Jump to content

Archived

This topic is now archived and is closed to further replies.

Cassio.Fernandes

Presidente de Viracopos admite chance de venda e confirma data para votar plano de recuperação

Recommended Posts

Presidente de Viracopos admite chance de venda e confirma data para votar plano de recuperação
Em entrevista ao G1, Gustavo Müssnich afirmou que assembleia de credores será no dia 12 de fevereiro. Mandatário da Aeroportos Brasil fez balanço de 2018 e falou de planos para 2019.

O presidente da concessionária Aeroportos Brasil, que administra o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), admitiu que a crise econômica do terminal, em recuperação judicial desde o dia 23 de maio, pode ser resolvida com uma "solução de mercado". De acordo com Gustavo Müssnich, grupos de investidores, entre eles a Zurich e a IG4, estudam oferecer aos acionistas e credores propostas para comprar a concessão do empreendimento, o que acabaria com a dívida de R$ 2,88 bilhões.

Em entrevista exclusiva ao G1, o presidente da Aeroportos Brasil fez um balanço do ano passado, o que chamou de mais difícil à frente do aeroporto, por conta da queda no fluxo de passageiros durante metade do ano e da necessidade de protocolar o pedido de recuperação judicial no dia 7 de maio. Müssnich ainda traçou metas para 2019 e confirmou para o dia 12 de fevereiro a 1ª assembleia de credores, que deve colocar em votação o plano elaborado pelos acionistas para evitar a falência da estrutura.

"A nossa primeira assembleia de credores acontecerá no dia 12 de fevereiro, no Teatro Castro Mendes, em Campinas. Escolhemos o teatro porque queremos ter bastante espaço para todas as pessoas que quiserem participar. Nós estamos em fase de negociações, alguns credores fizeram questionamentos ao plano e estamos ajustando. Não sabemos se ele será votado já nesta assembleia, mas pode acontecer", disse.

 

Confira abaixo os principais trechos da entrevista do presidente da concessionária, separado por temas.

Chance de venda e recuperação judicial

 

O presidente afirmou que, além da Zurich e da IG4, outras empresas estão interessadas em assumir o Aeroporto de Viracopos. Segundo ele, a possibilidade da venda "é factível", mas não tem nada confirmado. Por isso, o processo de recuperação judicial segue normalmente e está em fase de contestações por parte dos credores, antes de ir para a assembleia marcada para fevereiro.

Em julho, o aeroporto protocolou o plano de recuperação judicial da estrutura. No documento, a concessionária propôs soluções para a dívida de R$ 2,88 bilhões com a elaboração de um cronograma de pagamento aos credores que prevê flexibilização do passivo e aumento de prazo para garantir a operação do terminal. Viracopos foi o primeiro aeroporto do Brasil a pedir recuperação.

As dívidas de Viracopos se dividem em débitos com bancos – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outras quatro instituições privadas – além de fornecedores, inclusive empresas responsáveis por serviços diretamente ligados à operação do aeroporto, e outorgas fixas e variáveis de 2017 e 2018 que a concessionária deveria parar à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pela concessão da estrutura.

De acordo com Müssnich, o BNDES e a Anac foram os credores que mais apresentaram contestações ao plano.

"Nós não tivemos problemas com os pequenos credores, os questionamentos foram feitos mais pela Anac e pelo BNDES, em relação principalmente a prazos. Nós vamos evoluir. Em relação à compra, os investidores já estão com informações do aeroporto, se a proposta for interessante, ela deve ser apresentada aos acionistas e aos credores também, e deve ser apreciada no âmbito da recuperação judicial", explicou.

 

A Infraero detém 49% das ações de Viracopos. Os outros 51% são divididos entre a UTC Participações (45%), Triunfo Participações (45%) e Egis (10%), que formam a concessionária. Os investimentos realizados pela Infraero correspondem a R$ 777,3 mil. A Triunfo e a UTC são investigadas pela Operação Lava Jato e estão em recuperação judicial desde 2017.

Pior ano à frente do aeroporto?

 

O crescimento no fluxo de passageiros em novembro em comparação com o mesmo período de 2017 não recuperou a movimentação do acumulado do ano passado no terminal. De acordo com os números da própria concessionária, passaram pelo local no último mês 754,9 mil pessoas, número 4% mais alto do que os 727,7 mil de 2017. No entanto, o balanço de janeiro a novembro ainda é o mais crítico da história da concessão.

De acordo com o presidente, apesar da recuperação na segunda metade do ano, o valor total de passageiros de 2018 não vai conseguir igualar o índice de 2017 e deve ser realmente o pior da história. Por outro lado, ele comemorou os prêmios recebidos neste ano, como a escolha do Terminal de Cargas como o melhor do mundo por uma revista especializada e a liderança na Pesquisa de Satisfação de Passageiro, realizada pela Secretaria de Aviação Civil.

