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Governo vai desestatizar aeroportos do País e extinguir Infraero

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Governo vai desestatizar aeroportos do País e extinguir Infraero

Só a próxima rodada de leilões, a antepenúltima, deve conceder 12 terminais à iniciativa privada; estatal criada por Temer assumirá atividades da Infraero

Com as três próximas rodadas de concessão de aeroportos previstas, todos os terminais do País ficarão sob controle da iniciativa privada e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) será extinta. O processo, segundo o diretor do Departamento de Políticas Regulatórias da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), Ronei Saggioro Glanzmann, deve estar consolidado nos próximos quatro anos.

O governo, hoje, está na quinta rodada de concessão de aeroportos . Com editais lançados ainda em novembro do ano passado, os leilões haviam sido paralisados após o governo do Espírito Santo mover uma ação civil pública contra a concessão em bloco do aeroporto de Vitória e o de Macaé (RJ). Como o estado desistiu do processo, a rodada está desimpedida e deve acontecer no dia 15 de março.

Os editais foram anunciados com o objetivo de licitar 12 aeroportos divididos em três blocos. Juntos, esses terminais recebem 19,6 milhões de passageiros por ano, o que equivale a 9,5% do mercado nacional de aviação. São eles: Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB); Cuiabá, Rondonópolis, Alta Floresta e Sinop (MT); e Vitória (ES) e Macaé (RJ).

Nesta quarta-feira (30), após participar de uma reunião no Rio de Janeiro, Glanzmann explicou que, depois dessa quinta rodada, a Infraero permanecerá operando 44 aeroportos. Uma nova rodada de concessões, a sexta, já foi anunciada e lançará os editais para os estudos de viabilidade logo após os leilões de março.

“São cerca de 20 aeroportos divididos em três blocos. Nosso processo de concessão é maduro, a gente gasta cerca de um ano e meio entre o início dos estudos e o leilão. Então no segundo semestre de 2020 fazemos o leilão da sexta rodada e abrimos os estudos para a sétima, com mais três blocos e cerca de 20 aeroportos", comentou o diretor. "Com isso, chegamos ao final do governo com toda a rede Infraero concedida e sendo operada por empresas privadas”.

Estudos preliminares indicam a necessidade de R$ 8,8 bilhões em investimentos para esses 44 aeroportos ainda não licitados ao longo de 30 anos de exploração. Para a quinta rodada, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) recebeu mais de 500 pedidos de esclarecimentos e muitos pedidos de visitas aos terminais. Atualmente, oito operadores administram os dez aeroportos brasileiros concedidos.

Extinção da Infraero

Segundo Glanzmann, após a sétima rodada de concessões dos aeroportos, o governo deve dar início à extinção da Infraero. “Em quatro anos, nós teremos todos os aeroportos da Infraero concedidos, transferidos para a iniciativa privada. A partir daí, será inaugurado um processo de extinção gradativa da empresa, feita com muita responsabilidade e transparência”, garantiu.

O diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), Jeferson Domingues de Freitas, que participou da reunião, explicou que os cerca de 1,8 mil funcionários da Infraero que trabalham na área de navegação aérea, bem como o patrimônio, serão transferidos para a nova estatal NAV Brasil Serviços de Navegação Aérea S.A. Sua criação foi autorizada pela medida provisória (MP) 866, assinada em dezembro por Michel Temer (MDB).

“A medida provisória foi assinada e agora vem o processo de votação no Congresso para virar lei ou não. A gente imagina que todo esse processo leve de nove meses a um ano", calculou Freitas. "É importante destacar que nós não estamos criando uma nova empresa, ela já existe como um setor dentro da Infraero. Estamos tirando esse setor, pra que ele, junto com o Decea, faça a administração das torres de controle”.

Glanzmann lembrou ainda que a Infraero já vem fazendo processos de demissão voluntária, financiados pelas concessões, com o desligamento de cerca de mil funcionários por ano. “A concessionária que ganha o leilão deposita na conta da Infraero, antes de assinar o contrato, um valor que é destinado exclusivamente ao financiamento do plano de demissão voluntária. Vai continuar assim nas próximas rodadas", disse o diretor.

