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Acusações da Azul são mentiras que levam setor aéreo ao descrédito, diz presidente da Latam

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SÃO PAULO

Joana Cunha


O presidente da Latam, Jerome Cadier, disse que está preocupado com a reputação do setor aéreo no Brasil.


A crise de imagem emergiu na esteira da recuperação judicial da Avianca, que virou alvo de disputa entre as três maiores empresas aéreas brasileiras, interessadas em adquirir o que sobrou da empresa, aeronaves e funcionários, mas principalmente os slots

(autorizações para pousos e decolagens) em Congonhas, para voar o rentável trecho RioSP.


Em entrevista à Folha na semana passada, o presidente da Azul, John Rodgerson, afirmou que Latam e Gol se uniram para acabar com a Avianca e impedir a entrada da Azul na ponte aérea.


São declarações que Rodgerson não pode provar, segundo Cadier, e maculam a imagem de um setor que deve sempre inspirar segurança.


"Todo o discurso dele está baseado em mentiras. Ele leva o setor todo ao descrédito. Fica parecendo que é um setor que não é sério, que não tem regras", diz Cadier.


O que o sr. achou das mais recentes declarações do presidente da Azul, de que a Latam e a Gol se uniram para provocar o fim da Avianca?

Uma inversão da realidade. O que de fato aconteceu: em dezembro se decreta a recuperação judicial da Avianca e em março a Azul faz uma proposta de um leilão em que só ela, e nenhuma outra companhia, poderia participar.


Semanas depois, a Elliott, principal credor da Avianca, negocia com a Latam e com a Gol uma outra forma de leilão, do qual a Azul também poderia participar. Mas ela não seria a única, teria de concorrer com Gol e Latam.


Essa proposta alternativa é apresentada pela Avianca, aprovada pela assembleia de credores. Mas a Azul fez tudo o possível para barrar essa solução. Ela faz outra proposta, de novo uma proposta em que só ela pode participar e os outros não podem concorrer,

surpreendentemente elevando preço. Para mim, a Azul quer levar a Avianca sem pagar.


Como levar sem pagar?


Esse discurso de que a Azul não consegue participar da ponte aérea porque duas empresas [Latam e Gol] não deixam é uma cortina de fumaça.


É óbvio que todo o mundo quer mais concorrência. Eu entendo que o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] e o consumidor queiram mais concorrência em tudo, não só na ponte aérea.


O que o John [Rodgerson] esconde é: ele já tem 13 slots em Congonhas. A Avianca tem 21 slots em Congonhas. Desses, ela usava 13 para operar na ponte aérea.


Mas ele afirma que precisa desses 13 slots lá para fazer voos para os hubs da Azul, não?

Então a discussão não é de ponte aérea. A discussão é de conexão com os hubs. Por que ele está alegando que quer entrar na ponte aérea? Isso ele já pode fazer hoje.


Mas ele não pode querer ter as duas coisas: conectar com os hubs e também competir na ponte aérea?

O objetivo dele é levar os slots pagando o mínimo possível. Sem concorrência.


[se a Avianca acabar], existe uma regra de distribuição de slots [igualmente para todas as empresas]. Mas ele quer que a Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] ou o Cade mude as regras de distribuição. Porque ele não quer participar do leilão, que é caro.


Mas a Anac tem dito que precisa respeitar as regras atuais de distribuição de slots. Não tem de cumprir a lei?

Ele quer que mude a lei. Ele está tentando montar essa cortina de fumaça, dar argumento de que a concorrência não deixa ele operar na ponte aérea. Ele já pode.


Mas, se ele coloca os 13 slots dele na ponte aérea, ele fica sem a conexão dos hubs?

O maior hub dele é Viracopos, em Campinas. Ele quer a ponte aérea, mas ele prefere usar os slots de Congonhas para conectar voos de Confins ou de Porto Alegre etc.


Mas, se o passageiro vem de Porto Alegre para Congonhas, você acha que depois ele viaja para a ponte aérea? Não precisa. Ele pode usar Viracopos. O passageiro pode fazer Porto Alegre a Viracopos e depois Viracopos para o Rio.