"Embora a gente tenha sentido recuperação na carga e também nos passageiros internacionais [subiu 20% no acumulado do ano em comparação com 2017], a gente sentiu os reflexos da crise. Em 2017 fizemos 9,3 milhões de passageiros e já fazendo uma projeção para 2018, acho que a gente não chega nesse número. Mas coisas boas também aconteceram, novamente dois trimestres reconhecidos pela SAP como melhor aeroporto do país, além dos prêmios do terminal de cargas", afirmou.

Queroduto

 

Durante a greve dos caminhoneiros, que causou uma crise de desabastecimento em todo o país no mês de maio, Viracopos pensou em "tirar da gaveta" um projeto da construção de um duto de querosene da Refinaria de Paulínia (Replan) até o terminal. Na ocasião, o aeroporto precisou providenciar comboios escoltados pelo Exército para abastecer aeronaves.

Em maio, Müssnich havia informado que a ideia é aproveitar 12 km do Gasoduto Bolívia Brasil, que passa pela região de Campinas, e outros 17 km de outra estrutura já pronta, restando 6 km de faixa nova para construir. A previsão de investimento é de cerca de R$ 90 milhões para construção e instalação do duto.

Sete meses depois, o presidente da concessionária disse que a demanda de consumo ainda não é suficiente para dar visibilidade ao projeto. Segundo ele, o cenário só mudará quando diminuir a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o querosene de aviação. Atualmente ele é de 25%, enquanto em outras regiões o número é de 12%.

"Tem que acabar a guerra fiscal de ICMS entre os estados. A avaliação que nós fazemos é a seguinte: existe um projeto no congresso que é 12% para todos. Se isso acontecer, o potencial é de dobrar a venda de combustível em Viracopos. Nós estamos consumindo hoje 1 milhão de litro por dia, nós iríamos para 2 milhões por dia", relatou.

 

Projetos para 2019

 

Müssnich adiantou ainda três projetos previstos para a concessionária implantar no aeroporto até julho deste ano. São eles:

 

Share this post


Link to post
Share on other sites

Parece fácil (vender) mas não é.

 

Em 2017 VCP depois das despesas básicas, gerou R$313,9 milhões de caixa. Juros incorridos da dívida R$273,9. Pagou R$239,9 e amortizou R$52,7. Sobrou R$21,3 milhões. E a outorga (fixa+variável) de 2017 não foi paga, R$207,3 milhões.

 

Se a ABV passar a concessão de graça pra um otário, digo novo investidor, ele vai ter que entrar com pelo menos R$200-300 milhões por ano pra colocar os pagamentos em dia, até que o movimento e o faturamento aumentem. Só que a Infraero não vai abrir mão dos R$780 milhões que investiu até agora.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Parece fácil (vender) mas não é.

 

Em 2017 VCP depois das despesas básicas, gerou R$313,9 milhões de caixa. Juros incorridos da dívida R$273,9. Pagou R$239,9 e amortizou R$52,7. Sobrou R$21,3 milhões. E a outorga (fixa+variável) de 2017 não foi paga, R$207,3 milhões.

 

Se a ABV passar a concessão de graça pra um otário, digo novo investidor, ele vai ter que entrar com pelo menos R$200-300 milhões por ano pra colocar os pagamentos em dia, até que o movimento e o faturamento aumentem. Só que a Infraero não vai abrir mão dos R$780 milhões que investiu até agora.

Então, o negocio é mais difícil do que parece, mais a IG4 e a Zurich parece estar bem disposta a ficar com o aeroporto, todo mês sai uma noticia citando ela, alguma vantagem tem

Share this post


Link to post
Share on other sites

Então, o negocio é mais difícil do que parece, mais a IG4 e a Zurich parece estar bem disposta a ficar com o aeroporto, todo mês sai uma noticia citando ela, alguma vantagem tem

São os mesmos donos de SBFL?

Share this post


Link to post
Share on other sites

ideal seria se a INFRAERO saísse fora do consórcio

Share this post


Link to post
Share on other sites

ideal seria se a INFRAERO saísse fora do consórcio

 

O problema é que sem os 49% da Infraero, a conta dobra pros operadores de VCP/GRU/BSB/GIG/CNF.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Empresário brasileiro quer financiamento barato do Governo para financiar seus projetos. Mas o que está acontecendo é que eles têm que ir a mercado pegar dinheiro pra financiar outorga para o Governo. No caso de VCP, nem Infraero quer colocar mais dinheiro, muito menos os privados porque sabem que não vai ter retorno nem no longo prazo.

Share this post


Link to post
Share on other sites

BSB por exemplo, no final de 2017 teve que pegar R$380 milhões de empréstimos com bancos privados (CDI+ alguma coisa) para colocar em dia as outorgas de 2016, 2017 e antecipar parte de 2018. Fora isso, está previsto novo aumento de capital de R$235 milhões, sem obra alguma.

