Jump to content

Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines cai logo após a decolagem


Recommended Posts

 

Como assim? A parte comercial da Embraer já foi vendida para a Boeing. Agora a Boeing Brasil vai ser usada para maximar os ganhos da Boeing "USA", a matriz.

 

Até posso concordar que a gestão de desenvolvimento de aeronaves da Embraer seja reconhecida como a melhor que existe. Náo me lembro de um projeto que saiu no prazo e sem estouros de orcamento como o que aconteceu com o E2. Por outro lado, a parte da empresa que vende os aviões deve ser reconhecida mundialmente como uma chacota. Hoje as vendas de E2 beiram o rídiculo. Mais de uma ano que o E2 foi certificado e não deve ter 10 avioes entregues! Lamentável ... por isso que a Empresa foi vendida.

 

Back to topic:

 

Alguma chance da engenharia brasileira ajudar a resolver os problemas do MAX? Se é que já não estao sendo usados...

 

Agora a Boeing Brasil vai ser usada para maximar os ganhos da Boeing "USA"

É... os maldito USA, uns losers

 

Náo me lembro de um projeto que saiu no prazo e sem estouros de orcamento como o que aconteceu com o E2

Eu não lembro de algum projeto que tenha sido diferente, vide o do 747

 

deve ser reconhecida mundialmente como uma chacota

Deve sim, a Boeing é uma besta, eles não sabem nada de aviação, só você né !

 

por isso que a Empresa foi vendida.

Mais uma vez, os bobões da Boeing compraram porque ela é um lixo

 

Santo Deus ! Toda história da Embraer ficou na venda ruim de um modelo, os outros sucessos não contam nada.

Link to post
Share on other sites

  • Replies 1.2k
  • Created
  • Last Reply

Top Posters In This Topic

Top Posters In This Topic

Popular Posts

Não acredito que seja de bom tom alguém rir da tragédias que foram a morte de mais de 300 pessoas, mas enfim.... hard times we are living in.

Não vejo avião caindo aqui no Brasil, que tem gente com 200h totais indo do C152 para o A320.   Gente competente entra em processo interno ou externo com pouca hora, estuda, absorve conhecimento e d

My nickelback:   Comecei por várias vezes a escrever o texto para postar neste tópico....mas não consigo chegar a conclusão nenhum...e tenho que aceitar isso. Meu lado tecnólogo e piloto me faz pen

Alguma chance da engenharia brasileira ajudar a resolver os problemas do MAX? Se é que já não estao sendo usados...

 

Acho bem improvável, pela falta de familiaridade do pessoal EMB com o projeto do 737, projeto legado é mais complicado de ser entendido e mais difícil de mudar também

 

Por outro lado alguma idéia nova pode surgir, mas não sei qual o grau de envolvimento ou se isso até foi requerido pelo Boeing

Link to post
Share on other sites

Mas como a Embraer apostaria num 150 Pax? Falar é fácil. De onde viria o dinheiro? Abandonaria o mercado de 80 a 140 assentos?

A Bombardier fez isso... Mirou no 150pax... E quebrou!

E aos que dizem que a compra da Embraer comercial foi apenas para tirar um player do mercado (o que não faz sentido porque não era concorrente direto)... Dizem isso porque não sabem o que está rolando.

Podem ter certeza que vem muita coisa dos novos projetos para cá, isso se o negócio Embraer Boeing realmente sair. Eles querem usar a engenharia, e gestão de desenvolvimento e a fabricação da Embraer.

Hoje a gestão de desenvolvimento de aeronaves da Embraer é reconhecida no mundo como a melhor que existe!!!

 

Foi uma opinião de torcedor sem embasamento técnico, chuto que o custo de desenvolvimento de uma nova fuselagem seria no mínimo 2x o custo do E2, talvez uma JV na época seria uma opção, mas são só conjecturas...