Isso é a cortina de fumaça?

Que ele defenda os interesses da Azul. Mas sem acusar e mentir. Sem acusar as outras companhias como se tivesse duopólio ou alguma combinação, como se a gente tivesse feito a proposta da Elliott.


Ele inverte o argumento. Ele fala que foram a Latam e a Gol que fizeram uma proposta na assembleia de credores. A Elliott liga para a Latam e fala que quer que a gente participe do leilão nessa condição em que eu divido. "Vocês estariam interessados?" Imagina que eu vou falar: "Não, obrigado, vou deixar a Azul porque ela está preocupada com os empregos". É óbvio que eu, defendendo os interesses da Latam, vou querer os slots. Quero conectar mais cidades e ter mais voos.


Vocês também vão contratar funcionários da Avianca?

A gente já contratou. Mais do que ele está falando que contratou e vai contratar. Nós já contratamos 320 tripulantes da Avianca. Já estão voando.


Já temos dois aviões liberados pelo juiz em abril. Ele [Azul] parou de transportar passageiro [da Avianca] no evento do leilão. Ele está preocupado com o setor, mas para de transportar passageiros da Avianca? E somos nós que estamos forçando para a Avianca quebrar?


Até agora transportamos 30 mil passageiros. De graça. Todo o discurso dele está baseado em mentiras. Ele leva o setor todo ao descrédito. Fica parecendo que é um setor que não é sério, que não tem regras.


Para o setor aéreo, que precisa estar ligado à ideia de segurança, uma crise de credibilidade pesa mais?

Ele pode defender os interesses da Azul. Mas que não minta nem faça acusações que não pode defender. Essas acusações que ele está fazendo não se sustentam. Vai ter de provar.


Onde a gente tem uma ação que force a quebra da Avianca? É um momento em que o setor passa por uma crise brutal, com prejuízo acumulado das quatro companhias juntas no ano passado de R$ 1,9 bilhão, com uma das companhias falindo.


Eu confio em que os órgãos reguladores Anac e Cade entendam o que tem por trás do posicionamento da Azul. Não tem evidência nenhuma. É um momento muito frustrante pelo comportamento.


A Azul lidera em voos regionais, para aeroportos menores, sem a concorrência de vocês. E eles dizem que vocês são bem-vindos para ir competir nessas rotas. Por que não vão? A demanda lá é limitada?

A Latam tem a restrição do tamanho dos aviões. Tem aeroportos em que eu não consigo pousar [com aeronaves muito grandes que compõem a frota da Latam]. A não ser que eu tenha aviões menores.


Por que eles estão sozinhos nessas rotas hoje?

Porque ele comprou a concorrente deles [em 2012]. A Trip foi comprada por eles, que se dizem próconcorrência, mas compraram o competidor.


Hoje eu não entro [nas rotas regionais] ou porque eu não tenho um avião que cabe ou porque não tem demanda. Aí passa de uma situação em que alguém está ganhando e tendo operação sustentável para duas empresas terem uma operação não sustentável.

Por isso ele tem o monopólio virtual hoje em muitas das rotas que ele opera. Em 70%

das rotas que ele opera, ele está sozinho.


Vocês também discordavam no tema da abertura do setor ao capital estrangeiro?

Ele é contra. Por quê? Porque não quer concorrência. Se ele tem essa posição de que quer concorrência, por que é contra capital estrangeiro?


E ele era tão contra que conseguiu influenciar para que a regra virasse: "Pode aprovar o capital estrangeiro, mas tem de voar 5% das rotas regionais". [Em abril, comissão mista do Congresso incluiu mudanças na medida provisória de abertura do mercado ao capital

estrangeiro].


A quem interessa isso? Isso torna mais difícil a entrada de qualquer companhia de fora.


Eles saíram da Abear, associação do setor. Como avaliaram isso?

A Abear nunca tratou de temas comerciais. Isso, sim, seria cartel. Slot de Congonhas é um tema que nunca foi tratado. Ele está brigando por causa do leilão da Avianca, que é um tema comercial, e sai da Abear

.

