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Acidente com o Sukhoi Superjet da Aeroflot em Moscou


G-NIAL

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Teve um voo da Ryanair que foi evacuado após uma bateria de celular ter pegado fogo. No vídeo, tem pax descendo o escorredor com a bagagem de mão.

 

https://youtu.be/r2mVpdaCOJ0

 

Esse vídeo parece um treinamento!!

 

Um exemplo clássico do "hábito" de pegar bagagens de mão mesmo durante evacuação de emergência, e pelo jeito isso ocorre no mundo inteiro, foi filmado durante o acidente com o 777 da Emirates no aeroporto de Dubai, mas nesse caso, felizmente, todas pessoas que estavam no avião conseguiram sair. A aeronave foi destruída pelo incêndio, mas quando a aeronave parou, as chamas estavam numa proporção muito menor do que vimos nesse acidente da Aeroflot. Além disso, a evacuação parece ter sido mais rápida. A aeronave parece está com a fuselagem no chão mesmo, tornando mais rápida a saída da aeronave..

 

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Sobreviventes contam detalhes do acidente com um avião na Rússia

 

Um avião Sukhoi Superjet 100, da companhia aérea russa Aeroflot, pegou fogo no domingo passado (5) ao tentar um pouso de emergência no aeroporto Sheremetievo, em Moscou, capital da Rússia. O incidente matou 41 pessoas, entre eles um tripulante e duas crianças. Das 37 pessoas que conseguiram sobreviver, algumas compartilharam com a imprensa o que realmente aconteceu a bordo e como se salvaram. "Ninguém pensou que haveria tantas pessoas mortas" disse uma sobrevivente, Marina Sitnikova, à publicação russa Snob. Marina estava sentada na 10ª fila, motivo pelo qual conseguiu sair ilesa. Da 12ª fileira em diante, ninguém conseguiu se salvar. "Os vídeos mostram que todos estavam gritando no avião cabine durante o pouso, mas eu mesma estava em um estado de choque, parecia que havia um silêncio total. Eu não conseguir ver ou ouvir nada no meio da fumaça", lembrou.

 

Na noite do último domingo (5), o avião partiu de Moscou rumo a Murmansk, no norte da Rússia. Porém, apenas 10 minutos após a decolagem, a aeronave foi atingida por um raio. Isso levou à perda de comunicação por rádio e controle de sistemas automáticos, e os pilotos solicitaram o retorno ao Sheremetievo para um pouso de emergência. "Naquele momento não havia pânico", diz Vladímir Evmenkov, um passageiro sobrevivente da sexta fileira que estava sentado ao lado da janela e viu como o raio atingiu o motor direito duas vezes. "Disseram-nos que, devido a problemas técnicos, estávamos voltando para Moscou."

 

O pouso, no entanto, acabou sendo difícil: a aeronave quicou na pista e só conseguiu pousar na terceira tentativa, danificando os tanques de combustível abaixo e explodindo em chamas perto de sua cauda. "Ficamos tão assustados que quase perdemos a consciência", disse outro sobrevivente, Piotr Egorov, da sétima fileira, ao jornal "Komsomolskaya Pravda". "O avião quicou na pista de pouso como um gafanhoto e depois pegou fogo no chão", acrescentou. "Tudo aconteceu de repente, na velocidade da luz", disse Marina Sitnikova. "Houve uma explosão forte. Meus olhos quase saltaram – a segunda foi um pouco mais tranquila, a terceiro e, em seguida, fumaça e começou a pega fogo na mesma hora."

 

De acordo com os sobreviventes, embora as pessoas tenham corrido para as saídas de emergência, não houve tumulto. Os comissários de bordo foram rápidos em abrir as saídas e até então todos simplesmente ficaram esperando, recordam. Houve relatos na imprensa de que a evacuação teria sido atrasada por passageiros tentando resgatar suas bagagens, mas Evmenkov destaca que algumas pessoas pegaram suas malas porque não tinham nada a fazer enquanto aguardavam a abertura das portas de saída.

