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Piloto morre durante voo, copiloto assume comando do avião e faz pouso de emergência em Campo Grande


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Piloto morre durante voo, copiloto assume comando do avião e faz pouso de emergência em Campo Grande

 

O voo, segundo a Infraero, seguia de Barreiras, na Bahia, para Americana, em São Paulo; no meio do trajeto, piloto passou mal e desmaiou; quando pousou em Campo Grande ele já estava morto.

 

 

O piloto de um avião bimotor King Air C90A morreu na manhã deste sábado (6) durante um voo entre a Bahia e São Paulo. O copiloto teve de assumir o comando da aeronave e fazer um pouso de emergência em Campo Grande.

A aeronave, um King Air C90A, é de uma empresa agropecuária que possui propriedades em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O piloto, Benedito Fernando Ricci, de 59 anos, e o copiloto, Matheus Pasquotti, transportavam um passageiro.

Segundo a Infraero, o voo seguia de Barreiras, na Bahia, para Americana, em São Paulo. No meio do trajeto, Benedito passou mal e desmaiou. Pasquotti assumiu o comando da aeronave e, após pedir autorização à Infraero e comunicar o ocorrido, fez um pouso de emergência em Campo Grande, por volta das 10h03.

Foi montado um aparato de emergência para socorrer o piloto, inclusive com ambulâncias já na pista do aeroporto. Mas, conforme a Infraero, quando a aeronave pousou, Benedito já estava morto. A causa da morte não foi informada.

Depois do ocorrido, Pasquotti publicou uma homenagem ao amigo no Facebook. No texto relembra que foram cinco anos voando juntos, um período de muita amizade e alegria e que, em um "piscar de olhos", no meio do viagem, o amigo "se foi".

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Lamentável a ocorrência, não há o que comentar.

 

Mas não entendi o trajeto: de Barreiras para Americana e pousou em Campo Grande?

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Quando li essa triste notícia, me lembrei da loucura que é a intenção de fazer aviões comercias com apenas um piloto.

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Quando li essa triste notícia, me lembrei da loucura que é a intenção de fazer aviões comercias com apenas um piloto.

Só que há um pequeno detalhe: tais aviões comerciais que intencionam fazer nada têm a ver com um C90A desses.

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Quando li essa triste notícia, me lembrei da loucura que é a intenção de fazer aviões comercias com apenas um piloto.

SE não me engano o C90 é certificado single pilot (me corrijam se estiver errado, sei que alguns king são); neste caso ainda bem que não estava.

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Só que há um pequeno detalhe: tais aviões comerciais que intencionam fazer nada têm a ver com um C90A desses.

 

Me perdoem a burrice, mas qual a diferença de um piloto morrer dentro de um king e dentro de um desses? Eles serão controlados remotamente se o piloto morrer ou os pilotos serão imortais dentro deles?

Ah já sei, vai ter uma câmera filmando o cockpit ao vivo, e se o piloto "pender" a cabeça pro lado e fechar os olhos, o avião vira um drone, acertei?

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SE não me engano o C90 é certificado single pilot (me corrijam se estiver errado, sei que alguns king são); neste caso ainda bem que não estava.

Todo King é single pilot.

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Me perdoem a burrice, mas qual a diferença de um piloto morrer dentro de um king e dentro de um desses? Eles serão controlados remotamente se o piloto morrer ou os pilotos serão imortais dentro deles?

Ah já sei, vai ter uma câmera filmando o cockpit ao vivo, e se o piloto "pender" a cabeça pro lado e fechar os olhos, o avião vira um drone, acertei?

Quase, SQN !

Se o avião tiver comportamento inadequado com o planejado os softwares assumiriam.

Mas esta é uma conversa longa cheio de prós e contras e o o tópico não é sobre isto.

Sinta-se a vontade de abrir um tópico sobre isto, a conversa vai ser interessante ou não.

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Me perdoem a burrice, mas qual a diferença de um piloto morrer dentro de um king e dentro de um desses? Eles serão controlados remotamente se o piloto morrer ou os pilotos serão imortais dentro deles?

Ah já sei, vai ter uma câmera filmando o cockpit ao vivo, e se o piloto "pender" a cabeça pro lado e fechar os olhos, o avião vira um drone, acertei?

 

 

Partindo desse princípio, até mesmo um Paulistinha tem de ser operado por dois pilotos.

 

Não dá para analisar o estágio que um dia a aviação chegará, daqui 5, 10 ou 20 anos, com o que temos à disposição atualmente. O ser humano, isto é, o piloto, segue a mesma linha de montagem quanto ao "projeto, construção e estrutura" desde os tempos do Santos Dumont, mas o mesmo não pode ser dito a respeito da evolução do avião.

 

É mais do que certo que o "elo" mais fraco nessa "corrente" das operações aéreas é o piloto, pois isso, querendo ou não, com o melhor ou mais avançado treinamento, é praticamente imutável, quando muito, não evolui no mesmo ritmo do equipamento que opera ou um dia operará. E a construção de aeronaves mais independentes da intervenção de um ou mais tripulantes é algo que atingirá em dado momento um nível mais do que aceitável em termos de segurança.

