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Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines cai logo após a decolagem


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Antes avião caia porque o canto da janela era "vivo", asa que vibrava demais, porta de carga que abria em voo... Hoje o problema é software.

 

Parece que atingimos o ápice da engenharia aeronáutica (vide a wingflex do 787), agora parece que vai ser mais um engenheiro de software que vai fazer a parte de aeronavegabilidade.

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Não acredito que seja de bom tom alguém rir da tragédias que foram a morte de mais de 300 pessoas, mas enfim.... hard times we are living in.

Não vejo avião caindo aqui no Brasil, que tem gente com 200h totais indo do C152 para o A320.   Gente competente entra em processo interno ou externo com pouca hora, estuda, absorve conhecimento e d

My nickelback:   Comecei por várias vezes a escrever o texto para postar neste tópico....mas não consigo chegar a conclusão nenhum...e tenho que aceitar isso. Meu lado tecnólogo e piloto me faz pen

Agora hein, 300 mortes para a Boeing lançar um patch de correção? Realmente certificação e controle de qualidade sob o Max não existiu.

Mas ai é que ta, o problema nunca apareceu nos testes de certificação que não foram poucos.

 

Não tinha como saber que ia dar esse tipo de erro e software é algo complicado, infelizmente descobrimos as falhas só com ele operando.

 

Porem eu acho que houve uma falha grave sobre o primeiro acidente e ele poderia ter sido evitado,a falha foi da Lion Air, o avião apresentou problemas um dia antes e eles poderiam muito bem encostar o avião e reportar para a fabricante, ai a Boeing poderia ficar ciente do possível problema e fazer uma atualização geral naquela época, mas a empresa optou por voar com ele no outro dia.

Edited by Cassio.Fernandes
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Boeing confirma as mudanças no sistema MCAS do 737 MAX | Aeroflap


28/Mar/2019


Nesta quarta-feira (27/03) funcionários da Boeing divulgaram mais detalhes sobre a nova atualização de software do 737 MAX, após realizar os primeiros testes


A nova atualização será incorporada para aprimorar características do sistema MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System), mas isso não é um problema, a Boeing justifica que esse sistema precisa existir para anular a possibilidade do piloto entrar em uma condição de estol durante a decolagem.


“Essa combinação de alterações eliminará a chance de dados errôneos causarem uma ativação do MCAS”, disse um executivo da Boeing que se recusou a ser identificado.


A Boeing ressaltou anteriormente, que esse novo software evita completamente que a situação sofrida pelos pilotos da Lion Air seja repetida novamente.


“Vamos fazer tudo o que pudermos para garantir que acidentes como esse nunca mais aconteçam”, disse Mike Sinnett, vice-presidente de estratégia de produtos e desenvolvimento de aviões do futuro.


A Primeira Regra dita que o MCAS vai operar analisando diretamente dados de pelo menos dois sensores de ângulo de ataque, localizados no nariz do 737 MAX. Se as entradas entre os sensores variarem mais de 5,5º o sistema será desativado.


Essa primeira regra implementada pela Boeing evita a situação que ocorreu no voo JT610, da Lion Air, quando o computador do MCAS atuou na compensação do ângulo de ataque a partir de um sensor que informou um ângulo de ataque superior a 30º, enquanto outro sensor informava um ângulo de apenas 10º, normal durante a decolagem.


Curiosamente essa deveria ser uma regra básica de engenharia, mas a Boeing não implementou antes, durante o programa de testes do 737 MAX, e a FAA certificou o software com essa brecha.


A maioria das “falhas” que ocorreram com o sistema MCAS foi a partir das características desta primeira regra.


A segunda regra é mais profunda, pois atua no tempo que o sensor envia a mesma posição para o computador. Se o sistema informar durante muito tempo um ângulo de ataque alto, o sistema MCAS é desativado e os parâmetros são resetados. Apesar disso, se nos segundos iniciais os dois sensores informarem um ângulo de ataque muito alto, o sistema MCAS entra em ação para proteger o avião de entrar em uma condição de estol por ângulo de ataque.


A terceira regra está na relação dos comandos do MCAS, agora o sistema não atua no estabilizador horizontal com tanta rapidez, isso permite os pilotos compreenderem a atuação do sistema, e implementar medidas para desativar o MCAS antes do avião perder altitude.