 

Por outro lado, a parte da empresa que vende os aviões deve ser reconhecida mundialmente como uma chacota. Hoje as vendas de E2 beiram o rídiculo. Mais de uma ano que o E2 foi certificado e não deve ter 10 avioes entregues! Lamentável ... por isso que a Empresa foi vendida.

 

Achei a colocação no mínimo leviana, mas cada um tem o seu ponto de vista... Seu background em vendas de aviões comerciais é melhor que o da Embraer?

 

Me parece que o mercado a grosso modo quer um aumento na oferta de assentos com corte de custos, quem tinha 130 quer 180 com o custo de 130, quem tinha 180 quer 220 com custo de 180, quem tinha 757 quer um 321 com custo de 320 e assim por diante...

Link to post
Share on other sites

 

Os E190 e E195 E2 estão em dificuldades por fatores que não eram previsíveis: a compra do projeto do C-Series pela Airbus foi um game changer. Se a EMB reinava sozinha nesse nicho com os E1, já que a BBD tinha o C-Series que mal conseguia entregar e os CRJ absolutamente defasados, agora tem a poderosa Airbus resolvendo os problemas da cadeia de produção do renomeado A220. Além disso, para companhias que operam Embraer + Airbus (vide a jetBlue), a Airbus consegue virar o jogo ao seu favor com descontos, já que os custos de desenvolvimento do A220 foram em sua grande maioria para a Bombardier. Só não conseguiu com a Azul, muito provavelmente por ser launch customer do E195E2 e ter lá suas vantagens também por isso.

Não fosse por isso, o C-Series estaria tão morto quanto estava antes e E2 estaria nas conversas que o A220 está hoje: substituição de A318/A319/B73G antigos (já que os 132 pax do E195-E2 são próximos do que levam estas três aeronaves) e substituição dos E1 mais para frente, já que a maioria deles é relativamente nova ainda, e estaria vendendo bem como o esperado.

 

Tão imprevisível quanto esta compra dos C-Series pela Airbus foram os problemas do MAX. Então, tanto dizer que o E2 foi um erro da Embraer quanto dizer que deveria ter entrado no segmento superior de 150 pax é uma engenharia de obra pronta tremenda, pois a Embraer só conseguiria ter certeza de que essa seria uma decisão acertada se soubesse de fatos futuros absolutamente imprevisíveis.

 

Entendo seu ponto de vista, mas discordo. O CSeries foi um projeto muito mal executado pela Bombardier. Ao longo dos anos, houve atrasos e estouros de orçamento, de modo que a BBD não aguentou mais levar o programa. A venda (por US$1) de 50% do programa para Airbus foi uma saída honrosa para os canadenses. Mas isso aconteceu em 2018. Até quase nao tinha venda de E2.

 

Concordo que o mercado quer um avião maior. A parte da Embraer responsável por prever o mercado errou feio nessa, ou não soube vender o E2 para o mercado. Por isso, que penso que o grande interesse da Boeing é a engenharia e principalmente a capacidade de gestão da Embraer em um projeto multi disciplinar que envolve vários fornecedores. Gerenciar o desenvolvimento de uma aeronave é uma grande arte e a Embraer mostrou que sabe fazer como ninguém.

 

 

 

 

 

Achei a colocação no mínimo leviana, mas cada um tem o seu ponto de vista... Seu background em vendas de aviões comerciais é melhor que o da Embraer?

 

Me parece que o mercado a grosso modo quer um aumento na oferta de assentos com corte de custos, quem tinha 130 quer 180 com o custo de 130, quem tinha 180 quer 220 com custo de 180, quem tinha 757 quer um 321 com custo de 320 e assim por diante...

 

Fui leviano mesmo. Diria que o departamento de vendas da Embraer não é tão reconhecido como a engenharia. FIca mais elegante assim.

 

 

 

Agora a Boeing Brasil vai ser usada para maximar os ganhos da Boeing "USA"

É... os maldito USA, uns losers

 

Náo me lembro de um projeto que saiu no prazo e sem estouros de orcamento como o que aconteceu com o E2

Eu não lembro de algum projeto que tenha sido diferente, vide o do 747

 

deve ser reconhecida mundialmente como uma chacota

Deve sim, a Boeing é uma besta, eles não sabem nada de aviação, só você né !

