliot pode ter influência maior na assembleia. O plano que será votado nesta sexta-feira, 29, prevê a criação de uma Unidade Produtiva Independente (UPI) que inclua os aviões e os slots (autorizações de pousos e decolagens) da Avianca, deixando as dívidas de fora. Essa UPI deve ir a leilão e a Azul já mostrou interesse em arrematá-la por US$ 105 milhões.

 

Uma das preocupações da Swissport é que o valor ofertado pela Azul é inferior à dívida da Avianca com a Elliott. Como a gestora é classificada como credora com garantia real, tem prioridade para receber, o que pode deixar outros credores sem ser pagos após a venda da UPI.

 

Volta ao início

Na petição, assinada por advogados do escritório Cascione Pulino Boulos, a Swissport pede que seja considerado como valor da dívida da Avianca com a Elliot apenas R$ 672,6 milhões, número apresentado no início do processo de recuperação judicial.

 

Outra dificuldade no plano de recuperação da Avianca é o impasse com os arrendadores dos aviões. Na quarta-feira, a Avianca não conseguiu fechar um acordo para devolver de forma amigável parte dos aviões que aluga. Os arrendadores querem a retomada imediata dos jatos.

 

A expectativa da Avianca e da Azul é que os arrendadores voltem a se sentar à mesa, caso o plano de recuperação seja aprovado hoje. Caso os credores votem contra, porém, a Azul pode começar a ter problemas para tocar sua aquisição adiante, pois uma decisão da Justiça protegia a Avianca até hoje de eventuais pedidos de reintegração de posse.

 

Procurada, a Avianca não se pronunciou. A reportagem não conseguiu contatar a Swissport.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

https://istoe.com.br/swissport-pede-revisao-de-divida-da-avianca-2/

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Hoje é dia de decisão para Avianca. Que horas começa a audiência???

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Assembleia cancelada por falta de credores.

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Sinceramente eu acho que esse acordo Avianca /Azul vai acabar logo logo.

Edited by Cassio.Fernandes

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Assembleia cancelada por falta de credores.

Que coisa... Por que será?

 

Neste caso, a assembleia seria remarcada?

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Que coisa... Por que será?

 

Neste caso, a assembleia seria remarcada?

Talvez os credores, principalmente os Lessors, não acreditem e não aceitem mais os termos da RJ da Oxané. Daí o fracasso da assembléia. Nessas condições, será que o DN vai insistir na compra? Não sei não, isto está parecendo o canto do cisne da Avianca Brasil.

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Que coisa... Por que será?

 

Neste caso, a assembleia seria remarcada?

Havia quorum dos creditos trabalhistas, garantia real, classe especial mas os de pequenas empresas estava subrepresentado. Tem que ter mais de 50% dos créditos de cada classe. Não foi desta vez, a empresa rodará mais um pouco até o que for menor: a paciência do juiz da RJ ou o caixa da Avianca Brasil.

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Assembleia da Avianca Brasil é suspensa por falta de quórum



A primeira assembleia de credores da Avianca Brasil, iniciada às 14 horas, foi suspensa por falta de quórum. Agora, uma nova assembleia será realizada no dia 5 de abril. Apesar de ter lotado o auditório do Club Homs, na capital paulista, não havia número suficiente de credores da classe 4, formado por pequenas e microempresas da aérea.


Para a instalação da assembleia de credores era necessário que, para cada classe de credores, houvesse a presença de maioria simples, ou 50% mais um. Compareceram apenas 13,41% dos credores de classe 4. Por outro lado, compareceram 73,68% dos credores de classe 1, 100% dos credores classe 2 e 78,43% dos credores classe 3.


O plano de recuperação judicial da Avianca Brasil prevê a constituição e venda, em leilão, da UPI Life Air. A companhia vai transferir para essa nova empresa até 28 aviões em uso pela Avianca Brasil e 70 pares de direitos de pousos e decolagens ("slots"). O objetivo, com isso, é facilitar a venda da nova empresa, que não herdará as dívidas da Avianca Brasil, estimada em R$ 2,7 bilhões.


Essa empresa será colocada em leilão, a ser realizado até 30 de abril, de acordo com a proposta da Avianca Brasil. Até o momento, a Azul foi a única empresa que apresentou proposta de compra dessa nova unidade, por US$ 105 milhões.


