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Lufthansa processa passageiro por perder conexão propositalmente


Luckert

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Lufthansa processa passageiro por perder conexão propositalmente

 

O cliente comprou uma passagem de Seattle para Oslo. Porém, na conexão para Frankfurt, tomou outro voo em direção a Berlim e conseguiu economizar dinheiro

 

Lufthansa processa passageiro por perder conexão propositalmente

Da redação

 

14/02/19 - 12h29 - Atualizado em 14/02/19 - 14h03

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A companhia aérea alemã, Lufthansa, está processando um passageiro que propositalmente perdeu um voo ao descobrir uma brecha no sistema de conexões da empresa para conseguir voar de forma mais barata. O processado cujo nome não foi divulgado comprou uma passagem de Seattle, Estados Unidos, para Oslo, na Noruega, com parada em Frankfurt, hub da companhia. Porém, ao invés de continuar a viagem rumo ao país escandinavo, ele tomou outro voo, esse em direção a Berlim, seu verdadeiro destino final. É importante notar que o truque só dá certo em caso de não haver despacho da bagagem, que sempre segue em direção ao destino final.

 

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A alegação da Lufthansa para o processo é de que o passageiro causou custos de US$ 2.300 ao perder a segunda parte da viagem, violando termos e condições da empresa. Eles também alegam que este tipo de prática afeta outros passageiros, uma vez que funcionários do aeroporto podem segurar o voo esperando alguém que não vai aparecer, causando efeito cascata ao atrasar horários.

 

O motivo do bug no sistema da empresa é que grandes companhias aéreas não cobram passagens pela distância, mas sim pela demanda. Dessa maneira, um voo para Berlim (capital da Alemanha e 36ª cidade mais visitada do mundo em 2017, segundo o euromonitor) é mais caro do que para Oslo (que não consta na lista de 100 cidades mais visitadas do planeta). O passageiro então aproveitou o sistema de hub das grandes empresas para parar em Frankfurt onde a oferta de voos para a capital é enorme e de lá ir para o seu destino final.

 

Ainda não há clareza de como o caso vai se desenrolar, uma vez que a corte que julgava o processo absolveu o réu. Porém, um porta-voz da Lufthansa disse a CNN que a companhia já apelou da decisão.

Fonte: Isto é Dinheiro

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Uma vez fui à lanchonete e me deparei com a seguinte situação:

 

X-Salada EGG - R$ 9,00

Adicional Bacon - R$ 3,00

 

X-Salada Bacon - R$ 11,00

Adicional Ovo - R$ 2,00

 

 

Pedi um X-Salada EGG e pedi adicional de bacon. Economizei R$ 1,00...

 

A lanchonete poderia me processar por uma "brecha no sistema"?

 

Claro que é um comparativo esdrúxulo, mas, com o mesmo "conceito".

 

Um contrato de prestação de serviço de transporte me obriga a ir até o destino final? Caso sim, seria um contrato válido juridicamente?

 

Na minha modesta opinião, a LH está errada em processar.

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Mas em frankfurt , quando entrou no avião o ticket, não estava como oslo . Como ele conseguiu embarcar para berlim com ticket para oslo.

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Mas em frankfurt , quando entrou no avião o ticket, não estava como oslo . Como ele conseguiu embarcar para berlim com ticket para oslo.

 

 

deve ter comprado um ticket frankfurt-berlin a parte

por sinal a easyjet opera essa rota e deve ser bem barato o trecho

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Mas em frankfurt , quando entrou no avião o ticket, não estava como oslo . Como ele conseguiu embarcar para berlim com ticket para oslo.

 

Provavelmente ele comprou uma passagem Frankfurt > Berlim, e, ainda assim, seu custo total ficou mais barato que comprar Seattle > Berlim.

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deve ter comprado um ticket frankfurt-berlin a parte

por sinal a easyjet opera essa rota e deve ser bem barato o trecho

 

Desculpe, postei ao mesmo tempo.

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Ele comprou uma passagem separada para Berlim, pela Lufthansa ainda. O trajeto completo do passageiro foi OSL-FRA-SEA-FRA-TXL. Só que, pra economizar, ele comprou uma passagem ida e volta OSL-SEA via Frankfurt, e outra passagem FRA-BER.

