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Acidente com o Sukhoi Superjet da Aeroflot em Moscou


G-NIAL

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Um problema que tem ocorrido em TODAS as evacuações nos últimos anos

Acho que depois disso as autoridades regulatórias devem tomar medidas para isso não acontecer mais

O problema é como né?

Imagino que algum dispositivo para trancar os bins seja de um custo muito alto

 

O que me chama a atenção nesse vídeo também são 17 segundos onde nenhum passageiro evacua a aeronave do 1:02 até 1:19 quando finalmente aparece alguém saindo

O tempo de você se preocupar c sua bagagem, talvez seja o tempo de alguem sair correndo.

 

Como tudo no mundo, o problema são as pessoas, não as normas....

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Chutando, pelas imagens, parece que antes do pouso não havia fogo, mas que o bounced landing fez os MLG atravessarem as asas, causando rompimento dos tanques e o incêndio.

Agora eu me pergunto: a fuselagem não deveria ter aguentado o fogo por, pelo menos, 90 segundos? Pois aparentemente a mesma estava integra na hora do começo do incêndio.

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Essa aeronave é semelhante em tamanho a um Fokker 100? Quanto tempo levaria para as pessoas do fundo terem alguma chance de escapar do fogo e do calor? Fico imaginando o pânico no interior. Muito triste isso tudo.

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The Investigative Commission of the Russian Federation opened an investigation into the accident, the office declared 41 occupants of the aircraft (40 passengers, one crew) dead, 37 occupants are alive. (avherald)

 

 

Tenso ver o tamanho das chamas e a demora para abrir as escorregadeiras, principalmente a esquerda, enquanto na direita já tinha gente saindo a esquerda não estava aberta... e tinha gente com malas!! Deixa a mala lá, esses segundos querendo pegar mala fizeram a diferença para aqueles que morreram. O mais impressionante ainda é o video de dentro que postaram, angustiante ver aquilo.

 

 

Complicado agora vai ser o acesso a essas informações, se tratando de um produto nacional e investigação russa, vai demorar um seculo para liberarem algum relatorio sobre a investigação apontando alguma causa, tenho duvidas se saberemos o que realmente aconteceu.

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Chutando, pelas imagens, parece que antes do pouso não havia fogo, mas que o bounced landing fez os MLG atravessarem as asas, causando rompimento dos tanques e o incêndio.

Agora eu me pergunto: a fuselagem não deveria ter aguentado o fogo por, pelo menos, 90 segundos? Pois aparentemente a mesma estava integra na hora do começo do incêndio.

 

 

vfman,

 

Um breve esclarecimento a respeito dos "90 segundos" ...

 

Esse valor de tempo refere-se, para efeito do processo de certificação de uma aeronave, caso ocorra uma necessidade de remover rapidamente todos os ocupantes (considerando a ocupação máxima permitida) utilizando apenas metade das saídas de emergência.

 

Qual a razão de ser 90 segundos e apenas 50% das saídas? Foi estabelecido durante testes numa situação de fogo após um acidente, que dentro desse limite máximo é improvável que a aeronave será envolvida pelas chamas que ocasione uma consequente explosão (flashover). O limite de quantidade de saídas é em função de um possível cenário que possa ocorrer quando parte das saídas estarão bloqueadas por fogo e/ou dano estrutural. É claro que é impossível cobrir todas as variáveis na eventualidade de um acidente, mas esse é o regulamento em vigor e é utilizado pelos fabricantes e autoridades aeronáuticas.

 

A respeito do que ocorre em casos extremos, como esse em Moscou, vale uma lida no relatório do evento com um B737-200 da British Airtours, em Manchester, em 1985, que foi um marco na indústria/comunidade aeronáutica para diversas modificações e implementação de procedimentos e equipamentos.

 

Vale observar também que caem por terra certas teorias que afirmam onde é mais provável sobreviver a bordo de um avião em caso de acidente, um assunto que volta e meia aparece na mídia.

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vfman,

 

Um breve esclarecimento a respeito dos "90 segundos" ...

 

Esse valor de tempo refere-se, para efeito do processo de certificação de uma aeronave, caso ocorra uma necessidade de remover rapidamente todos os ocupantes (considerando a ocupação máxima permitida) utilizando apenas metade das saídas de emergência.