 

por isso que a Empresa foi vendida.

Mais uma vez, os bobões da Boeing compraram porque ela é um lixo

 

Santo Deus ! Toda história da Embraer ficou na venda ruim de um modelo, os outros sucessos não contam nada.

 

Muito pelo contrário. Os EUA não são o que são a toa. A Boeing por mais grande que seja não ia jogar fora alguns bilhoes de dolares para matar um player. Eles tem interesse na engenharia da Embraer.

 

Não trabalho na área de aviação, sou comerciante, mas como brasileiro lamento muito que a Embraer fruto de uma política de Estado da década de 50 muito bem sucedida, seja usada agora para suprir uma necessidade de engenheiros qualificados de uma empresa americana. Me descupem os liberais, mas a Embraer só é o que é hoje pois o Estado brasileiro investiu pesado em educação e pesquisa (CTA e ITA) para depois criar a Embraer na década de 60. E por muito tempo colocou dinheiro (dinheiro nosso, dos nossos pais, dos nossos filhos,...) para manter a empresa. Pode ser que daqui um tempo não faça sentido para a Boeing manter uma engenharia qualificada aqui no Brasil. É um risco que o país corre, ao meu ver desnecessário. E nao penso que a Embraer ia falir se não fosse a Boeing. A empresa não vive apenas da aviaçõ comercial. A recente venda de KC para portugal mostra isso: 600mi euros por cinco aviões.

 

De qualquer forma, vai ser interessante o que o governo americano vai fazer para ajudar na recuperação da Boeing, política que acho certa. Os atuais executivos provavelmente serão punidos em breve, mas a empresa, orgulho norte americano, continua.

 

Por fim, alguem imagina uma empresa chinesa comprando a Boeing? Os governo americano ia deixar? O povo americano ia aceitar? Talvez esse tipo de mentalidade explica um pouco a diferenca entre os EUA e o Brasil.

Edited by ChicoZé
  • Like 1
Link to post
Share on other sites

 

Entendo seu ponto de vista, mas discordo. O CSeries foi um projeto muito mal executado pela Bombardier. Ao longo dos anos, houve atrasos e estouros de orçamento, de modo que a BBD não aguentou mais levar o programa. A venda (por US$1) de 50% do programa para Airbus foi uma saída honrosa para os canadenses. Mas isso aconteceu em 2018. Até quase nao tinha venda de E2.

 

Concordo que o mercado quer um avião maior. A parte da Embraer responsável por prever o mercado errou feio nessa, ou não soube vender o E2 para o mercado. Por isso, que penso que o grande interesse da Boeing é a engenharia e principalmente a capacidade de gestão da Embraer em um projeto multi disciplinar que envolve vários fornecedores. Gerenciar o desenvolvimento de uma aeronave é uma grande arte e a Embraer mostrou que sabe fazer como ninguém.

 

 

 

 

Fui leviano mesmo. Diria que o departamento de vendas da Embraer não é tão reconhecido como a engenharia. FIca mais elegante assim.

 

 

 

Muito pelo contrário. Os EUA não são o que são a toa. A Boeing por mais grande que seja não ia jogar fora alguns bilhoes de dolares para matar um player. Eles tem interesse na engenharia da Embraer.

 

Não trabalho na área de aviação, sou comerciante, mas como brasileiro lamento muito que a Embraer fruto de uma política de Estado da década de 50 muito bem sucedida, seja usada agora para suprir uma necessidade de engenheiros qualificados de uma empresa americana. Me descupem os liberais, mas a Embraer só é o que é hoje pois o Estado brasileiro investiu pesado em educação e pesquisa (CTA e ITA) para depois criar a Embraer na década de 60. E por muito tempo colocou dinheiro (dinheiro nosso, dos nossos pais, dos nossos filhos,...) para manter a empresa. Pode ser que daqui um tempo não faça sentido para a Boeing manter uma engenharia qualificada aqui no Brasil. É um risco que o país corre, ao meu ver desnecessário. E nao penso que a Embraer ia falir se não fosse a Boeing. A empresa não vive apenas da aviaçõ comercial. A recente venda de KC para portugal mostra isso: 600mi euros por cinco aviões.