 

"Eu não era o primeiro da fila e, quando me levantei, era impossível seguir em frente. Havia uma mulher com uma criança perto de mim e eles nem sequer tentaram se mover, talvez por medo de inalar monóxido de carbono; além disso, correr para a saída naquele momento significaria atropelar pessoas. Então, por algum tempo, simplesmente fiquei parado no corredor", lembra, acrescentando que nesse momento algumas pessoas pegaram suas malas porque não tinham como se locomover.

 

"Eu estava com meus documentos, então resolvi pegá-los e, quando as pessoas começaram a se mover, segui até a saída." Dmítri Kharinin, que estava sentado na 10ª fileira, também recorda que todos estavam sentados antes de o avião parar, e só depois seguiram para a saída como de costume quando receberam permissão. "Peguei meu passaporte e fui para a saída. Deixei três ou quatro pessoas passarem e, quando senti o calor vindo de trás, fui para a saída."

 

"Eu não me virei para ver o que estava acontecendo nas minhas costas. Por quê? Eu não sei. Dei alguns passos. Havia uma fumaça azul clara. Amarga, claro. Mas era possível ultrapassá-la. Então, de repente, tudo ficou coberto de fumaça negra e densa. Era impossível respirar. Agachei-me para os assentos, onde havia menos fumaça e respirei fundo o suficiente para seguir em frente até a saída. Lá a fumaça havia acabado e pude ver duas comissárias de bordo ajudando os passageiros na evacuação".

 

Kharinin garante que não houve ninguém atrapalhando a evacuação por causa de bagagem. "Se algumas tivessem bolsas, eram pequenas – bolsas femininas, mochilas pequenas... Algumas pessoas fugiram sem sequer pegar nada, eu mesmo vi." Segundo a comissária Tatiana Kasatkina, citada pelo Lenta.ru, as pessoas começaram a se levantar dos assentos durante o pouso, telefonar para seus parentes e dizer que o avião estava pegando fogo. "Tudo aconteceu tão rápido que não tivemos um segundo para pensar", lembra. "Saí empurrando os passageiros para as saídas."

 

Eu fui o último a deixar o avião e não havia ninguém me seguindo...”, conta Oleg Moltchanov, cuja assento ficava na 12ª fileira. "Acho que muitas pessoas morreram porque o incêndio atingiu o fundo da aeronave. A saída traseira não abriu, mas as pessoas pensaram que escapariam pela saída mais próxima. Acho que os passageiros do fundo simplesmente não tiveram chance de escapar. Eles respiravam monóxido de carbono e querosene por toda parte. Somente aqueles que correram para a frente conseguiram sobreviver", disse à imprensa.

 

As autoridades estão atualmente investigando as causas do incidente, incluindo possíveis falhas técnicas a bordo e condições climáticas desfavoráveis. Enquanto o público aguarda o parecer final, uma petição especial foi criada no site change.org para proibir voos com o modelo Superjet 100, da Sukhoi, na Rússia, identificar os problemas com a aeronave e levar os responsáveis ​​ao tribunal.

 

fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/05/08/sobreviventes-contam-detalhes-do-acidente-com-um-aviao-na-russia.ghtml

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Sobreviventes contam detalhes do acidente com um avião na Rússia ...

 

 

 

Bem importante conhecer a versão de quem esteve a bordo da aeronave, para posteriormente, durante a investigação e a apresentação do relatório final, se houve algum erro, que seja corrigido, mas sem se basear em pré-julgamento. Muitas vezes um checklist, como de Passenger Evacuation, pode tomar um tempo precioso, até os comissários de bordo receberem o comando dos pilotos para que as portas sejam abertas. No entanto, por incrível que pareça, houve uma situação na qual essa instrução não ocorreu, e todos morreram a bordo, com as portas fechadas, como foi o caso com o Saudia 163. Muitos, certamente, poderiam ter sido salvos.

