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Norte magnético está se movendo e bagunçando sistemas de navegação

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Norte magnético está se movendo e bagunçando sistemas de navegação

O polo norte magnético da Terra está se movendo a uma velocidade alta demais. Cientistas publicaram esta semana uma atualização na localização do ponto um ano antes do previsto, tamanha a velocidade em que o polo está se movimentando. A questão é tão séria que estimativas feitas anteriormente para a navegação não são mais confiáveis.

O campo magnético da Terra, de acordo com as teorias mais aceitas, é gerado pelas correntes de convecção do ferro e do níquel derretidos que ficam na parte externa do núcleo da Terra. As posições dos polos não são fixas, mas o norte está se movendo a uma velocidade nunca antes vista.

Em 2000, o polo norte magnético se movia a 14,5 quilômetros por ano. Hoje, este movimento se dá a 54,7 quilômetros por ano. Em 1831, quando foi encontrado pela primeira vez, ele estava no Ártico canadense. Em 2017, ele já havia ultrapassado a Linha Internacional de Mudança de Data em direção à Sibéria.

Mesmo que seu celular tenha uma bússola, você provavelmente não será afetado ao usar seu aplicativo de navegação favorito, pois ele usa GPS, um sistema baseado em satélites. Aviões e embarcações usam o norte magnético como sistema reserva de navegação.

Já as forças armadas usam majoritariamente o modelo magnético, tanto para aeronaves quanto para saltos de paraquedas. A NASA, a Administração Federal de Aviação dos EUA e o Serviço Florestal dos EUA também usam bússolas em várias atividades. Nomes de pistas de aeroportos também se baseiam na posição relativa ao norte magnético. O aeroporto de Fairbanks, no Alasca (EUA), teve que mudar o nome de uma pista de 1L-19R para 2L-20R.

De acordo com o site Phys.org, o campo magnético da Terra também está ficando mais fraco, e físicos acreditam que os polos norte e sul se inverterão em breve — um processo que deve durar mil anos e que aconteceu pela última vez há cerca de 780 mil anos.

Um possível problema é que o campo magnético da Terra também nos protege de radiações espaciais — um enfraquecimento nele poderia afetar satélites, dispositivos eletrônicos e astronautas. Pássaros que usam o campo magnético para se guiarem também podem sofrer com a inversão.

Fonte: Giovanni Santa Rosa - site GIZMODO BRASIL (SP) via CECOMSAER 6 fev 2019

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Já tem um tempo que acompanho isso. Há estudos tentando prever quando acontecerá uma nova inversão dos polos (o N visa S, o S vira N). Isso acontece periodicamente. Já identificaram 183 inversões dos polos da Terra, nos últimos 83 milhões de anos (média de 1 inversão a cada 453 mil anos).

 

A última delas aconteceu a 780 mil anos atrás (estamos atrasados para uma nova inversão), quando o N magnético mudou da Antártica para a região entre o Canadá e a Sibéria, e o S magnético mudou para a Antártica.

Edited by ruifo
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