 

Imagino o que pensariam os pilotos de um Sikorsky S-42 se vissem um dos aviões dessa atual geração. O mesmo pode ser dito do atual momento com o que conhecemos de mais "top" comparado com o que virá daqui algum tempo.

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Partindo desse princípio, até mesmo um Paulistinha tem de ser operado por dois pilotos.

 

E um Airbus xxx ou um Boeing yyy? Só com um piloto? Acho situação meio diferente do que um paulistinha...

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Me perdoem a burrice, mas qual a diferença de um piloto morrer dentro de um king e dentro de um desses? Eles serão controlados remotamente se o piloto morrer ou os pilotos serão imortais dentro deles?

Ah já sei, vai ter uma câmera filmando o cockpit ao vivo, e se o piloto "pender" a cabeça pro lado e fechar os olhos, o avião vira um drone, acertei?

Acredito que num futuro distante, quando aviões de grande porte forem single pilot, o avião será um drone. O piloto assumirá somente na exceção da exceção, tanto que a falta dele não será um risco para a operação.

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Acredito que num futuro distante, quando aviões de grande porte forem single pilot, o avião será um drone. O piloto assumirá somente na exceção da exceção, tanto que a falta dele não será um risco para a operação.

 

Concordo com isso. Aliás essa tecnologia já até estaria disponível hoje, é muito mais fácil controlar um avião no solo de um aeroporto onde as taxiways são bem definidas e o tráfego pequeno comparado com um carro, e já temos tecnologia automotiva que controla veículos autonomamente. É questão de tempo para chegarmos num grau de confiabilidade que permitiria derrubar as barreiras regulatórias e implementar isso na aviação. Não é algo que vai acontecer em breve, mas vai acontecer.

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Parabéns pro piloto que conduziu o voo sob essa tensão, não deve ter sido fácil ver o outro desmaiado, deve ter sido momentos tensos e triste pelo comando que faleceu.

 

Quanto a rota, olhando no mapa, tá bem fora... mas vai entender, será que o piloto não era de lá e ai ele já levou o avião pra CG pra não ter que fazer translado depois??

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Pensei que pode ser por cg ter um aeroporto bem maior talvez tenha algum serviço médico de emergência no local e assim facilitaria o atendimento

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Esse voo de Barreiras para Americana não procede.

Eles estavam deslocando entre fazendas de mesma propriedade no interior do MS.

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Totalmente fora de rota pousar aqui em CGR, estranho.

 

Tbm achei estranho

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Esse voo de Barreiras para Americana não procede.

Eles estavam deslocando entre fazendas de mesma propriedade no interior do MS.

 

Ah tá. Isso explica ter pousado em CGR.

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Concordo com isso. Aliás essa tecnologia já até estaria disponível hoje, é muito mais fácil controlar um avião no solo de um aeroporto onde as taxiways são bem definidas e o tráfego pequeno comparado com um carro, e já temos tecnologia automotiva que controla veículos autonomamente. É questão de tempo para chegarmos num grau de confiabilidade que permitiria derrubar as barreiras regulatórias e implementar isso na aviação. Não é algo que vai acontecer em breve, mas vai acontecer.

voamos no mundo todo o Boeing 737-200 onde se dizia que "o piloto, pilota o piloto-automático" , pois bem era um tempo, décadas, onde a tecnologia, a aviônica, era espartana e o controle do avião era totalmente feita pelo piloto mesmo com o PA conectado , sendo sua responsabilidade voar inclusive com PA em off em certas ocasiões, hoje acontece o oposto, onde o fabricante quer, ou melhor exige, que o piloto voe manualmente o mínimo tempo possível, pois acreditava-se que o automatismo resolveria tudo, ou quase tudo, porém o oposto aconteceu, porque o excesso de automatismo atropelou inclusive a maior fabricante com o 737Max que está há meses proibido de voar e ficará groundeado por mais um tempo.

Esqueceram do ponto de equilíbrio entre homem e máquina, enquanto o pouco automatismo facilitava a ocorrência de acidentes jogando a culpa nos pilotos, hoje com excesso de automatismo não está sendo diferente com relação à segurança, pois o avião de maior sucesso no mundo traiu a confiança de todo o mundo matando quase 400 pessoas em dois acidentes distante poucos meses entre o 1º e o 2º acidente, onde os pilotos não tinham o controle da aeronave.

Então acho precoce discutimos voar avião com um só piloto onde um "pilot incapacitation" seria substituido pelo controle remoto da aeronave, será que seria seguro o bastante? pois o 737Max também foi testado antes do seu lançamento e deu no que deu.

 

Voltando ao assunto do tema, penso que vale parabernizarmos o Cmte falecido pois tenho certeza que ele explicou aos proprietários do agronegócio da aeronave C90 o quão importante era ter um copiloto na aeronave onde pelo tipo de operação não era uma exigência da legislação, e parabéns também aos patrões que aceitaram que era mais seguro voar com dois pilotos bem treinados, caso contrário teríamos tido dois óbitos e uma aeronave destruida.

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