 

 

 

 

"Acho que muitas pessoas morreram porque o incêndio atingiu o fundo da aeronave. A saída traseira não abriu, mas as pessoas pensaram que escapariam pela saída mais próxima. Acho que os passageiros do fundo simplesmente não tiveram chance de escapar. Eles respiravam monóxido de carbono e querosene por toda parte. Somente aqueles que correram para a frente conseguiram sobreviver" ...

 

 

Outro dado bem importante, que é pouco discutido pelos usuários, empresas aéreas e autoridades aeronáuticas.

 

Durante a apresentação dos procedimentos de segurança, sempre é informado (pelo menos nos voos em diversas companhias que tive oportunidade de presenciar) para que os passageiros identifiquem a partir dos seus assentos qual é o caminho para a saída de emergência mais próxima, inclusive, sendo salientado para que eventualmente seja observada a trajetória a partir das luzes no piso da aeronave. Pois bem, podemos concluir que isso -- em determinadas circunstâncias, como fumaça densa no interior da aeronave, que na grande maioria das vezes o passageiro nem sabe o motivo e de onde ela vem -- pode induzir ao erro. Obviamente seria impossível cobrir todos os cenários, entretanto, ninguém pode afirmar que muitos podem, no final, usar a pouca energia física remanescente, caminhando no escuro, para o lado errado. Mas mesmo após episódios relativamente semelhantes -- como os casos com o British Airtours 28M e o Air Canada 797 -- que proporcionaram certas modificações importantes a bordo das aeronaves, nota-se que ainda há margem para rever e implementar novos procedimentos.

 

Outro aspecto que não é levado devidamente em consideração é a melhor filtragem de quem pode ocupar os assentos próximos das saídas de emergência. No final das contas, essas pessoas serão as "responsáveis" pela atuação de abertura e, consequentemente, comandar uma fila de desesperados que querem sair do avião o mais rápido possível. Hoje em dia, apesar de alguns requisitos que devem ser cumpridos, aquele espaço tem como foco um lucro extra às empresas aéreas, devido ao maior espaço entre os assentos, porém, apesar de alguns usuários atenderem ao suposto "perfil" de conhecimento e habilidade de um comissário de bordo no caso de uma emergência, nem sempre poderemos esperar um desempenho satisfatório, ainda mais se aqueles indivíduos não se encontram em condições adequadas, física e/ou mental (devido ao jet lag, descanso inadequado, consumo de bebida alcoólica, etc.).

 

Mas para efeito de requisitos regulamentares, é levado em conta que alguém abrirá 50% das saídas de emergência e que todos os ocupantes sairão da aeronave em 90 segundos, o que nem sempre poderá ser realidade.

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Bem importante conhecer a versão de quem esteve a bordo da aeronave, para posteriormente, durante a investigação e a apresentação do relatório final, se houve algum erro, que seja corrigido, mas sem se basear em pré-julgamento. Muitas vezes um checklist, como de Passenger Evacuation, pode tomar um tempo precioso, até os comissários de bordo receberem o comando dos pilotos para que as portas sejam abertas. No entanto, por incrível que pareça, houve uma situação na qual essa instrução não ocorreu, e todos morreram a bordo, com as portas fechadas, como foi o caso com o Saudia 163. Muitos, certamente, poderiam ter sido salvos.

 

 

Posso estar enganado, mas quando existe ruptura de charuto, ou fogo na cabine, os comissários são orientados a dar eles mesmos início a evacuação.

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A reportagem com os depoimentos é excelente para os cagadores de regras, que, dentro de escritórios com ar condicionado, julgam as vítimas com todo o rigor possível.

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A reportagem com os depoimentos é excelente para os cagadores de regras, que, dentro de escritórios com ar condicionado, julgam as vítimas com todo o rigor possível.

Sujo falando do mal lavado!