Ela trata de questões relacionadas à segurança de voo, se pode ou não operar com brigada de incêndio, roteiro de navegação.




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Segue o jogo, todos acusam todos por poder. Mas todos querem.

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Bom ver Gol e Tam saindo do marasmo e respondendo a altura...

 

Só lí verdades...

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AD já voa SDU-POA 16 vps, com LF médio de 82%, não precisa de conexão.

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AD já voa SDU-POA 16 vps, com LF médio de 82%, não precisa de conexão.

 

A Azul voa direto tb de outras capitais da ponte aérea para o SDU,além dos inúmeros Vcp-Sdu, acho que toda essa campanha que fez veio contra.

Já o CEO da Latam Brasil não falou nada de errado ou exagerado,pontuou bem

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Descrédito por descrédito, a LTM anunciou em agosto do ano passado que investiria $400 milhões no retrofit de 200 aeronaves, a maioria da JJ, e até agora nada....

 

Pela atual estratégia de crescimento, e claro se conseguir se manter com rentabilidade, AD deve passar a JJ no doméstico em 2-3 anos. Podem esperar muita baixaria vindo por aí. :lol:

Edited by TheJoker

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Gostei do tom do Jerome. Só entrou em contradição quando foi perguntado sobre demanda na aviação regional, falou em tamanho de avião, e depois explicou que tem mercado que não sustenta duas empresas aéreas...

Mas gostei da resposta, foi de alto nível.

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Descrédito por descrédito, a LTM anunciou em agosto do ano passado que investiria $400 milhões no retrofit de 200 aeronaves, a maioria da JJ, e até agora nada....

 

Pela atual estratégia de crescimento, e claro se conseguir se manter com rentabilidade, AD deve passar a JJ no doméstico em 2-3 anos. Podem esperar muita baixaria vindo por aí. :lol:

A Azul é ligeira

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O Jerome e o Kakinoff foram mais do que corretos e precisos em suas entrevistas. Não existe forma melhor de revide ante o vitimismo da Azul.

 

Ainda assim, não duvido que os acusem de "haters" e falem que tudo isso é "vontade de trabalhar na Azul"...

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No fundo todo mundo tem razão e cabe às autoridades encontrar o melhor equilíbrio de interesses.

Sensato!

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No fundo todo mundo tem razão e cabe às autoridades encontrar o melhor equilíbrio de interesses.

Exato... O problema é que tem uma galera aqui que chama os outros de fanboys de CNPJ, pelo simples fato de se condenar concentração de mercado.

 

O que a Gol e Latam querem é manter a concentração de mercado, que pra elas é o que há. O problema é que concentração nunca é bom para o cliente.

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O Jerome e o Kakinoff foram mais do que corretos e precisos em suas entrevistas. Não existe forma melhor de revide ante o vitimismo da Azul.

 

Ainda assim, não duvido que os acusem de "haters" e falem que tudo isso é "vontade de trabalhar na Azul"...

Concordo! Azul sempre com discurso vitimista, acusando os outros das próprias práticas.

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No fundo todo mundo tem razão e cabe às autoridades encontrar o melhor equilíbrio de interesses.

Cada um defendendo seus acionistas, como todo bom CEO.

 

Problema é quando a autoridade não atua com a devida imparcialidade.

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Concordo! Azul sempre com discurso vitimista, acusando os outros das próprias práticas.

 

Tem até comercial na Band News FM: "Congonhas é o maior aeroporto do país, e mesmo assim só tem duas empresas operando lá. Para evitar esse monopólio que prejudica o passageiro e blá blá blá... Congonhas precisa de mais azul... e blá blá blá

Tá trabalhando legal pra entrar lá

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A Azul está no papel dele de buscar os slots. Do ponto de vista estratégico o posicionamento da Azul faz sentido. A Azul viabilizou Viracopos, as rotas regionais, tomo risco num modelo que nem Gol nem TAM na época apostavam de voar rotas com Cask alto, tomaram mercado, é a aérea mais saudável, e a Latam diz que eles não querem concorrer?