 

Qual a razão de ser 90 segundos e apenas 50% das saídas? Foi estabelecido durante testes numa situação de fogo após um acidente, que dentro desse limite máximo é improvável que a aeronave será envolvida pelas chamas que ocasione uma consequente explosão (flashover). O limite de quantidade de saídas é em função de um possível cenário que possa ocorrer quando parte das saídas estarão bloqueadas por fogo e/ou dano estrutural. É claro que é impossível cobrir todas as variáveis na eventualidade de um acidente, mas esse é o regulamento em vigor e é utilizado pelos fabricantes e autoridades aeronáuticas.

 

A respeito do que ocorre em casos extremos, como esse em Moscou, vale uma lida no relatório do evento com um B737-200 da British Airtours, em Manchester, em 1985, que foi um marco na indústria/comunidade aeronáutica para diversas modificações e implementação de procedimentos e equipamentos.

 

Vale observar também que caem por terra certas teorias que afirmam onde é mais provável sobreviver a bordo de um avião em caso de acidente, um assunto que volta e meia aparece na mídia.

 

Peguei o relatório do British Airtours pra ler, realmente interessante traçar os paralelos com o acidente com o SSJ. De fato a fumaça é um grande problema e nos videos é possível ver que ela invade a cabine antes mesmo do avião parar, então muitas dessas mortes podem ser atribuídas a ela.

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Peguei o relatório do British Airtours pra ler, realmente interessante traçar os paralelos com o acidente com o SSJ. De fato a fumaça é um grande problema e nos videos é possível ver que ela invade a cabine antes mesmo do avião parar, então muitas dessas mortes podem ser atribuídas a ela.

O acidente com o RG820 em 1973 não originou normas que obrigam os fabricantes a utilizarem materiais de revestimento interno na cabine que não produzam fumaça tóxica?

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Fica o aprendizado: se houver fogo a bordo, desobedeça as instruções para permanecer sentado e "cole" na porta da cabine.

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Numa análise visual, do conforto da minha cadeira, aparentemente os bombeiros demoraram demais a agir. Isso pode ter tido relevância para o número de fatalidades, acredito...

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Numa análise visual, do conforto da minha cadeira, aparentemente os bombeiros demoraram demais a agir. Isso pode ter tido relevância para o número de fatalidades, acredito...

 

Foi a primeira coisa que pensei quando comecei a ver os vídeos que mostrava a aeronave parada, em chamas e com evacuação só sendo possível ocorrer pelas portas dianteiras, sem viaturas dos bombeiros jogando água, como se imagina que deveria ocorrer, ainda mais num grande aeroporto... mas como já divulgado, houve problemas com o sistema de comunicação, e fica a dúvida, será que a torre foi informada que haveria um pouso de emergência e os bombeiros deveriam está de prontidão? E vendo a proporção do incêndio na parte traseira da aeronave e as labaredas já alcançando o seu meio, será que os bombeiros conseguiriam fazer algo que reduzisse o impacto do fogo?!! É angustiante pensar que as pessoas que conseguiram sair com bagagem de mão podem ter impedindo que mais pessoas conseguissem sair (sobreviver)... 78 a bordo e 41 mortes... Provavelmente só quem estava na frente do avião conseguiu escapar..

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Foi a primeira coisa que pensei quando comecei a ver os vídeos que mostrava a aeronave parada, em chamas e com evacuação só sendo possível ocorrer pelas portas dianteiras, sem viaturas dos bombeiros jogando água, como se imagina que deveria ocorrer, ainda mais num grande aeroporto... mas como já divulgado, houve problemas com o sistema de comunicação, e fica a dúvida, será que a torre foi informada que haveria um pouso de emergência e os bombeiros deveriam está de prontidão? E vendo a proporção do incêndio na parte traseira da aeronave e as labaredas já alcançando o seu meio, será que os bombeiros conseguiriam fazer algo que reduzisse o impacto do fogo?!! É angustiante pensar que as pessoas que conseguiram sair com bagagem de mão podem ter impedindo que mais pessoas conseguissem sair (sobreviver)... 78 a bordo e 41 mortes... Provavelmente só quem estava na frente do avião conseguiu escapar..