 

Se ele tivesse comprado a passagem pra Berlim com outra empresa, a Lufthansa talvesse nem teria acesso a dados que lhe permitiram abrir esse processo.

 

Se eu estivesse na posição do passageiro, faria o mesmo (aliás, já fiz). Não tenho culpa se a política de precificação da empresa é exdrúxula para defender seus próprios interesses.

 

Recentemente perdi uma conexão por atraso no primeiro voo de um trajeto operado pela American. Se seguisse as diretivas da American após perder a conexão, chegaria no destino final com 24 horas de atraso, perdendo aquela viagem seu interesse. Comprei uma segunda passagem pela Delta pra chegar a tempo no meu destino. E a American só me reembolsou pelo trecho que eu perdi no voo da American, em vez de reembolsar a passagem que tive que comprar pela Delta (a American fora incapaz de me alocar um lugar nesse avião da Delta). Então pode ter certeza que as empresas também se aproveitam bem de imprevistos em conexões.

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Uma vez fui à lanchonete e me deparei com a seguinte situação:

 

X-Salada EGG - R$ 9,00

Adicional Bacon - R$ 3,00

 

X-Salada Bacon - R$ 11,00

Adicional Ovo - R$ 2,00

 

 

Pedi um X-Salada EGG e pedi adicional de bacon. Economizei R$ 1,00...

 

A lanchonete poderia me processar por uma "brecha no sistema"?

 

Claro que é um comparativo esdrúxulo, mas, com o mesmo "conceito".

 

Um contrato de prestação de serviço de transporte me obriga a ir até o destino final? Caso sim, seria um contrato válido juridicamente?

 

Na minha modesta opinião, a LH está errada em processar.

 

Kkk!!

Uma epoca quando na pizza hut frango catupiry e mussarela eram o mesmo preço, eu pedia frango catupiry, sem frango pra economizar o adicional.

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Que mesquinharia da Lufthansa!

 

As cias vivem pesquisando algoritmos para cobrar mais da passagem. Só o passageiro não pode?

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Uma vez fui à lanchonete e me deparei com a seguinte situação:

 

X-Salada EGG - R$ 9,00

Adicional Bacon - R$ 3,00

 

X-Salada Bacon - R$ 11,00

Adicional Ovo - R$ 2,00

 

 

Pedi um X-Salada EGG e pedi adicional de bacon. Economizei R$ 1,00...

 

A lanchonete poderia me processar por uma "brecha no sistema"?

 

Claro que é um comparativo esdrúxulo, mas, com o mesmo "conceito".

 

Um contrato de prestação de serviço de transporte me obriga a ir até o destino final? Caso sim, seria um contrato válido juridicamente?

 

Na minha modesta opinião, a LH está errada em processar.

No caso concreto da LH houve violão de cláusula contratual, o que não é o caso do seu exemplo.

 

No exemplo por ti dado, a opção do X-egg + bacon é contratualmente lícita. Veja que o próprio fornecedor publicou a hipótese no banner da lanchonete.

 

Você, no papel de um consumidor consciente, apenas optou pela hipótese menos onerosa de obter uma mesma combinação final ofertada por valores distintos. Não houve ardil, violão ou coisa que o valha da sua parte.

 

Apenas relembrando: no caso da LH houve violação (no-show intencional na ultima perna), algo que não dá para ilustrar muito bem no seu exemplo da dupla hipótese.

 

Apenas tentando (pois os elemento de cada caso são bem diferentes):

 

Digamos que você contrate a compra do X-Egg 9,00 + Bacon 3,00 e após montado e servido o lanche você remove manualmente o bacon e só consome o X-egg.

Na hora de pagar você tenta obrigar a lanchonete a cobrar apenas os R$9,00 alegando que não consumiu o bacon.

 

Enfim, para as cias a institucionalização e popularização desse costume representa riscos de diversas ordens, por isso lançam mão da judicialização de alguns casos para tentar exercer algum tipo de coerção sobre os demais pax.

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Perderam o processo.