 

Bom, a Latam no mesmo período, piorou e piorou muito o produto para o passageiro corporate, isso em toda experiência desde a compra até o desembarque. Foi cheap, despadronizou o produto inter. Quem vive no Rio, então a sensação é pior. Isso sem contar a estrutura corporativa desenhada para atender stricto senso a legislação brasileira à época que não permitia controle estrangeiro. A Gol fez por outro lado um belo trabalho, não é à toa que tem a preferência dos público Business, tem app que funciona, tem sala vip, Wi-Fi etc. mas no final, kudos para a Azul, que criou rotas, produtos, etc. onde ninguém queria operar, que saiu da zona de conforto de padronizar a frota com narrow de 180 pax, operando com Ejets e ATRs, que tomou risco no inter, que criou um modelo de negócios que em apenas 10 anos, tomou mercado da Latam, a frota da Latam BR narrow é 12 aeronaves menor do que em 2010, etc. ou seja, a Azul tem demonstrado que sabe muito bem competir e sobreviver em tempos de crise inclusive.

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A Azul está no papel dele de buscar os slots. Do ponto de vista estratégico o posicionamento da Azul faz sentido. A Azul viabilizou Viracopos, as rotas regionais, tomo risco num modelo que nem Gol nem TAM na época apostavam de voar rotas com Cask alto, tomaram mercado, é a aérea mais saudável, e a Latam diz que eles não querem concorrer?

 

Bom, a Latam no mesmo período, piorou e piorou muito o produto para o passageiro corporate, isso em toda experiência desde a compra até o desembarque. Foi cheap, despadronizou o produto inter. Quem vive no Rio, então a sensação é pior. Isso sem contar a estrutura corporativa desenhada para atender stricto senso a legislação brasileira à época que não permitia controle estrangeiro. A Gol fez por outro lado um belo trabalho, não é à toa que tem a preferência dos público Business, tem app que funciona, tem sala vip, Wi-Fi etc. mas no final, kudos para a Azul, que criou rotas, produtos, etc. onde ninguém queria operar, que saiu da zona de conforto de padronizar a frota com narrow de 180 pax, operando com Ejets e ATRs, que tomou risco no inter, que criou um modelo de negócios que em apenas 10 anos, tomou mercado da Latam, a frota da Latam BR narrow é 12 aeronaves menor do que em 2010, etc. ou seja, a Azul tem demonstrado que sabe muito bem competir e sobreviver em tempos de crise inclusive.

 

Porém uma coisa não tem nada a ver com a outra. Se vitimizar não comoverá ninguém. Ela fez o que podia, deu o lance em tempo hábil, tendo sido descartado pela O6. Não consigo entender como se vende algo que não é seu, mas Ok. Agora cabe a ANAC distribuir os slots que eram da O6 de forma justa entre todas que tem interesse. LA e G3 não precisam de mais slots, mas caso a Catay Pacific queira entrar pra concorrer, o governo deu condições e ela tem direito. Acredito que as empresas nacionais, consolidadas no mercado deveriam ter prioridade sim, mas dai ela teria que concorrer com Passaredo e etc. Ou seja, não tem pra onde fugir, ela não vai conseguir todos os slots da O6 e nem conseguirá se equiparar a G3 e LA.

 

No mais, concordo demais que o produto da Gol melhorou muito, mas somente pro viajantes em negócios. Pros demais passageiros, o espaço diminuiu, o serviço - que nunca foi ótimo continua OK - e os preços - se comparados a 10 anos atrás - subiram estratosfericamente. LATAM pra mim continua igual. Os assentos são os "mesmos" desde sempre, com mesmo espaço, mesma configuração, apenas novos estofados - antes ninguém reclamava. Realmente ele não oferece um produto especifico pra Business, não tem salas vip, enfim... zero voltada a esse público. Pode melhorar? Sim. Vai melhorar? Talvez. Mas é a unica que consigo ver redução de preços nos trechos que eu viajo/emito com frequência, principalmente no internacional com voos com parceiras, cheguei até a comentar que um amigo emitiu BSL-GRU com escala em FRA por R$1000 vinte dias antes da viagem.