 

De qualquer forma, vai ser interessante o que o governo americano vai fazer para ajudar na recuperação da Boeing, política que acho certa. Os atuais executivos provavelmente serão punidos em breve, mas a empresa, orgulho norte americano, continua.

 

Por fim, alguem imagina uma empresa chinesa comprando a Boeing? Os governo americano ia deixar? O povo americano ia aceitar? Talvez esse tipo de mentalidade explica um pouco a diferenca entre os EUA e o Brasil.

 

 

Realidades diferentes, este seu ufanismo é bem contestável.

Edited by Leo Lima
Link to post
Share on other sites

Não trabalho na área de aviação, sou comerciante, mas como brasileiro lamento muito que a Embraer fruto de uma política de Estado da década de 50 muito bem sucedida, seja usada agora para suprir uma necessidade de engenheiros qualificados de uma empresa americana. Me descupem os liberais, mas a Embraer só é o que é hoje pois o Estado brasileiro investiu pesado em educação e pesquisa (CTA e ITA) para depois criar a Embraer na década de 60. E por muito tempo colocou dinheiro (dinheiro nosso, dos nossos pais, dos nossos filhos,...) para manter a empresa. Pode ser que daqui um tempo não faça sentido para a Boeing manter uma engenharia qualificada aqui no Brasil. É um risco que o país corre, ao meu ver desnecessário. E nao penso que a Embraer ia falir se não fosse a Boeing. A empresa não vive apenas da aviaçõ comercial. A recente venda de KC para portugal mostra isso: 600mi euros por cinco aviões.

 

De qualquer forma, vai ser interessante o que o governo americano vai fazer para ajudar na recuperação da Boeing, política que acho certa. Os atuais executivos provavelmente serão punidos em breve, mas a empresa, orgulho norte americano, continua.

 

Por fim, alguem imagina uma empresa chinesa comprando a Boeing? Os governo americano ia deixar? O povo americano ia aceitar? Talvez esse tipo de mentalidade explica um pouco a diferenca entre os EUA e o Brasil.

Chico, compreendo seu ponto de vista e concordo que a Embraer foi um caso notório de políticas de Estado feitas no timing criou uma empresa de excelencia em uma país que exporta basicamente produtos primários. Uma empresa de excelencia fora do circulo aeronautico EUA-Europa. Nem Japao ou China tem o know-how que temos.

 

Entretanto a Embraer não responde nem por 6% do tamanho da Boeing e ela, junto com seus pares locais e europeus, tem poder (politico e financeiro) de contrabalancear e dar uma surra na EMB. A BBD se arriscou com o C-Series e teve que ser dividida para não fechar. A Embraer foi mais prudente, mas é difícil imaginar ela no independente no longo prazo.

 

O que podemos criticar é a falta de visão do governo em manter aqui os empregos, produção e desenvolvimento de aviões. O que precisamos são de empregos de alto valor agregado. Apesar da fala da Boeing em dizer que fica tudo como está, um soluço aqui ou até mesmo mudança de posicionamento de Chicago pode fazer a empresa colocar setores-chaves lá, não aqui. E sem a golden-share, não há como segurar.

 

American cancelando voos do MAX até novembro.

É mais fácil dizer que os voos de MAX estão cancelados e sem previsão de retorno.

 

Mas a Boeing deve estar pedindo para usar certas palavras.

  • Like 1
Link to post
Share on other sites

United axes two more months of 737 Max flying from schedule

 

12 JULY, 2019

BY: JON HEMMERDINGER

 

United Airlines has yanked Boeing 737 Max flights from its schedule for another two months until 3 November, a move United estimates will result in cancellation of another 5,000 flights.

