Jump to content

Portugal: Boeing quer mais 500 engenheiros nas fábricas da Embraer em Évora


jambock

Recommended Posts

Meus prezados
Portugal: Boeing quer mais 500 engenheiros nas fábricas da Embraer em Évora
KC-390-pousado-e1524500263958-1024x576.j
Embraer KC-390

O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, disse ao Jornal Económico que abordou com o vice-presidente da Boeing, Marc Allen, no Paris Air Show, os projetos norte-americanos para as fábricas alentejanas.”Querem mais 500 engenheiros”, diz
A compra da brasileira Embraer pelos norte-americanos na Boeing trará novos projetos e uma maior dinâmica às fábricas de Évora que produzem componentes para aviões. Esta foi a perspetiva transmitida ao ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, no encontro que manteve com o vice-presidente da Boeing, Marc Allen, na 53ª edição do certame Paris Air Show, o salão internacional da aeronáutica que se realiza no aeroporto de Le Bourget entre 17 e 23 de junho. Se os reguladores não colocarem objeções à compra da Embraer pela Boeing, as fábricas portuguesas deverão aumentar a intensidade de laboração, o que inclui a reavaliação do futuro das OGMA. O próprio projeto das fábricas de Évora poderá ter um reforço a pensar no aumento da produção de componentes destinados a novos modelos.
“Isto significará um aumento da faturação, maior volume de investimento e o reforço das contratações de pessoal, cujas perspetivas de curto prazo implicarão a contratação de mais 100 engenheiros”, admitiu o ministro ao Jornal Económico. “Mas no horizonte de quatro anos a Embraer-Boeing deverá contratar mais 500 engenheiros”, adianta João Gomes Cravinho.
O atual enquadramento industrial português “é adequado à captação de novos projetos do cluster aeronáutico, embora o processo de decisão de um novo investimento não seja imediato, pois implica sempre decisões que levam algum tempo a maturar”, refere o ministro.
Mesmo assim, as perspetivas de negócios são muito boas porque a fileira existente em Portugal permite ganhos de escala entre os vários fornecedores instalados no mercado nacional. De imediato, Portugal tem o conforto de saber que os maiores construtores mundiais, a Airbus e a Embraer, compram componentes para os seus aviões às unidades fabris do sector existentes em Portugal. Além disso, se os reguladores derem luz verde à operação Boeing-Embraer, antes do fim do ano a Embraer passará a ser Boeing.
ogma-5.jpg
Instalações da Embraer OGMA em Portugal

 

Portugal tem todas as condições para aumentar a sua importância no cluster aeronáutico – atualmente fornece componentes para aviões executivos, para a unidades da aviação comercial de médio curso e para projetos da aviação militar, como o recente KC390.
O contributo da indústria portuguesa para os aviões da Embraer centra-se no fabrico de componentes para o jato bimotor E2, com 140 lugares. Tratam-se de “expectativas favoráveis”, como explica o ministro, recordando que a regulação ainda não se pronunciou sobre o negócio de compra da Embraer pela Boeing.
O mais relevante, segundo João Gomes Cravinho é que “Portugal não existia no radar da Boeing e agora, de repente, a Boeing começa a pensar no futuro das fábricas que passa a ter na Europa”, num momento em que a única fábrica direta que montou foi a do Reino Unido, que agora está debaixo do fogo do Brexit.
Isto significa que “Portugal será o único país europeu onde a Boeing deverá apostar forte na produção industrial – nas unidades da Embraer em Évora e nas oficinas das OGMA – assim que tenha a aprovação da compra da Embraer pelo regulador”, admite o ministro, porque “já há indícios muito positivos que permitem prever um aumento da produção e do número de postos de trabalho, e isso será esclarecido ainda antes do fim do ano”.
Estas perspetivas positivas abarcam igualmente os fornecedores das fábricas de Évora da Embraer. O JE sabe que o novo presidente da Embraer, Francisco Gomes, tem agendada uma deslocação a Portugal, para visitar as unidades de Évora e as instalações das OGMA, em Alverca.
Fonte: Jornal Económico – Portugal via site Poder Aéreo 7 jul 2019

Link to comment
Share on other sites

Rapaz... onde mando meu CV?!?! :w00t: :jump:

 

Seria um interessante contra-golpe à Airbus. Já que o A220 está na América do Norte, onde o mercado de aviação regional é um dos mais fortes e desenvolvidos (para não dizer o mais forte e desenvolvido) do mundo e o quintal da Boeing. O E-2 poderia ter "final assembly" na Europa, visto que o mercado de aviação regional da Europa aceitou bem os E-Jets. E lembrando que a Airbus monta avião nos EUA. Não sei se os MD-80/90 chineses já foram sob a gestão Boeing ou se ainda eram da MDD.

Link to comment
Share on other sites

Archived

This topic is now archived and is closed to further replies.

×
×
  • Create New...

Important Information

Saiba os termos, regras e políticas de privacidade