 

Voltando ao tópico, continuo defendendo que se a divisão fosse 33% pra cada, ao ver a Azul com preços a la azul vendendo bem porquê oferece balinha de goma e TV ao Vivo em sistema dedicado (TVs individuais por assento) ambas LA e G3 enxergariam espaço pra aumentar seus preços também - cada um com seu diferencial. Todo mundo ganha, menos quem deveria: o passageiro. Azul foi inteligentíssima em abrir rotas regionais que não tiveram operações por anos. Viu ali uma demanda reprimida e a explorou - literalmente, arrancando cada centavo do cliente.

Edited by thgsr08
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Porém uma coisa não tem nada a ver com a outra. Se vitimizar não comoverá ninguém. Ela fez o que podia, deu o lance em tempo hábil, tendo sido descartado pela O6. Não consigo entender como se vende algo que não é seu, mas Ok. Agora cabe a ANAC distribuir os slots que eram da O6 de forma justa entre todas que tem interesse. LA e G3 não precisam de mais slots, mas caso a Catay Pacific queira entrar pra concorrer, o governo deu condições e ela tem direito. Acredito que as empresas nacionais, consolidadas no mercado deveriam ter prioridade sim, mas dai ela teria que concorrer com Passaredo e etc. Ou seja, não tem pra onde fugir, ela não vai conseguir todos os slots da O6 e nem conseguirá se equiparar a G3 e LA.

 

No mais, concordo demais que o produto da Gol melhorou muito, mas somente pro viajantes em negócios. Pros demais passageiros, o espaço diminuiu, o serviço - que nunca foi ótimo continua OK - e os preços - se comparados a 10 anos atrás - subiram estratosfericamente. LATAM pra mim continua igual. Os assentos são os "mesmos" desde sempre, com mesmo espaço, mesma configuração, apenas novos estofados - antes ninguém reclamava. Realmente ele não oferece um produto especifico pra Business, não tem salas vip, enfim... zero voltada a esse público. Pode melhorar? Sim. Vai melhorar? Talvez. Mas é a unica que consigo ver redução de preços nos trechos que eu viajo/emito com frequência, principalmente no internacional com voos com parceiras, cheguei até a comentar que um amigo emitiu BSL-GRU com escala em FRA por R$1000 vinte dias antes da viagem.

 

Voltando ao tópico, continuo defendendo que se a divisão fosse 33% pra cada, ao ver a Azul com preços a la azul vendendo bem porquê oferece balinha de goma e TV ao Vivo em sistema dedicado (TVs individuais por assento) ambas LA e G3 enxergariam espaço pra aumentar seus preços também - cada um com seu diferencial. Todo mundo ganha, menos quem deveria: o passageiro. Azul foi inteligentíssima em abrir rotas regionais que não tiveram operações por anos. Viu ali uma demanda reprimida e a explorou - literalmente, arrancando cada centavo do cliente.

 

Thiago, concordo com você em vários pontos exceto que uma coisa não tem nada a ver com outra, como mencionou. Tem a ver sim, a LATAM está acusando que as acusações da AZUL são mentiras, inclusive disputando a capacidade de competir de forma justa, o que não me parece verdade, pois olhando o passado, a TAM se utilzou de benefícios de voos regionais quando não eram de fato, criou uma intricada estrutura societária para não transparecer de forma evidente os limites da legislação brasileira, não melhrou o produto, nem foi capaz de competir com as leis de mercado, pois sim, perdeu share no período. Vai reclamar da Azul, dizendo que ela não se dá com a livre concorrência, que está se vitimizando, etc. quando a própria parou no tempo, abandonou hubs, focus city que seja e deixou o concorrente nadar sozinho com seus ATRs e Ejets? Que argumento a LATAM hoje tem para falar de competição?