The decision makes United, which previously cut 737 Max flying through 3 September, the latest carrier to adjust its schedule in response to the grounding.

 

completo: https://www.flightglobal.com/news/articles/united-axes-two-more-months-of-737-max-flying-from-s-459646/

  • Like 1
Link to post
Share on other sites

Meus prezados

  • Like 1
Link to post
Share on other sites

Mas que MAX-abacaxi para a Boeing !!!!

 

Se esse ground se estender até 2020, qual o impacto que terá na Boeing ? Haveria uma debandada das cias aéreas para a Airbus (A320neo) ?

Link to post
Share on other sites

Mas que MAX-abacaxi para a Boeing !!!!

 

Se esse ground se estender até 2020, qual o impacto que terá na Boeing ? Haveria uma debandada das cias aéreas para a Airbus (A320neo) ?

A Airbus não teria capacidade de entregar neos para todo mundo,por isso a balança entre elas sempre esteve próximo de 50% de Market share para cada uma

Link to post
Share on other sites

 

Entendo seu ponto de vista, mas discordo. O CSeries foi um projeto muito mal executado pela Bombardier. Ao longo dos anos, houve atrasos e estouros de orçamento, de modo que a BBD não aguentou mais levar o programa. A venda (por US$1) de 50% do programa para Airbus foi uma saída honrosa para os canadenses. Mas isso aconteceu em 2018. Até quase nao tinha venda de E2.

 

Concordo que o mercado quer um avião maior. A parte da Embraer responsável por prever o mercado errou feio nessa, ou não soube vender o E2 para o mercado. Por isso, que penso que o grande interesse da Boeing é a engenharia e principalmente a capacidade de gestão da Embraer em um projeto multi disciplinar que envolve vários fornecedores. Gerenciar o desenvolvimento de uma aeronave é uma grande arte e a Embraer mostrou que sabe fazer como ninguém.

 

 

 

 

Fui leviano mesmo. Diria que o departamento de vendas da Embraer não é tão reconhecido como a engenharia. FIca mais elegante assim.

 

 

 

Muito pelo contrário. Os EUA não são o que são a toa. A Boeing por mais grande que seja não ia jogar fora alguns bilhoes de dolares para matar um player. Eles tem interesse na engenharia da Embraer.

 

Não trabalho na área de aviação, sou comerciante, mas como brasileiro lamento muito que a Embraer fruto de uma política de Estado da década de 50 muito bem sucedida, seja usada agora para suprir uma necessidade de engenheiros qualificados de uma empresa americana. Me descupem os liberais, mas a Embraer só é o que é hoje pois o Estado brasileiro investiu pesado em educação e pesquisa (CTA e ITA) para depois criar a Embraer na década de 60. E por muito tempo colocou dinheiro (dinheiro nosso, dos nossos pais, dos nossos filhos,...) para manter a empresa. Pode ser que daqui um tempo não faça sentido para a Boeing manter uma engenharia qualificada aqui no Brasil. É um risco que o país corre, ao meu ver desnecessário. E nao penso que a Embraer ia falir se não fosse a Boeing. A empresa não vive apenas da aviaçõ comercial. A recente venda de KC para portugal mostra isso: 600mi euros por cinco aviões.

 

De qualquer forma, vai ser interessante o que o governo americano vai fazer para ajudar na recuperação da Boeing, política que acho certa. Os atuais executivos provavelmente serão punidos em breve, mas a empresa, orgulho norte americano, continua.

 

Por fim, alguem imagina uma empresa chinesa comprando a Boeing? Os governo americano ia deixar? O povo americano ia aceitar? Talvez esse tipo de mentalidade explica um pouco a diferenca entre os EUA e o Brasil.

 

Chico, o desenvolvimento de uma aeronave narrow custa em ordem de grandeza USD 10 bi, sem comunalidade com fuselagem larga, sem histórico nessa classe, etc. oferecendo um produto que seria virtualmente igual aos concorrentes? É um risco que a Embraer não pode tomar.

