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Acidente com o LET-410 em Lukla, Nepal


FCRO

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Acho que é o primeiro acidente em Lukla na decolagem.

Os demais foram sempre no pouso. E neste caso, o avião saiu da pista e caiu no local onde ficam os helicópteros.

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É incrível a quantidade de acidentes do L410. Só em Lukla já foram 2. Alguém tem dados se on novos L410NG tb se envolvem tanto em acidentes assim?

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É incrível a quantidade de acidentes do L410. Só em Lukla já foram 2. Alguém tem dados se on novos L410NG tb se envolvem tanto em acidentes assim?

 

 

Quando falamos a respeito da operação em Lukla, é preciso colocar na balança diversos fatores que são, quando muito, semelhantes e encontrados em um pequeno punhado de aeroportos/aeródromos ao redor do mundo, sendo que parte deles estão no Nepal.

 

No primeiro acidente com o Let da Summit, o problema não foi com o avião, mas com a sua operação por parte dos tripulantes. Para que possamos visualizar o que ocorreu, a aeronave estava sobrevoando um profundo vale que fica antes da pista 400 pés abaixo da cabeceira e em condições IMC. Quando avistaram a pista, estavam fora do alinhamento e tentaram subir, em configuração de pouso, num lugar que fica mais de 9,000 pés acima do nível do mar. Assim, não há quem consiga sair de uma tremenda enrascada como esta sem grandes penalidades, geralmente fatais.

 

No caso desse segundo acidente, ainda não há muita informação, mas vale salientar que não há rejeição de decolagem a partir do momento que o avião começa a correr na pista (é uma descida com um gradiente superior a 11%. Não é pouca coisa). Adicionalmente, na lateral da pista há diversas construções, com pequenos hotéis do lado esquerdo e parte do vilarejo do lado direito, além da torre de controle e o pátio dos helicópteros. A margem de erro antes de uma catástrofe é mínima e, invariavelmente, as consequências são enormes.

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É incrível a quantidade de acidentes do L410. Só em Lukla já foram 2. Alguém tem dados se on novos L410NG tb se envolvem tanto em acidentes assim?

Nos cenários técnico/operacionais onde os LET costumam operar, eu diria que é incrivelmente baixo o índice de acidentes.

 

Com certeza é uma aeronave muito robusta e que aceita uma boa dose de "falta de cuidados" seja na operação ou na manutenção.

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Ele virou com convicção pra direita. Será assimetria de potência?

Assitindo aos vídeos, acredito que seja uma das possibilidades. Observe que o início da pista 24 de Lukla divide-se em duas partes: um pequeno pedaço relativamente plano e uma descida acentuada, que se estende até a outra cabeceira. Normalmente, os motores estarão a pleno antes de entrar na "ladeira", num momento que a aeronave ainda está abaixo da Vmcg, ou próximo dela, dependendo do avião. No caso de ocorrer uma assimetria de potência e/ou um comando inadvertido de pedal, como comentei anteriormente, a margem (e espaço) para correção de erro é muito pequena.
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Fuçando vídeos do acidente no YouTube, vi um do ano passado onde ocorreu um pouso bisonho de um Let desta empresa.

Quase que vai parar no local onde este ai se acidentou. E ainda deu uma empinada quando tracionou para seguir para o pátio do aeroporto, graças ao slope da pista.

Bem bisonho o que ocorreu.

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Fatalities after L-410 take-off excursion and collision

 

14 APRIL, 2019 SOURCE: FLIGHT DASHBOARD BY: DAVID KAMINSKI-MORROW

Three fatalities have been confirmed as a result of a departure accident involving an Aircraft Industries Let L-410 turboprop at Nepal’s Lukla airport.

 

The Summit Air aircraft (9N-AMH) veered to the right during its take-off roll, entering a parking apron and collided with at least one helicopter.

 

Summit Air says three crew members, but no passengers, were on board the L-410. While the captain survived with injuries, the first officer did not. The carrier also identifies two other fatalities, including an inspector on ground duty at the helipad.

 

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“Our first priority now is the well-being of the injured persons and family members of those affected by this unfortunate accident,” says Summit Air managing director Manoj Karki.

 

Among those injured was a captain with Manang Air, the operator of the helicopter which was struck.

 

Cirium Fleets Analyzer lists Manang Air as having Airbus Helicopters H125 aircraft. Images from the scene indicate the aircraft involved is 9N-ALC.

 

It had been parked next to another H125 provisionally identified as 9N-ALK, which Fleets Analyzer lists as belonging to Shree Airlines.

 

The L-410 suffered substantial damage to its cockpit, forward fuselage and wings in the collision.

 

Fleets Analyzer shows the aircraft is a 2013 airframe originally delivered to eastern Russian operator PANH and subsequently owned by state transport leasing firm GTLK before being handed to Summit Air in early 2017.

 

It also indicates that Summit Air has three other L-410s in its fleet.

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Poderia ter havido algum problema com freio? Travado o trem da direita um pouco, o suficiente para que o piloto perdesse o controle, pelo curto espaço entre a aceleração máxima de decolagem, a pista curta...sem tempo de tomar uma decisão que evitasse o impacto, sei lá...estarei dizendo asneiras?

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Pode ser muita coisa, até uma queda de RPM abrupta no motor da direita.

Relatório final deve esclarecer.

O Comandante sobreviveu ? estava no hospital em estado critico.

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  • 1 month later...

Filmado de outro ângulo.

 

Que lenha.

Um dos acidentes mais impressionantes que já vi! A hélice partindo as pessoas 🥴

 

 

 

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A porrada foi feia!! Me impressiona a quantidade de gente em volta da pista.

Tratando-se de Lukla, nada de anormal. É um aeroporto que foge de todos os gabaritos operacionais e de segurança. Mas se ele não existisse, muitos vilarejos nas redondezas ficariam sem assistência, sem falar no grande prejuízo que isso causaria à sobrevivência do próprio país: as rentáveis caminhadas ao campo base do Monte Everest e, principalmente, aos períodos das arriscadas escaladas na maior montanha do planeta.
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Concordo!

Não me espanta, igual ao garimpo quando o povo tá "estribado"! Kkk

Saudades!

Itaituba, Castelo dos Sonhos, Juruena..

Tratando-se de Lukla, nada de anormal. É um aeroporto que foge de todos os gabaritos operacionais e de segurança. Mas se ele não existisse, muitos vilarejos nas redondezas ficariam sem assistência, sem falar no grande prejuízo que isso causaria à sobrevivência do próprio país: as rentáveis caminhadas ao campo base do Monte Everest e, principalmente, aos períodos das arriscadas escaladas na maior montanha do planeta.

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