 

https://www.bsb.aero/pdf/demonstrativo-financeiro-2017.pdf

Share this post


Link to post
Share on other sites

O problema é que o valor das outorgas foram inflados, com base em uma perspectiva de movimentação também inflada do ´pais de "Meme" .... E o pior veio a ressaca do PT ou melhor a conta da farra para pagar $$$ em 2016/17 e ainda respingou em 18 com a greve dos caminhoneiros....

 

VCP se houver candidato a comprar o atual consorcio terá de ser revisto o valor de outorga/prazo.... Melhor já fazer nova concessão reduzir o valor da outorga que são surreais e priorizar investimento... Ex 2 pista de pouso em VCP e já aumenta o prazo prevendo o investimento do termino das obras do terminal. Zurich responsável por SBFL, na minha opinião o melhor projeto que vi de todas as concessionárias terá oportunidade de assumir o aeroporto em bases mais adequadas ou melhor em base mais realista.

 

GIG virou um elefante branco, alias o projeto que deveria ser executado em escala pois não precisa de aeroporto para 40kk de PAX, principalmente devido a situação do Estado falido... e o pior sem definição do que sera feito com T1... Depende da recuperação do Estado do RJ Não sei como vão fechar a conta talvez ampliar também o prazo de concessão sem necessidade de mais nenhuma obra somente manutenção.

 

GRU

Precisa crescer e solucionar a questão de estrutura de capital para novos investimentos, este sim precisa crescer além dos 60kk mas para isto vai precisar rever ou o prazo de concessão ou valor da outorga ou os 2 juntos... Se o governo tivesse o minimo de visão preparava o aeroporto para ser o grande HUB da America do Sul.

A LA já tem a malha direcionada para isto mas uma hora vai barrar no problema estrutural do aeroporto que precisa ser resolvida.

 

CNF vive com o fantasma da Pampulha embora o projeto seja bem esquisito, esteticamente falando, ficou funcional a estrutura vai precisar resolver a 2 pista.

 

 

Tem 2 aspectos que pode ajudar o 1 a redução do ICMS sobre o QAV que surreal no Brasil e a retomada da economia.

Share this post


Link to post
Share on other sites

O problema é que o valor das outorgas foram inflados, com base em uma perspectiva de movimentação também inflada do ´pais de "Meme" .... E o pior veio a ressaca do PT ou melhor a conta da farra para pagar $$$ em 2016/17 e ainda respingou em 18 com a greve dos caminhoneiros....

 

VCP se houver candidato a comprar o atual consorcio terá de ser revisto o valor de outorga/prazo.... Melhor já fazer nova concessão reduzir o valor da outorga que são surreais e priorizar investimento... Ex 2 pista de pouso em VCP e já aumenta o prazo prevendo o investimento do termino das obras do terminal. Zurich responsável por SBFL, na minha opinião o melhor projeto que vi de todas as concessionárias terá oportunidade de assumir o aeroporto em bases mais adequadas ou melhor em base mais realista.

 

GIG virou um elefante branco, alias o projeto que deveria ser executado em escala pois não precisa de aeroporto para 40kk de PAX, principalmente devido a situação do Estado falido... e o pior sem definição do que sera feito com T1... Depende da recuperação do Estado do RJ Não sei como vão fechar a conta talvez ampliar também o prazo de concessão sem necessidade de mais nenhuma obra somente manutenção.

 

GRU

Precisa crescer e solucionar a questão de estrutura de capital para novos investimentos, este sim precisa crescer além dos 60kk mas para isto vai precisar rever ou o prazo de concessão ou valor da outorga ou os 2 juntos... Se o governo tivesse o minimo de visão preparava o aeroporto para ser o grande HUB da America do Sul.

A LA já tem a malha direcionada para isto mas uma hora vai barrar no problema estrutural do aeroporto que precisa ser resolvida.

 

CNF vive com o fantasma da Pampulha embora o projeto seja bem esquisito, esteticamente falando, ficou funcional a estrutura vai precisar resolver a 2 pista.

 

 

Tem 2 aspectos que pode ajudar o 1 a redução do ICMS sobre o QAV que surreal no Brasil e a retomada da economia.

Exatamente, as autorias foram infladas ao extremo, hoje no caso de VCP, se alguém assumir 100% do aeroporto pelo valor original ainda é caro, pois a autorga foi inflada em muito mais que 50% afinal os sócios eram o governo corrupto e uma empresa que depois da lava jato não sobrou nada!

 

Logo o governo pode dar de “graça” a parte dele que pra quem assumir ainda fica caríssimo.

Share this post


Link to post
Share on other sites

×
×
  • Create New...

Important Information

Saiba os termos, regras e políticas de privacidade