Link to post
Share on other sites

Muito pelo contrário. Os EUA não são o que são a toa. A Boeing por mais grande que seja não ia jogar fora alguns bilhoes de dolares para matar um player. Eles tem interesse na engenharia da Embraer.

 

Não trabalho na área de aviação, sou comerciante, mas como brasileiro lamento muito que a Embraer fruto de uma política de Estado da década de 50 muito bem sucedida, seja usada agora para suprir uma necessidade de engenheiros qualificados de uma empresa americana. Me descupem os liberais, mas a Embraer só é o que é hoje pois o Estado brasileiro investiu pesado em educação e pesquisa (CTA e ITA) para depois criar a Embraer na década de 60. E por muito tempo colocou dinheiro (dinheiro nosso, dos nossos pais, dos nossos filhos,...) para manter a empresa. Pode ser que daqui um tempo não faça sentido para a Boeing manter uma engenharia qualificada aqui no Brasil. É um risco que o país corre, ao meu ver desnecessário. E nao penso que a Embraer ia falir se não fosse a Boeing. A empresa não vive apenas da aviaçõ comercial. A recente venda de KC para portugal mostra isso: 600mi euros por cinco aviões.

 

De qualquer forma, vai ser interessante o que o governo americano vai fazer para ajudar na recuperação da Boeing, política que acho certa. Os atuais executivos provavelmente serão punidos em breve, mas a empresa, orgulho norte americano, continua.

 

Por fim, alguem imagina uma empresa chinesa comprando a Boeing? Os governo americano ia deixar? O povo americano ia aceitar? Talvez esse tipo de mentalidade explica um pouco a diferenca entre os EUA e o Brasil.

 

Sem o negócio, veríamos a Embraer definhar aos poucos, pois era inimaginável o que acontecera no segmento em que ela liderava. Exemplo da disparidade é que a Airbus não corre riscos de falir por ter errado construir o maior avião que o mundo já viu, ao contrario da Embraer, por não ter previsto um cenário extremamente improvável. Os resultados de 2018 evidenciam isto, porém não é justo atribuir responsabilidade a nenhum departamento da empresa, o trabalho deles a colocaram na posição de orgulho que ela ocupa hoje.
O negócio com a Boeing é mais complexo que somente a "entrega" da aviação comercial, 20% de uma linha de um duopólio mundial é melhor que 100% de nada. Além disso, quase a totalidade do passivo da Embraer vai para a Boeing Brasil. A nova Embraer vai começar a operar com produtos fantásticos, com o desenvolvimento destes praticamente quitado e bilhões em caixa. Vai ser dolorido no começo, ela vai diminuir, mas por conta da Joint Venture do KC-390, ela tem uma porta aberta para fornece-lo à USAF, além do lobby da Boeing sobre as FAs de todo o mundo. Portugal foi um exemplo, mesmo sem a JV formalizada, a Boeing já atuou para que o negócio fosse fechado.
Era o único caminho em que ela poderia sobreviver, não é a toa que teve a chancela do homem que começou à sua história. Entendo sua opinião e não tenho intenção de te convencer a mudá-la. Minha perspectiva é baseada na analise que fiz sobre o negócio e no momento estou perdendo dinheiro como um minúsculo acionista. Porém, na medida que tenho condições venho comprando mais ações, pois existe a possibilidade da Embraer ser ainda maior, no médio prazo, do que é atualmente.
  • Like 1
Link to post
Share on other sites

 

Chico, o desenvolvimento de uma aeronave narrow custa em ordem de grandeza USD 10 bi, sem comunalidade com fuselagem larga, sem histórico nessa classe, etc. oferecendo um produto que seria virtualmente igual aos concorrentes? É um risco que a Embraer não pode tomar.

 

Olhando o mercado hoje, com A319neo e B737-7 MAX fracos em vendas até parece que fazia sentido pra EMB entrar nesse mercado, mas na época não havia indicativos que isso aconteceria, então seria justamente isso: 10 bi de USD investidos pra um produto parecido com o das concorrentes muito mais experientes nesse mercado e com comunalidade de frota com os irmãos maiores.