 

Cansei de fazer isso. Tipo comprar GRU-BOG-MEX-MIA-MEX-GRU comprando GRU-BOG-MIA-GRU na saudosa Varig e BOG-MEX-MIA-MEX na Mexicana e desprezar o MIA-MEX

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No caso concreto da LH houve violão de cláusula contratual, o que não é o caso do seu exemplo.

 

No exemplo por ti dado, a opção do X-egg + bacon é contratualmente lícita. Veja que o próprio fornecedor publicou a hipótese no banner da lanchonete.

 

Você, no papel de um consumidor consciente, apenas optou pela hipótese menos onerosa de obter uma mesma combinação final ofertada por valores distintos. Não houve ardil, violão ou coisa que o valha da sua parte.

 

Apenas relembrando: no caso da LH houve violação (no-show intencional na ultima perna), algo que não dá para ilustrar muito bem no seu exemplo da dupla hipótese.

 

Apenas tentando (pois os elemento de cada caso são bem diferentes):

 

Digamos que você contrate a compra do X-Egg 9,00 + Bacon 3,00 e após montado e servido o lanche você remove manualmente o bacon e só consome o X-egg.

Na hora de pagar você tenta obrigar a lanchonete a cobrar apenas os R$9,00 alegando que não consumiu o bacon.

 

Enfim, para as cias a institucionalização e popularização desse costume representa riscos de diversas ordens, por isso lançam mão da judicialização de alguns casos para tentar exercer algum tipo de coerção sobre os demais pax.

 

Bom existem muitas cláusulas contratuais que são inválidas ou ilícitas. Vide por exemplo as famosas cláusulas non-compete que não são válidas nem lícitas por exemplo se você morar ou se mudar para a Califórnia. São consideradas cláusulas que ferem outros direitos. A LH já perdeu num tribunal de Berlim e provavelmente vai perder a apelação. A própria empresa que promove o Hidden-cities foi processada pela United e a United perdeu.

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Bom existem muitas cláusulas contratuais que são inválidas ou ilícitas. Vide por exemplo as famosas cláusulas non-compete que não são válidas nem lícitas por exemplo se você morar ou se mudar para a Califórnia. São consideradas cláusulas que ferem outros direitos. A LH já perdeu num tribunal de Berlim e provavelmente vai perder a apelação. A própria empresa que promove o Hidden-cities foi processada pela United e a United perdeu.

 

Sim. O papel aceita tudo e eu não sei de nenhum caso em que as cias tenham prosperado.

 

Creio que é por isso ele demandem em alguns poucos casos apenas, só para causar dor de cabeça ao pax com o processo e mostrar que estão de olho neles.

 

Quem sabe isso desencoraje um pouco a prática, devem pensar.

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Certa vez a Azul estava cobrando um valor menor pra fazer MGF / CNF (MGF/VCP/CNF) do que MGF/VCP direto.... Comprei a primeira opção ignorando o ultimo trecho, lembro que na época era coisa de R$ 50,00 a menos, vai entender.

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há poucos dias a AF estava cobrando quase 1.5k a menos num GRU-CDG-LIS em relação a um GRU-CDG, fiquei tentadíssimo mas tive medo dos "buracos" - a companhia cancelar a reserva, só poder levar mala de mão na ida - no final não arrisquei.

 

mas aqui no Brasil já fiz isso umas poucas vezes, as primeiras foram quando a TAM lançou promoção de trechos a 4k e 6k pontos na época que a Azul começou a operar. emiti um FOR-GRU-CWB, por exemplo, e desci em GRU - levemente culpado mas satisfeito em ter uma vez na vida sido beneficiado por um "furo" no sistema, já que eles geralmente estão lá pra pegar nós pobres mortais.

 

agora a Lufthansa tava meio que sondando, tanto que só foi atrás de um passageiro. as companhias sabem bem dessa prática mas não sei até que ponto vale a pena, sob o ponto de vista da frequência e dos "prejuízos" sofridos, em correr o risco de abrir essa caixa de pandora e causar uma comoção e um debate que traga à tona as "espertezas" das companhias aéreas, essas bem mais frequentes pois são sistêmicas, v.g. overbooking.

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Estou vendo algo semelhante como GRU-MAD-LIS-OPO-LIS-MAD-GRU, mas desceria (sem bagagem de porão) em Lisboa. Sai (em um dos "orçamentos") que fiz, mais barato do que MAD-OPO direto... (vai entender) e no retorno embarcaria em OPO mesmo.