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Já já vão instituir que se o povo do fundo já carbonizou mesmo, bora pegar as malas que tá tranquilo

 

Não pra pegar as malas e acabou. Se não mataram os passageiros do fundo dessa vez matariam se o fogo demorasse pra queimar.

 

A regra existe por uma razão.

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Posso estar enganado, mas quando existe ruptura de charuto, ou fogo na cabine, os comissários são orientados a dar eles mesmos início a evacuação.

 

 

AF1,

 

Não vi até o momento um video deste evento em Moscou que mostra o pouso até a parada e o início da evacuação de emergência.

 

No relato do passageiro, ele(a) diz que os comissários foram rápidos, mas ao mesmo tempo, enquanto os passageiros aguardavam a sua vez para sair da aeronave, eles aproveitavam o tempo de espera (?) para apanhar suas bagagens. Desta forma, ainda não dá para saber quanto tempo levou para iniciar a evacuação, e se isso pode ter sido motivado, em parte, pela instrução partindo da cabine de comando. Vamos aguardar mais dados oficiais.

 

Note que no caso do voo da Saudia que mencionei, o avião estava contaminado com fumaça e fogo, e ainda por cima, com passageiros em pânico e brigando nos corredores do avião (ainda em voo). O comandante, antes do pousou, instruiu para não efetuar a evacuação. Em solo, o comandante continuou o taxi, ao invés de parar imediatamente na pista. Entre o pouso, a parada na taxiway e o corte dos motores 1 e 3 (o número 2 havia sido desligado em voo), passaram-se 6 minutos. Como não houve evacuação, os bombeiros tomaram a iniciativa de abrir uma das portas, porém 23 minutos após o corte dos motores. Aí, já era tarde demais para os 301 ocupantes.

 

Abs

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AF1,

 

Não vi até o momento um video deste evento em Moscou que mostra o pouso até a parada e o início da evacuação de emergência.

 

No relato do passageiro, ele(a) diz que os comissários foram rápidos, mas ao mesmo tempo, enquanto os passageiros aguardavam a sua vez para sair da aeronave, eles aproveitavam o tempo de espera (?) para apanhar suas bagagens. Desta forma, ainda não dá para saber quanto tempo levou para iniciar a evacuação, e se isso pode ter sido motivado, em parte, pela instrução partindo da cabine de comando. Vamos aguardar mais dados oficiais.

 

Note que no caso do voo da Saudia que mencionei, o avião estava contaminado com fumaça e fogo, e ainda por cima, com passageiros em pânico e brigando nos corredores do avião (ainda em voo). O comandante, antes do pousou, instruiu para não efetuar a evacuação. Em solo, o comandante continuou o taxi, ao invés de parar imediatamente na pista. Entre o pouso, a parada na taxiway e o corte dos motores 1 e 3 (o número 2 havia sido desligado em voo), passaram-se 6 minutos. Como não houve evacuação, os bombeiros tomaram a iniciativa de abrir uma das portas, porém 23 minutos após o corte dos motores. Aí, já era tarde demais para os 301 ocupantes.

 

Abs

Mas o que tem uma situação com a outra ?

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Mas o que tem uma situação com a outra ?

Bonotto,

 

Observe a colocação do AF1 a respeito de que "os comissários são orientados para ser dado o início à evacuação em condições de fogo e/ou ruptura da fuselagem", sem ordem de comando dos pilotos.

 

Não tenho como saber o SOP de cada companhia, mas a história da aviação já comprovou que nem sempre o óbvio é o suficiente para alguém pensar "fora da caixinha", se for o caso, e direcionar a ação de cada membro da tripulação, por isso foi citado o exemplo do voo da Saudia (vale uma leitura do RF para entender como foi possível chegar num desdobramento como aquele).

 

Com relação ao tema do tópico, tomando como base o que foi dito pelo passageiro, não sabemos ainda se houve perda de alguns segundos preciosos para o início da evacuação, que de certa forma pode contribuir para um desfecho semelhante ao voo da British Airtours (vale também a leitura do RF para entender certas peculiaridades em sutuações que não necessariamente são iguais, mas de qualquer forma ambas foram extremas do mesmo jeito).