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O problema do chororô da Azul é que ela tenta vender aos leigos que existe um impedimento dela operar na ponte aérea, o que não é verdade, ela tem slots em CGH e poderia direcionar-los para CGH-SDU "amanhã" se quisesse. O que é justo é que ela quer mais slots, mas vender como se houvesse um complô impedindo ela de voar a ponte, é sacanagem.

 

O fato é que a regra de distribuição até onde eu saiba é, 50% para entrantes e 50% para estabelecidas, no caso a Azul é uma estabelecida no aeroporto e vai ter que fatiar metade dos slots da defunta com a GOL e Latam, do ponto de vista da competição de mercado, é sacanagem dividir a fatia do bolo com quem já tá de barriga cheia (G3/JJ com slots), porem ao mesmo tempo a JJ está desde 1976 neste aeroporto e a GOL desde 2001... e ambas foram crescendo engolindo competidores nesse aeroporto. O grande preju para todos (empresas, infraero, governo - via impostos, consumidores) é que o slot é algo da união e concedido, se fosse um ativo da empresa, a Infraero teria lucrado horrores na primeira venda e ainda podia morder 10% em um eventual repasse, talvez a O6 tivesse já dilapidado slots ao longo do tempo vendendo pra fazer caixa e ai o mercado estaria equilibrado.

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PT-KTR, a AZUL está correta não há como ter uma operação saudável do ponto de vista de negócios com 95% dos slots com GOL e LATAM. Não dá para competir na ponte com 26 slots, mesmo que fossem todos eles alocados a Azul com GOL e LATAM operando com 60 SDU-CGH, o passageiro da ponte precisa antecipar, precisa ter a tranquilidade que existe outro voo em meia hora, etc.

 

Mas entendo o seu ponto, e realmente boa parte dessa discussão não existiria se o slot fosse um bem, GOL e LATAM teriam incentivo menor do que AZUL a pagar e o mercado se ajusta.

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PT-KTR, a AZUL está correta não há como ter uma operação saudável do ponto de vista de negócios com 95% dos slots com GOL e LATAM. Não dá para competir na ponte com 26 slots, mesmo que fossem todos eles alocados a Azul com GOL e LATAM operando com 60 SDU-CGH, o passageiro da ponte precisa antecipar, precisa ter a tranquilidade que existe outro voo em meia hora, etc.

 

Mas entendo o seu ponto, e realmente boa parte dessa discussão não existiria se o slot fosse um bem, GOL e LATAM teriam incentivo menor do que AZUL a pagar e o mercado se ajusta.

 

Não é a competição ideal, mas nao existe uma porta trancada que impede ela de sair num CGH-SDU, essa parte que ela tem sido chata na choradeira com a opinião publica, agora talvez o cade pudesse era virar e falar: 50% dos slots da O6 são do Azul e os outros 50% a entrantes...

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Não é a competição ideal, mas nao existe uma porta trancada que impede ela de sair num CGH-SDU, essa parte que ela tem sido chata na choradeira com a opinião publica, agora talvez o cade pudesse era virar e falar: 50% dos slots da O6 são do Azul e os outros 50% a entrantes...

O que seria injusto com as entrantes.

Daria 30% pra azul e o resto pras entrantes. Se a intenção é competitividade

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O que seria injusto com as entrantes.

Daria 30% pra azul e o resto pras entrantes. Se a intenção é competitividade

Bem observado,afinal de contas a Azul não é entrante para pleitear esse direito

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Sao mero devaneios, até pq entrante não existe no momento! Passaredo? Sideral sequer tem pedigree no transporte regular de paxs, o restante não conta (Map, two, etc)

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Para acabar com o chororô, deveriam sortear os slots.

 

No primeiro par de slot a ser concedido, participariam todas as postulantes;

No segundo par, participaria todas, menos a vencedora do primeiro;

No terceiro par, todas menos a primeira e a segunda;

No quarto, voltariam ser todas.

 

Não seria o melhor dos mundos, mas evitaria favoritismo e o resultado é objetivo.

 

Mas vejo alguns operadores reclamarem que o sorteio de slots não seria viável...

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