Mas creio que se eu der "no show" em uma das pernas, perco todo o retorno (já ouvi isso). E mesmo assim essa solução agora não é a mais barata...

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Ja comprei várias vezes um voo que é Brasília - Congonhas - Ribeirão Preto e desci em Congonhas pois era mais barato que comprar apenas o Brasília - Congonhas.

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A Lufthansa está certa, não pela questão do dinheiro, mas pela segurança.

 

Imagina um passageiro a mais no voo para TXL? Mas a contagem não serviria para isto?

 

Ele comprou uma passagem separada para Berlim, pela Lufthansa ainda. O trajeto completo do passageiro foi OSL-FRA-SEA-FRA-TXL. Só que, pra economizar, ele comprou uma passagem ida e volta OSL-SEA via Frankfurt, e outra passagem FRA-BER.

Se foi assim, retiro que eu disse, entendi que ele tinha comprado SEA-OSL-FRA e em Frankfurt trocou os portões e embarco como clandestino para TXL.

 

Portanto a Lufthansa está errada. Ele não violou nada, pagou o que a empresa pediu.

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tem agência que recebeu ADM de cia aérea pq o pax não pegou o voo da volta dos EUA pro Brasil.

 

Agora pergunto, o q a agência tem a ver se o cara decidiu ficar? foi na justiça e a agência ganhou.

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O processo é ridículo.

Dizer que o passageiro causou prejuízo porque pagou o preço que a LH cobrou para ir de Seatle a Oslo e ainda de Frankfurt a Berlim é um completo non sense.

É um raciocínio absolutamente inelegível este que o passageiro teria dado USD 2300,00 de prejuízo por deixar de voar uma perna.

Não há juiz no mundo, ainda mais em Berlim, que vai condenar alguém por deixar de usar um serviço que pagou.

Existe um limite do bom senso na subversão da lógica, ainda que se admita que as tarifas sejam baseadas em demanda e não em distância, não há critério racional fora do universo particular da composição tarifária da LH (que aliais ela nunca vai expor) que justifique este suposto "prejuízo".

O pedido beira a má-fé, seria o mesmo que um passageiro entrar com um processo contra a LH porque pagou USD 2000,00, mas o amigo dele que foi no mesmo voo pagou "apenas " USD 200,00, por isso teria um prejuízo de USD 1.800,00.

A "esperteza" do passageiro é a mesma da LH. Um caso raro de usar o sistema contra ele próprio.

Mas nada tem de ilegal!

 

Abraços

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tem agência que recebeu ADM de cia aérea pq o pax não pegou o voo da volta dos EUA pro Brasil.

 

Agora pergunto, o q a agência tem a ver se o cara decidiu ficar? foi na justiça e a agência ganhou.

 

Pois é....todas tem esta política de ADM baseada nas Resoluções 850m (?) e 890 da IATA (que genericamente falam sobre ADM) de que para bilhetes emitidos como ida-e-volta (RT)em que somente uma perna for utilizada, será cobrada a diferença para uma tarifa one-way (OW).

Em tese todas as agências aceitam estas condições, em que na prática a Empresa Aérea repassa para a agência o risco do comportamento do passageiro de "burlar" suas regras.

Quem entra na justiça ganha.

Aonde eu trabalhei, a empresa não emitia estas ADM, salvos em casos em que ficava provado este ser um "procedimento" da Agência, que sabia que os passageiros estavam indo para emigrar e vendia round trip por ser mais barato que one-way, 90% dos passageiros dela não usavam a perna de volta. Mesmo assim acho que se entrassem na justiça, ganhavam, só não fizeram com medo de serem prejudicadas pela empresa.

 

Abraços

 

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Já ouvi conversa de empresa querer cobrar multa de passageiro que decidiu não usar o trecho de volta.

Certa feita, tentei alterar minha volta ao Brasil. A Air France cobrou quase 10 mil reais pela mudança.

Resolvi meu problema emitindo trecho da volta, muito mais barato, por outra empresa e abandonando o voo de volta pela Air France.

 

É muita cara de pau processar o passageiro por isso.

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