Em alguns sites está rolando o mapa da aeronave com o nome do ocupante e se sobreviveu ou não

Os óbitos foram da fileira 10 para trás

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Foi a primeira coisa que pensei quando comecei a ver os vídeos que mostrava a aeronave parada, em chamas e com evacuação só sendo possível ocorrer pelas portas dianteiras, sem viaturas dos bombeiros jogando água, como se imagina que deveria ocorrer, ainda mais num grande aeroporto... mas como já divulgado, houve problemas com o sistema de comunicação, e fica a dúvida, será que a torre foi informada que haveria um pouso de emergência e os bombeiros deveriam está de prontidão? E vendo a proporção do incêndio na parte traseira da aeronave e as labaredas já alcançando o seu meio, será que os bombeiros conseguiriam fazer algo que reduzisse o impacto do fogo?!! É angustiante pensar que as pessoas que conseguiram sair com bagagem de mão podem ter impedindo que mais pessoas conseguissem sair (sobreviver)... 78 a bordo e 41 mortes... Provavelmente só quem estava na frente do avião conseguiu escapar..

 

Mas o avião já havia declarado emergência e tentado pousar uma vez, o acidente ocorreu na segunda tentativas. Então não tem justificativa para os bombeiros não estarem próximos.

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O acidente com o RG820 em 1973 não originou normas que obrigam os fabricantes a utilizarem materiais de revestimento interno na cabine que não produzam fumaça tóxica?

 

 

Sim, houve uma evolução após o acidente com o VJZ, entretanto, a partir do momento que no interior da aeronave há uma concentração de fumaça superior a de oxigênio, não faz diferença se é tóxica ou não.

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Um sistema de fechamento automático dos bins resolveria o problema dos apressados, inclusive no pouso onde já tem apressado que na hora que o avião se livra da pista já está se levantando.

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Os pilotos sobreviveram ?

Sim

Inclusive em um dos vídeos da pra ver um dos pilotos saindo do cockpit por uma corda

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Sim

Inclusive em um dos vídeos da pra ver um dos pilotos saindo do cockpit por uma corda

 

Os jornais publicaram hoje um depoimento do comandante:

 

O comandante de bordo, Denis Evdokimov, relatou que o Sukhoi Superjet 100 teve que fazer um pouso de emergência depois de perder parte dos equipamentos da aeronave devido a um relâmpago.

Por causa do raio, perdemos o contato de rádio e passamos para o regime de pilotagem mínima (...) Ou seja, sem um computador como de costume, mas de maneira direta. Em regime de emergência — explicou o piloto.

— Conseguimos restabelecer o contato via frequência de emergência, mas ela estava curta e operava apenas de forma intermitente (...) Conseguimos dizer algumas palavras e depois o contato se perdeu — acrescentou.

Segundo o comandante, foi por causa do pouso violento que a aeronave pegou fogo. As primeiras fontes relataram um incêndio a bordo, mas um vídeo publicado horas depois do acidente mostra a aeronave tocando o asfalto e quicando antes de pegar fogo.

 

fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/mundo/noticia/2019/05/piloto-diz-que-relampago-causou-acidente-de-aviao-que-matou-41-pessoas-na-russia-cjvc5go5200z201ohmhmev449.html

 

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Diz que os russos são exceção..

Pois é...

Não entendi direito o que o piloto reportou:

passamos para o regime de pilotagem mínima (...) Ou seja, sem um computador como de costume, mas de maneira direta.

 

Mas tinham outro problema de controle ? pilotar na maneira "antiga" não deveria ser problema; ou é a famosa pressão para ocultar defeitos nos procedimentos da acft ?

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Expliquei pro meu filho semana passada que aviões estavam completamente protegidos de raios.

E agora ?

Diz que nos aviões ocidentais os pilotos se fantasiam de Capitão Marvell e antes da decolagem gritam Shazam!...

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E por projeto são protegidos de raios sim.

Senão não são certificados.

 

A questão é: será que ouve falha no processo produtivo? Lembro que o processo de metalização, que garante continuidade elétrica, provendo um caminho para o raio, desde o ponto de entrada até o de saída, é um processo cheio de detalhes e cuidados...

Uma falha pode gerar descontinuidade, que gera resistência ou uma enorme diferença de potencial, que gera faíscas, que podem levar a mau funcionamento de répteis equipamentos ou até a coisa pior.

Mas aviões do atingidos por raios todos os dias.

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