 

Abs.

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Rescuers reached burning Superjet within time limit: airport

 

13 MAY, 2019 SOURCE: FLIGHT DASHBOARD BY: DAVID KAMINSKI-MORROW LONDON

Moscow Sheremetyevo firefighters reached a blazing Aeroflot Sukhoi Superjet 100 within the required response time, and extinguished the fire in about 16min, according to the airport operator.

 

The operating company says fire-rescue vehicles arrived at the scene on 5 May about 1min ahead of the regulatory standard.

 

Russian regulations dictate that firefighters must be able to reach the ends of each runway within 3min.

 

Sheremetyevo’s operator has based its assessment on evidence including radio communications.

 

It says the aircraft’s captain informed air traffic control that the flight was returning to the airport 10min after it departed for Murmansk.

 

The captain told controllers that there had been a loss of radio communication as well as a loss of automatic aircraft control.

 

After the aircraft landed heavily on runway 24L at 18:30, says the airport operator, an air traffic controller sounded an alarm, and two firefighting vehicles arrived at the scene within 2min of the touchdown.

 

Four more rescue vehicles subsequently arrived about a minute later.

 

Firefighters entered the burning aircraft about 5min after it landed and the fire was “completely extinguished” at 18:48, says the airport operator.

 

Twenty-six rescuers had been on board the six airport fire vehicles, and four ambulances attended. The operator adds that the emergency response involved 73t of extinguishing agent including 6.5t of foam.

 

All but one of the 41 victims of the accident has been identified, says the federal Investigative Committee.

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O acidente da Saudia foi bizarro.

Óbvio que a regra é aguardar a orientação da tripulação, mas pra reflexão. Imagine alguém aqui do fórum sentado ao lado direito na saída de emergência sabendo que no fundo do lado esquerdo está pegando fogo, os comissários em pânico e mudos. E vc ali com a saída de emergência em suas mãos. O que você faria?
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Investigação de acidente com avião russo aponta erros de pilotos

 

Para as autoridades, pouso com o tanque cheio de combustível e velocidade alta demais provocaram o desastre; comandantes sobreviveram

Uma série de erros dos pilotos está sob investigação das causas do incêndio no pouso de emergência de um Sukhoi Superjet 100 da companhia russa Aeroflot, no último domingo 5. Pouco depois de decolar, o avião pediu para voltar ao aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, e sua parte traseira pegou fogo pouco ao tocar a pista. Das 78 pessoas a bordo, 41 morreram. “O primeiro erro dos pilotos foi decolar em meio a uma tempestade. Depois, enquanto a situação era complicada, mas longe de ser catastrófica, eles pousaram em vez de esvaziar o tanque de querosene antes”, explica o jornal russo Kommersant, citando um fonte próxima à investigação.

Segundo o jornal, os pilotos “pousaram a uma velocidade muito alta e, por esta razão, o contato das rodas com o concreto foi muito forte, fazendo o avião saltar.” Vídeos das câmeras do aeroporto mostram que o piloto tentou pousar duas vezes. Na primeira, a aeronave estava em uma velocidade alta demais e, na segunda, o avião pulou na pista e, com o impacto, começou o incêndio. Citando um membro do Comitê de Investigação russo, o jornal RBK informou também que os pilotos não desligaram os motores após o pouso. Segundo a mesma fonte, eles ainda abriram uma janela após a aterrissagem, acelerando o incêndio.

Alguns minutos depois de decolar do aeroporto de Sheremetyevo para Murmansk, no norte do país, o piloto do Superjet 100, Denis Evdokimov, pediu para retornar sob o pretexto de que o avião havia sido atingido por um raio, que desativara o equipamento de auxílio de voo. Dez feridos hospitalizados após o acidente estão estáveis, segundo o ministro da Saúde, Yevgeny Ditrikh. Os dois pilotos sobreviveram, assim como boa parte dos passageiros da parte frontal da aeronave.