A Boeing também alterou algumas possibilidades de desativação do MCAS. Os pilotos podem desativar o sistema através de qualquer comando na coluna do manche, além disso, se o piloto estiver em procedimento de redução de altitude, como no pouso, o sistema MCAS não entra em funcionamento.


“A coluna [do manche] sempre será capaz de anular a entrada do MCAS com capacidade de manobra suficiente para que a aeronave ainda possa subir”, disse um engenheiro da Boeing ao Portal FlightGlobal.


A Boeing insistiu que os pilotos podem desabilitar o MCAS seguindo os procedimentos já existentes, como atuando nas chaves que desativam o “stab trim”, localizadas perto das manetes de potência. O sistema de comando elétrico do trim no manche também será capaz de desativas qualquer atuação do MCAS.


Os pilotos terão uma indicação visual nas telas sobre divergências na leitura de ângulo de ataque dos sensores, e também quando o sistema MCAS está ativado.


O treinamento dos pilotos deve ser reforçado e já foi atualizado pela Boeing.


Depois que a FAA aprovar a correção, a Boeing informou que enviará a atualização de software aos clientes. Demora alguns dias para instalar e mais tempo para treinamento e testes, disse a empresa.


Até o final desta semana, a Boeing planeja enviar as atualizações de software para as companhias aéreas, porém optou por não divulgar uma provável data de retorno do 737 MAX aos voos comerciais.


Pedro Viana


Acadêmico de Engenharia Aerospacial - Editor de foto e vídeo - Fotógrafo - Aeroflap

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Não vejo esta crise dos MAX afetando a Boeing até este momento. Mas, se a atualização do software for paliativa e, espero que não, ocorra algo mais grave em um outro modelo, aí sim a credibilidade da Boeing estará em risco.

 

A questão crucial é como a Boeing lida com esta crise, veja que ela não foi a que ordenou os operadores pararem com os MAXs, e sim ela foi a última a admitir.

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737 MAX: como o Brasil se tornou o único país a exigir treinamento quando a Gol anunciou que iria renovar sua frota com a no...

 

Leia mais em https://braziljournal.com/737-max-como-o-brasil-se-tornou-o-unico-pais-a-exigir-treinamento

Meus prezados

Parabéns à ANAC! :ohyes: :Brazil:

Edited by jambock
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Não vejo esta crise dos MAX afetando a Boeing até este momento. Mas, se a atualização do software for paliativa e, espero que não, ocorra algo mais grave em um outro modelo, aí sim a credibilidade da Boeing estará em risco.

 

A questão crucial é como a Boeing lida com esta crise, veja que ela não foi a que ordenou os operadores pararem com os MAXs, e sim ela foi a última a admitir.

O principal mesmo era os pilotos estarem cientes do problema e saber como atuar. Isso as tragédias ensinaram.

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Órgão regulador de aviação civil da China suspende certificado de aeronavegabilidade de 737MAX

 

Fonte:http://www.cavok.com.br/blog/regulador-de-aviacao-civil-da-china-suspende-certificado-de-aeronavegabilidade-do-737-max/

Essa decisão é mais politica do que por segurança, isso é retaliação devido aquela briga por questões econômicas.

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Órgão regulador de aviação civil da China suspende certificado de aeronavegabilidade de 737MAX

 

Fonte:http://www.cavok.com.br/blog/regulador-de-aviacao-civil-da-china-suspende-certificado-de-aeronavegabilidade-do-737-max/

 

O que vão fazer com a fabrica que fizeram la? kkkk

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O que vão fazer com a fabrica que fizeram la? kkkk

Lá não é bem uma fabrica. O 737 continua sendo fabricado nos EUA, lá na China só monta o interior.

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Eu como mero passageiro ainda não me sentiria seguro em voar essa aeronave com alguns fluxos de excessões a mais no software apenas. Se tratando de engenheiros e cientistas que lá trabalham, esperava pelo menos uma explicação mais aprofundada do que parece ser apenas uma gambiarra no código.

 

Os pilotos podem desativar o MCAS e quando isso acontece os motores voltarão automaticamente a ter a posição dos NG né? NÃO??? Ué, então corre o risco de o piloto colocar a aeronave em estol... Aff, cobre a cabeça e descobre a perna!

Edited by MissedApproach
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Eu como mero passageiro ainda não me sentiria seguro em voar essa aeronave com alguns fluxos de excessões a mais no software apenas ....

Acredito que seria de fato motivo de preocupação se a raiz do problema que motivou os acidentes não tivesse sido identificada, como ocorreu no passado com outros aviões (Comet, DC-10 ...).