Penso que a Embraer esticou o E195 o máximo que deu pra ter maior capacidade, que era uma tendência do mercado narrow, mas não tinha como entrar nesse projeto arriscadíssimo.

 

E com a entrada da Airbus no segmento de 100-150 assentos comprando o C-Series, a Embraer que antes competia em igualdade (ou até sendo mais forte) com a Bombardier, agora tem uma titã do mercado de concorrente. Essa compra do C-Series pela Airbus disparou um processo de consolidação de mercado. Óbvio que eu queria ver widebodies da Embraer brasileira liderando o mercado, mas não é muito factivel. O futuro da EMB sozinha seria muito desafiador.

 

Quem sabe se o MAX flopar de vez, a engenharia brasileira tenha uma oportunidade de colaborar no projeto de um novo narrow Boeing... Sem falar em projetos futuros como o especulado 797 e os projetos futuros da Boeing.

  • Like 1
Link to post
Share on other sites

Pelo que percebo em alguns comentários, a melhor forma de ganhar dinheiro na aviação é investir em bolas de cristal.

 

Uma coisa que não existe nessa atividade é a perfeita sincronia de timing entre a disponibilidade de um produto e o aplicável cenário de mercado. Entre um pré-lançamento, a apresentação e o convencimento aos potenciais compradores, caixa para levar o projeto adiante, montar uma linha de produção, testes gerais e entrega de um produto, obviamente ainda sujeito a falhas e atrasos, tudo isso leva anos, dentro de um contexto de um mundo num constante sobe-e-desce econômico e político.

 

A Embraer é um marco na indústria aérea, isso é indiscutível, mas não dá para imaginar que um E2 mais esticado ou não seria capaz de sustentar uma concorrência numa "praia" onde a Boeing e a Airbus disputam a tapa as melhores ondas há anos. Apesar da interessante configuração 2+2, sua fuselagem estreita não dá margem para entrar no segmento de carga aérea, e a cubagem dos seus porões não é ampla o suficiente para explorar o transporte simultâneo de passageiro e carga, que é uma linha seguida por muitas empresas aéreas pelo mundo. É, portanto, um ótimo avião para um determinado nicho de mercado, mas para por aí.

 

A respeito da Boeing e seu imbróglio com o Max, em dado momento isso será superado. Leva-se tempo, é óbvio, pela complexidade de uma situação emoldurada por dois trágicos eventos que abalaram não somente a reputação de um fabricante centenário, mas a confiabilidade da comunidade aeronáutica e, principalmente, dos usuários. Contudo, achar que trocar de fornecedor é algo tão simples quanto parece, vale mencionar que não basta ter um avião novinho em folha no pátio para ser operado, pois existe uma sequência bem extensa de requisitos para colocar um avião em ação. De treinamento de pessoal e compra de equipamentos. De estrutura compatível nos aeroportos e compatibilidade com o restante da frota. Da conta a ser paga e do lucro que essa mudança radical pode gerar. E o principal: o timing correto entre adquirir um produto e introduzi-lo tempos depois no seu perfil de mercado, invariavelmente bem competitivo.

 

Há, de fato, um enorme erro a ser corrigido. O pessoal da Boeing não está simplesmente sentado esperando a poeira baixar e que isso caia no esquecimento e volte tudo como era antes. Assim como a Lockheed com o seu Electra, a de Havilland com o seu Comet, a Douglas com o seu DC-10 e a própria Airbus com seus tubos de pitot, não há nesse universo aeronáutico momentos quando um trem descarrila que não demande, portanto, ação para corrigir algo que saiu errado, quer seja por incompetência, negligência ou por pura falta de conhecimento sobre variáveis que envolvem a intrincada operação aérea.

 

Sds.

Link to post
Share on other sites
Guest
This topic is now closed to further replies.



×
×
  • Create New...

Important Information

Saiba os termos, regras e políticas de privacidade