O processo, segundo Glanzmann, será conduzido com “muita responsabilidade e muita transparência”. “Estamos criando no Brasil um grande mercado privado de operadores de aeroportos e, hoje, esses profissionais estão dentro da Infraero. A empresa tem 9,5 mil funcionários que trabalham de maneira brilhante. É um quadro de excelência e o governo não vai virar as costas para esse quadro”, assegurou.

Fonte: Tânia Rego para Agencia Brasil via CECOMSAER 31 jan 2019

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'Encomenda' do governo não é extinguir Infraero, diz presidente da empresa
Para Martha Seillier, Infraero pode seguir atuando em áreas estratégicas. Secretário de Aviação disse que empresa será extinta; ministro da Infraestrutura, que é 'possível' extinguir.

Primeira mulher a assumir o cargo de presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Martha Seillier afirmou em entrevista ao G1 que a nova administração da estatal não recebeu do governo a missão de extinguir a empresa.
Martha Seillier afirmou que a missão dada foi transferir todos os aeroportos da estatal para a iniciativa privada. Disse ainda que defenderá que, ao final do processo, a Infraero continue existindo com uma estrutura menor, atuando em áreas estratégicas, como qualificação de funcionários de aeroportos.
"Na verdade, a encomenda do novo governo não é extinguir a Infraero. A encomenda é transferir a operação de todos os aeroportos para a iniciativa privada. A Infraero não é só administradora de aeroportos", afirmou.
Em 13 de dezembro do ano passado, também em entrevista ao G1, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou ser "possível" extinguir a Infraero após a concessão de todos os aeroportos da empresa.
Além disso, em janeiro deste ano, o secretário de Aviação Civil do Ministério de Infraestrutura, Ronei Glanzmann, disse em um evento em São Paulo que a Infraero será fechada ao final das concessões.
Para a presidente da empresa, há atividades importantes que não são feitas pelas outras administradoras de aeroportos, como o desemborrachamento de pista – limpeza especial que garante o atrito da pista de pouso e decolagem – e a capacitação de funcionários.
"Tem outras atividades importantes que a Infraero faz que não são de administração de aeroportos. A Infraero presta serviço para vários aeroportos do país que ela não opera. Aeroportos privados que não adquiriram equipamentos específicos como o de desemborrachamento de pista. Não faz sentido todos os aeroportos terem o equipamento, que é um equipamento caro. Então eles contratam a Infraero, nós vamos levando nosso equipamento e fazemos o serviço para eles", disse.
Continuidade 'enxuta'
Ao G1, Martha Seillier afirmou que vai defender a continuidade Infraero, mesmo com uma estrutura mais "enxuta" – cerca de 9,3 mil funcionários trabalham na empresa.
No ano passado, o então presidente Michel Temer publicou uma medida provisória para criar a NAV Brasil, responsável por incorporar todos os ativos relacionados a navegação aérea concentrados na Infraero.
"Como a NAV não se chama Infraero, mas é um braço da Infraero que persiste, a gente acha que tem espaço, sim, para alguma continuidade, mas para uma empresa muito mais enxuta", disse.
Segundo o texto da MP, a NAV Brasil ficará subordinada ao Ministério da Defesa, por meio do Comando da Aeronáutica.
Novo presidente
Martha Seillier ficará no cargo de presidente da Infraero até julho de 2019, quando assumirá o brigadeiro Hélio Paes de Barros.
Depois de deixar a presidência da estatal, ela reassumirá a Direção de Planejamento, Finanças e Relações com Investidores e continuará trabalhando diretamente no programa de concessões da companhia.
Hélio Paes de Barros era diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) quando foi indicado para presidir a estatal e, por isso, deve passar por um período de quarentena antes de assumir o comando da empresa.
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Pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que será leiloado pela Infraero — Foto: TV Globo/Reprodução
Leilões de aeroportos
Ainda na entrevista ao G1, Martha Seillier afirmou que a Infraero tem seis aeroportos que podem servir de "âncora" para os próximos leilões.
Esses aeroportos, entre os quais Congonhas, Santos Dumont, Manaus e Curitiba, encabeçariam os blocos das próximas duas rodadas de concessão, em 2020 e em 2021.
Em março o governo fará o primeiro leilão de aeroportos por bloco. Licitará 12 terminais, divididos em três blocos: Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.
Os blocos são formados por um aeroporto com grande rentabilidade e por terminais menos rentáveis ou até mesmo deficitários.
"Temos pensado com a Secretaria de Aviação Civil fazer mais três blocos em 2020, são mais três ancoras, e mais três blocos em 2021. Teríamos ainda seis ancoras pela frente”, disse.
Segundo a presidente, esses terminais não são os únicos da Infraero que geram lucro, mas são terminais importantes com capacidade de segurar um bloco inteiro e garantir o interesse dos investidores mesmo com aeroportos deficitários no grupo.
Após a concessão de aeroportos agendada para o dia 15 de março, a Infraero ficará com 45 aeroportos.
Investimentos
A Infraero deve cortar os investimentos considerados "perfumaria", destinados a dar mais conforto para os passageiros que transitam nos aeroportos da empresa.
Segundo Martha Seillier, a prioridade serão obras de segurança ou investimentos para superar entraves que estejam "freando" o desenvolvimento de alguma cidade, como é o caso de Foz do Iguaçu (PR).
O governo local reclamou que o tamanho do aeroporto dificulta o crescimento do turismo na região. Por isso, a estatal aeroportuária vai ampliar o tamanho do terminal de passageiros.
Fonte: Laís Lis, G1 — Brasília 16 fev 2019