 

A solução encontrada pelo fabricante deverá dar garantias para que tais deficiências (de sistema, treinamento de tripulação e certificação aeronáutica) sejam sanadas, apesar de que nada impede que outra aeronave possa se acidentar por outros problemas relacionados com o MCAS. Nenhum fabricante está isento de se deparar com situações que fogem de seu controle -- vide os problemas com os pitots do A330.

 

Voar sempre será uma atividade de risco, mas ao mesmo tempo sabemos que muito aprendizado é adquirido após duras lições.

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Os pilotos podem desativar o MCAS e quando isso acontece os motores voltarão automaticamente a ter a posição dos NG né? NÃO??? Ué, então corre o risco de o piloto colocar a aeronave em estol... Aff, cobre a cabeça e descobre a perna!

Acho que não, as acft acidentadas não estavam entrando em estol, o MCAS achou isto. Não acredito que tenha um cmte que entraria nesta condição crítica com a aeronave no comando.

Mas com um software atrapalhando deu no que deu.

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Investigação aponta que falha técnica do Boeing 737 causou queda na Etiópia

 

Uma falha no software do sistema de controle de voo do Boeing 737 MAX 8 causou a queda do avião da Ethiopian Airlines no mês passado, na Etiópia, matando 157 pessoas. É o que apontam as investigações preliminares do acidente divulgadas hoje pelo governo etíope. "Uma falha "repetida" no software de controle automático de voo da aeronave fez com que o procedimento de parada fosse ativado, o que causou a queda da aeronave", revelou hoje, na capital Adis Abeba, a ministra dos Transportes da Etiópia, Dagmawit Moges.

 

O piloto fez várias tentativas para retomar o controle da aeronave, mas não alcançou seu objetivo, pois não parava de ativar uma função que colocava o avião "para baixo". Em uma coletiva de imprensa, a ministra etíope explicou que tanto o piloto quanto toda a tripulação receberam o treinamento apropriado e seguiram todos os procedimentos detalhados no manual de operação da Boeing. Portanto, o governo etíope, com base nas principais conclusões da investigação preliminar que será divulgada no próximo mês, conforme determina as normas internacionais, recomendou que a empresa norte-americana verificasse seu software e o restante das tecnologias instaladas nesse tipo de aeronave. Além disso, pediu para que as autoridades da segurança aérea que revisem cuidadosamente a tecnologia das aeronaves Boeing 737 Max 8, que estão paradas em todo o mundo como consequência da tragédia, antes que voltem a operar novamente. Estas são as primeiras conclusões divulgadas após a investigação das caixas-pretas do avião, que está sendo realizada na França.

 

Uma investigação do jornal americano The Wall Street Journal já havia revelado ontem que os pilotos do avião da Ethiopian Airlines seguiram os passos de emergência estabelecidos pela fabricante aeronáutica para recuperar o controle do avião, mas não tiveram sucesso. O avião caiu em 10 de março, seis minutos depois de decolar de Etiópia, Adis Abeba, matando todos que estavam a bordo. A aeronave foi incluída na frota da Ethiopian Airlines em novembro do ano passado. O modelo 737 MAX 8 foi lançado em 2016. Trata-se da versão mais recente da família 737, a aeronave de passageiros mais vendida no mundo.

 

*Com agência Efe

 

https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2019/04/04/investigacao-aponta-que-falha-tecnica-do-boeing-737-causou-queda-na-etiopia.htm

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Essa informação, de que a tripulação seguiu a risca a diretiva da Boeing sobre operação do MCAS, e mesmo assim ocorreu o acidente, enterra completamente as suspeitas da culpa ser de uma eventual inexperiência da tripulação. Bem como mostra como o groundeamento foi necessário e inclusive demorou pra acontecer.

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Do Avherald de hoje:

 

On Apr 4th 2019 at 09:00z Ethiopia's Civil Aviation Authority (ECAA) released a brief note on their Facebook account (but not on their website):

Preliminary findings on ET 302 crash:

1. Aircraft’s airworthiness was certified;
2. The crew were capable of flying& followed Boeing’s procedures;
3. Take off appeared normal;
4. Crew followed all procedures, but was unable to control the aircraft.


The release of the actual preliminary report by Ethiopia's Ministry of Transport is expected during Apr 4th or Apr 5th 2019.

 

 

Até amanhã sai o relatório preliminar na íntegra.

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