A Avianca Brasil incluiu no seu plano a captação de novos recursos, por meio de empréstimos-ponte. A aérea obteve em março um empréstimo do tipo concedido pela Azul, no valor de R$ 31,6 milhões. A companhia informou que pode contratar com a azul novos empréstimos para pagamento de despesas correntes.


Esses empréstimos podem ser usados como parte do pagamento da UPI Life Air, se a oferta feita pela Azul for a mais alta apresentada no leilão.


Caso outra empresa faça uma proposta mais alta e vença o leilão, o vencedor do leilão pagará os empréstimos à Azul. O vencedor do leilão também pagará uma multa compensatória equivalente a 15% do lance vencedor. A Latam questionou o estabelecimento da multa, considerando a adição desse valor um impeditivo para que outras companhias aéreas possam comprar a nova empresa.


O plano também prevê a reestruturação do passivo da Avianca Brasil e a preservação de investimento essenciais para a continuação da sua operação. No entanto, nenhum detalhe a respeito dessa reestruturação do passivo foi apresentada, o que também é alvo de questionamentos na Justiça pelos credores.


Pedido da Swissport Brasil é negado


Ontem, o juiz Tiago Limongi, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, negou o pedido da Swissport Brasil de revisão do valor da dívida da Avianca Brasil. A empresa de serviços aeroportuários é credora da companhia aérea e tem a receber R$ 16,8 milhões.


Na petição, a Swissport Brasil questionou o valor da dívida da Avianca Brasil com a gestora americana de fundos Elliott Management, de R$ 2 bilhões, segundo a companhia aérea. Parte do valor refere-se a ações da companhia aérea que foram dadas em garantia em empréstimos para outros negócios dos irmãos Efromovich, donos da Avianca Brasil, como o estaleiro Eisa, que também está em recuperação judicial.


Esse valor corresponde a quase 75% das dívidas da Avianca Brasil. Por ser a maior credor, o Elliott pode ter maior poder de voto na assembleia geral. No pedido que foi negado, a Swissport Brasil pedia que fosse considerado como valor da dívida da Avianca Brasil com a Elliott R$ 672,6 milhões, número apresentado no início do processo de recuperação judicial.


Em sua decisão, o juiz Limonge considerou que a revisão do valor da dívida acarretaria em prejuízo ao credor Elliott, que não teria oportunidade de questionar a decisão. O juiz também afirmou na decisão que "não há elementos, ao menos por ora, para se crer que tenha havido equívoco da administradora judicial na elaboração da lista de credores trazida aos autos".




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Não da pra entender o porque os juízes tratam a empresa não pagadora como vítima... tudo à favor do inadimplente... ja estou pensando em abrir uma empresa pra pegar uns empréstimos e não pagar ninguém...

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Pergunta de leigo: a AVIANCA BRASIL esta pagando o pato pela sua própria dívida ou esta sendo vítima de maracutaia do Grupo Sinergy, principalmente por conta dessa Elliot? Me parece muito estranho a situação da cia se deteriorar tão rápido num intervalo de 1 ano. Ela não pratica tarifas irreais como a Webjet fazia, pelo contrário, e sempre registrou taxas de ocupação acima da média do mercado, enfim... Parece que foi lançada no abismo pelo próprio grupo que a controla. Em outra situação o grupo controlador poderia simplesmente vender a companhia antes de chegar nessa situação, talvez até por um preço melhor ou salvá-la como acontece com a LATAM BR. Não é atoa que a Avianca Internacional virou as costas. A impressão é que eles mesmos causaram tudo isso.

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Havia quorum dos creditos trabalhistas, garantia real, classe especial mas os de pequenas empresas estava subrepresentado. Tem que ter mais de 50% dos créditos de cada classe. Não foi desta vez, a empresa rodará mais um pouco até o que for menor: a paciência do juiz da RJ ou o caixa da Avianca Brasil.

 

Neste caso, penso que seja a segunda opção.

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Havia quorum dos creditos trabalhistas, garantia real, classe especial mas os de pequenas empresas estava subrepresentado. Tem que ter mais de 50% dos créditos de cada classe. Não foi desta vez, a empresa rodará mais um pouco até o que for menor: a paciência do juiz da RJ ou o caixa da Avianca Brasil.

Apenas uma pequena correção, trabalhistas e pequenas empresas a contagem e por cabeça e não pelo valor de crédito.

 

Abraco

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