Outra polêmica sobre o caso diz respeito a um vídeo em que pessoas riem ao assistirem ao acidente pelas telas de controle do aeroporto. A administração do Sheremetyevo anunciou a abertura de uma investigação interna. A nota destaca que os envolvidos “serão punidos da maneira mais severa possível”, apesar de não serem funcionários do aeroporto nem da Aeroflot. O Superjet 100, a primeira aeronave civil projetada pela Rússia pós-soviética, foi motivo de orgulho para o país em seu lançamento, em 2011, mas luta para convencer fora do mercado russo por questões de confiabilidade.

fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/investigacao-de-acidente-com-aviao-russo-aponta-erros-de-pilotos/

 

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Foram 3 ou 4 toques na pista? o incêndio começou após o último (terceiro?), bem brusco... A alta velocidade na hora do pouso é um dos questionamentos!

Contei 3 toques, aí no 4° toque que ele pega fogo.

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O quarto toque foi catastrófico. ACTF totalmente descontrolada; o que levou a isto ? o primeiro não pereceu ruim. Mas só quem estava lá sabe o que aconteceu.

A priore não confio nas aeronaves civis daquele bloco, mas pode ser engano meu. Esperar por RELFIM de lá...sei lá né.

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... ACTF totalmente descontrolada; o que levou a isto ?

 

 

 

Parece-me que muito provavelmente foi devido a um "Porpoise Landing", numa tradução livre, "pouso de boto" (ou golfinho).

 

Isso ocorre quando a aeronave toca na pista com muita velocidade e volta a subir. Ao retornar ao solo novamente, geralmente por falta de energia, sustentação ou ação do piloto (que contribui para piorar essa situação e acaba se tornando num PIO - Pilot Induced Oscillation), o próximo contato é feito com o trem de pouso do nariz, iniciando um novo ciclo de oscilação, até, em muitos casos, ocorrer um dano no trem de pouso ou estrutural da aeronave.

 

O que motivou isso, não sabemos, mas se as condições de controle da aeronave permitirem, a melhor solução é iniciar uma rejeição de pouso imediatamente.

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Clearer details emerge of Superjet's fatal bounce sequence

 

16 MAY, 2019 SOURCE: FLIGHT DASHBOARD BY: DAVID KAMINSKI-MORROW LONDON

Newly-emerged video images of the Aeroflot Sukhoi Superjet 100 accident at Moscow Sheremetyevo have provided the clearest indication of the increasing severity of the landing bounces which eventually resulted in the destruction of the aircraft.

 

The images indicate that the aircraft touched down initially some 700m from the threshold of runway 24L after returning to the airport, following a lightning strike, on 5 May.

 

After the touchdown the video images suggest the aircraft entered a shallow bounce but pitched to a flat or slightly nose-down attitude before a second runway contact at about 900m, as it passed the A8 taxiway.

 

The aircraft oscillates again, from nose-up on the second bounce to nose-down as it strikes the runway at around 1,100m, before pitching up into a relatively high third bounce which carries it over the A7 taxiway intersection.

 

Images then suggest the aircraft pitches nose-down before partially recovering to a flatter attitude just before the final hard impact at about 1,300m, appearing to be banked slightly to the right resulting in a touchdown on its right-hand main landing-gear.

 

Both landing-gear assemblies then appear to collapse and the aircraft slides for a few moments before a clear ignition.

 

Given that the aircraft came to rest in the vicinity of the A2 taxiway, it must have slid – while burning – for about 1km before veering off the runway and stopping, whereupon the jet was evacuated.

 

The images were shown on Russia's NTV television channel.

 

Investigators are still probing the full extent of the incident on the aircraft’s control systems over the final 20min of its aborted flight to Murmansk, and understand the circumstances which led to the bounced landing. Forty-one of the 78 occupants did not survive the accident

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