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Governo quer vender participação da Infraero em 4 aeroportos

 

13/02/2019

 

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O governo vai retomar o processo de venda das participações acionárias da Infraero em aeroportos concedidos, informou nesta quarta-feira (13), o secretário nacional de Aviação, Ronei Glanzmann, durante a entrega do prêmio Aeroportos + Brasil. A Infraero detém 49% das concessões dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos, Brasília, Galeão e Confins. Até o momento, a União aportou perto de RS 5 bilhões nesses negócios. Ainda este mês, a diretoria da Infraero deverá aprovar a contratação de um serviço de valuation desses ativos. O desinvestimento deverá ocorrer em aproximadamente dois anos, disse o secretário. A participação da Infraero em Viracopos será analisada à parte, já que a concessionária está em processo de recuperação judicial. Paralelamente, a concessão é alvo de um processo de caducidade por parte do governo federal.

 

 

https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/02/670087-governo-quer-vender-participacao-da-infraero-em-4-aeroportos.html

 

Já estão pintando GRU de dourado e vão colocar um laço de fita vermelho enorme! pra tentar levantar algum din-din.

 

Até 30/09/18, a Infraero investiu R$1.3 bilhões na GRU Apt.

Quem comprar vai ficar responsável por 49% da dívida com os bancos (R$3.5 bi) e das 14 parcelas de outorga que ainda faltam (R$16.4 bi pelo valor da parcela de jul18). Sem contar com os atuais investimentos em pátio e pier, que vão exigir novos empréstimos do BNDES e aportes de capital.

E depois da venda, a Infraero vai poder estornar R$1.9 bi de prejuízos acumulados, é só alegria!

 

O problema são os outros, a Odebrecht se livrou do abacaxi, digo GIG, por R$60 milhões, apesar de der colocado do seu próprio bolso R$548 milhões.

Edited by TheJoker

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Vai ficar uma estatal de serviços e assessoria? Rapidinho tendo um regulamento claro a iniciativa privada poderá prover os mesmos serviços e provavelmente muito mais barato. Pode extinguir tudo.

Até mesmo a NAV Brasil precisa ser repensada pra ser uma grande provedora de auxilio a navegação e não apenas um pedaço que foi apartado da Infraero.

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Antes era extinguir a Infraero, agora irão pensar o que vai fazer da Infraero pós-concessões?

 

Tem que ser fechada, enterrada e ainda de bruços :P

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Governo quer vender participação da Infraero em 4 aeroportos

O governo vai retomar o processo de venda das participações acionárias da Infraero em aeroportos concedidos, informou nesta quarta-feira (13), o secretário nacional de Aviação, Ronei Glanzmann, durante a entrega do prêmio Aeroportos + Brasil. A Infraero detém 49% das concessões dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos, Brasília, Galeão e Confins.

Finalmente!

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Antes era extinguir a Infraero, agora irão pensar o que vai fazer da Infraero pós-concessões?

 

Tem que ser fechada, enterrada e ainda de bruços :P

 

De cabeça pra baixo rs

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